História Perfect Couple - Capítulo 5


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Categorias Ben 10
Personagens Ben Tennyson, Gwen Tennyson, Max Tennyson, Personagens Originais
Tags Ben, Bwen, Gwen
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Palavras 3.840
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


1) Este capítulo terá trilha sonora, como "Tentação". Para efeitos semelhantes aos do desenho, uma cena precisará ser imaginada pelo leitor.
2) Está parte da história trará um pouco de conhecimento sobre a cultura judaica (leia as referências nas notas finais). Entretanto, não deve ser visto como propaganda política ou religiosa, proselitismo, ou uma tentativa de distorcer o principal enredo do desenho.

Capítulo 5 - Shalom, Ben


Fanfic / Fanfiction Perfect Couple - Capítulo 5 - Shalom, Ben

Um grupo de Galvanianos analisava o corpo de Ben em uma mesa da base dos Encanadores. Max conversava com o Coronel Rozum.

- Bom, Max, lamento dizer, mas o Ben vai precisar de muita preparação. Mesmo com o treinamento na Academia de Encanadores, em termos físicos ele ainda é muito dependente do Omnitrix. Temos um longo trabalho pela frente.

- Não há nenhum problema para nós. Levem o tempo que precisar.

O coronel o chamou para um canto mais isolado da sala.

- Por favor, Max, confio em você. Não diga a ninguém que eu te passei essa informação. É confidencial.

- Levarei para o túmulo.

- Nosso exército é bem poderoso, mas não é o mais bem treinado da Terra. Se o Ben quiser mesmo se aperfeiçoar, ele vai ter que sair do país, e treinar na nação mais bem preparada do nosso planeta: Israel.

(Abertura do programa)

Naquela tarde, Max estava no apartamento do neto, conversando com ele na sala.

- Israel? Caramba! Eu nunca pensei que eu fosse fazer treinamento lá.

- Você vai começar lá e terminar aqui, Ben. Vai passar três anos em Israel.

- Puxa!!! Isso vai ser tão irado!!! - o jovem estava muito entusiasmado - Imagine a reação da Gwen, quando ela souber que vamos nos mudar pra Israel...

- Ben, você vai sozinho pra Israel.

A expressão dele mudou no mesmo instante.

- O quê? - ele perguntou desanimado - Eu não posso levar a Gwen?

- Poder até pode, Ben, mas você vai ficar em um quartel. Suas atividades vão ser bem restritas. É um treinamento militar, não uma viagem turística.

- Ahhhhh, vovô... mas eu fiquei quatro anos longe dela, agora vou ficar mais três? Eu quero fazer esse treinamento, mas não posso trazer a Gwen comigo? Ela fica quietinha, não vai atrapalhar.

- Ben, entenda... - Max colocou a mão sobre o ombro do neto - você precisa se aprimorar e a Gwen precisa terminar o mestrado. Não vão ficar separados pra sempre.

- Está bem, vovô... - ele disse com a cabeça baixa. Uma lágrima caída de seus olhos. Max o abraçou.

______________________________

 

Três semanas depois, os Tennyson se despediam de Ben no principal aeroporto de Boston. Carl e Sandra estavam muito emocionados. Depois deles, Frank, Ken, Natalie e Helene se despediram dele. Gwen foi a última.

- Eu prometo, Gwen... - Ben dizia em lágrimas - eu vou pensar em você todos os dias! Você estará em minhas orações!

- Farei o mesmo... eu te amo muito, Ben! Vou rezar todos os dias por você!

Os primos se abraçaram bem apertado e compartilharam um longo e apaixonado beijo. Parecia que eram seus últimos minutos de vida. Ben embarcou em um jato dos Encanadores, enquanto sua família acenava. Gwen chorava muito. Natalie e Helene secretamente comemoravam, esperançosas de que Ben se mudaria definitivamente para Israel.

_______________________

 

Pouco mais de 11 horas e meia, o jatinho pousou em Tel Aviv. Era madrugada em Israel. Ben dormia em sua poltrona quando um Encanador o acordou e o levou para uma pequena sala. Um oficial entrou e pediu para ele se sentar à sua frente.

- Você pode me entender, sr. Tennyson?

O oficial falava em hebraico, mas o Omnitrix tinha um tradutor universal, que permitia a Ben entender qualquer língua terráquea ou alienígena. O jovem percebia pela leitura labial que o homem não falava em sua língua, apesar de ouvi-la enquanto ele dizia.

