História Peregrinos - Capítulo 23


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Eijirou Kirishima, Izuku Midoriya (Deku), Katsuki Bakugou, Momo Yaoyorozu, Ochako Uraraka (Uravity), Shouta Aizawa (Eraserhead), Shouto Todoroki, Tenya Iida, Toshinori Yagi (All Might)
Tags Bakudeku, Katsudeku
Visualizações 459
Palavras 2.168
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Fantasia, Lemon, Romance e Novela, Saga, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu não vou estar em casa para postar no fim de semana, então tomem seu capítulo. Muita gente estava esperando por ele.

Capítulo 23 - Em teus lábios


Depois do cochilo durante a tarde, Deku se acordou antes de Bakugo, que estava abraçado a ele por trás enquanto dormiam. A tentação de ficar ali e não se mover era grande, mas Deku acordou com fome e queria comer alguma coisa antes que a maior parte das pessoas se recolhesse para dormir. No fim das contas ele teve que deixar Bakugo dormindo e saiu para pegar comida.

A noite já estava caindo quando ele deixou sua tenda, mas muitos ainda estavam andando por entre as vielas do acampamento. O tempo estava seco e o frio cada vez mais forte, por isso as fogueiras queimavam alto.

Deku saiu a caminhar em direção a cozinha e encontrou alguns dos guerreiros, Uraraka entre eles. Deku comprimentou a todos e decidiu parar ali por um momento para conversar.

“Todos estão bem?” Ele perguntou.

Deku se lembrou que os guerreiros também se cansavam como todos os outros, e ainda tinham que manter guarda ao redor da tribo, por isso eles mereciam mais do que ninguém um momento para si.

“Acho que estamos todos bem,” Uraraka respondeu, e os outros guerreiros, como Denki e Eijirou, assentiram também.

“Eu sei que nós nem falamos muito, mas eu queria dizer que se vocês precisarem de qualquer coisa eu estou sempre aqui. Se Mestre Aizawa ou Mestre Hizashi não estão por perto, eu também posso responder para vocês e encontrar uma forma de ajudar, mesmo que eu seja, bem, só eu.”

Deku deu uma leve risada, e os guerreiros mandaram sorrisos a ele, mas de uma forma polida e respeitosa. A maior parte deles parecia querer discordar de Deku e sua auto-depreciação, mas não falaram nada.

“Eu ouvi dizer que nós vamos começar a treinar as outras pessoas da tribo,” comentou Momo. Ela estava ao lado de Uraraka e das outras meninas.

“Você ouviu certo,” confirmou Deku.

“E como isso vai funcionar?” Ela pediu.

Deku parou por um momento. “Pra dizer bem a verdade eu ainda não tenho certeza, pois eu não quero tirar o tempo de descanso de vocês, mas também gostaria muito que todas as pessoas da tribo pudessem saber se defender ainda mais.” Os guerreiros pareciam entender o que ele disse, porque nenhum deles falou nada contra.

“Mas existe alguma ameaça contra a tribo?” Pediu Shoto, que estava logo ao lado de Uraraka.

O olhar dos dois se cruzou, mas no momento em que Deku olhou para ele Shoto virou seu rosto para o lado, como se não quisesse ficar no foco direto de Deku. Não era algo que Deku tinha prestado atenção alguma vez, mas de certa forma aquilo fez com que ele ficasse levemente curioso em relação a aquele movimento.

“Não que eu ou algum dos mestres saiba,” falou Deku. “Mas a verdade é que nós ainda não temos um planejamento de quando vamos chegar no nosso destino, muito menos sabemos o quão difícil isso vai ser. No final das contas nós estamos sozinhos no deserto, e contamos apenas com a nossa própria tribo para nos defender. Eu creio que todos vocês lembram do que aconteceu durante a invasão…”

Deku não complementou suas palavras, porque elas falavam por si só. A face de todos os guerreiros reconhecia o acontecido, e parecia entender o que Deku queria dizer.

“Nós vamos dar o nosso melhor,” prometeu Uraraka, com um sorriso bem expandido para Deku.

“Com certeza, chefe,” adicionou Iida.

Deku confirmou com a cabeça para seus guerreiros, mas logo se despediu deles para pegar comida para seu jantar com Bakugo. Parecia até estranho como nenhum dos guerreiros havia falado nada sobre o que estava acontecendo com Bakugo e Deku, mas ele não esperava que fossem comentar sobre aquilo abertamente.

A única coisa que o havia deixado um pouco desconcertado foi aquela reação de Shoto. Os dois nunca foram próximos de forma alguma, na verdade Deku sempre esteve na periferia de todas essas pessoas, muito provavelmente por sua relação próxima com Grande Yagi, mas o fato é que ele nunca tentou se aproximar deles, porque era confortável deixar as coisas como estavam.

