História Perfect Night - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Tags Festa, Lésbica, Lgbtq, Romance, Yuri
Visualizações 6
Palavras 2.473
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Ecchi, Festa, LGBT, Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Heeeeey de novoooOOOOoOoOoo

to aq pra falar que to com net agr (3g) e resolvi continuar a fic, vou tentar fazer um cap grande, mesmo estando sem muitas ideias~

boa leitura!

Capítulo 2 - You promise?


Arisa 

Senti meu coração palpitar por alguns segundos, a empurrei levemente para trás, foi apenas um selinho que me pegou de surpresa mas que fez efeito, isso tá errado. Ou melhor.. isso foi errado.

- Eu achei que você não iria me beijar.. - Falo surpresa, ela parece satisfeita com o que fez.

- Eu não sou de voltar atrás com o que quero e bem, foi uma brincadeira, amigas dão selinhos por aí, não sei por que você ficou com medo. - Amigas na verdade não ficam dando selinhos por aí, eu acharia facilmente que essas "amigas" são um casal. 

- Não fiquei com medo, só não esperava que você fosse me beijar. Digamos que foi um susto repentino! -

Ela ri jogando a cabeça pra trás com vontade, tá zombando de mim né? Ela vai ver! Começo a fazer cocégas nela, que pula de susto e ri mais, suplicando para que eu pare, então eu largo o caderno para algum lugar e chego mais perto sem parar as cocégas.

- Olha só quem vai rir muito da minha cara agora! -

- Ai t-tá, e-huaheuah-eu paro paRO HAHAhah! - A voz dela estava falhando e ela parecia um tomate de tão vermelha, resolvi parar antes que a matasse de verdade. Ela logo respira ofegante me olhando de forma assasina, e eu apenas sorrio pra ela com os olhos fechados.

- Você me machucou. - Pigarreia de forma triste e pela sua voz eu percebo que peguei pesado.

- Perdão pitico, tá doendo muito? -

- Uhum, você vai ter que me carregar até o hospital. -

- Idiota. - Dou um tapinha em sua perna e ela ri, posso achar ela fofa? Por que se não puder, eu to achando mesmo assim.

- Arisa.. - Ela senta e me olha, conheço esse tom de voz, ela está prestes a me contar algo importante, por isso tenho que preparar minha pasta mental especial de MIE "Memórias Importantes da Elisa", o que é engraçado por que parece que to fazendo uma pasta de gatos por causa do "Mie".

- Diga Elisa. -

- Pode me prometer uma coisa? -

- Já te prometi tantas.. -

- Mas essa é a mais importante, de todas, você nunca deve esquecer. -

- Ok, pode dizer. -

- Promete que nunca vai me deixar de lado quando eu mais precisar? Mesmo que isso custe algo muito importante? Posso parecer egoísta, mas você vai entender quando for a hora certa. -

- Eu nunca te deixaria, a menos que você fizesse algo pra me magoar, você sabe que eu sou sua amiga a 2 anos, sempre pode contar comigo assim como eu posso contar com você, perguntas óbvias, respostas óbvias, claro que eu prometo. Mas não entendi o "hora certa". -

- Não vai entender agora, como eu disse, na hora certa eu explico. - Isso está me preocupando, e se tiver algo relacionado com coisas ruins? Ou até mesmo sua vida? - Não fica com essa cara, sério, não posso te contar agora, mas você vai entender. - 

- Se você diz, só que me preocupou um pouco. Tem certeza que não quer contar? - Ela acena positivamente com a cabeça e eu me rendo, é inútil convencer ela, talvez seja melhor fazermos outra coisa, assim eu não fico tão paranóica.

- Quer continuar o jogo? - Ah é verdade, saímos totalmente do foco do jogo, agora estamos sentadas uma de frente pra outra sem o caderno por perto, que inclusive sumiu, nem lembro onde eu joguei.

- Hmm, parece complicado demais pra mim, por que não fazemos outra coisa? -

- Tipo? -

- Uno? Monopoly? Jogo da Vida? Damas? Dominó? Cara tem tantas opções que eu até me perdi, já falei Monopoly? - Ela ri e dá um empurrãozinho no meu ombro. Rio também por que ela é idiota. Nós somos idiotas.

- Tá tá, já entendi que tem vários jogos de mesa aqui, mas já jogamos muitos deles, eu tava querendo algo diferente. -

- Poderíamos ver séries então, já que você tá sem ideia e a gente não terminou nossa maratona. - 

- Até gostaria, mas também to enjooada de série por hoje, que tal nós jogarmos pelo celular? - Não gosto de jogos eletrônicos, na verdade odeio, mas é pela Elisa... então vamos dar uma chance desta vez.

