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História Perfeita para você - Capítulo 10


Escrita por:


Notas do Autor


Olá galerinha que provavelmente desistiu de continuar lendo esta fic, pois pensou que a autora desistiu de escrever.

Tem alguém ai ainda?

Vocês estão bem?

Passei aqui para deixar esse capitulo para vocês, pois acho que finalmente encontrei ânimo e inspiração para escrever novamente.

Então, façam uma boa leitura.

E desculpem-me.

Capítulo 10 - Senhor Erick Copper


Pov Angeline Cooper                 

Mansão Cooper, Chicago. 11h: 45 min a.m

 

– Angeline Cooper, eu não irei questionar novamente, então me diga quem era aquele garoto. – O senhor Erick Cooper disse seriamente enquanto encarava a mim, que naquele momento não estava dando a mínima para o que ele falava.

Não parava de pensar no Justin, no que aconteceu em baixo daquela arvore.

De início eu pensei que ele estava apenas zombando com minha cara ao dizer que eu era diferente das outras garotas, pensei que ele iria fazer alguma piada com o meu jeito de ser, e por isso quase surtei, pois estava cheia das pessoas fazendo essas brincadeiras sem graças comigo.

Entretanto, após o meu desabafo, ele diz que o meu diferente não era ruim, o que me deixou sem palavras, além disso, ele fez carinho em meu rosto enquanto enxugava minhas lágrimas e o melhor de tudo que literalmente deixou-me sem ar... Ele me abraçou. Mas este abraço foi diferente... Foi a primeira vez que um garoto me abraçou daquela forma.

No primeiro dia do Bieber no colégio, eu pensei que ele seria apenas mais um garoto do grupo dos populares com o qual eu teria que lidar, e que ele iria  fazer minha cabeça não explodir de raiva toda vez que ele me constrangesse, mas agora eu tenho que fazer meu coração não explodir de felicidade ao lembrar desses momentos nossos, como ontem na casa dele fazendo o trabalho, na escola quando ele não me deixou cair, o beijo no canto da minha boca em baixo da arvore, momento que para mim fora únicos, mas que talvez para ele não tenha sido nada.

– Angeline... Sobe para o seu quarto agora. – Meu pai ordenou.

– O que? – questionei incrédula. – O senhor está me colocando de castigo? – eu estava perplexa com aquela ordem dele.

– Sim. – Ele disse com seriedade.

– Mas o que eu fiz? – Sim, eu não sabia o que eu tinha feito para ficar de castigo.

– Quem era aquele garoto? – Ele perguntou pela terceira.

– Não era ninguém, pai. – Respondo a mesma coisa pela terceira

vez.

– Sobe. – Ele apontou para a escada.

Bufei irritada, me levantei e estava indo em direção ao meu quarto,

quando ele disse algo que me fez parar.

– Se não quer me dizer, irei ligar na sua escola para saber. – Ele disse indo em direção ao seu escritório.

– Você não pode fazer isso. – Falei, era nítido o medo em minha

voz.

Ao me ouvir, ele parou e se virou para mim.

– Por que não?

– Por... Por que ele era apenas um colega de classe, apenas isso.

– E por que estavam abraçados? Qual era a necessidade? – ele

questionou sério.

– Era apenas um abraço, pai. – Digo indignada. – Eu não posso

mais abraçar alguém?

– Quando eu não sei quem é ou quais as intenções você não pode.

– Eu não acredito, achei que você confiasse em mim, e soubesse que eu sei muito bem o que devo fazer.

– Filha... –  Ele caminhou até mim que estava parada no último degrau da escada o encarado incrédula então colocou as duas mãos em meus ombros. – Eu confio em você, mas...

– Você reparou aquele garoto, pai? – Questionei deixando-o confuso. – Você viu como ele era?

– Filha, mas o que...

Eu estava nervosa e chateada, essa mistura me fez chorar.

– Você acha que um garoto como ele iria se interessar por sua filha?! – Gritei tirando as mãos dele do meu ombro. – Hein, você já olhou para mim? Já viu o quão estranha eu sou? Já reparou que as pessoas nem se quer me notam?

