História Perfect Illusion - Capítulo 4


Escrita por: e whoisclace

Postado
Categorias Dylan O'Brien
Personagens Dylan O'Brien, Personagens Originais
Visualizações 63
Palavras 2.359
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Festa, Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


hey, eu tive um surto de inspiração para essa história, pois, eu não estou recebendo o retorno que imaginei que fosse receber, daí é desmotivador.. mas como tive uma inspiração, eu aproveitei e escrevi em uma hora e meia. Estou postando sem revisão, sem nada. Perdoem os erros.
Ah, o próximo capítulo não é o último, ok?
Boa leitura.

Capítulo 4 - Four:


Fanfic / Fanfiction Perfect Illusion - Capítulo 4 - Four:

Ao amanhecer eu me decepcionei, assim como imagine que viesse a acontecer. Eu não posso me permitir dar continuidade nisso, preciso resolver minha vida, restabelecer meus valores e principalmente o que eu quero do meu futuro. Tudo parecia tão incerto. Não sei se continuar em Las Vegas é o que eu realmente quero para mim. Eu quero ter estabilidade financeira, contanto com a minha família e amigos. Não quero uma vida sozinha e principalmente solitária. Não quero uma vida na qual eu me permitia sofrer por um homem casado, na qual não sabe o que realmente quer. Continuar iludindo sua esposa, se iludindo e me iludindo. Nós três nesta história estaríamos saindo prejudicados.

A vida adulta é complicada. Ah, se eu pudesse voltar alguns anos atrás, logo na época que completei a maioridade eu me avisaria que tomaria algumas decisões precipitadas e que no final me arrependeria. Olha, eu tenho que confessar que precisamos ouvir nossas mães, pois, eu não ouvi a minha e olha na onde estou. Deitada na minha cama, sentindo-me usada e totalmente machucada.

Engoli em seco, lógico, dando espaço para o resto de dignidade que eu guardava à sete chaves. Precisamos reunir forças e ajustar algumas coisas que estão foras de ordem. Hoje eu me permiti me renovar, me reorganizar e principalmente dar um fim na minha tortura particular.

O meu banho foi cheio de reflexões, enquanto a água morna recaía sobre o meu corpo, relaxando cada músculo. Eu não sei dizer ao certo quando me senti tão leve ao ser tão pulso firme com uma decisão.

Coloquei meu uniforme da lanchonete que trabalhava e fui fazer o meu expediente. Pela primeira vez também, eu fui sem pestanejar. Não sei, tudo estava tão diferente e tão limpo na minha cabeça. Um clarão tomou conta da minha consciência e seria hoje, neste dia, que eu tomei a principal decisão da minha vida. Voltar para New York. Mas eu sabia que isso levaria pelo menos três meses.

Ao chegar na lanchonete me deparei com Callie no seu antigo posto, assim como eu, ela estava hoje de garçonete. Ontem demos sorte, ela ficou no lugar de Robert e eu fiquei no lugar da mocinha que trabalha no caixa. É claro que fiquei um pouco desapontada, imaginava um dia repleto de coisas boas, mas nada é tão bom assim.

— Por que você está sorrindo, Rosie? — Callie abordou um assunto, enquanto eu terminava de passar um pano em uma mesa.

— Hm? — rebati, fingindo de desentendida.

— Você nunca sorri.  — pontuou.

— Claro que sorrio, Callie. — mostrei meus dentes, fazendo a moça dar risada e revirar os olhos em seguida.

— Não, eu estou falando que você estava meio que feliz.

— Quê? Eu sou feliz.

— Rosie, você está diferente. — ponderou. — Assuma, você não vai perder nada na vida se assumir pela primeira vez na vida que está diferente.

— Eu estou me sentindo bem, Callie.

— É só um avanço! — minha amiga falou e eu assenti. De fato, ela não estava errada. Callie era uma ótima garota, conseguia falar as coisas nos momentos certos e principalmente nas horas certas. Ela não era inconveniente, não fazia nada para me deixar para baixo e sim para me ajudar a levantar.