- Posso. O Omnitrix traduz pra mim.

- Eu conheço o seu idioma, mas as operações aqui são feitas em hebraico e queremos ter certeza de que você se adaptará.

- Tudo bem.

- Bem, vamos começar... - o oficial olhava a ficha de Ben - aqui diz que você é presbiteriano, está correto?

- Sim.

- Seu dia de descanso é o domingo, aqui é durante o Shabat. Você vai ter que ter dois dias de descanso. Espero que não seja problema para você.

- Problema nenhum, senhor.

- Pode ficar tranquilo. Você receberá o mesmo tratamento de todos aqui. Não precisa ser judeu.

- Sério? Pra todo caso, eu sou descendente.

- Mesmo?

- Sim, tanto pelo lado da mãe quanto do pai. Mas eles também são presbiterianos.

- Entendo... então teve casamento misto nessa história.

- Teve - Ben dizia em um tom parecido com o de um lamento.

- Ok... - o oficial continuou analisando - altura tal... peso tal... ok, sr. Tennyson, podemos começar?

- Podemos.

- Você levanta às 5 da manhã e seu treinamento vai até as 6 da tarde de segunda à quinta e até as 3 às sextas. As refeições são servidas pontualmente, então não se atrase. O café-da-manhã é servido às 5:10, o almoço ao meio-dia e o jantar as 18:30. E uma coisa muito importante: aqui só se serve comida Kosher.

Depois de ouvir as instruções, Ben foi até o alojamento. Um grupo de rapazes olhava para ele e um deles, alto, loiro e bem forte, se aproximou dele.

- Ben Tennyson, não?

- Sim...

- Muito prazer, Menachem Meyer - eles apertaram as mãos - Seja bem-vindo a Israel!

- Muito obrigado!

- Quero te apresentar o resto do time: Reuven, Shimon, Levi, Yehudah, Yissachar, Zevulun, Dan, Naftali, Gad, Asher e Yossef - a cada apresentação, Ben cumprimentava os rapazes - As Doze Tribos estão completas - brincou Menachem.

- Verdade! - Ben percebeu o mesmo - Que coincidência!

Os garotos riram.

- Olha, Binyamin... - continuou o loiro - Se tem uma coisa em que os judeus não acreditam é “coincidência”. Algum motivo tem pra você estar aqui.

- Com certeza... - Ben não pôde deixar de refletir sobre o que Menachem acabara de dizer.

Eles queriam muito continuar conversando, mas precisavam dormir. Gwen apareceu no sonho do primo.

- Ben, sou eu! Como você está em propriedade do exército, não podemos nos comunicar como antes, mas estou fazendo esse feitiço para te encontrar quando estiver dormindo. É tipo o que o Pesky Dust faz. Caso queira falar comigo, eu dei um jeito. Dentro da sua mala tem um caderninho de capa verde. Eu coloquei um feitiço nele pra que tudo o que você me escrever apareça para mim. Espero que esteja bem! - ela lhe mandou um beijo - Que Deus te abençoe!

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No dia seguinte, começou a rotina do alojamento. Era uma experiência bem nova. Ben não se lembrava da última vez que não teve um café-da-manhã típico americano, com bacon, mas gostou do que lhe serviram. Porém, a rotina de exercícios pegou o jovem de surpresa. Os outros garotos, que já haviam prestado serviço militar (obrigatório no país) não tinham muita dificuldade, mas as horas de atividades pesaram muito para Ben. No final do dia, ele estava exausto e com o corpo todo dolorido.

- Puxa... - ele dizia ofegante enquanto deitava em sua cama - agora eu sei... porque o vovô... me mandou... pra cá...

- Já tá cansado, Ben? - perguntou Menachem.

- Você não tá???? Como????

- Haha... nós prestamos serviço militar quando éramos mais novos. Você não?

- Não... no meu país não é obrigatório.

- Tudo vai valer a pena, acredite!

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Em Boston, Gwen se preparava em uma espécie de camarim. Ela usava um lindo vestido prateado. Ela recebeu uma faixa com o nome “Massachusetts” antes de entrar no palco.

- E chegamos à etapa final do concurso de Miss Estados Unidos - anunciou o narrador.

Cinco moças esperavam os resultados.

- Em quinto lugar... Nova Jersey. Em quarto lugar... Rhode Island.

A ansiedade aumentou com o passar dos anúncios.

