História Peregrina - Capítulo 45


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Categorias Saga Crepúsculo
Personagens Alice Cullen, Angela Weber, Aro Volturi, Bella Swan, Carlisle Cullen, Charlie Swan, Edward Cullen, Emmett Cullen, Esme Cullen, Jacob Black, Jasper Hale, Jessica Stanley, Leah Clearwater, Mike Newton, Personagens Originais, Rosalie Hale, Sam Uley
Tags Aventura, Crepusculo, Fanfic, Romance
Visualizações 252
Palavras 1.629
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Ficção Adolescente, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural, Terror e Horror, Violência
Avisos: Adultério, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal!
Voltei o mais rapido que eu pude.
Espero que gostem!
Beijão EJ!

Capítulo 45 - Preciso de um amigo


44. Preciso de um amigo

 

— Estamos conversando. — Jacob dar de ombros e se inclina um pouco mais, cobrindo a minha visão dos lobos. Eles possuem quase o mesmo tamanho, tanto de músculos quando de altura, apenas o Seth que é mais baixo, talvez por ser o mais novo.

— Vocês estão em um encontro? — A voz do Seth sai animada e um pouco surpresa.

— Eu não diria um encontro...

— Sim. — A voz dele se sobrepõem sobre a minha. E eu desisto de tentar argumentar. Deixe que ele lide com o próprio povo. — Eu a trouxe aqui. Queria um lugar calmo...

— Você trouxe uma sanguessuga de olhos vermelhos para as nossas terras? — Paul fala e eu me inclino um pouco para olhar em seus rostos e vejo que junto com suas palavras uma veia se sobressai em sua testa de forma bem perigosa. Se eles não tivessem um cheiro tão ruim...

— Não a chame assim. — A voz do Jacob sai baixa e rouca.

— É o que ela é. — Sam fala um pouco mais baixo e estendendo o braço discretamente para a frente do Paul.

Sinto que eles parecem mais e mais nervosos, acho que eu não deveria ter vindo de qualquer modo.

Me levanto e olho mais uma vez para o mar, enchendo meus pulmões com o ar salgado. Eu gostei, talvez volte a praia outra vez.

— Não foi uma boa ideia mesmo. — Na verdade foi, é um lugar bem isolado e não seríamos incomodados por humanos, e pelo que eu posso sentir a reserva fica a alguns quilômetros para o leste. Se os lobos não estivessem aqui teria sido uma manhã bem agradável. — É melhor eu ir, não quero deixar as coisas entre a sua alcateia e a minha espécie ainda mais hostis.

— Você não precisa ir embora. — Jacob se vira parcialmente para mim, mas ainda com os lobos na visão periférica. — A praia é pública e vocês sabem disso.

Eu realmente não quero ir embora, ainda não tocamos em todos os pontos importantes da nossa conversa, ainda nem comecei a entrar na mente do Jacob.

Dou uma pequena olhada em seus pensamentos e realmente tudo que eu falei não fez com que ele parasse de me ver com uma pequena aura branca em volta do meu corpo.

— Faz parte das nossas terras e o tratado com os Cullen diz que...

— Ela não é do Clã dos Cullen, todos sabemos disso. A Lia não é uma ameaça. Ela nos ajudou. Ela me ajudou e tem... — Ele não completou a frase, não precisou. Todos devem saber por causa da mente coletiva da alcateia.

— Sabemos. Por isso não vamos tentar machuca-la, mas ela não pode ficar aqui tão pouco. — Sam diz as palavras de forma calma, mas não parece assim tão tranquilo. Posso ver que ele e Paul estão tremendo ligeiramente.

Pelo menos eles não querem brigar, já é um começo. Quando me viram pela primeira vez, nem ao menos me deixaram falar.

— Se pelo menos ela fosse como os Cullen, poderíamos fazer vista grossa para algumas visitas, mas os olhos...

— Não vou me desculpar pelo que eu sou e não vou parar por causa de vocês. Mas se os deixo desconfortáveis, ficarei feliz em ir embora, afinal é a casa de vocês de qualquer modo.

— Você não precisa ir. — Jacob se vira outra vez para mim. — Não há ninguém aqui, nunca tem a essa hora da manhã, por isso eu a trouxe aqui.

— Você acha que eu sou uma ameaça as pessoas? Por isso me trouxe a praia?

Agora me arrependo de não ter olhado em sua mente mais cedo, achei apenas que ele queria um lugar calmo para conversa. De todo modo isso inclui a frase sem humanos, mas não pensei que um dos motivos seria ele achar que eu fosse uma ameaça.

— Eu...

— Tudo bem, Jacob. Não importa realmente. Estou indo. — Falo a última frase dirigida ao Sam e começo a passar pelo lado deles. Paul rosna, mas não se aproxima. Quanta civilidade. — Tchau, Seth. — Desaromo seu cabelo ao passa, logo ele ficara grande demais para isso. Já está mais ou menos da minha altura.

— Eu levo você de volta. — Ele passa pelos lobos e vem para perto de mim outra vez.

— Não precisa...

— Eu trouxe você. Te levo de volta, só me dê um minuto, sim?

— Ok. — Mais um tempo no carro pode me dar mais uma chance. Ou finalmente a oportunidade de me apagar de sua mente se nada funcionar.