— Rosie! — Robert gritou da cozinha. — Venha aqui! — pediu.

— É melhor não deixar o chefe esperando, Rosie. — Callie advertiu, fazendo-me assentir e ir ver o que Robert queria. Ele nunca me chamava assim o que me deixou um tanto quanto atenta.

Apressei meus passos e passei por algumas mesas com clientes, que me observavam sumir pela porta da cozinha. Ao adentrar no ambiente, Robert veio ao meu encontro com um sorriso que quase rasgava o seu rosto. Não entendi muito bem a sua felicidade, mas qual fosse o motivo deveria ser excelente.

— Rosie, eu preciso conversar com você. — falou, e eu acenei para que ele continuasse. — Você sabe, nossa lanchonete vem tendo credibilidade, reconhecimento e bastante retorno do público.

— Que maravilha, Robert! — respondi.

— Sim, então, todas essas vezes que eu sumi e deixei Callie no comando eu estava em reuniões para abrirmos uma segunda lanchonete. — confessou, deixando-me extremamente feliz. — Mas você sabe, para abrirmos uma nova filial precisamos pelo menos levar alguns dos nossos funcionários daqui para fazer acontecer lá.

— Sim, eu imagino que deva ser assim mesmo. — comentei. Eu estava feliz pelo meu chefe, mas já imaginava que ele iria me propor de ir trabalhar nesse segundo estabelecimento e isso estava fora de cogitação. Se eu me responsabilizasse assim, voltar para New York seria difícil.

— Rosie? — me chamou. — Pelo seu olhar eu imagino que até já saiba o que eu vou te falar e já até sei a sua resposta.

— Eu adoraria ir com você e Callie para a segunda loja, Robert. — comecei a me justificar. — Eu estou com planos de voltar para New York, daqui três meses.

— Rosie... — Robert lamentou. — Você ia ser de suma importância, eu não sei o que vou fazer agora. — confessou, deixando-me péssima. Eu odiava desapontar os outros, ainda mais quando era uma alegria para eles o meu serviço. — Eu sei que você não está feliz em Las Vegas, dá para notar em sua face sempre que você aparece pela manhã, Rosie, mas eu e Callie nos importamos com você.

— Ela ainda não sabe desta minha decisão.

— Por que não? — rebateu.

— Porque eu sei que ela vai fazer de tudo para que eu fique. Não quero ficar, Robert, eu preciso voltar para minha cidade, da onde eu nunca deveria ter saído.

— Falando assim parece que Las Vegas só te trouxe problemas.

— Não foi um mar de rosas, mas também não me arrependo completamente.

— Enquanto você fica por aqui, nesses três meses, podemos continuar contando com os seus serviços pelo menos aqui? — perguntou e eu assenti. — Muito obrigada, está dispensada pelo resto do dia.

— Por quê?

— Você merece um descanso, Rosie. — respondeu, deixando-me confusa. — Para colocar os pensamentos em ordem e quem sabe, repensar se está certa ou não em largar tudo.

[...]

Com o resto da tarde livre eu resolvi fazer um tour pela cidade. Eu nunca tinha me permitido explorar alguns cantos e entrar em alguns cassinos. Claro que eu não tinha dinheiro para apostar, mas minha vontade era essa. Torrar até o que eu não tinha e esperar ter algum retorno.

Era incrível como Las Vegas era bonita da sua maneira. Eu deveria ter me permitido curtir muito mais e não me cobrado tanto. Deveria ter me permitido fazer amigos e não só pensar em trabalho. Mas eu também me permiti me afundar em dividas, ficar sem dinheiro e sem recurso algum para aproveitar desta experiência.

Um dia, quem sabe, eu volte para essa cidade curtir tudo o que faltou de oportunidade. Eu sei, eu acredito que possa acontecer e vai acontecer. Com foco, força e fé, nós realizamos tudo.