- Em terceiro lugar, Flórida.

Gwen e a representante de Nova York ficaram frente à frente, com ambas as mãos dadas, sorrindo uma para a outra.

- A candidata que herdará o título caso a vencedora não puder recebê-lo é... Nova York. Isso significa que a nossa Miss Estados Unidos é a Miss Massachusetts, Gwen Tennyson!

Sob uma chuva de aplausos, Gwen foi premiada com a coroa, a faixa e as flores. A última vez que teve aquele sentimento foi em sua formatura. Ela seria a representante americana no Miss Universo.

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Naquela noite, enquanto todos dormiam, Ben escrevia uma carta para a prima.

 

Querida Gwen,

Ouvi uma conversa de que você foi eleita a Miss Estados Unidos. Queria tanto estar ao seu lado, pra te abraçar e te dar um longo beijo. Mas tudo o que posso fazer nesse momento é te dar os parabéns. Você merece!

Hoje foi só o meu primeiro dia de treinamento, mas foi tão pesado! Estou todo dolorido. Queria que você estivesse aqui pra me fazer uma massagem hahahaha... As pessoas daqui são muito gentis. Estou num alojamento com doze rapazes. Sou o único ‘goy’ da turma (é assim que eles chamam quem não é judeu). Acho que vou conseguir ir até o fim. Bem, se eu já salvei o universo, algumas horas de treinamento por dia não são tão difíceis, né? Hahahaha...

Bem... queria te parabenizar de novo. Vou dormir agora. Tenho que estar de pé às 5 da manhã. Não vejo a hora de te ver pessoalmente e te encher de carinho, como fazíamos quando eu estava em Boston.

Ahavá Lanetzach

 

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Naquela sexta, após os treinos, todos no alojamento estavam em uma correria para arrumar tudo. Ben não entendia do que se tratava.

- Ah... pessoal? Pra que essa correria?

- Temos que nos preparar para o Shabat - explicou Menachem.

- Para o Shabat? Mas o sábado é só amanhã.

- Os dias judaicos começam ao pôr-do-sol. O Shabat começa no pôr-do-sol de hoje e vai até o pôr-do-sol de amanhã.

- Aaaahhhh, agora eu entendi...

Faltavam 15 minutos para o pôr-do-sol. Ben acabava de sair do banho. Estava se vestindo quando algo lhe passou pela cabeça.

- Será que eu posso participar do Shabat? Não quero ser o único a ficar de fora... mas será que eu posso? Será que é uma coisa só pra judeus? - ele pensava quando Menachem se aproximou.

- Você quer participar do Shabat conosco?

- Eu posso? - Ben perguntou com um sorriso.

- Claro! Você está limpinho e tudo. Venha, vou arrumar um kipá pra você.

Chegada a hora de início do Shabat, todos se reuniram em uma grande mesa. Uma mulher, com a cabeça coberta por um véu, acendeu duas velas, fechou os olhos e fez movimentos circulares com as mãos próximas à chama, recitando uma bênção. Em seguida, ela colocou as mãos sobre os olhos e terminou a bênção. Aquela cerimônia era cheia de bênçãos, uma delas era sobre o vinho (kidush) e outra sobre os pães (chalot). Ben assistia a tudo com os olhos curiosos, mas não tinha coragem de perguntar nada, temendo atrapalhar alguma coisa.

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Quando Ben acordou, no dia seguinte, estranhou que o alojamento estava vazio. Ele correu assustado até o refeitório para encontrar alguém. Viu que a cozinheira estava chegando.

- Com licença, senhora... poderia me dizer onde estão todos?

- Estão voltando da sinagoga. Você dormiu bastante, hein, Binyamin?

- Pois é... não tinha percebido...

- Bom, hoje não tem treinamento. Aproveite seu Shabat para descansar.

Foi o que Ben fez. Ele sabia que era proibido escrever no Shabat, mas seus amigos já haviam avisado que ele não estava sujeito às mesmas proibições por ser um goy. Ben procurou evitar algumas coisas, como acender as luzes por exemplo, para mostrar que poderia se adaptar aos costumes dos demais.

Querida Gwen,

Estamos no Shabat. É um dia bem abençoado, e eu espero que você esteja muito bem. Hoje eu não tenho treinamento, então tenho bastante tempo para me dedicar a você. Não sei se está ocupada agora. Talvez esteja estudando ou tendo uma entrevista.

