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História Peregrina - Capítulo 32


Escrita por: ElenaJohnson1_

Notas do Autor


Olá, pessoal!
Como foi a Pascoa de vocês?? Comeram muito chocolate?
Eu estou comendo agora rsrs
Espero que gostem!
Beijão EJ!

Capítulo 32 - O primeiro olhar


31. O primeiro olhar

Coloco Jacob em sua cama estreita com muito cuidado. Deixo seu lado direito virado para a borda da cama. O que seria complicado se eu fosse humana. Me recosto na parede ainda em pé em sua cama. Eu deveria ter tirado os sapatos? Pulo da cama e tento limpar um pouco da terra, não ajudou muito. Ele geme desconfortavelmente, deve estar com dor agora que não o estou tocando.

O cheiro dele está em toda parte, nem mesmo se eu tomar uns cem banhos seguidos vou conseguir tirar ele da minha pele. Puxo meu casaco e o jogo em um canto do quarto, não vou usar isso nunca mais.

A garota está na porta, olhando para todos os lados, da pequena casa do Jacob. Ela parece assustada. E deveria estar mesmo, os lobos logo estarão aqui e não vão gostar muito do fato de eu ter trazido outra vampira também. E o cheiro deve estar deixando ela louca assim como eu porque ela funga e para de respirar. Solto uma pequena risadinha. Victoria não deve ter tido um critério muito bom para montar seu exército. Essa garota é muito humana ainda. Pobre pessoas... mortas por nada.

— Qual é o seu nome? — Pergunto me aproximando dela e saindo de perto do lobo. Ele geme outra vez, suas pálpebras tremem e o vejo flexionar sua mão quebrada.

— Bree Tanner. — Sua voz sai um pouco estridente. Ouço um homem no quarto ao lado suspirar e se remexer na cama. Deve ser o pai do Jacob.

— Shhii. — Coloco o dedo em frente à minha boca, fazendo o sinal para que fique quieta. — Não vamos acordar o humano. — Aponto para o quarto ao lado que não deve ser muito maior do que esse. — É melhor ter essa conversa em outro lugar, os lobos... — Não termino minha fala, quando todo o bando quase arromba a porta da frente.

Todos usam as mesmas roupas. Sam vem na frente e quando vê a Bree começa a tremer de modo ameaçador. Ele não se transformaria dentro da casa, não é? Ela começa a tremer também, mas de medo. Sutilmente vi que se colocou em posição de ataque.

Me coloco em sua frente e seguro sua mão.

— Não precisa disso. Já estamos indo. — Encaro ele de forma determinada. Não tenho medo dos lobos. Estou um pouco cansada por usar meus dons e a dor do lobo deixou minhas terminações confusas. Não é como uma dor quando eu era humana ou como se tivesse me machucado realmente. É difícil de descrever algo que nunca senti. Se assemelha muito a sensação de roubar um dom, mas é muito mais intenso ao ponto de ser doloroso.

Seguro sua mão e começo a passar pelos lobos. Se negatividade pudesse machucar já estaríamos mortas. Mal chegamos a porta da sala quando Jacob solta mais um de seus gritos. Pensei que ele estivesse desmaiado. Não estava.

Todos tiram seus olhos de nós e tentam se espremer no quarto dele. Não conseguem. Leah e Seth ficam do lado de fora tentando olhar por cima de seus ombros, não vão conseguir se tem uma coisa que percebe é como são todos muito altos.

Puxo Bree para sair da casa e outro grito me impede de partir. Olho para além da porta. O Sol está se pondo deixando o céu em um misto de nuvem cinzas e traços alaranjados quase imperceptíveis. O pôr do sol nessa cidade não é nem um pouco bonito e inspirador.

— Acho que vamos ter que ficar um pouco mais. — Vejo seu olhar de surpresa quando a seguro mais forte e puxo em direção aos lobos. Ela tenta me puxar e se quisesse de verdade talvez conseguisse. Quase esquece que ela é mais forte do que eu nesse momento, mas ela está muito assustada para cometer qualquer ato muito brusco. Coitada. Deve estar muito estressada com tudo isso. — Tudo bem. Ninguém vai machucar você. Sou muito mais forte do que todos eles. Vou defender você. — Sorri para ela.

Seth e Leah bufam em minha direção.

— O que ainda está fazendo aqui? — Leah não parece tão zangada quando sua voz querer demostrar, ela parece mais preocupada. Jacob começa a chorar.

— Ele está sofrendo. É um pouco irritante de se ouvir. — Aumento meu tom de voz. — Saiam da frente! — Não ouso tocar em nenhum deles. Seria ruim no momento.

O homem no outro quarto acorda. Acho que me ouviu. Ele se remexe e fica quieto.

— Vocês não vão melhorar a situação.

Todos os lobos mantem sua atenção em mim.

— Apenas me deixe machucar ela um pouco. — Ouço Paul sussurrar para Sam, que apenas o dispensa com um movimento de sua mão. Não seria uma boa ideia. Acabaríamos destruindo a casa.

