História Peregrinos - Capítulo 22


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Momo Yaoyorozu, Ochako Uraraka (Uravity), Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Tenya Iida, Toshinori Yagi (All Might)
Tags Bakudeku, Katsudeku
Visualizações 425
Palavras 2.084
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 22 - Ao arrancar suas roupas


Após o almoço Bakugo finalmente tomou coragem para ir conversar com Deku. Não que ele tivesse medo de ter feito isso antes, apenas o receio de quebrar qualquer magia que havia acontecido entre os dois, e de certa forma ele queria distância para que o próprio Deku não rejeitasse ele. Aquilo iria ser complicado de contornar levando em conta o fato de que os dois viviam juntos na mesma tribo.

Era melhor encontrar um equilíbrio entre os desejos e o receio, mas também era impossível ignorar o que realmente estava acontecendo entre os dois.

“Vamos treinar hoje à tarde?” Pediu Deku assim que Bakugo se aproximou dele enquanto as pessoas estavam aproveitando o momento sem chuva para descansar um pouco após a refeição.

“Com certeza, chefe.”

Deku assentiu sua cabeça e olhou ao redor, pensativo.

“Logo, logo nós vamos planejar alguma forma de começar a ensinar a tribo toda a lutar,” ele falou, e aquilo surpreendeu Bakugo um pouco. O assunto que nada tinha que ver com a vida íntima deles dois pelo menos serviu para desanuviar o ar.

Bakugo não tinha certeza como as coisas iriam acontecer com eles, então quando havia naturalidade nas conversas tudo parecia mais fácil.

“Isso foi algo definido pelos mestres da tribo?” Pediu Bakugo, tentando imaginar o que poderia acontecer nesse treinamento. Era algo diferente, que ele nunca tinha visto outro chefe fazer, mesmo que só tivesse experiência com Grande Yagi.

Mas nenhum outro chefe tomou a decisão de se mudar para um local assim longe de onde estavam e levar toda a tribo junto. Eles estavam vivendo tempos diferentes.

“Na verdade eu dei a ideia, mas foi uma surpresa até para mim. Não estava planejando isso, mas me peguei pensando sobre o que poderia acontecer com nossa tribo. Nós estamos no meio do nada, sem ter para onde correr. É preciso achar uma forma de cuidar de todos, e fazer com que todos também possam cuidar de si próprios.”

Bakugo concordou com a cabeça, e então sentiu a mão de Deku em seu ombro. Mesmo com o vento frio do ambiente, aquele pequeno toque era capaz de aquecer seu corpo.

“Assim como você está me ajudando a treinar, me ajudando a encontrar formas para eu me defender, acredito que todos tenham o direito e o dever de fazer isso também.”

“E você sente que tem aprendido a se defender?” Perguntou Bakugo, momentaneamente indeciso em relação ao seu próprio talento como guerreiro.

Deku apertou o ombro dele mais uma vez antes de deixar sua mão cair junto ao corpo.

“Se você quiser fazer a prova, podemos ir lutar,” sugeriu o chefe, com um sorriso no canto de seus lábios que parecia perigoso.

De fato, todas as interações entre eles tinham mudado um pouco, agora parecia que sempre tinham um peso maior, cada palavra soava diferente. Deku saiu caminhando para o outro lado do acampamento, sem pegar espadas ou qualquer outro tipo de arma, e Bakugo apenas o seguiu, afinal de contas, ele não sabia direito qual era a ideia do chefe, mas certamente iria atrás dele sem pestanejar.

Poucas pessoas estavam fora do acampamento, principalmente por causa do frio, mas também porque aquele era o primeiro dia de descanso que eles tinham, após terem se forçado tanto para  fugir da chuva. O corpo de Bakugo não se sentia cansado, pelo menos não como estivera em outras vezes, mas talvez era porque o sangue corria mais rapidamente em suas veias com a memória do que aconteceu entre os dois naquele início de dia.

Quando se afastaram o bastante da tribo, Deku começou a se despir, exibindo seu peito nu ao frio da estação que chegava. Bakugo fez o mesmo, ficando apenas com suas calças e botas de couro. Os dois amontoaram as roupas em cima de uma pedra e depois ficaram frente a frente, deixando uma pequena distância entre eles para começar a lutar.

