História Perfeita Malfoy - Capítulo 36


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Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Alvo Dumbledore, Andromeda Tonks, Blásio Zabini, Cedrico Diggory, Cho Chang, Dobby, Draco Malfoy, Fleur Delacour, Fred Weasley, Frei Gorducho, Gina Weasley, Gregory Goyle, Harry Potter, Hermione Granger, Jorge Weasley, Lucius Malfoy, Luna Lovegood, Minerva Mcgonagall, Narcissa Black Malfoy, Nymphadora Tonks, Pansy Parkinson, Personagens Originais, Pirraça, Pomona Sprout, Poppy Pomfrey (Madame Pomfrey), Regulus Black, Remo Lupin, Rita Skeeter, Ronald Weasley, Rúbeo Hagrid, Severo Snape, Sibila Trelawney, Sirius Black, Tom Riddle Jr., Viktor Krum, Vincent Crabbe
Tags Beauxbatons, Black, Cálice De Fogo, Cedrico Digorry, Corvinal, Draco Malfoy, Durmstrang, Familia Malfoy, Grifinória, Harry Potter, Hogwarts, Hufflepuff, Lufa-lufa, Malfoy, Ninfadora Tonks, Olho Tonto, Passado, Perfeita Malfoy, Prisioneiro De Azkaban, Romance, Severus Snape, Shafiq, Sirius Black, Slytherin, Sonhos, Sonserina, Tom Riddle, Tonks, Torneio Tribruxo, Vidência, Voldemort
Visualizações 29
Palavras 2.587
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, Magia, Mistério, Romance e Novela, Saga
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 36 - A raposa


Fanfic / Fanfiction Perfeita Malfoy - Capítulo 36 - A raposa

A raposa

Lyra sabia o quanto Snape não gostava de Potter e deixava isso bem claro sempre que encontrava o menino ou falava sobre ele. A questão agora era que tudo isso estava enchendo a menina de uma forma que ela nunca imaginara que Snpae fosse capaz de fazer. O homem falava como Potter era um mau caráter que tivera a coragem de entrar em sua sala para pegar guelricho escondido.

- Você tem que parar com essa perseguição! - Lyra disse folheando o livro de porções do mediterrâneo. - Ok, ele pode ter entrado ou não... Não acho que ele tenha entrado, alguém deve ter feito isso por ele.

- Potter entrou na minha sala, Lyra. - Snape ecrevia algo em um pergaminho.

- Ah, por favor... esqueça um pouco Harry Potter e assim se verá livre dele de uma vez. É só não ficar pensando no garoto o dia todo. - Lyra não gostava desse fanatismo de Snape por Potter.

- Lyra! - Snape parecia irritado. - Está contra mim agora?

- Não estou do lado de ninguém, padrinho. Só estou cansada de ouvir você falando mal de Potter a todo momento.

- Também é fã dele? Só me falava essa, ter você para defender aquele garoto.

- Talvez eu seja! - Lyra levantou da poltrona com o livro em mãos. - Isso não vem ao caso, o que interessa é que só persegue aquele menino por causa dos pais dele. E se ele não fosse filho de Lilian Evans e nem de James Potter? Qual seria o seu propósito se não fosse atormentar Harry sempre que tem oportunidade?

- Não fale de Lily! Falou um pouco mais alto. - Você não sabe de nada.

- Não estou falando dela! Estou falando de quem está aqui e eu garanto que ela não iria gostar de saber que você esta tratando o filho dela mal.

- Lyra... acho melhor você ir para o seu salão comunal. - Snape agora tocava em seu pulso.

- É difícil ouvir a verdade não é? Eu sei que é... até a aula, professor.

Mesmo sabendo que suas palavras tinham um quê de verdade não queria ter sido tão ríspida. So que não aguentava mais ouvir tanto sobre Potter enquanto Snape tentava não passar o que estava realmente sentindo. Via o quanto seu padrinho estava preocupado com algo ou até mesmo com alguém, ela não sabia. Tentava sempre introduzir o assunto, mas o homem desconversava com uma rapidez inacreditável. Na semana anterior viu Snape em uma conversa calorosa com Karkaroff, o homem levantou a sua manga e mostrou o pulso onde residia a sua marca, no mesmo lugar onde se encontrava a de Snape e de vários outros ex-comensais.