Sabe... os costumes daqui são bem diferentes, mas eu acho que posso me acostumar. Não vou mentir, eu sinto muita falta de comer um belo cheeseburger com uma grande porção de batatas fritas com chili. Mas a comida daqui também é muito boa. Vou pedir hoje para o oficial me colocar para treinar aos domingos também. Assim eu não perco um dia de atividades. Eu nunca tinha passado por isso antes, mas estou gostando do meu primeiro Shabat.

É tudo tão novo, mas ao mesmo tempo tão fascinante! Talvez eu não seja o mesmo homem quando voltar para os Estados Unidos.

Mande um beijo e um abraço para todos.

Ahavá Lanetzach

Quando todos estavam de volta, os companheiros de Ben aproveitaram para conversar com ele.

(A partir desse momento, toca-se a música “Through Heaven’s Eyes”, de Brian Stokes Mitchell).

- Estou mesmo impressionado, com tudo! É uma cultura tão linda!

- E você ainda viu só um pouquinho dela...

Conforme o tempo passava, Ben ia se adaptando cada vez melhor àquela rotina. Os exercícios iam ficando mais suportáveis e as missões mais compreensíveis. Em nenhum momento ele usou o Omnitrix. Sabia que o objetivo era se tornar independente dele. E a cada dia, Ben aprendia uma coisa nova, seja sobre o povo judeu e seus costumes, seja sobre algo que mudaria sua filosofia de vida. Também aprendia um pouco da língua hebraica. Talvez a situação mais embaraçosa foi quando ele percebeu que era o único de todo o alojamento que se barbeava.

Ele escrevia para Gwen todas as noites, mas com o tempo deixou de escrever nas noites de sexta. Seus momentos preferidos eram os feriados. A grande maioria deles era comemorada com muita festa. Era muito divertido para Ben fazer brincadeiras em Chanucá, se embriagar em Purim e participar do sêder de Pessach. Mesmo não sendo obrigado, ele adquiriu o costume de jejuar em Tishá B’Av e Yom Kippur. Sentia uma grande ligação com aquela cultura e aquele povo, mas não sabia o porquê - Talvez seja a ascendência - pensava de vez em quando.

No começo, quando havia dança, ele ficava parado, sorrindo e batendo palmas conforme o ritmo da música. Mais a diante, Ben passou a se juntar às rodas e aprendeu os passos e letras das canções.

(Imagine a seguinte cena: todos estão em roda, dançando com os braços atrás dos companheiros; Ben - aparência parecida com a de Força Alienígena - está entre eles, com um grande sorriso no rosto; sem sair do lugar ou tirar o sorriso do rosto, o mesmo Ben assume uma nova forma: bem mais musculoso e com barba; indicando a passagem do tempo).

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Querida Gwen,

Queria que você soubesse por mim antes dos outros. Hoje eu tomei uma decisão muito séria. Precisei até do Alien X. Mas olha... não conte pra ninguém, tá?

Tudo começou na semana passada. Era um dos poucos dias que podíamos sair do alojamento. Parecia tudo tranquilo, foi quando eu vi uma cena horrenda. Um terrorista desgraçado estava prestes a degolar uma menininha inocente. Minha reação foi imediata: virei o Cromático e joguei um raio nele. Depois, virei o XLR8, corri para perto, peguei a menina no colo e a levei para a mãe. Quando eu vi que o terrorista estava vivo, tratei de virar o Rath para dar uma lição nele

- DEIXA EU TE MANDAR A REAL, TERRORISTA PSICOPATA QUE ATACA PESSOAS INOCENTES, NINGUÉM DEGOLA CRIANÇAS NA FRENTE DO RATH - Rath correu e o agarrou - O RATH VAI TE ENSINAR A NÃO MEXER COM OS OUTROS.

Foi quando o desgraçado tentou me ferir, mas eu desviei. Nunca subestime alguém que ficou três anos treinando krav magá hahahaha... Com um só golpe, eu o deixei desacordado. A polícia apareceu para prendê-lo. Todos me aplaudiam, exceto uma pessoa. Eu ouvi uns gritos de “monstro”, “assassino”, “preconceituoso”, e quando me virei, vi que quem gritava era uma velha com cara de monstra. Eu a reconheci.

- Está mais preocupada com um TERRORISTA do que com uma criança inocente? - perguntou Ben assim que voltou ao normal.