Bakugo teve a chance de ensinar Deku um pouco de cada coisa, tanto luta corporal como com espadas ou qualquer objeto que pudesse ser usado como arma. Deku também seguiu treinando com os guerreiros da tribo, e pelo que Bakugo tinha percebido, havia tirado um tempo para treinar sozinho também, pois seu corpo já exibia marcas da mudança. Deku parecia mais esbelto, com músculos rígidos e mais proeminentes, mesmo que não fossem grandes como os de outros guerreiros, ou os de Bakugo.

“Você quer alguma regra?” Deku pediu, tirando a mente de Bakugo de seus pensamentos nada puros.

“Quem derrubar o outro ganha?” Bakugo sugeriu, mas viu Deku balançando a cabeça.

“Acho que isso vai ser quase fácil demais, e vai acabar logo. Eu diria: quem conseguir derrubar o outro dez vezes. Ou quem conseguir arrancar as roupas do inimigo,” a voz de Deku parecia até nervosa por um momento, e era inegável que aquela sugestão era uma surpresa para os dois, mas antes de Deku poder retirar ela da mesa, Bakugo assentiu.

“Dez vezes ao chão ou arrancar as roupas do outro, sem rasgar,” adicionou ele.

Deku concordou, e sem aguardar um início oficial para a luta deles, o chefe avançou sobre Bakugo, que com sua experiência conseguiu desviar seu corpo.

No começo os dois ainda estavam testando formas de derrubar o adversário, ou se esquivar, porque nenhum conseguiu atingir o outro de forma certeira, ou conseguiu uma vantagem. Bakugo sentiu o foco de Deku de uma forma diferente desde a sua primeira luta, agora os olhos dele iam de um lugar para outro, se concentrando em diferentes partes do corpo de seu inimigo, e aquilo era exatamente o que Bakugo queria.

Na próxima vez que Deku avançou, Bakugo viu ele indo direito para agarrar sua barriga, mas no último momento ele se abaixou ainda mais e pegou Bakugo pelas pernas, jogando ele com as costas para o chão. Aquilo o surpreendeu bastante para Bakugo ficar sem palavras por um segundo, enquanto o ar retornava a seus pulmões.

Deku estava deitado em cima dele, sorriso de vitória em seu rosto.

“Primeira queda para mim,” disse Deku, logo antes de se levantar.

Todos os lugares em que o corpo dos dois se encostaram estava pegando fogo, e assim que Deku se levantou Bakugo sentiu o frio. Ele preferia muito mais ter o corpo de Deku ali tão perto, mas para conseguir aquilo ele teria que lutar.

O que se seguiu foi uma batalha ferrenha, porque Bakugo conseguiu derrubar Deku logo que avançou sobre ele, mas se distraiu no momento seguinte e foi derrubado outra vez. Deku parecia mais concentrado que Bakugo, ou era só o caso de que ele conseguia disfarçar melhor as distrações.

A cada vez que o corpo dos dois entrava em contato, Bakugo sentia seu membro endurecer, sentia o sangue correndo mais rapidamente nas veias. Não era só a sensualidade daquela dança entre os dois que o afetava, mas também o fato de que eles estavam competindo, brigando para ver quem era o melhor, e Bakugo deveria provar facilmente que era o melhor, mas seu corpo não ajudava. Era mais fácil deixar-se levar pelos instintos animalescos que pareciam comandar ele.

Ainda assim, ele foi o primeiro a remover uma peça de roupa do outro, uma das botas de Deku, quando ele caiu ao chão. Aquilo só fez Deku se acender ainda mais, e ele tirou as duas botas de Bakugo no momento seguinte, mesmo que tivesse caído ao chão mais vezes.

Era óbvio que nenhum dos dois estava mais contando, porque o que era importante no momento era tirar a roupa do outro. Em alguns instantes quando os dois se tocavam, Bakugo podia sentir que ele não era o único que estava excitado, e aquilo trazia um outra forma de percepção a sua mente.

Era óbvio o modo como eles dois faziam sentido juntos, como as coisas pareciam fluir muito mais quando eles estavam um perto do outro.

No momento certo, quando Bakugo conseguiu derrubar Deku outra vez, e o chefe tomou um momento para descansar, Bakugo pegou nas pernas de sua calça e puxou ela rapidamente. Deku apenas soltou uma gargalhada, mas não lutou contra Bakugo, apenas deixou-se ficar desnudo.

Suas pernas foram ao chão e Deku deixou elas se abrirem, soltando a cabeça contra a terra molhada.