... -

Jogamos tantos jogos que meus dedões ficaram dormentes, por isso que eu odeio esses games virtuais, só prejudica seus nervos e sua visão. Agora estamos deitadas uma ao lado da outra, olhando o teto e falando besteiras, não somos do tipo de meninas que fofocam sobre os outros, ainda bem né, agradeço a minha mãe por isso, a gente só fica falando um monte de bobagem e rindo, as vezes nem falamos nada e estamos chorando de rir. O assunto dessa vez é sobre ervilha, e estavamos contando as histórias que tivemos com essa comida, e por incrivel que pareça, achamos várias, estamos saindo desse assunto e entrando em sopa... quando que começamos a ter essa facilidade pra conversar? Mesmo que a maioria seja besteiras, parece tão natural a forma que falamos das coisas uma pra outra. É como se tivessemos uma conexão com as palavras, uma conexão com a nossa vida e tudo. Uma conexão... que clichê. Começo a rir de mim derrepente sem perceber. Elisa me olha com um sorriso fechado e as sombracelhas juntas, como se estivesse estranhando algo. E ela estava, eu no caso.

- Depois eu que fumo maconha vencida. -

- Desculpa, é que eu tava pensando de novo. -

- Você estava assim na aula também. O que te deu hoje pra você pensar tanto? -

- Sei lá, sempre fui assim. - Dou de ombros e ela ri balançando a cabeça negativamente. - O que foi? -

- Minha mãe disse que pessoas pensativas são boas pra ser escritores ou cientistas. -

- Ótimo, vou fazer livros. - Falo com confiança empinando o nariz e ela não ri, apenas me olha com um sorriso, ou melhor me adimira?

- Sobre o que vai escrever? -

- Você levou essa ideia a sério? - 

- Claro que sim, eu não duvido do seu potencial pra escrita, na verdade você é muito boa. - Ela fala em um tom animado, nunca pensei em ser escritora, já fiz algumas historinhas no celular e mandei pra Elisa, ela sempre diz que adora ler minhas histórias por que eu sempre coloco de tudo um pouco no que escrevo, e sempre expresso o que estou sentindo em relação a aquilo. -

- Vou pensar nessa ideia, e o que você pensa em fazer? -

- Estava pensando em ser desenhista, mas o Bit disse que eu seria melhor sendo modelo ou algo assim.. - 

- Não liga pra ele, você tem que seguir o que você tem vontade, e não o que o Bife quer. -

- Bit. - Eu repito a palavra bife e mostro a língua pra ela, acabamos rindo, como sempre.

Elisa

São umas 2 da manhã e eu acordei em um susto, tive um daqueles sonhos "reais" quando você sente as coisas do lugar e tudo mais, isso seria incrível se o sonho não fosse tão aterrorizante, era como se eu sentisse uma mão me tocando, e eu não queria, não simulava um estrupo mas era desconfrotável não quero nem relembrar, viro meu rosto e vejo que a Arisa desmaiou na cama, ficamos conversando durante horas, até apagarmos, ou eu apaguei primeiro? Resolvo ter a ideia de levantar devagarinho pra não acordá-la, ia tentar me acalmar na sala, mas quando vou me mover ela se move primeiro e me abraça, colocando sua mão em volta da minha barriga e a cabeça em cima de um dos meus seios, não machuca e nem incomoda, na verdade é reconfortante ela me acalmou um pouco, por um lado isso fez meu coração acelerar, então me lembro da conversa que tive com ela mais cedo fazendo aquela promessa, na verdade eu estou com medo de estar apaixonada pela Arisa, nunca lembrei de ter me apaixonado por uma menina antes, mas eu conversei com a minha melhor amiga número um, a minha mãe! Claro que ela nem sempre dá os melhores conselhos, mas sempre pensa no meu melhor e me ajuda, principalmente sobre relacionamentos, uma coisa é certa, ela disse que eu posso sim estar apaixonada por minha amiga, mas que era melhor eu provar isso, e é o que vou fazer, vou provar pra mim mesma se eu estou apaixonada por ela, vou deixar as coisas apenas acontecerem, mas não vou avançar.. não posso, eu tenho namorado. Isso me lembra que tenho que conversar com o Bit sobre, quero ser sincera com ele, e também quero ver o que ele vai dizer, sinto um nó na garganta, fico pensando no tanto em que o Bit se sacrificou por mim e eu de repente estou apaixonada, ou não, pela minha amiga.

- Elisa? - "Acordo" dos meus pensamentos quando escuto uma voz me chamar em meio ao escuro, só então percebo meu rosto molhado, eu comecei a chorar derrepente e a Arisa deve ter acordado preocupada. - Por que tá chorando? O que aconteceu? - Sua voz está claramente sonolenta, mas ela está apoiando sua mão na cama e seu corpo fica levantado o suficiente pra olhar meu rosto, e com a outra mão ela seca minhas lágrimas.

- Desculpa te acordar, eu tive um pesadelo. -

- Tudo bem pitico, foi só um sonho ruim vem cá. - Ela se deita do meu lado de novo e abre uma "caverna" com o cobertor eu entro a abraçando e colocando meu rosto no seu peito, ela me cobre e fica fazendo um cafuné em mim enquanto acaricia minhas costas, eu amo quando ela me reconforta, toda vez que eu fico triste, ela faz esses carinhos em mim e me acalma, é como se fosse uma forma de dizer que tá tudo bem e que ela tá aqui comigo. Eu nem precisei de muito tempo naquilo, apaguei minutos depois.