Eu estava literalmente chorando. E não sabia como parar, nem mesmo sei se queria para.

– Filha pare com isso. – Sua voz não era mais autoritária, mas sim calma e preocupada. – Você... Você sempre disse que não queria ser notada.

– Mas agora eu quero, eu quero que as pessoas me notem, mas não por eu ser estanha, mas sim por que eu mereço ser notada por quem sou. – Digo secando minhas lágrimas. – Eu... Eu quero que os garotos me notem, pai. Quero que eles se interessem por mim, e você não pode me afastar das pessoas mais uma vez, não pode.

Não espero que ele diga alguma coisa apenas subo a escada rapidamente em direção ao meu quarto.

Bato a porta com força trancando a mesma para que ninguém me perturbe.

Tudo o que eu disse para o meu pai era verdade, eu estava casada das pessoas somente notarem a mim por me achavam estranha e não por quem eu era. Estava casada de ser desprezadas pelas garotas em seus ciclos de amizade e de ser zuada pelos garotos e caso estejam se perguntando, o Bieber é o grande e único responsável por esse sentimento crescendo em mim.

Eu estava odiando tanto ele naquele momento.

Quem ele pensa que é? Ele não pode chegar assim do Canada de um dia para o outro e me mudar.

Qual era a diferença dele?

Ele não tinha o direito de me tratar daquela forma... De uma forma que me deixou confusa e com medo.

Antes do Bieber nenhum outro garoto exceto os da minha família e o Nolan tinham me abraçado. Mas o Bieber foi o único a me fazer carinho.

Respirei fundo.

Peguei meu celular, e não deveria, mas entrei no fecebook e pesquisei pelo seu nome.

Eu não podia ver suas postagens, pois não éramos amigos, então... Não, eu não enviei um pedido de amizade para ele, não poderia fazer isso.

Fechei os olhos.

– Por quê? Por que estou assim? – questionei a mim mesma em auto e bom som, mas não tinha uma resposta para tal.

Sinto o meu celular vibrar em minhas mãos o que me tira dos meus pensamentos. Quando vi a notificação quase não acreditei.

O Bieber havia me mandado uma solicitação de amizade. Acho que eu estava sonhando.

Belisquei a mim mesmo, mas não era sonho, era tudo real.

– Não vou aceitar. Não vou, não agora. – Digo a mim mesma encarando o meu celular.

Um sorriso bobo surgiu em meu rosto, e por isso me repreendi seriamente. Eu não podia ficar sorrindo assim somente por ter recebido uma solicitação de amizade.

Para não fazer besteira, mandei uma mensagem para a Valerie, pedi a ela que viesse a minha casa, pois tinha certeza de que o meu pai não me deixaria sair.

Ela não demorou a responder, disse que viria imediatamente, pois o encontro com o seu pai não estava sendo dos melhores e que me contaria o porquê quando chegasse.

Bloquei meu telefone, então fui tomar um banho.

Demorei muito no banho, depois fiquei me sentindo culpada pela quantidade de água que eu gastei.

Ao sair do banheiro levei um susto ao ver minha mãe sentada em minha cama.

– Mãe! – a repreendi seriamente.

Como ela entrou se eu tranquei a porta?

Eu não acredito que eles têm uma cópia da chave do meu quarto.

Ela riu.

– Não queria assusta-la, meu anjo. – Ela disse com humor.

– Não é o que parece. – falei indo em direção ao meu closet.

– Seu pai me contou o que houve. – Ela comentou, mas ainda estava sentada no mesmo lugar.

Respirei fundo, não a respondi.

Vesti uma roupa qualquer, então penteei o meu cabelo fazendo uma simples trança no mesmo.

Neste tempo minha mãe não disse nada, quando terminava de fazer a trança ela apareceu na porta do closet.

– Você quer conversar sobre o que está se passando com você? – Era possível sentir e ver que ela estava preocupada.