Norman também queria conversar comigo, meu chefe de uma das boates que trabalhava e gerenciava na árdua vida noturna de Vegas. Ele nunca tinha me desrespeitado e tudo que estava ao seu alcance fazia. Eu não poderia falhar com ele.

Dylan não deu sinal algum de vida durante o dia, o que eu achei bastante estranho, já que ele me mandava mensagens sempre que podia. Hoje o seu silêncio não me incomodou, mas fez falta. Eu sentia falta de poder pelo menos saber se ele ao menos estava bem. Hoje ele me permitiu ficar sem isso.

Ao chegar na boate que trabalhava, notei que algumas meninas já estavam se arrumando para o show. Eu não fazia shows, não necessariamente, mas eu ficava em uma das principais pistas, me exibindo para quem quer que fosse. Exibição nunca foi o meu problema. Aliás, são poucas mulheres que tem um corpo bonito, cintura fina, peitos medianos e cabelos ruivos natural. Eu era uma combinação perfeita de tudo isso e era muito requisitada entre um dos principais caras da noite, inclusive Dylan.

— Rosie! — Norman chegou e me cumprimentou.

— Norman, tenho que pedir desculpas por ontem. — comecei a me desculpar, mas fui cortada.

— Não, em todos esses cinco anos que você está aqui, não me deu nenhum problema. — respondeu, deixando-me aliviada. — Eu imagino que você tenha tido um bom motivo para fazer aquilo, mas eu não preciso saber, não quando o palco principal será hoje do começo ao fim.

— Como? — rebati incrédula. Eu ficava em uma das principais pistas de dança, mas nunca no palco principal. Isso era novidade. Que porra estava acontecendo com as pessoas hoje? Todos querendo me surpreender? — Por quê? — perguntei.

— Bom, hoje recebi um telefonema e te liberaram para ir no palco principal. — respondeu, indiferente. — Eu sempre te quis sendo o centro das atenções, mas nunca me deixaram. Agora que você está liberada, eu vou desfrutar na maior boa vontade e espero que você não me decepcione.

— Norman, eu nunca dancei.

— Duas meninas estarão ao seu encontro, Rosie, elas vão te ajudar no que for preciso. Você não estará sozinha. — falou, deixando claro que eu não ficaria constrangida. — Durante esses primeiros dias você não fará nenhum show, tudo o que quero que faça é sensualizar e atraía o melhor cliente para você.

Norman me deixou reflexiva, mas não tive muitos minutos para pensar no que tinha acontecido. Duas garotas, dançarinas para ser especifica chegaram ao meu encontro e me puxaram pela mão. Elas falavam mil e uma coisas, deixando-me um pouco confusa, mas pelo que consegui compreender elas seriam minhas auxiliares e me ajudariam no que fosse preciso.

A langerie que tinham escolhido para mim essa noite era preta de rendas. Eu já tinha usado preto, mas nunca com tantos detalhes que nem essa estava tendo. Era privilégio poder vestir isso. Eu ficaria sem. Eu sabia que ficaria. Mas quem se importa, não é mesmo?

Meus cabelos pentearam, mas como de costume deixaram minhas madeixas soltas para que eu pudesse bater os fios o quanto quisesse. Eram espertos, sabiam o meu ponto forte.

A boate começou a encher e vários rostos conhecidos a aparecer. Eu, como uma iludida, procurei o de Dylan no meio de tantos homens e não o encontrei. O meu desapontamento foi grande, mas essa noite seria a minha, do meu novo início, de marcar o meu nome para valer nesta casa noturna. Hoje, Rosalie Thomposon construiria um legado, curto, mas construiria.

A música começou a tocar e eu olhei para as meninas que assentiram. Os meus saltos batucaram no chão, quando comecei a dar passos lentos e subir as escadas para o palco principal. Minha hora estava próxima. Eu conseguiria!