      Lyra tentara ouvir ao máximo toda a conversa, só não contava com o feitiço que Snape usara para manter a conversa dos dois em segredo. Queria muito não se preocupar como Draco disse para não ficar, mas não conseguia parar de pensar que algo estava acontecendo e que isso traria muitas consequências. O lago refletia o brilho do sol, sol esse que não estava tão forte naquele dia. Hydra rastejava pela grama e permanecia perto de Lyra a todo momento.

 - Pode ir para mais longe se quiser, Hydra. - Lyra falou fechando os olhos para se de deixar receber os raios de sol. - Precisa conhecer as terras do Castelo.

  - Você pode me levar para conhecer as terras do castelo. - Hydra disse subindo na perna de Lyra. - Essas pessoas podem pisar em mim, são tão desagradáveis.

 - Hydra! - Lyra pegou a cobra e a encarou. - Eles não são tão desagradáveis.

  - Aquela garota com a voz arranhada... aquela que chama o senhor Draco de Draquinho.

  - Draco disse para chamá-lo de senhor Draco? - Lyra soltou um riso fraco.

  - Sim, senhor Draco sempre fica comigo quando Lyra não pode... ele me dá muita comida gostosa.

  - Eu nem quero saber o que Draco te dá para comer. E a Pansy, a menina que você não gosta, é uma exceção das pessoas agradáveis que vivem aqui. E isso não é motivo para você não conhecer o castelo.

  - Bom, um dia eu vejo se me vem a vontade. - a cobra rastejou para perto do lago.

   - Você é tão teimosa... Preciso ir para aula de Feitiços agora, mas antes vou deixá-la no quarto.

    - De volta a caixa ridícula.

 - Você pode muito bem ficar conhecendo o castelo, mas como não quer... não posso fazer muita coisa por você, querida.

Jasmim agarrou o seu braço enquanto subiam os degraus para a Torre de Astronomia. Professora Aurora falava com muita calma sobre a atenção que eles deveriam ter naque dia, o sono estava querendo tomar alguns ali. Pegou seu telescópio e o mirou na direção que a professora indicou. Uma estrela brilhante se fez presente assim que olhou pelo telescópio. Aquela era Conopus uma das estrelas mais brilhantes, a segunda para ser mais precisa.

- Ela faz parte da constelação de Carina ou Quilha. - Lyra sorriu ao ouvir aquele nome.

Já havia observado Carina antes, achava interessante o brilho de Conopus, tal como achava interessante o brilho de outras estrelas. Carina era a constelação que lhe fazia sorrir como não costumava sorrir para as outras constelações. Voltou para o quarto depois da aula ainda com sono e assim que pôs a cabeça no travesseiro dormiu sem ter sonho algum como nos dias passado.

Draco caminhava ao seu lado pelas ruas de Hogsmeade. Já carregavam algumas sacolas, uma cheia de doces, outra com penas e pergaminhos e uma maior com bolinhos que compraram na doceria que Carlota a levara. Foram em direção do Três Vassouras para encontrar com os seus amigos assim que Lyra cansou de andar pelo vilarejo. Blás acenava de uma mesa no canto do bar, estava acompanhado de Jasmim, Lorcan, Aleks e Renier.

- Bonjour, Lyrra e Drraco. Pensávamos que non virriam

- Bonjour! É claro que nós não deixariamos de encontrar vocês. - Lyra recebeu de Lorcan um beijo na bochecha quando sentou ao seu lado.

- Vou pedir as nossas bebidas no balcão, Lily. - Draco levantou para ir até o bar.

- O Draco está menos irritante não é? - Jasmim disse para Lyra assim que Draco saiu fazendo a menina rir.

- Eu sou um doce, Jasmim. - Draco disse assustando a menina.

- Por Merlin! Você foi rápido de mais. - Jasmim colocou a mão no peito.

- Madame Rosmeta estava na mesa ao lado e eu pedi para ela. - Disse sentando ao lado de Lyra. - Os seus amigos tem uma ideia totalmente errada de mim.

 - Será mesmo? - Lorcan falou sorrindo.

 - Você nem me conhece! - Draco disse encarando o menino. - Me desculpem pelo o que eu falei para qualquer um de vocês.