– Não quero. – Foi o que eu disse.

– Filha... – Ela sentou-se no sofá. – Nós nos preocupamos com você e queremos o seu bem, e para isso temos que saber o que está se passando com você.

Larguei o que estava fazendo então me sentei com ela.

– Eu estava conversando com um garoto, e ele me abraçou, meu pai viu e quer saber quem ele era para ordenar que eu fique longe dele, como ele sempre fez. – falei.

– Filha, seu pai que apenas proteger a você.

– Me afastar das pessoas que eu gosto não me faz bem, mãe. – Somente após ver o sorriso nos lábios da minha mãe, eu percebi o que eu havia falado.

– Quer dizer que ele não é um simples garoto? – Ela questionou sinuosa.

Rolei os olhos.

– Ele é um simples garoto, e o gostar que eu disse não tem nada a ver com o que você está pensando. – Falei seriamente.

Ela ficou me olhando desconfiada.

– Qual o nome dele?

– Eu não sei. – Digo sem interesse então me levantei.

– Ok. Se quiser conversar depois estarei aqui. – Ela disse indo em direção ao quarto.

Eu gostava da minha mãe, principalmente de conversar com ela, mas sobre isso... A gente nunca falou sobre garotos, pois nunca houve garotos em minha vida, e não seria agora que iriamos conversar.

Quando minha mãe abriu a porta a Valerie se preparava para bater e isso fez com que ambas se assustassem, eu apenas ri o que fez as duas me repreenderem.

Dei de ombros debochada.

Elas se cumprimentaram com um beijo na bochecha, logo minha mãe se retirou.

 – Para que você me chamou? – Valerie perguntou séria.

Ela ainda estava em pé, o que eu estranhei, ela não era assim.

 – O que houve? Por que está tão séria?

 – Por que você está me enrolando para contar o que houve entre você e o Bieber.

 – Justin. – A corrigir.

Ela me olhou confusa e sentou-se ao meu lado com um sorriso sinuoso nos lábios.

 – Por que Justin, Angeline?

 – Ele me disse que... Bom, eu devo chamar ele de Justin, por que Bieber é muito formal. – Digo o que deixou ela ainda mais sorridente.

 – E o que mais?

 –Primeiro me fale por que o encontro com seu pai não foi bom. – Digo, ela me encarou incrédula, mas depois rimos.

Eu amava ficar com a Valerie, ela era uma das melhores pessoas que eu já conheci, seria capaz de fazer de tudo por ela e sei que ela faria de tudo por mim.

Ela me diz que o seu pai a chamou para almoçar para apresentar a sua futura esposa, e conhecendo minha amiga como conheço sei que ela estava odiando isso.

 – Ele nem esperou, e á está com outro. – Ela falou irritada. – Quase quebrei um vaso na cabeça daquela idiota.

 – Valerie. – A repreendi. – Ele tem que segui em frente, e sua mãe deve fazer o mesmo.

– Mas, esse é o problema, amiga. Eu sei que minha mãe não vai segui em frente e quando souber que o meu pai está com outra ela vai sofrer. – Ela disse deitando de costas na cama.

– E é por isso que você tem que ser ainda mais forte e não quebrar um vaso na cabeça da outra, pois sua mãe irá precisar de você. – Me deitei ao lado dela.

– Mas nem um vasinho? – ela questionou fitando o teto azul do meu quarto.

– Nem um vasinho!

– E um copo?

– Valerie. – A repreendo com firmeza.

Ela riu.

– Ok. Nada de quebrar objetos na cabeça da minha futura madrasta. – Ela falou com humor.

– Já imaginou se ela for como a madrasta da Branca de Neve? – Questionei com terror fictício na voz.

– Nem me fale, pois eu não sou você, não tenho um príncipe para me dá um beijo e me fazer acordar de um feitiço. – Ela se virou para mim.

– Eu não tenho príncipe. – falei simplesmente.

– E o Bieber?

Respirei fundo.

