História Perfect Chemistry - Capítulo 3


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Categorias Sou Luna
Personagens Ámbar Benson, Gaston, Matteo, Sharon, Simón
Tags Simbar, Souluna, Soyluna
Visualizações 87
Palavras 2.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção Adolescente, Hentai, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooooi, gente. Mil desculpas pela demora para postar. Eu tive alguns muitos problemas e fiquei sem vontade para postar, mas eu finalmente voltei KKKKKKKKK Porém queria conversar sobre algo com vocês.
Enquanto eu estive fora, percebi que outra pessoa começou a adaptar esse livro mas para versão lutteo, então eu queria saber se vocês querem que eu continue a fanfic ou se eu paro e começo uma nova.
Mas enfim, espero que gostem viiiu?! E respondam aqui embaixo!

Capítulo 3 - Sou tão ciumenta!


OBS: Antes de ler o capítulo, leia as notas acima, eu agradeço!!! 

POV Simón

Eu sabia que seria chamado à sala do novo diretor, em algum momento, durante o ano letivo. Mas não esperava que isso acontecesse logo no primeiro dia de aula. Ouvi dizer que o Dr. Aguirre foi contratado graças à mão-de-ferro que demonstrou, na direção de uma escola em Milwaukee. Alguém deve ter dito a ele que fui eu quem começou tudo... E, agora, aqui estou, depois de ter sido praticamente arrancado do ginásio de esportes, para que Aguirre possa estufar o peito e recitar todas as regras sobre a minha condição de estudante. Sinto que ele está me sondando, tentando prever minhas reações, enquanto me ameaça:

— Contratei dois seguranças armados para trabalhar neste colégio, em tempo integral, Simónez.

Seus olhos me focam, tentando me intimidar. Sim, tudo bem. Percebo de imediato que Aguirre, mesmo sendo latino, não sabe nada sobre o que acontece nas ruas... Agora ele começa a me contar que também foi um garoto pobre, como eu. Mas provavelmente nem conhece o outro lado da cidade, onde moro. Talvez eu devesse convidá-lo para dar uma volta por lá.

— Prometi ao superintendente de ensino, bem como ao pessoal do conselho educativo, que me encarregaria de erradicar a violência que tem infestado este colégio, por tantos anos. — Ele para bem diante de mim. — Não hesitarei em dar uma suspensão a quem desobedecer as regras.

Não fiz nada, além de me divertir um pouco com aquela patricinha... E esse cara já está falando em suspensão. Talvez ele tenha ouvido alguma coisa sobre a minha suspensão, no ano passado... Um pequeno incidente que me deixou fora das aulas, por três dias. Não foi culpa minha... Não totalmente. É que o meu amigo Paco tinha uma teoria maluca sobre a água fria que, supostamente, afetaria os brancos de um modo diferente dos latinos. Nós estávamos conversando sobre isso, na sala das caldeiras, depois dele ter desligado os aquecedores, quando fomos pegos. Eu não tinha nada a ver com aquilo, mas levei a culpa do mesmo jeito. Paco tentou contar a verdade, mas o nosso antigo diretor não quis escutar. Se eu insistisse mais, talvez ele me ouvisse. Mas do que adianta lutar por uma causa perdida?

Claro que Ámbar Ellis é a responsável por eu estar aqui, hoje. Ou você acha que aquele idiota do namorado dela já foi chamado à sala do Aguirre, alguma vez? De jeito nenhum. O cara é o ídolo do futebol aqui do colégio. Ele pode matar aula e brigar o quanto quiser, que provavelmente continuará a ser bajulado pelo Aguirre. Sebastian  Adams vive me provocando, sabendo que pode fazer isso à vontade. Todas as vezes em que estive prestes a revidar, ele encontrou um jeito de fugir ou correr para perto dos professores... Que, aliás, estavam apenas esperando pela oportunidade de me ferrar. Qualquer dia desses...

Olho para Aguirre. — Não fui eu quem começou a briga. Posso até terminar uma briga, mas não sou de provocar.

— Isso é bom — diz Aguirre. — Mas fiquei sabendo que você desacatou uma aluna, no estacionamento.