- Ele só está cumprindo com seu dever cultural e revidando a opressão que esse maldito povo faz com a gente dele - respondeu ela.

Foi aí que eu não aguentei. Perdi a paciência e disse umas verdades para aquela velha louca.

- OLHA SÓ QUEM FALA DE “OPRESSÃO” E “POVO MALDITO”! VEM AQUI NESSE PAÍS INSULTAR SUA POPULAÇÃO E ESPALHAR ESSAS MENTIRAS? Eu estava enganado. Pensava que o Vilgax era o maior monstro que já havia enfrentado. Mas o pior monstro de todo o universo É VOCÊ!

- SILÊNCIO! - gritou ela.

- JUSTIÇA! - Ben gritou mais alto.

Todos ao redor me ovacionavam. Retribuíam as ofensas daquela asquerosa mulher, que parecia ter feito um estágio de maldade lá no Império Incurseano. Mas ela continuou a me ofender. Não aguentava mais ouvir um pio. Senti uma imensa vontade de esmurrar aquela velha, mas sabia que a mídia ia fazer eu parecer o vilão e ela e o terrorista como as vítimas. Tudo o que pude fazer foi virar o Alien X.

- Nós entendemos que quer ajudá-los, Ben... - disse Serena.

- Mas essa não é a nossa função - afirmou Bellicus - antes do ano 6000 do calendário judaico, virá um salvador para pôr fim a todas essas desgraças. Não podemos interferir no que está programado para o universo.

Apesar de poderosos, os Celestialsapiens não podem fazer tudo o que bem entenderem. Todos os seres do universo estão submetidos a leis superiores e é nossa obrigação cumpri-las. Eu sabia que não era a salvação, mas sabe quando você tem a vontade de ajudar mesmo assim? Ver aquelas pessoas tão felizes sendo vítimas de ataques físicos e morais, liderados por pessoas hipócritas, corruptas e mentirosas, me fez querer agir. Lembrei do que Menachem me disse sobre coincidências: algum motivo tinha pra eu estar ali. Sabia que mesmo que eu destruísse aqueles grupos terroristas, outros apareceriam, e que antes do ano 6000 não haveria paz mundial. Nem eu podia trazê-la. Mas havia uma coisa que eu podia fazer, e eu fiz.

Serena e Bellicus concordaram comigo. Com o Alien X, desmantelei cada organização terrorista que visava exterminar o povo judeu. Ainda fiz todas as pessoas do mundo, sem exceção, descobrirem a verdade. Quem, do mesmo jeito, apoiava os terroristas, era automaticamente condenado pela sociedade. Foi o que aconteceu com aquela mulher. Ela tentou causar um problema com os representantes americanos quando me acusou de ofender o país dela. Mas todos naquela assembleia revelaram a verdade: eu a ofendi, mas não o país. Não vou negar que fiquei feliz quando soube do que aconteceu com ela.

Bem, eu tenho que ir agora. Vai haver uma premiação daqui a pouco. Não posso faltar, afinal, sou um dos convidados de honra, hahahaha...

Um beijo!

Ahavá Lanetzach

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Havia uma grande cerimônia em Jerusalém, com uma enorme multidão em frente a um palco, onde estavam o primeiro-ministro e outras pessoas importantes, entregando uma medalha para Ben.

- Faltam palavras para agradecê-lo por tudo o que o senhor fez para a nação de Israel e para o povo judeu. Com toda a honra do Estado, o Knesset o reconhece como Chassid Umot Há-olam, um gentio justo e amigo dos judeus.

Ben era ovacionado por todos

- Creio que a partir de agora, como aconteceu com outros Chassidei Umot Há-olam, vários meninos judeus receberão o nome de Benjamin em sua homenagem - acrescentou o premiê.

Ben se virou para a multidão.

- Tudo o que posso dizer nesse momento, é que eu quis fazer justiça. Enquanto eu viver, vou fazer de tudo para que o povo judeu esteja a salvo de todo o perigo até chegar a Era de Mashiach. Trata-se de um povo cuja fé é inabalável e busca cumprir corretamente sua função na Terra, como o povo escolhido do Senhor. Eu sinto agora, mais do que nunca, muito orgulho de ter sangue judaico. Todá rabá, Israel!

- TODÁ RABÁ, BEN TENNYSON! - gritaram as pessoas.

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Depois de três anos em Israel, Ben voltou aos Estados Unidos. Os doze companheiros do treinamento quiseram acompanhá-lo.