— Você não conseguiria nem se eu abdicasse dos meus dons, lobinho. — Ele rosna sendo acompanhando pelos demais. — Já entende. Vocês me odeiam. Ok! Agora saiam da frente. Eu posso ajudar com a dor.

O garoto Quil olha para Jacob com muita pena nos olhos. O Lobo começa a se mexer levemente. Por que será que ele está com tanta dor? São apenas uns ossos quebrados, não deveria doer tanto. E porque ele ainda não apagou? Se está doendo tanto assim ele já deveria ter desmaiado de novo.

— Talvez fosse... — Ele começa a falar quando Jacob solta um novo grito estridente. Sua respiração está saindo cada vez mais rápido. Se continuar assim ele pode ter uma parada cardíaca. Até mesmo quando o coloquei na cama seu coração não havia diminuído o ritmo das batidas.

— Eu posso tirar sua dor. Tenho o dom para isso. Só preciso toca-lo por um instante.

Sam olha para todos e enfim para o lobo na cama. Ele está coberto de suor. Logo todos ficaram assim. A temperatura subiu consideravelmente com todos aqui.

— É melhor deixá-los. — Bree puxa meu braço. — Se eles não querem sua ajuda.

O lobo geme outra vez na cama.

Sam me encara. Sei o que está pensando mesmo sem precisar ler seus pensamentos. Ele assente novamente em minha direção como fez na clareira. Acho que não está nem um pouco feliz e nunca irá admitir que precisa de um vampiro.

— Vai levar menos de um segundo. — Passo por todos. Quil se aproxima de mim deixando a cama. Leah entra no quarto junto de Seth. Todos os outro deixam o quarto, menos eles. Sam fica parado na porta me observando. Bree ainda está ao meu lado.

Tiro sua mão de meu braço e me agacho na beirada da cama ficando o mesmo nível que o lobo.

Seguro seu braço com cuidado. Um calafrio passa pôr ele. Talvez pela temperatura fria do meu corpo. Passo as mãos devagar por seus músculos sentindo seus ossos.

Algo não está certo. Posso sentir seus ossos se movendo em seus músculos. Estão se curando? Nessa velocidade?

Olho para os lobos ao meu lado. Estão em pé como estatuas observando. Suas caretas demostram como não estão contentes em deixar um deles em minhas mãos.

— Vocês podem se curar mais rápido do que os humanos, não é? — Volto meus olhos para Jacob. — Muito mais rápido. Posso sentir os ossos se movendo. É bem impressionante se querem saber.

— Não queremos. — Leah quase grita. — Apenas o ajude.

— Tudo bem. — Ouço uma cadeira de rodas se mover pela casa. O homem no outro quarto é realmente pai do Jacob. Sam olha para Quil e sai para falar com ele.

Entrelaço minha mão em sua mão machucada com muito cuidado, mais do que se estivesse segurando um dos meus animais doentes. Seus olhos estão fechados e sua pele está muito pegajosa por causa do suor. Peço para Bree pegar um lenço em meu casaco e seco um pouco sua testa. Eles deveriam dar um banho nele depois, deve ajudar. Ele está quente demais, ter febre agora não é nem um pouco bom com toda a dor.

Meu dom começa a fazer efeito. Sinto como se fosse um enorme puxão da minha parte. Sugando sua dor para dentro de mim. Foi diferente do que da última vez, quando ele basicamente jogou tudo em mim. Dessa vez meu dom ágil mais rápido roubando tudo, talvez por eu saber que precisa agir. Jacob começa a respirar ainda mais rápido. Seus olhos se abrem e se focam nos meus. Estão um pouco turvos, mas logo se focam no meu rosto.

Ele pisca e abre a boca. Posso ver a dor sair pelo seu olhar, e algo mais, um pouco mais primitivo. Ele olha para nossas mãos entrelaçadas e para minha mão em sua testa. Acho que está confuso pela dor, porque ele coloca sua mão boa em meu rosto e sussurra:

— Encontrei você... — E volta para a inconsciência. Olho para os outros esperando uma explicação, mas eles parecem ainda mais confusos do que eu. Recoloco sua mão na cama junto com meu lenço que com toda certeza está arruinado para sempre com o cheiro dele.

— Ainda bem que posso fazer isso. O coitado estava com tanta dor que começou a alucinar. Eu nunca o vi antes de hoje. — Procuro novamente em minhas memorias, mas não. — Talvez seja bom dar um banho nele enquanto ele não sente dor, ele está muito quente. Ter febre agora...

— Não é febre. — Seth, fala calmamente observando o rosto do Jacob. — Somos normalmente quente assim. Olha. — Ele se aproxima para me deixar tocar em seu braço, mas Leah o puxa de volta para o lugar.

— Já acabou? — Ela olha para mim com as sobrancelhas arqueadas e com muito ódio nos olhos, agora não parece mais tão preocupada.

Espero até a última porção de dor passar para minhas veias frias e solto sua mão. Levanto e me preparo para ter uma longa conversa com o pai do Jacob. Ele não parece nada feliz com — palavras dele — duas sanguessugas em sua casa.


Notas Finais


E então? Entenderam o que aconteceu?
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