Quase fui atropelado pelo reluzente BMW novo de Ámbar Ellis... E a culpa é minha? Nos últimos três anos, consegui evitar aquela cadelinha rica. No ano passado, ouvi dizer que havia uma nota “C” no boletim dela. Mas bastou um telefonema de seus pais e a nota mudou para “A”. Um “C” prejudicaria sua chance de entrar numa boa faculdade. Que droga. Se eu tirasse um “C” minha mãe me daria uns tabefes na cabeça e me faria estudar duas vezes mais. Tenho trabalhado duro para tirar notas boas, embora tenha sido questionado muitas vezes sobre os recursos que uso para conseguir as respostas, nas provas.

Para mim, a questão não é entrar na faculdade. A questão é provar que eu poderia entrar... Se meu mundo fosse diferente. Nós, da zona sul, podemos até ser considerados mais idiotas que os caras da zona norte... Mas isso é conversa. Não somos tão ricos ou obcecados com bens materiais, nem com a perspectiva de entrar nas universidades mais caras e prestigiadas do país.

Durante a maior parte do tempo, estamos apenas tentando sobreviver e salvar a pele. Provavelmente o problema mais difícil, na vida de Ámbar Ellis, é decidir em que restaurante jantar, a cada noite. A garota usa seu corpo estonteante para manipular todo mundo que se aproxima dela.

— Você se importaria de me contar o que aconteceu, no estacionamento? — diz Aguirre. — Gostaria de ouvir a sua versão.

Isso não quer dizer nada. Aprendi, há muito tempo, que o meu lado não importa.

— O que aconteceu hoje de manhã... — eu digo — foi um grande mal-entendido. Ámbar Ellis não entendeu que dois veículos não podem ocupar o mesmo espaço.

Aguirre inclina-se sobre sua mesa polida, impecável: — Vamos tentar não fazer dos mal-entendidos um hábito. Certo, Simónez?

— Simón.

— Hum?

— Pode me chamar de Simón — eu digo.

Tudo o que ele sabe a meu respeito está no meu prontuário escolar, que provavelmente é tão extenso, que deve ter uns vinte centímetros de grossura. Aguirre responde com um aceno de cabeça: — Tudo bem, Simón. Pode ir, agora. Mas estou atento ao que aconteceu; ficarei de olho em cada movimento que você fizer. E não quero vê-lo aqui, de novo, em minha sala. Eu me levanto e ele me toca o ombro. — Quero que você saiba que minha meta é trabalhar para que cada aluno deste estabelecimento seja bem-sucedido. Refiro-me a todos os alunos, Simón... Inclusive você. Portanto, se você tiver algum preconceito a meu respeito, trate de jogá-lo pela janela... Entendeu?

— Sí... Entiendo — respondo, perguntando-me até onde posso confiar nele. No corredor, uma multidão de estudantes se apressa para a próxima aula. Nem imagino para onde devo ir, para assistir a próxima aula. E ainda estou usando minhas roupas de ginástica. Vou ao vestiário para me trocar e escuto a música, nos alto-falantes, chamando os alunos... Tiro do bolso de trás da calça o cartão com o horário das aulas: Química, com a Sra. Peterson. Que maravilha! Mais uma durona que vou ter que aguentar.

 POV Ámbar

Ligo meu celular e telefono para casa, antes da aula de Química, para saber como vai minha irmã. Baghda não está nada feliz, porque Shelley teve um ataque depois de provar o almoço. Pelo que entendi, Shelley jogou sua tigela de iogurte no chão, em sinal de protesto. Seria demais esperar que minha mãe tirasse um dia de folga no country club, para cuidar da adaptação de Baghda em nossa casa? O verão começou oficialmente. E não posso estar em casa para cobrir as falhas da nova enfermeira de Shelley.

Eu bem que deveria me concentrar mais nos meus objetivos. Entrar na mesma universidade que meu pai cursou, a Northwestern, é minha meta principal. Assim, poderei estudar perto de casa e ter mais tempo para ficar com minha irmã. Depois de fazer algumas sugestões a Baghda, respiro fundo, colo um sorriso nos lábios e vou para a classe.

— Ei, baby, guardei um lugar para você. — Sebas me mostra um assento ao seu lado. Mesas altas, de laboratório, com dois lugares cada uma, estão dispostas na sala. Isso significa que vou me sentar ao lado de Sebastian, nas aulas de Química, durante o resto do ano. Significa também que faremos, juntos, o tão temido projeto sênior de Química.

Sentindo-me uma tola por ter pensado que as coisas não estavam bem entre nós, eu me acomodo no banco alto, e pego meu pesado livro de Química.