- Obrigado por tudo, rapazes! De verdade!

- Foi um prazer trabalhar com você, Ben! - exclamou Menachem.

Os treze avistaram uma linda moça ruiva no horizonte. Ela estava conversando com a mãe e a tia.

- Tenho certeza que agora ele deve estar com outra - dizia Natalie.

Eles notaram que ela se levantou da mesa e caminhou em direção à entrada de uma cafeteria. Ben se aproximou dela.

- Oi, Gwen!

- Oi - ela o cumprimentou como se fosse um desconhecido. Ben estranhou.

- Você não lembra de mim?

- Não... - ela o olhou melhor e notou o Omnitrix - Ben?! É você mesmo? - ela correu para abraçá-lo - Oh, Ben!!! Graças a Deus! Você está de volta!!!! - Gwen beijou seu rosto - Desculpa não ter te reconhecido, é que você tá tão diferente. Tá mais forte... e tá de barba...

Natalie e Helene observavam tudo. A tia de Gwen notou que ele usava um kipá.

- Oh, meu Deus! - exclamou ela, com um sorriso - Virou judeu!

Ben sorriu.

- Parece, tia Lene? Haha... eu continuo um goy. Só... trouxe umas coisinhas de Israel.

- Bem-vindo de volta - ela lhe disse de maneira simpática. Natalie, por outro lado, o olhava com uma cara muito feia. Mas Ben fingiu não ver, e ainda abraçou e beijou Gwen mais do que tinha planejado.

- Quero te apresentar para o pessoal. Rapazes, essa é a Gwen, de quem eu tanto falei. Gwen, esses são Menachem, Reuven, Shimon, Levi, Yehudá, Yissachar, Zevulun, Dan, Naftali, Gad, Asher e Yossef.

- Muito prazer! - Gwen cumprimentou cada um.

- O prazer é todo nosso, Gwen! - disse Menachem.

________________________

 

Naquela noite, os primos estavam na casa de Gwen. Apesar de ter terminado o mestrado, ela estava fazendo outros estudos enquanto montava sua própria empresa. Por isso, continuava no mesmo lugar. Ben a beijava muito apaixonado e passava suas mãos pelo corpo dela. Ambos tiveram a mesma sensação de duas outras vezes, três anos atrás.

- Então agora que eu tô de volta... queria compensar o tempo perdido... queria dar mais um prêmio pra você, senhorita Miss Universo.

- Hahahaha... tudo bem, Ben. Vamos lá.

Mais uma vez, eles se encontravam nus, dessa vez na cama de Gwen. Mas quando tudo parecia dar certo.

TRIIIIIIIIM!

O celular de Ben tocou.

- Alô!

- Oi, Ben!

- Tudo bem, mãe?

- Tudo, meu anjo. Queria saber quando você volta pra Bellwood. Já que a Gwen terminou o mestrado e você já voltou de Israel...

- Eu vou combinar com a Gwen o dia em que a gente vai voltar. Eu ligo pra senhora mais tarde.

- Ok, obrigada, querido! Beijos! Tchau!

- Tchau! - ele desligou - Caramba!!!! Eu fico três anos fora e a minha mãe resolve ligar justo agora????

- Tudo bem, Ben... pelo visto tem que ser assim mesmo...

- Bom, o jeito é esperar, né? Fazer o quê? - ele beijou a testa da prima.

- Eu te amo muito, Ben!

- Também te amo, Gwen!

Eles se beijaram nos lábios.

- Ahavá Lanetzach! - disseram juntos.


Notas Finais


1) Este capítulo é uma homenagem às referências judaicas presentes em Ben Tennyson, mesmo ele sendo protestante (como revelado em “O Grande Casamento Alienígena”).
São elas: 1- Tara Strong, Yuri Lowenthal e Judd Nelson, que fizeram as vozes do Ben, são judeus; 2- O nome do meio do personagem, Kirby, foi inspirado no cartunista Jack Kirby, que era judeu; 3- O nome Benjamin é tem origem hebraica; entre outras referências.
2) Não tenho por objetivo ofender nenhum país estrangeiro. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência.
3) Para quem leu "My Lovely Family" antes: o Menachem apresentado nesse capítulo é o mesmo pai do personagem Jake.
4) "Ahavá Lanetzach", frase com a qual o Ben termina as cartas, significa "Nosso amor para a vida toda".


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