- Draco Malfoy está me pedindo desculpas? -Jasmim perguntou incrédula. - Eu estou ouvindo direito, Lily?

- Está. - Lyra disse bebericando sua bebida que havia acabado de chegar.

- Não acho que esteja surda. - Draco disse olhando para Jasmim. - Se não aceitar posso mudar de idéia.

- Não vai mudar de idéia, querido. - Lyra disse sorrindo para Draco. - Não se retira um pedido de desculpa.

Quando o fim da tarde se aproximou eles resolveram voltar para Hogwarts antes do jantar. Assim que se aproximaram da ponte que os levaria até o castelo, Lyra percebeu que havia esquecido uma de suas sacolas na mesa em que estavam. Draco insistiu que ele deveria ir até lá, mas a menina negou até que Draco fosse convencido de que ela voltaria logo com a sacola. A menina andou sem pressa até o Três Vassouras e encontrou a sacola no mesmo lugar  em que havia esquecido. O vento fez com que alguns fios de seu cabelo fossem parar em seu rosto assim que saiu do Três Vassouras. Se permitiu observar o povoado agora um pouco mais vazio e focou em um cachorro preto um pouco grande em comparação com os que viviam no povoado.

- Sirius?! - Lyra exclamou quando olhou com mais atenção para o cachorro que tinha alguns jornais na boca.

Correu para perto do animago que agora se afastava da parte comercial do povoado. Não podia gritar pelo nome do bruxo e nem sabia como chamar sua atenção. Sirius parou em frente a um restaurante que agora estava servindo o jantar. Lyra conseguiu alcançar o animal assim que ele começou olhar pelo vidro do estabelecimento.

- Sirius. - Lyra chamou a atenção do bruxo que a olhou no mesmo instante e balançou o rabo. - O que faz aqui? Vamos até a floresta.

Lyra foi acompanhada por Sirius até o ponto da floresta em que se encontravam antes e o viu se transformar rapidamente.

- Por que está se arriscando tanto? - Lyra cruzou os braços.  

- Eu estou preocupado com Harry, Lyra. Esse torneio está sendo muito estranho desde o início e me preocupa como irá terminar. - Lyra entendia Sirius, Snape também faria de tudo por ela e por Draco se precisasse. E também sabia que aquele torneio não estava sendo o mais normal.

- Eu também não confio nesse torneio, ainda mais... - Se calou assim que precebeu que falaria sobre os sonhos.

- Fale, Lyra! Ainda mais...

- Sabe o que Tesla é não é? - Sirius balançou a cabeça em concordância. - Eu sou igual a ele, mas eu apenas posso ver em sonhos.

- Oh... então sabe o que irá acontecer no final do torneio? O que viu, Lyra? - Snape a olhava com atenção.

- Não sei se acontecerá no final do torneio, Sirius, mas eu sinto que nada irá acontecer com Harry, não com Harry.

- Então com quem? - Sirius encarava Lyra com curiosidade, ela não parecia muito bem falando sobre aquele assunto. - Não pode evitar que aconteça?

- Não, não se pode mudar o futuro. Quando a morte chega, ela não sai de mãos vazias. E o futuro sempre faz com que o que deveria acontecer, acontecer de forma bem pior.

- Por Merlin, Lyra! Quem irá morrer? Precisa falar para Dumbledore antes que aconteça.

- Lyra! Onde você está? Lily! - algumas vozes a chamavam no começo da floresta, ela havia esquecido que seus amigos estavam a esperando.

- Sirius, se cuide e não deixe que descubram que está aqui. Me mande bilhetes para que eu não fique tão preocupada com você. Mandarei comida por Nynx assim que conseguir, tudo bem? - Sirius ainda encarava Lyra sem acreditar que a menina não evitaria a morte de alguém. - Não me olhe assim... eu queria poder evitar isso, ele é muito importante para mim. Eu só vejo o futuro, mas isso não quer dizer que eu possa mudá-lo.

- Preciso saber mais sobre isso, Lyra. - O bruxo olhou para trás de Lyra de onde seus amigos gritavam o seu nome. - Só que agora seus amigos estão te procurando e você precisa ir.

- Se cuide, por favor. E não esqueça de mandar bilhetes me dando notícias.