Volto para o carro deixando o quarteto para trás. Não faria sentido ficar perto deles de qualquer modo. Eu posso ouvir mesmo do carro.

Abro a porta e me sento novamente no banco de carona.

Inspiro fundo e logo me arrependo. O cheiro do Jacob aqui é muito mais forte do que lá fora, resisto a tentação de sair de novo para o ar puro e me concentro na conversa deles.

— Vocês não podem tratar ela dessa maneira! Ainda mais em um encontro.

Jacob está de costas para o carro, mas é bem claro em sua foz que ele está em vergonhado e com raiva.

— Você não pode trazer ela aqui. — Paul se aproxima dele. — Sei que você não pode controlar o que aconteceu com você, mas precisa ver a razão também. Ela é uma maldita sanguessuga.

Se eu pudesse ver a cara do Jacob talvez eu pudesse ter adivinhado o que ele faria, mas tenho certeza que o Paul não porque sua cara é de pura surpresa quando caiu no chão.

— Eu disse para não falar dela desse jeito. — Me remexo no carro um instante.

Sam parecia tão surpreso quanto o Paul assim como o Seth, tudo que eu conseguia fazer era segurar o riso. Foi um belo cruzado de direita.

— Vocês sabem o que ela é para mim agora. Não podem falar dessa maneira.

— Jacob... — Seth se aproximou, mas não muito, vendo Jacob levantar a mão. Sam começou a afasta o Paul que já havia se levantado e estava pronto para começar uma lutar com seu adversário e pelo modo como ele treme e seu rosto fica vermelho, não tenho certeza se seria uma luta entre humanos.

Mas o lobo não pareceu se importar, apenas girou nos calcanhares e veio andando para o carro de forma ágil e rápida. Abriu a porta e logo a bateu enquanto ligava o carro.

Sua mão nem ao menos estava inchada.

— Isso foi...

— Não ligue para o que eles disseram, não importa.

— Ok. — Já estamos virando a esquina e a discussão com os lobos ficou para trás. Embora todos os dois tenhamos ouvido uivos vindo da praia.

 

 

Ele parou o carro em frente à casa dos Cullen.

— Isso foi... interessante. — Foi mesmo. Não conseguir avançar em quase nada na minha missão, mas ver ele lutar contra alguém de sua espécie, alguém de sua alcateia por mim... foi bem memorável.

— Foi, consegui saber mais sobre você. Sobre como pensa. Obrigado por ter me encontrado hoje. E me desculpe por... por eles. Não voltará a acontecer.

Duvido muito que sim.

— Imagino que não. Vou voltar para casa hoje.

— Voltar para casa? Em Detroit? Já, mas...

— Não posso ficar por muito mais tempo.

Ele fica em silencio e eu começou a abrir a porta.

— Você vai voltar? Eu posso ir visitar se não... — sua voz foi morrendo um pouco acanhada.

Suspirei.

— Vou olhar na sua mente agora. Quero ter certeza de uma coisa.

— Pode olhar.

Libertei meus dons. Olho na mente do lobo e posso ver a extensão dos sentimentos dele. Eu havia visto antes, mas sempre muito superficial. Agora posso entender como funciona.

Minha missão é completamente inútil. Ele não vai deixar de gostar de mim. E pelo que posso ver se me apagar de sua mente, assim que ele me ver novamente o sentimento voltará.

É uma pena ele não ter escolha, parece tão bonito e puro.

— Preciso que você seja meu amigo.

— O que?

— Posso ver na sua mente. É algo bem complexo, mas consigo sentir. Você vai fazer o que precisar, não é? Vai ser o que eu quiser que você seja?

— Sim. — Seu rosto está claro e calmo. Ele não mentiria para mim tão pouco.

— Preciso de um amigo, preciso que fique de olho na Bree enquanto estou fora. Preciso que seja amigo dela também. Vocês têm basicamente a mesma idade, o Seth também. Ela também precisa de amigos. Você tem celular?

— Não.

Tiro o meu do bolso. E rapidamente apago todas as informações que deixei nele.

— Agora têm. Entro em contato em breve. — Abro a porta e me lembro. — Espera um segundo.

Abro a porta e corro para dentro da casa e volto em um instante.

— O carregador, vai precisar. — Ele saiu do carro e olha para mim quando volto a me aproximar.

— Então isso é...

— O início de um tipo estanho de amizade, bem existem mais estranhas. Não fique com essa cara, você já é amigo dos Cullen e sabe disso, todos os lobos são só não querem admitir.

Dou meia volta, mas ele segura minha mão. As duas temperaturas se chocam e quase se pode ouvir um chiado vindo de nossa mãos atadas.

— Vou esperar a sua ligação. — Escuto todos os barulhos dentro da casa, risadas, palavras, mas nada é tão alto quanto o coração do lobo a minha frente. É um som diferente do coração humano comum. É bom.

— Até mais, Jacob.

Solto sua mão e volto para dentro da casa. Espero até não conseguir ouvir mais o seu carro para finalmente começar a subir as escadas. Encontro o Emmett no primeiro andar.

Ele dar um pequeno sorrio e eu não preciso olhar em sua mente para saber o que ele está falando.

— Ah, cala a boca. — Falo antes que ele diga e saiu, porém, com um sorriso igual ao dele nos lábios.


Notas Finais


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