História Perdoa-me - Capítulo 1


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NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Ficção Científica, Mistério, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 1 - Ossos do Ofício


Fanfic / Fanfiction Perdoa-me - Capítulo 1 - Ossos do Ofício

- Por que você está tremendo?

- Sabe que não gosto de fazer isso.

  Era uma noite chuvosa em Santa Monica. Em um beco, dois jovens se esgueiravam e observavam uma loja prestes a ser fechada. Encapuzados e discretos, levavam em suas mãos tacos de baseball de alumínio.

- Eu não faço isso por que gosto, Mercedes. - Disse o rapaz.

- Você parecia bem alegrinho na última loja que roubamos.

- Aquilo foi diferente. Eu não gostava daquela velha nojenta.

  Enquanto os dois conversavam o dono da loja saía e trancava as portas.

- Dakota! - Gritou Mercedes, apontando para o homem que fechava sua loja.

- Aí! Por que não grita mais alto? - Reclamou Dakota, ameaçando Mercedes com o taco.

- Desculpa... - Sussurrou Mercedes.

- Tá, vamos lá.

  Dakota correu até o dono da loja, seguido por Mercedes que tropeçou nos próprios pés, quase caindo. Ao se aproximarem do dono, Dakota o acertou na cabeça com o taco, fazendo-o desmaiar.

- Leva ele lá pra trás.

- Ok. - Falou Mercedes, puxando o homem para trás da lata de lixo.

  Enquanto isso, Dakota tentava abrir o cadeado sem sucesso. Após diversas tentativas fracassadas de arrombar a fechadura, Dakota começou a chutar porta.

- Quer tentar isso? - Falou Mercedes, mostrando as chaves da loja.

- Haha, muito engraçado. - Disse Dakota, emburrado.

- De nada.

  Dakota apenas olhou para Mercedes e continuou procurando a chave certa até finalmente conseguir abrir. Ao entrarem na loja, Dakota foi direto para o caixa, enquanto Mercedes esperava próximo a entrada da loja, espreitando se ninguém os tinha visto.

- Você demora demais, sabia? – Falou Mercedes.

- Por que você não vem aqui e faz melhor, então?

- Quer ver?

  Nesse momento, uma viatura da polícia passou na frente da loja, percebendo a atividade suspeita.

- Mercedes, corre! - Gritou Dakota, chutando a porta dos fundos.

  Os dois correram até o beco, que inevitavelmente levava até a rua, onde estava a viatura. Eles atravessaram a rua correndo, entrando em outro beco. Nenhuma rota de fuga havia sido planejada, então eles tinham de improvisar. Dakota olhava para trás de tempos em tempos, verificando se Mercedes estava conseguindo acompanha-lo. Os dois conheciam muito bem aquela parte da cidade, mas a chuva e um policial armado com uma escopeta tornavam tudo mais difícil. Após alguns minutos correndo, Dakota percebeu o cansaço de Mercedes. Ele precisava pensar em outra coisa. Foi nesse momento que Dakota teve uma ideia: os esgotos.

  Dakota abriu a tampa de uma das entradas para os esgotos e chamou por Mercedes:

- Entra!

- Que nojo!

- Entra logo! - Gritou Dakota.

  Ao ouvir o grito de Dakota, Mercedes imediatamente entrou, resvalando o pé em um dos degraus. Quando Dakota ia entrar ouviu um grito atrás de si.

- Parado! Mãos onde eu possa ver!

- Nem fodendo! - Falou Dakota, pulando dentro do esgoto.

  A queda era longa, e umas das pernas de Dakota não resistiu ao impacto, quebrando a tíbia e a fíbula.

- Dakota, tá tudo bem1?

- Tá sim! Vamos logo - Respondeu Dakota, empurrando Mercedes.

  Os dois andaram sem rumo o mais rápido que puderam, com esperança de que o policial não os seguisse. Ao perceber que estavam seguros, Dakota foi reduzindo seu passou até finalmente parar e sentar-se no chão.

- Tá doendo muito? - Perguntou Mercedes.

- Eu estou bem, só estou cansado.

- Claro que está. - Falou Mercedes, revirando os olhos - Ouvi a sua perna quebrando.

- Eu não tenho tempo pra isso. Não posso quebrar a porra da perna.

- É, mas você quebrou. E precisa dar um jeito.

- E você quer que eu vá a um hospital?

- Ou você pode deixar eu cuidar disso e correr o risco de passar o resto da sua vida com a perna atrofiada. - Falou Mercedes, sorrindo de forma cruel.

- Acho que escolho o hospital.

- Foi o que eu pensei! Mas primeiro: como saímos daqui?

- Deve ter um mapa em algum lugar por aqui.

- Um mapa? Por que deixariam um mapa aqui? - Perguntou Mercedes, confusa.

- Encanadores, eletricistas, essas coisas...

- Entendi. Então vamos procurar esse mapa.

  Poucos minutos de procura foram suficientes para encontrarem o mapa. Ele mostrava com detalhes as entradas e saídas e onde cada uma delas dava. Também era possível ver os caminhos da rede elétrica e as salas de manutenção.

- Eu não sou boa em geografia, Dakota.

- É, eu sei. - Falou Dakota, observando o mapa.

- Você sabe como encontrar a saída?

- Só se você ficar quietinha.

- Tá bom...

- Bom, se eu estou certo, a saída mais próxima do hospital é essa aqui... Saída "B".

- Então estamos perto!

- Estamos?

- Não, só queria ver a sua cara.

- Muito engraçado. Vamos andando. 

  Os dois então seguiram em direção a saída "B". Quando Mercedes começou a falar.

- Você quase morreu lá...

- Não.

- Não? Ele tinha uma escopeta, estava a 50m de você...

- Acho que essa é a nossa saída.

- Tá... Use a escada dessa vez.

  Dakota olhou com seriedade para Mercedes, que começou a subir a escada. Os dois saíram em um beco, atrás de uma loja de conveniências. Eles foram até a rua e localizaram o hospital.

- Vamos lá, não vai ser bom pra você ficar embaixo dessa chuva. - Falou Dakota, puxando Mercedes, enquanto mancava até o hospital.

Ao chegar ao seu destino, Dakota foi até a recepção, onde uma mulher o atendeu.

- Boa noite. Olha, eu quebrei a minha perna e preciso de ajuda.

- Como você foi fazer isso?

- Eu estava... Eu caí. 

- Tem algum responsável com você?

- Não, eu estou sozinho.

- Sei... Tudo bem. Sente ali e aguarde um minutinho, por favor. 

  Dakota sentou-se ao lado de Mercedes. Ao ver Dakota do seu lado, Mercedes deitou a cabeça em seu ombro e fechou os olhos.

- Mercedes! A gente precisa ir agora!

- O que foi?

- Ela está ligando pra alguém...

- E?

- Policiais...

- Que vadia...



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