- Não esquecerei e mande comida se conseguir, por favor. Ah, se mandar cartas para mim não escreva meu nome. - foi interrompido por um barulho de madeira sendo quebrada. - Snuffles é o bastante, ok? Agora vá logo!

Lyra correu para fora da floresta assim que viu Sirius se distanciar e a voz de seus amigos ficar mais afastada. Draco agora falava com Madame Rosmeta que apontou para a menina assim que a viu saindo da floresta. O garoto correu para perto de Lyra e agarrou o seu ombro para checar se estava tudo bem.

 - Por Merlin, Lily! O que deu em você para desaparecer assim? Está escurecendo não vê? - apontou para o céu. - O que acha que se passou em minha cabeça quando você não voltou depois de alguns minutos como falou que voltaria?

- Calma! - Lyra segurou o rosto de Draco. - Eu estou bem agora, já estava indo até vocês.

- Lyrra! - Renier chegou com os outros atrás dele. - Onde ecstava?

- E-eu... eu estava na floresta. - disse e viu a confusão passar no rosto de cada um ali. - Eu vi uma raposa e acabei indo atrás dela, sabe como eu gosto de raposas. - virou para Draco que a olhava com incerteza.  - Me desculpem!

  - Eu não sei se devo acreditar...

 - Tá tudo bem, agora... vamos voltar para o castelo. - Jasmim disse puxando Lyra para o seu lado. - Todos nós estamos com fome.

Draco passou o jantar todo olhando para Lyra, ainda não estava acreditando na desculpa da raposa, e a menina nunca o olhava diretamente nos olhos. Na última vez que desviou o olhar foi quando levantou para se retirar do Salão Principal sendo seguida por Draco logo que passou pela grande porta. Seguiu calada para os degraus que a levaria para o porão da Lufa-Lufa sentindo a presença de Draco atrás de si. Parou no mesmo canto escuro de antes sendo encostada na parede por Draco.

- Está mentindo! - o menino falou olhando nos olhos de Lyra.

- Não menti coisa nenhuma. - ainda não o encarava e sentiu seu rosto ser elevado pelo dedo de Draco.

- Não desvie o olhar quando estiver mentindo, Lyra. Sabe que isso é o que faz quando mente.

- Ah, por favor! Eu fui atrás de um animal sim! - Lyra encarou o menino. - E se não acredita isso não é um problema meu... 

- Que grosseria! - Draco beijou o rosto de Lyra. - Se não quer contar tudo bem, eu não vou insistir. - beijou mais uma vez seu rosto e mais outras vezes até encostar em seus lábios.

        Lyra podia dizer que nunca sentia  a mesma sensação quando beijava Draco, sempre sentia algo diferente dentro de si. Não sabia dizer o que sentia agora, mas era bom se sentir aquecida sempre que Draco encostava em seu corpo. Separou seu corpo do de Draco e foi direto para os barris que protegiam a passagem para o salão comunal de Lufa-Lufa. A menina ainda se sentia aquecida quando encostou a cabeça em seu travesseiro demorando para conseguir fechar os olhos. Levantou quando lembrou que tinha que mandar comida para Sirius. Correu para cozinha assim que trocou novamente de roupa. Alguns elfos a receberam com alegria assim que entrou. Viu algumas coxas de galinha em cima de uma bandeja e pediu uma cesta dos elfos que conseguiram uma no mesmo instante. Colocou quantas coxas pode na cesta e algumas fatias de torta de abóbora. Colocou algumas garrafas de suco de abóbora na cesta e foi para o corujal encontrar com Nynx tentando lembrar de algum feitiço que diminuiria o peso da cesta. Assim que lembrou pegou a sua varinha e apontou para cesta, sentindo o peso da mesma diminuir no mesmo momento. Nynx estava acordada ainda e logo voou para o ombro esquerdo de Lyra quando a menina apareceu.

- Oi, Nynx! Você pode levar isso até Sirius? Eu diminui o peso até. - A coruja voou até a cesta e a carregou sem sentir o peso. - Muito obrigada! Não fique muito lá, está bem? Volte para dormir, por favor.

 A coruja saiu do corujal e Lyra fez o mesmo. Sua cabeça parecia menos pesada depois de ter enviado alimento para Sirius. Queria muito que o homem ficasse bem e garantiria que isso aconteceria. 



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