— Ei, veja, Fuentes está na nossa classe! — diz um garoto, no fundo da sala.

— Ei, Simón, venha para cá!

Tento não olhar enquanto Simón cumprimenta seus amigos com tapinhas nas costas e apertos de mão complicados demais para serem repetidos. Todos dizem “ese” uns aos outros; sei lá o que isso significa. A presença de Simón atrai todos os olhares.

— Ouvi dizer que ele foi preso na semana passada, por posse de metanfetamina — Sebas cochicha ao meu ouvido.

—Não!

— Sim — ele diz, erguendo as sobrancelhas.

Bem, essa notícia não deveria me surpreender. Ouvi dizer que Simónsempre passa os fins de semana drogado, desmaiado, ou envolvido em alguma atividade ilegal. A Sra. Peterson entra na sala e fecha a porta, com um estrondo. Todos os olhares se movem, do fundo da sala, onde Simón e seus amigos estão sentados, até a frente, onde está a Sra. Peterson, em pé. Ela tem cabelos castanhos-claros, presos num rabo-de-cavalo bem apertado. Deve ter quase trinta anos, mas os óculos e a expressão de perpétua severidade fazem com que pareça bem mais velha. Ouvi dizer que ela ficou assim, muito brava, porque no primeiro ano em que lecionou aqui os alunos a fizeram chorar. Também, eles não respeitariam uma professora jovem o suficiente para ser sua irmã mais velha.

— Boa tarde. Sejam bem-vindos à aula de Química. — Ela se senta na borda da mesa e abre uma pasta. — Vejo que já escolheram seus lugares; mas acontece que eu mesma resolvi organizar os assentos... em ordem alfabética de sobrenome,

Reclamo, junto com toda a classe, mas a Sra. Peterson não perde a moral... Parando em frente à primeira mesa, diz: — Sebas Adams, sente-se aqui. Sua parceira será Jazmin Boehm.

Jazmin Boehm faz parte do grupo de torcida do colégio, junto comigo. Sou a líder e ela é uma espécie de co-capitã, ocupando a segunda posição, no grupo. Jazmin me pisca um olho, como se pedisse desculpas, e senta-se ao lado do meu namorado.

Enquanto a Sra. Peterson vai lendo a lista, os estudantes relutantemente se deslocam para os lugares por ela designados. — Ámbar Ellis... — A Sra. Peterson, aponta para a mesa atrás de Sebas. — Queira sentar-se ali, por favor.

 Sem nenhum entusiasmo, obedeço.

— Simónez Fuentes... — E ela indica o banco ao meu lado. — Ali.

Oh, meu Deus! Simón... meu parceiro de Química durante este ano inteiro? De jeito nenhum, não há como, isso não está direito! Lanço a Sebas um olhar que é um pedido de socorro, enquanto tento evitar um ataque de pânico. Definitivamente, eu deveria ter ficado em casa, na cama, debaixo das cobertas.

— Simón — ele diz à professora — me chame de Simón.

Interrompendo a leitura da lista, a Sra. Peterson ergue os olhos e o observa, por cima dos óculos. — Simón Fuentes — ela diz, antes de alterar o nome, na lista. — Sr. Fuentes, tire esse lenço. Tenho uma política de tolerância-zero, em minhas aulas. Não permito qualquer tipo de acessório relacionado a gangues, nesta sala. Infelizmente, Simón, sua reputação fala por você. Quanto ao Dr. Aguirre, ele apoia totalmente minha política de tolerância-zero... Fui clara?

 Simón a olha de cima a baixo, antes de fazer deslizar o lenço que traz na cabeça, expondo cabelos tão negros quanto seus olhos.

— É para esconder os piolhos — Sebas cochicha para Jazmin, mas eu o escuto... E Simón também.

— Vete a la verga— diz Simón a Sebastian, com os olhos negros incandescentes de raiva.

— Não meta o focinho onde não é chamado.

— Qual é, cara? — Sebas rebate. E então se dirige a todos: — Ele nem sabe falar Inglês.

— Já chega, Sebastian. Sente-se, Simón. — A Sra. Peterson olha para o resto da classe. — Isso vale para todos vocês. Não posso controlar o que fazem fora daqui, mas, na minha aula, quem manda sou eu. — E volta-se para Simón. — Fui clara?