O holofote foi na minha direção, fazendo-me ser visível para todos que estavam atentos na presença central. Os gritos e assovios eram audíveis. A maioria estava surpreso, todos pediam pela única ruiva no palco principal e nunca a colocaram e agora ela estava.

A música dominou o meu corpo e eu comecei a movimentá-lo sensualmente. Subia e descia, rebolava a minha bunda, fazendo-os ir ao delírio. Conseguia ouvir alguns resmungarem — o quanto eu era gostosa — e — o quanto me queriam me ter — e eu sabia que não seriam todos.

Me aproximei da beirada do palco, virei de costas e levei as mãos para o feixe do meu sutiã. Nossa, por que eu fiz isso? Os homens se levantaram e aglomeraram atrás de mim. Eu fui retirando devagar e quando me virei, pude vê-los hipnotizados. Estavam salivando por eu estar sem a parte de cima. Como de costume e observação, joguei o sutiã na multidão, vendo um rapaz alto, de cabelos castanhos pegar. Ele era bonito. Ele tinha sido o meu escolhido.

Terminei o meu show, recebendo aplausos e mais aplausos, junto de gritos ensurdecedores. Eu me sentia tão bem. Mas não podia me negar que queria que Dylan estivesse ali e me visse toda poderosa.

— Rosalie! — Norman apareceu, fazendo-me sorrir. — Você arrasou! Eu não posso negar que estou muito feliz e nada arrependido.

— Obrigada pela oportunidade, Norman. — respondi.

— Agradeça um dos seus clientes vip’s, Rosie, ele quem me permitiu isso.

— Qual deles, Norman?

— O’Brien. — comentou, deixando-me gelada. — Ele me dava uma grana extra para não a deixar no palco principal e sim nas pistas.

E com isso eu fiquei imóvel. Além de me sentir usada, eu me senti traída. Dylan me tratava como se eu fosse uma prioridade dele e eu não era, nunca fui.

[...]

Estava na minha última apresentação na casa noturna. Tinha chego ao um acordo com Norman, que óbvio não tinha acatado muito bem a minha decisão de abandoná-lo. Eu daria prejuízo para o seu expediente. Ele perderia muitos clientes, já que muitos vinham apenas para apreciar o meu show.

Logo depois da minha primeira noite no palco principal, recebi uma mensagem de Dylan, sim, depois de um longo dia surpreendente ele quis estragar toda a minha felicidade. Ou a poucas energias boas que eu tinha engavetado para enfrentar o resto da noite.

Eu estava relendo o que ele me mandou:

“Rosalie, eu sei que você vai me odiar. ”

Ainda bem que ele sabia. Eu o repugnava.

“Mas eu fiz o que julguei ser certo”

Se certo era sumir, dar um tempo, sua concepção de honestidade era muito errada.

“Eu preciso me resolver e para isso precisei partir”

Não me diga.

“E com isso, julgo eu, que Norman vá te contar uma outra parte da história. A qual eu não deixava você ser a dançarina principal da boate.”

Essa parte me corroía.

“É machista demais, eu sei, mas eu não suportava vê-la se exibir para uma multidão. Eu já não suportava vê-la com poucos. Eu só a queria se exibindo para mim. ”

Filho da puta.

“Então é isso, Rosalie, eu te peço desculpas. ”

E não há desculpas, eu simplesmente ignorei as mensagens, como se nunca as tivesse recebido.

Dylan foi enterrado no meu passado, junto com Las Vegas, desde quando decidi que iria voltar para New York. Eu não olhei para trás. Eu olhei para frente, seguindo o meu coração, os meus sentidos.

Quando meus pés pisaram no solo nova-iorquino, toda a minha identidade de dançarina noturna tinha sido deixada para traz. Ainda mais quando meu pai me viu, depois de anos sem vê-lo, eu corri para seu abraço, na qual me senti acolhida e amada. Como eu senti falta disso.


Notas Finais


como pudemos ver... dylan deu no pé, mas será que é pra sempre? ou?
auhsdauhsuahsuha
beijos


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...