O olhar de Bakugo não conseguia se virar para nenhum outro lugar, porque as formas nuas de Deku no chão, prostrado completamente para Bakugo, eram atraentes demais para serem perdidas. Era impossível não ver o modo como seu membro estava duro, aninhando nos pelos escuros e suas bolas. As pernas também tinham pelos escuros na pele clara, e sem perceber Bakugo acariciou seu próprio membro ao olhar para Deku.

E então o chefe levantou a cabeça, e os dois olhares se encontraram. Deku usou de um pouco de modéstia ao cobrir suas intimidades com as mãos e se sentar.

“Você ganhou, mais uma vez,” ele recitou, seu corpo começando a voltar ao normal, e então seu rosto ficou vermelho.

Ainda assim, Deku não quis se cobrir mais do que isso.

Bakugo se abaixou para sentar perto de Deku. Os dois se viraram para onde a tribo estava acampada, e ninguém parecia olhar para eles, mas ao longe era possível ver a fumaça das fogueiras subindo ao céu.

Era difícil não ficar com seus olhos ali em Deku, mas Bakugo tentou, afinal de contas aquele não parecia o momento mais certo para aquilo.

“Ai,” reclamou Deku, e Bakugo olhou para ele, então. O chefe estava esfregando um dos cotovelos.

“Aconteceu alguma coisa?” Pediu Bakugo ao se virar para ele.

“Só meu braço. Desde que eu comecei a treinar ele me incomoda um pouco, mas acho que é só pela falta de uso mesmo,” Deku tentou rir, mas por trás da expressão dele era possível ver que havia dor.

“Vamos nos lavar e descansar um pouco, o que você acha? Ainda não tivemos tempo para fazer isso, e talvez esse seja o problema,” disse Bakugo, colocando uma mão em volta dos ombros de Deku.

Mesmo sem perceber eles haviam chegado perto, e aquela aproximação entre eles era algo puro, e fácil de entender. Era como se eles simplesmente fizessem sentido juntos, e Bakugo não queria trocar aquilo por nada.

Deku assentiu, e Bakugo o ajudou a levantar, mesmo que não precisasse.

“Temos que ir até o riacho para nos lavar,” falou o chefe, vendo que os dois estavam sujos de barro. O membro dele já estava normal, e Bakugo também, mas a proximidade ainda tinha seu charme.

Os dois foram se lavar e Bakugo tentou não ficar olhando muito para Deku, o que era difícil. Quando estavam limpos, os dois colocaram suas roupas de volta e caminharam para a tribo, encontrando várias pessoas em volta das fogueiras, mas outros tantos em suas barracas descansando.

“Talvez você esteja certo. Eu não parei ainda, estou sempre indo de um lado para outro, e parece que nunca tiro um tempo para mim,” admitiu Deku assim que eles chegaram até a tenda do chefe.

Bakugo viu que alguns dos guerreiros que eram seus amigos lançaram olhares de curiosidade para os dois, e ele não queria nem pensar no que eles estavam conversando entre si, mas Bakugo também se sentia orgulhoso de estar ali tão perto do chefe.

Não que fosse uma honra sem medida ser o companheiro de um, mas Bakugo se sentia importante quando estava ali com Deku, de uma forma que ele não tinha se sentido antes. Era uma surpresa ter aqueles sentimentos em seu peito, por isso Bakugo não queria pensar muito neles.

Deku tirou suas roupas assim que chegou na tenda e foi se aprontar para descansar, mas Bakugo não fez o mesmo. Ele se sentiu um pouco estranho, afinal de contas eles tinham passado noites juntos, mas ao mesmo tempo não era algo garantido ele estar ali sempre com Deku.

“Você não vai se deitar?” Pediu Deku ao se virar. Por fim ele tirou suas calças e deitou nas peles, virando suas costas para Bakugo, mas deixando elas descobertas, como se fosse um convite e uma obrigação.

Bakugo pensou por um momento ou dois, mas admitiu que o que ele mais queria era ficar ali. Ele tirou suas roupas rapidamente e foi silenciosamente para trás de Deku, deitando-se perto dele e cobrindo os dois. A princípio ele não tocou em Deku, mas em seguida o chefe se moveu para trás, encostando suas costas ao peito de Bakugo, que colocou um braço em volta dele.

O calor entre os dois conseguiu venceu o frio facilmente.

 



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