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História Perfect Distraction - Park Jimin - Capítulo 27


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Notas do Autor


Genteee! A cobrinha filha que começou a atormentar a coitada da Lily e da Marci, ninguém tem 1 MINUTO DE PAZ KSKSKSK

Capítulo 27 - Juntas sempre


Fanfic / Fanfiction Perfect Distraction - Park Jimin - Capítulo 27 - Juntas sempre

{Lily}

New York – Janeiro de 2016

Ela não parecia tão bonita como eu me lembrava, claro que já tinha visto algumas fotos dela ao longo daqueles anos, mas fotos continham edições e, ali na minha frente, ela parecia o que era. Uma mulher com quase quarenta anos, mãe de dois filhos, fria e uma grande babaca.

Não sei o que foi que segurou minha vontade de espancá-la, quando meu choque inicial passou. Quer dizer, eu podia mesmo bater tanto nela, tanto que sua pele branquinha ficaria cheia de hematomas, fui criada com um irmão mais velho, bater não era difícil para mim, nem um pouco.

— O que está fazendo aqui? — perguntei, sentindo meus dedos fecharem-se com força ao redor da maçaneta. Ouvi passos na sala, mas Marci parecia ainda estar entretida em sua espionagem para ir até ali.

— Ora Lily, isso é jeito de tratar sua cunhada, querida? — O tom debochado dela fez meu estômago se revirar. Dahyun usava um vestido preto até os joelhos que viria muito bem a calhar em um funeral — queria que fosse o dela — saltos altos, mas não tanto, carregava uma gigante bolsa e até mesmo usava óculos escuros, mesmo que estivesse quase anoitecendo. — Onde está minha adorável sobrinha, estou louca para conhecê-la. — Ela entrou, eu devia tê-la chutado para fora, mas não queria parar na prisão de novo, principalmente sendo culpada por agressão, o que seria real daquela vez. Dahyun retirou os óculos, marchando para o interior do meu apartamento.

Marceline se virou quando entramos na sala, ela deve ter visto alguma foto de Dahyun em sua pesquisa na noite anterior sobre os Park, pois havia reconhecimento por trás de sua fachada surpresa. Ela afastou-se da janela lentamente, cruzando os braços na frente do peito em modo de proteção.

— Como é para você? — Dahyun me perguntou, sem tirar os olhos de Marceline. — Ter alguém tão parecido com Jimin ao seu lado por todos esses anos? — Dahyun por fim me olhou. — Ou melhor, como é conviver com alguém que se parece tanto com Emma? Pelo que me lembro você nunca foi a maior fã da minha mãe.

— Vá embora, Dahyun! — pedi entredentes. — Não me faça chamar todos aqueles policiais e seguranças lá de baixo, eles vão te colocar para fora.

— Ah Lily, nós somos família, vamos nos tratar assim. — Dahyun jogou sua bolsa sobre o sofá, caminhando até Marceline. — Você é bonita, não se parece nada com sua mãe, talvez isso explique tudo.

— Eu estou tão feliz por você ser a vadia de quinta que mamãe falou. — Marceline falou, fazendo com que Dahyun ficasse em choque. — Isso só prova o quanto ela esta certa ao seu respeito. Vamos, Dahyun, não é? Eu devo lhe chamar de tia, ou você tem algum apelidinho que usa na casa de prostituição que trabalha?

Okay, talvez eu tivesse criado um monstro, mas não podia conter o orgulho — orgulho errado — que tomou conta de mim ao ver Marci dizer aquilo.

— Oh, cedo demais para falar que você não é parecida com Lilian, é tão deselegante quanto ela. — Dahyun não se deixou abater por muito tempo, indo até a janela, apreciando os jornalistas lá embaixo. — Eu pensei que o apartamento de vocês seria menor, mas até que é apresentável, o que tem feito para ganhar dinheiro, Lilian?

— Trabalhado, algo que você não sabe o que é, não é mesmo Dahyun? — Puxei Marceline para perto de mim.

— Então, quer dizer que você decidiu, quinze anos depois, revelar a paternidade da sua filha? Infelizmente ainda não tive tempo de me reunir com Jimin, mas pelo que conheço dele, o mesmo deve estar se achando o cara mais sortudo do mundo por ter uma filha.

— Isso não é da sua conta, vá embora! — Foi a vez de Marceline ordenar.

— O que pretende voltando a vida do meu irmão? — Dahyun sentou-se ao sofá. — Você sabe que ele é casado, não sabe? Com Katie! Acha mesmo que conseguirá ser melhor do que ela, Mon?

— Eu não quero nada com Jimin. — pontuei.

— Não pense que me engana, nós sabemos o quão fissurada em meu irmão você é. Eu realmente pensei que você nunca mais iria surgir em nossas vidas.

— Foi você, quem colocou as joias na minha bolsa? Quem falsificou aquela carta de ameaça falando que eu estava aliada a alguém que queria matá-los? — Marceline olhou-me confusa na última parte.