Agora era um pouco estranho reavivar amizades que nunca existiram e agir naturalmente. Deku entendia que todos e cada um tinha suas próprias formas de expressar a gratidão ao chefe, e o respeitar, mas ainda era complexo entender cada relação de uma forma diferente. Era o motivo pelo qual ele e Bakugo tinham levado tanto tempo para se entender, e ainda não tinham se entendido completamente, diga-se de passagem.

Enfim, Deku foi até a cozinha, pegou um pote de barro com um pouco da comida que havia sobrado do jantar e agradeceu a todos que estavam trabalhando ali, antes de fazer meia volta e retornar para sua tenda, pois o frio ia ficando cada vez mais forte.

Ele olhou para os que estavam encarregados das fogueiras naquela noite, e dos guerreiros que tinham que ficar de guarda. Deku ficou a pensar no quanto essas pessoas se dedicavam ao seu trabalho. Não que todos não faziam o mesmo, mas era complicado você ir a cama e se esquentar enquanto outras pessoas estavam no frio.

“Aquele é o trabalho deles,” Deku ouviu a voz de Grande Yagi dizendo a ele. Deku entendia aquilo, pois todo mundo fazia uma rotação para ficar naqueles postos, e esse tipo de coisa acontecia mesmo que eles não estivessem viajando pelo deserto.

Tudo isso fortalecia a necessidade de Deku em encontrar um lugar onde eles poderiam viver tranquilos e protegidos. Talvez as histórias sobre a Cidade dos Heróis não fossem nada além de uma lenda, e eles nunca iriam encontrar um lugar seguro para viver, mas o sonho era livre.

Deku não queria deixar de sonhar.

-

Bakugo acordou com seus braços a abraçar o vazio, mas o cheiro de Deku na cama era bom demais em seu nariz, e o calor embaixo das peles não queria deixar ele se mover. Se o chefe da tribo não voltasse logo, Bakugo iria sair a procurar por ele, mas por um momento ele ficou apenas ali.

Ainda bem que não precisou esperar muito, pois logo Deku apareceu pela porta carregando um pote com comida.

“Oi,” disse Deku, abrindo um sorriso ao ver Bakugo.

Bakugo se sentou nas peles, deixando seu peito nu a mostra. Ainda bem que Deku havia fechado bem a entrada da tenda, pois o calor ali dentro era bom.

“Oi,” respondeu Bakugo.

“Eu trouxe comida para nós.” Deku veio para as peles e se sentou por cima delas. O contraste entre os dois, um vestido e o outro nu era grande.

“Obrigado, chefe. Mas eu acho que eu deveria ter ido buscar comida para nós,” respondeu Bakugo.

“Só porque eu sou o chefe agora eu tenho que ser servido por todo mundo?” Perguntou Deku ao levantar uma sobrancelha.

Bakugo sacudiu a cabeça. “Não exatamente.”

“Então, deixe eu servir você também,” falou Deku, abrindo o pote de barro entre os dois e deixando cheiro de carne e pão fresco irem pelo ar.

Logo os dois começaram a comer, não falando muito enquanto o faziam. O ambiente entre eles era calmo, mas Bakugo podia sentir uma leve distância de Deku em relação a ele. Não seria fácil entender o motivo dela, mas Bakugo sabia que a cabeça do chefe sempre tinha muitas coisas com que se preocupar, enquanto um guerreiro geralmente só tinha um objetivo em mente.

Enquanto eles comiam, Bakugo deixou seus olhos viajarem por Deku, apenas imaginando tudo aquilo que estava ao seu alcance. Nunca antes ele pensou em ter alguém assim perto, alguém para tocar e sentir contra sua pele, por isso aquilo tudo era novo para Bakugo. Por esse mesmo motivo ele queria valorizar cada momento entre os dois, pois era algo mais do que especial que ele tinha ali ao toque de suas mãos.

Quando finalizaram a refeição, Deku tinha um pouco de óleo para os dois limparem suas mãos, e depois ele colocou o pote de comida para o lado, se levantando da cama para tirar suas roupas. Bakugo apenas assistiu ele, mesmo que com o pouco de luz que havia dentro da tenda fosse complicado ver muitas coisas.

“Você já quer dormir?” Pediu Deku.

Bakugo ficou sem saber o que responder no começo. “O que você quer fazer?” Ele perguntou.

Deku não falou nada, apenas chegou perto das peles e se ajoelhou. Assim perto, Bakugo podia enxergar Deku melhor, e sentir o seu odor característico, que misturava tantas coisas, mas era puro e simples, fácil de sentir em seu nariz.