... -

De manhã eu acordo morrendo de sono, sentindo algo nas minhas costas, não é algo pesado mas é estranho, percebo que estou na mesma posição que a Arisa estava em mim ontem de madrugada, é como se tivessem invertido os papéis, percebo também que o que está nas minhas costas é a mão dela, macia, penso impulsivamente, sinto vontade de me auto-estapear mas então sentindo melhor, a mão dela está na parte nua das minhas costas quase na minha cintura, o moletom deve ter levantado enquanto nós dormiamos, a mão dela é quente penso no impulso de novo mas dessa vez eu nem ligo, só acho gostoso, não me incomodei com a situação mas senti um leve rubor em minhas bochechas, olho um pouco pra cima e percebo que já são 6:00, nós entramos de 8 hoje, mas meu horário de sono se acostumou a acordar mais cedo, a não ser que eu esteja muito morta ou doente pra acordar mais tarde, no máximo eu durmo até as 11, mas uma vez peguei uma febre daquelas e só acordei umas 2 da tarde.

- Arisa.. - Falo com a voz meio rouca por conta do sono. Assim que a olho melhor, vejo ela dormir profundamente, sem mover um músculo, por isso essa peste se atrasa. Meu pensamento me faz rir de imediato, fico com pena de acordá-la e a deixo descansar mais um pouco, pego o meu celular e fico na mesma posição que estava, começo a futucar minhas redes sociais e o twitter, enquanto espero a hora de sair.

... -

Foi muito difícil acordar Arisa, eu tive que balançar ela muitas vezes e quando acordou estava super desnorteada, a empurrei pro banho e logo ela "acordou", pra me xingar, mas claro que sabia que aquela era a sua forma de ter me agradecido.

- Eu iria me acordar sozinha - Ainda reclamava enquanto penteava o cabelo.

- Só se fosse com cinco despertadores, e olha que você ainda corria o risco de não acordar. - Ela se fez de ofendida, abrindo a boca em "O" e colocando a mão no peito.

- Achei ofensivo. - Solto um beijo no ar pra ela com a ponta dos dedos e ela ri. - Temos que falar com os meninos hoje, eles devem estar loucos. -

- Verdade, parando pra pensar, o que fizemos com eles foi um vacilo... - 

- É... mas vamos explicar tudo direitinho, tenho certeza que vão entender. - Afirma convicta. 

- Talvez... agora vamos comer por que eu estou quase desmaiando aqui. - Eu vaou saindo do quarto enquanto falo e depois de um tempo ela vem me seguindo. Minha mãe não está aqui, deve ter dormido fora sem me avisar, as vezes ela faz isso. Fico preparando uns sanduíches enquanto a Arisa faz uns sucos, obviamente tive que obrigar ela a me ajudar, ficamos conversando sobre as aulas de hoje e quando terminamos de comer o meu celular vibra freneticamente, pego meu celular com desespero e me arrependo logo em seguida. 

Bit ♡: Eu to me separando de você a partir de hoje, nn me leve a mal, é só que aconteceu uma parada muito ruim do tipo... eu ter dormido com outra mina, eu amo aquela garota, eu te amava tbm... mas vc não queria transar nem nd, ent eu fiquei carente e aí rolou sabe? Se cuida aí.

Meu celular simplismente caiu da minha mão, eu não tive reação pra aquilo, só pensava no quão otária eu fui de pensar que ontem, eu estava chorando por esse merda... mas eu não sou diferente dele, eu posso estar gostando da Arisa. Merda... eu também fui babaca nessa relação, e agora? Isso vai ficar assim? Término por celular é uma droga, eu preciso falar com ele corretamente, mesmo que eu nunca mais olhe na cara dele, só vamos fazer as coisas direito. Voltando pra realidade minha amiga está desesperada me sacodindo enquanto eu estava congelada.

- Meu deus menina fala comigo!! - Ela segura meu rosto com as duas mãos, deixando eles perto um do outro, fazendo eu piscar algumas vezes. Sinto vontade de beijar ela mas controlo meu fogo interior. Cara eu sou terrível.

- Oi.. - Algo sai da minha boca e ela suspira aliviada, segurando meus ombros.

- Não me assusta assim de novo, achei que você ia desmaiar ou algo assim, o que aconteceu? -

- Bittie terminou comigo pelo telefone.. - Falo quase chorando, sentindo meus olhos lacrimejarem. E lá vamos nós chorar de novo. - e eu fui uma babaca com ele também, ele dormiu com outra e eu te beijei... tá tudo errado... -

- Vem cá pitico. - Ela me puxa pra um abraço e eu aceito afundando minha cara naquelas roupas e corpo, não consigo pensar em nada direito, só começo a chorar, e minha amiga me acolhe em seus braços.


Notas Finais


por enquanto é isto leitores.

achei que ficou curtinho mas relaxem que vai melhorar, é apenas o começo okay.

muito love pra vcs ~


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