– Ele tem tudo de um príncipe, simpatia, beleza, estilo e inteligência. Mas não é um príncipe para mim. – Por algum motivo isso me deixava tristonha.

– E por que não?

– Por que ele é ele e eu sou eu, simples assim.

– Você deveria enxergar mais a beleza que você tem Angeline. –  Ela disse então se sentou na cama na posição de lótus, logo me sentei como ela. – Você é linda, e aposto que o Bieber acha isso.

Eu queria me vê como ela me vê, seria perfeito.

– Ele me chamou de ruivinha. – Digo sem pensar.

– O que? – Ela questionou confusa.

– Ontem, enquanto fazíamos o trabalho, ele me chamou de ruivinha, e hoje também.

– Que fofo! – Ela faltou gritar, e isso me fez tampar os ouvidos. – Mas que hora vocês conversaram hoje?

– Quando estávamos na aula de física ele me mandou um bilhete perguntando se eu estava bem, e depois que você veio embora eu me sentei embaixo da arvore próxima ao estacionamento, e ele se aproximou e perguntou se poderia ficar comigo. – Digo, mas não estava olhando nos olhos dela, por algum motivo naquele momento conseguia apenas pensar no Bieber.

– E você... – Valerie me incentivou a continuar.

– Eu deixei, conversamos um pouco até que ele me pediu para falar sobre mim por que ele me achava diferente das outras garotas.

Ela ficou surpresa com isso, mas não disse nada deixou que eu continuasse.

– No início pensei que ele estava zombando com minha cara, então me estressei e falei umas coisas para ele, e queria me retirar, mas ele não deixou, disse que eu havia entendido ele errado, então ele falou que eu era diferente de um jeito bom, então ele me fez um carinho no rosto... – Eu ainda sentia a delicadeza do seu toque em minhas bochechas. – E me abraçou.

Não quis contar a ela sobre o beijo no canto da boca, queria aquilo apenas para mim, pois sabia que não viria a se repetir.

Valerie estava passada.

– Meu Deus! Angeline... Isso é... Meu Deus! – Ela disse empolgada como se os Estado Unidos estivessem ganhado a copa. Ela ama futebol.

Ri do seu jeito.

– E... – Peguei meu celular, entrei no facebook e olhei notificações de solicitação de amizade. – Ele me mandou solicitação de amizade no fecebook. – Entreguei o celular para ela.

– Gente! Isso é simplesmente demais Angeline. – Ela disse. – E pronto, são amigos.

Meu coração parou.

– Valerie! Não era para ter aceito. – Falei seriamente.

– Por que não?

– Por que... Eu... Pois... – Me perdi as palavras.

Ela deu de ombros.

Olhei para o celular em minhas mãos, e por impulso cliquei sobre seu nome indo ao seu perfil.

Ele tinha quase cinco mil amigos, e bastante seguidores. Mas o que mais me deixou impressionada foi suas fotos, eram maravilhosas, e havia diversas curtidas e compartilhamentos, além dos comentários, principalmente de garotas.

– Valerie, ele é lindo. – Digo mesmo sabendo como ela iria interpretar isso, ainda mais por eu estar olhando par uma foto onde ele estava sem camisa.

– Ficará ainda mais quando for você ao lado dele. – Ela disse como se aquilo fosse mesmo acontecer.

Balancei a cabeça em negação.

– Mais uma vez eu estava certa! – ela falou sorridente.

Olhei para ela confusa.

– Eu disse que estava acontecendo entre vocês dois, e estava certa. – Ela se explicou.

Ri negando.

– Não está acontecendo nada, Valerie. – Digo. – O Bieber, eu... Ele

não me...

– Ah, ruivinha, cala a boca e deixe seu coração falar. – Ela falou apenas isso então me abraçou e jogou-me na cama. – Ele tem certeza que você está gostando do Justin.

– Valerie – a repreendi, mas não adiantou, pois ela continuou a falar coisas assim por bastante tempo.

 


Notas Finais


Até depois de amanhã. Não sei em qual fir irei aparecer, mas vou.

Beijos.


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