Quando Deku se deitou ao lado de Bakugo, que se deitou de novo também, ele respirou fundo. Bakugo chegou perto dele com calma e colocou um braço por cima de seu abdômen, puxando Deku para perto de seu corpo nu.

A nudez nunca havia feito tanta diferença na vida deles, mas sentir alguém assim perto sem nenhuma barreira era algo diferente.

Deku não lutou contra Bakugo, se virando para colocar a cabeça contra o peito dele, deixando os dois próximos o bastante para todo o corpo de cada um encontrar algum lugar no corpo do outro para se aninhar.

“Você parece cansado, com a cabeça longe,” falou Bakugo.

Deku assentiu. “Eu tenho muitas coisas na cabeça, isso é verdade. Não sei exatamente em qual delas pensar primeiro, nem sei se eu deveria ter todas elas aqui, mas assim as coisas são.” Ele deu uma curta risada.

“Mas você sabe que é por isso que você está nesse posto, não é?” Falou Bakugo. “Você tem a capacidade de pensar em tantas coisas e ainda assim funcionar como um chefe. Isso é algo importante para quem ocupa esse posto.”

Deku suspirou, levantando seu rosto para Bakugo. “Você queria mesmo ter sido um chefe?” Ele pediu.

Por um momento Bakugo não sabia o que responder, e ele ficou em silêncio por algumas batidas de seu coração. Mas então assentiu com a cabeça.

“Eu achava que ser o chefe era o trabalho de alguém forte, de um guerreiro que sozinho pudesse defender a tribo toda. Mas isso não é verdade.” Bakugo viu como Deku confirmou com sua cabeça. “Ser o chefe é trabalho de alguém que é muito mais do que isso, alguém que tem inteligência e bondade para lidar com tudo e todos da melhor forma possível, da forma que beneficie a tribo.”

“E isso é difícil quando a gente não sabe direito o que tem que fazer,” admitiu Deku.

“Mas você tem feito tudo muito bem. Não ouvi ninguém reclamando de você. Aliás, todas as pessoas se mostram surpresas pelo tanto de coisas que começaram a mudar por aqui. Talvez você não vá ser tão famoso como Grande Yagi, mas todos nós temos um lugar ao sol, todos merecem aquilo pelo qual trabalham. E você trabalha muito.”

Bakugo não queria ver Deku se sentir menor do que ele era, por isso ele tentou falar aquilo tudo que estava em seu coração. Parecia até estranho que ele estava ali dizendo tantas coisas para Deku agora, mas as pessoas mudam, isso era algo certo.

O olhar dos dois se cruzou, e mesmo no escuro era possível ver que Deku tinha um pequeno sorriso em seu rosto. Aquilo aquecia o coração de Bakugo.

Por mais um segundo os dois ficaram a se olhar, e então Bakugo decidiu fazer algo que ainda não tinha feito. Ele aproximou os rosto deles e naquele momento Deku se mostrou receoso, mas Bakugo chegou ainda mais perto e deu um pequeno beijo na bochecha de Deku, deixando seu rosto ali perto.

“Se você não me quer, apenas diga e eu vou,” sussurrou Bakugo, dando uma última chance para o chefe.

Mas Deku sacudiu a cabeça minimamente. “Nesse ponto, eu não sei se diria não a qualquer coisa que você faça comigo, Bakugo.”

Algo no peito de Bakugo se acendeu, mais forte do que nunca. Parecia que ele estava voando no mais alto dos céus, mesmo estando ali no chão. A respiração dos dois se enrolava pelo ar e Bakugo queria poder guardar aquele momento em sua mente, mas assim que ele se moveu para o lado e os lábios dele se encostaram nos de Deku, tudo voou pelos ares.

O toque era simples, apenas um beijo, mas era um ato íntimo que ele nunca tinha dividido com ninguém. Agora, tendo a boca de Deku na sua, à sua mercê, Bakugo se sentia o dono do mundo. Ele provou do gosto dos lábios de Deku e depois abriu sua boca, fazendo sua língua penetrar dentro de Deku, sentindo como era o sabor dele lá dentro.

O pequeno gemido que ele ouviu no ar era do chefe. Os corpos dos dois estavam colados, membros rígidos se tocando entre as pernas. Mas Bakugo não pensou em nada mais, ele apenas provou de Deku como se fosse a fruta mais exótica e tentou fazer algumas daquelas memórias ficarem em sua mente.

E se não ficassem, pois bem, ele teria que fazer elas se repetirem na realidade uma e outra vez até que se gravassem em sua mente.

 



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