— Não, Lilian. — Dahyun suspirou. — Sejamos sinceras, eu adoraria ter feito tudo aquilo, entretanto infelizmente não fiz. — Ela se levantou, pegando sua bolsa. — Mas é uma pena, não é? Que você nunca conseguirá descobrir quem realmente foi.

— Sei que foi você Dahyun, irei provar isso, nem que seja a última coisa que faça em minha vida. — Soltei Marci, agarrando Dahyun pelo braço e a conduzindo nada gentilmente até a porta.

— Cuidado, Lily. — Dahyun sorriu para mim. — Melhor não falar em morte, ou a guarda de Marceline ficaria com meu irmão e, bom, eu sempre estarei por perto.

— Não ouse tocar em um fio de cabelo de Marceline, você está entendendo? Eu não deixarei você impune dessa vez! — Abri a porta, a colocando para fora.

Bati a porta com força, desejando poder acertar com tanta intensidade Dahyun. Eu não caia nem um pouco no papo dela de que não tinha nada a ver com as armações que fizeram para mim anos antes, eu nunca confiaria em Dahyun e, nem em ninguém daquela maldita família.

— Ela é péssima! — Marceline disse quando voltei para a sala.

— Você ainda não viu nada.

— Que história é essa de falsificação de carta? Ameaça de morte?

— Querida, podemos conversar sobre isso outra hora? Eu realmente quero tirar isso de minha cabeça por um tempo. — Marceline concordou, voltando ao seu posto na janela.

— Ah mamãe, acho que vai ser um pouco difícil manter a sua cabeça longe de problemas. — ela disse um tempo depois. — Tio Namjoon acaba de chegar com tia Rosé e Riley.

— Droga, Namjoon vai querer minha cabeça porque menti para ele.

— Compreensível. — Marceline me lançou um olhar cheio de significados.

Não demorou muito para a campainha tocar, então voltei até a porta, pronta para ouvir meu irmão revoltado, mas não foi o que aconteceu. Namjoon me deu um forte abraço, fazendo até mesmo com que meu corpo saísse do chão.

— Rosé me contou tudo, eu sinto muito, Lily Bobona... — murmurou em meu ouvido.

O abracei com força também, querendo um pouco do colo do meu irmão. Namjoon era o melhor de todos, sempre do meu lado para o que acontecesse, eu sabia que podia contar com ele para tudo. Como quando Marceline nasceu e, ele fez questão de passar duas semanas com nós duas, para me ajudar, mesmo que eu tivesse papai e nossa mãe lá.

— Vamos entrar. — Rosé, que segurava no braço de Riley, falou. — Acho que Lily e Marci precisam de uma boa lasanha para finalizar esse dia. — Mostrou a sacola com ingredientes em sua mão.

Os deixei entrar, então aquele pedacinho da minha família foi até Marci, os enchendo de abraços e beijos. Era bom tê-los ali, ela precisava de uma distração, ou pelo menos do suporte que nossa família era capaz de nos dar.

— Marci, Riley, venham comigo preparar a lasanha. — Rosé chamou por eles, os levando até a cozinha, um claro sinal de que eu precisava de um tempo sozinha com meu irmão.

— Mamãe está surtando. — ele falou, quando sentamos lado a lado no sofá. — Ela já me ligou umas cem vezes querendo entender tudo isso.

— É. — Mordi o lábio. — Ela nos ligou também, mas Marci e eu estamos evitando ligações... — falei. — Eu não sei como vamos suportar tudo isso.

— Você devia ter me contado, Lily.— Namjoon segurou em minha mão. — Você foi presa. — Ele me encarou. — Sou seu irmão, Lily, eu teria te ajudado em tudo.

— Não queria envolvê-lo nisso. — Apoiei minha cabeça em seu ombro. — Ainda não quero na verdade. Namjoon, o mundo de Jimin é terrível, com pessoas nojentas, eu não podia colocá-lo nessa história.

— Não adianta mais manter-me a margem disso, Lily. — Namjoon disse firme. — Eu estarei cem por cento ao seu lado agora, você é minha irmã e Marceline minha única sobrinha. Todos somos uma família, eu lhes darei todo suporte possível para que não se machuquem ainda mais nessa história. Na verdade. — Ele se virou, ficando de frente para mim. — Quem vai se machucar é o babaca desse tal Park Jimin, onde posso encontrá-lo? Vou mostrar a ele a força dos Mon, no sentido literal. Já pratiquei Boxe, sei do que estou falando.

Sorri para meu irmão, lisonjeada por ele estar disposto a dar uns murros em Jimin, talvez eu devesse permitir.

— Calma, Nam. — Dei um tapinha em seu ombro. — Jimin é um completo idiota, mas continua sendo o pai da sua sobrinha, não acho que você vai querer bater no pai dela.

— Não, eu quero. — Namjoon deu de ombros. — Suborno Marci com um celular novo ou algo assim depois.