— Sí, señora — ele responde, lentamente. A Sra. Peterson continua a ler a lista, enquanto faço de tudo para evitar qualquer tipo de contato visual com o cara sentado ao meu lado. Foi uma pena deixar minha bolsa no meu armário; eu poderia fingir que estava procurando alguma coisa, como fez Delfi, nesta manhã.

— Que droga — Simón resmunga, mais para si mesmo.

Sua voz é sombria e áspera... Ou será que ele fala desse jeito, de propósito? Como vou explicar à minha mãe que sou parceira de Simón Fuentes? Oh, Deus, espero que ela não pense que isso aconteceu por minha culpa.

Olho para meu namorado, totalmente entretido numa conversa com Jazmin. Sou tão ciumenta! Por que meu sobrenome não é Allis, em vez de Ellis? Assim eu poderia me sentar ao lado dele.

Seria bom se Deus desse a cada pessoa um Do Over Day: um dia para corrigir o que está errado, para reviver o que é bom. E então a gente poderia gritar: “Recomeçando!” E um novo dia teria início. Hoje é um dia em que eu, definitivamente, faria isso: começaria tudo de novo. Será que a Sra. Peterson realmente acha justo colocar a líder da torcida organizada como parceira do cara mais perigoso do colégio? Ela só pode estar delirando!

A Sra. Delirante termina, finalmente, de designar os lugares. — Sei que vocês, estudantes do último ano, pensam que sabem tudo. Mas não se considerem pessoas bem-sucedidas... Não antes de contribuir para a cura de doenças que afligem a humanidade, não antes de fazer da Terra um lugar mais seguro para se viver. A Química tem um papel crucial no desenvolvimento de remédios, nos tratamentos de radiação para pacientes com câncer, na utilização do petróleo, na camada de ozônio.

Simón levanta a mão.

— Sim, Simón? — diz a professora. — Quer fazer uma pergunta?

— A senhora está dizendo que o presidente dos Estados Unidos não é um homem bem-sucedido?

— Estou dizendo que dinheiro e status não são tudo. Use seu cérebro para fazer algo pela humanidade, ou pelo planeta onde vive. Aí, sim, você será um homem bem sucedido e ganhará meu respeito, coisa da qual pouca gente pode se gabar.

— Tenho algumas coisas de que posso me gabar, Sra. Peterson — diz Simón, obviamente se divertindo.

A Sra. Peterson ergue a mão: — Por favor, poupem-nos dos detalhes, Simón.

Francamente, se Simón pensa que o fato de hostilizar a professora vai nos render uma boa nota, está enganado. É óbvio que a Sra. Peterson não gosta de espertinhos... E que meu parceiro já está na sua mira.

— Agora... — diz a Sra. Delirante — quero que cada um olhe para a pessoa sentada a seu lado.

Oh, tudo menos isso. Mas não tenho escolha. Olho de novo para Sebastian, que parece bastante satisfeito com a parceira que a professora escolheu para ele. Jazmin já tem um namorado... Senão, eu a questionaria, seriamente, sobre por que ela está se inclinando desse jeito para o meu namorado, ou jogando os cabelos para trás, tantas vezes seguidas. Digo a mim mesma que estou sendo paranóica.

—Vocês não precisam gostar do parceiro — diz a Sra. Peterson. — Mas terão de trabalhar juntos, durante os próximos dez meses. Reservem cinco minutos para se conhecer e, então, cada um apresentará seu parceiro, para toda a classe. Falem sobre o que fizeram durante o verão, se têm hobbies, ou sobre qualquer outra coisa interessante ou original, que talvez seus colegas não saibam... Seus cinco minutos começam agora.

Abro meu caderno e o empurro na direção de Simón: — Escreva alguma coisa sobre você, aqui, e eu farei o mesmo no seu caderno.

Antes isso, do que tentar conversar com ele. Simón acena em concordância — embora eu perceba uma leve contração, nos cantos de sua boca — e me dá seu caderno. Será que imaginei esse riso, ou ele realmente aconteceu? Respiro fundo, afasto esse pensamento e me concentro em escrever, até que a Sra. Peterson nos pede para parar e ouvir as apresentações.

— Esta é a Jazmin Boehm — diz Sebastian, o primeiro a falar. Mas não escuto o resto do discurso dele sobre Jazmin, sua viagem à Itália, suas aulas de dança neste verão. Em vez disso, olho para o caderno que Simón me devolve e, de queixo caído, leio o que ele escreveu.



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