Eu ri, sentindo-me muito melhor. Por isso era tão bom ter Namjoon por perto, ele conseguia me fazer relaxar.

O celular dele tocou e, com uma expressão nada boa anunciou.

— É a mamãe, acho melhor você atender de uma vez, Lily Bobona. Só assim ela para de perturbar e, bom, você não vai poder se esconder para sempre.

— Tudo bem, você tem razão. — Peguei o celular da mão dele. — Vá para a cozinha.

— Mas...

— Vá para a cozinha, Namjoon! — O empurrei para fora do sofá, ele bufou, mas seguiu meu comando.

Respirei fundo algumas vezes, então, atendi a ligação de mamãe.

— Namjoon Mon, eu não me importo onde você está, pegue um maldito carro e vá até Lilian agora mesmo. Ela não atende nenhuma das minhas ligações, Marceline muito menos. Coloque um pouco de juízo na cabeça da sua irmã e faça ela me ligar! — mamãe começou a gritar assim que atendi.

— Oi mãe. — falei em alto e bom som para que ela me escutasse.

— Lilian?

— Sim. — confirmei.

— Ah, finalmente você tomou vergonha na cara! — ela exclamou revoltada. — Vai finalmente me contar que história é essa?

— Sim. Eu namorei Park Jimin, fui acusada de um crime que não cometi, acabei presa, ele saiu da minha vida, mas deixou-me grávida. Se ainda não ficou claro, Marceline é filha dele, agora ela sabe disso e, você também.

— O quê? Presa? — ela voltou a gritar, provavelmente estava sozinha em casa, nenhum de nós, mesmo ela, gritava com papai por perto. William Mon era um homem calmo, que detestava gritos.

— É uma longa história. — Passei a mão pelo cabelo.

— Eu tenho todo o tempo do mundo, conte tudo! — ordenou.

Passei pelo menos uma hora e meia conversando com mamãe, contando tudo, ou a grande parte, o que foi cansativo. Ela me interrompia, fazia comentários ácidos, mas por fim a atualizei daquela parte da minha vida que estava sendo exposta aos poucos.

— Você é maluca, Lily. — foi o que ela disse quando terminei de falar.

— O quê? — perguntei ofendida.

— Como não contou a Jimin sobre Marceline?

— Mãe...

— Ele é rico, Lilian, um milionário! — tornou a gritar. — Tem noção da vida que poderíamos estar tendo se tivesse ficado com ele? Você seria uma das mulheres mais ricas do país, eu seria rica.

Desliguei a ligação, não estava no clima de aguentar mamãe, não mesmo. Fui até cozinha, onde Rosé tirava a lasanha do forno bem na hora, meu irmão, Riley e Marceline já estavam sentados a mesa.

— E ai, como foi? — Namjoon perguntou.

— Terrível. — Entreguei o celular a ele, mamãe já ligava de novo, então ele apenas o silenciou.

— Foque na lasanha, Lily Bobona! — Rosé anunciou com um sorriso no rosto ao colocar a travessa no centro da mesa. — Tudo que você precisa é lasanha.

— Você está parafraseando os Beatles, mãe? — Riley perguntou, servindo refrigerante para todos nós.

Sorri para todos eles, então senti Marci depositar um beijo em minha bochecha.

— Eu te amo, mãe.

(...)

Meu irmão, a esposa e o filho ficaram conosco até a lasanha virar apenas uma recordação e, as louças terem sido lavadas. Era uma segunda-feira, então não puderam ficar até mais tarde, logo Marceline e eu voltamos a ficar sozinhas e, o fluxo de jornalistas diminuiu para pelo menos três que ainda estavam tentando uma entrevista, ou algum furo, com a gente.

Eu já estava em meu quarto, preparando-me para dormir, quando Marceline entrou. Usava um pijama com estampas de unicórnios e o cabelo estava preso em uma confusão no topo de sua cabeça, ela parecia tão exausta quanto eu estava.

— Tudo bem, querida? — perguntei. — Quer um remédio para dor de cabeça? Acabei de tomar um, a minha estava fervilhando.

— Não, mas quero outra coisa. — Ela sentou na beira da minha cama.

— O quê?

— Tudo bem, eu talvez esteja velha demais para isso, o que analisando seria vergonhoso se alguém descobrisse, mas é que eu...

— Você quer dormir comigo? — a interrompi, a vendo corar.

— Sim. — Acenou positivamente. — Sei que já tenho quinze anos, mas eu sempre ia para sua cama quando estava com medo de algo, posso fazer isso agora?

— Sempre! — Puxei o cobertor, deixando que ela rastejasse para debaixo dele junto comigo. — Do que está com medo, Marci? — perguntei, afagando seus cabelos que tinham caído do coque.

— De tudo, mãe... — sussurrou, fechando os olhos. — Você não está?

— Estou. — A abracei. — Mas, vamos enfrentar isso, juntas. Medo nenhum irá nos derrubar.



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