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História Perfeita para você - Capítulo 29


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Notas do Autor


Hey amores meus!

Como vocês estão baby? Estão se protegendo dessa pandemia? Estão cumprindo a quarentena? Lavando as mãos? Espero que sim, e espero que todos estejam bem e nas suas casas.

Espero que gostem deste capitulo!

Amo vocês! E muito obrigada por todos os favoritos e comentários, é incrível saber o que sentem quando leem cada capitulo. Beijos!

Capítulo 29 - Um novo alguém


Pov Angeline Cooper

Mansão Cooper em Chicago, às 21h55min a.m. Abril de 2018.

 

— Amiga, por favor me diz tudo. — Valerie pediu empolgada jogando se em minha cama. — Como foi? O que vocês fizeram?

— Contarei, mas se acalme. — Imponho uma condição, não pude deixar de ri de sua animação.

— Ok, mas não esqueça nada. — Ela falou.

Valerie se mexeu-se na cama, arrumando sua postura, sentando-se na posição de lotus. Ela pegou um dos meus ursos e colocou sobre suas penas e ficou aguardando a minha resposta.

A chamei para dormir em minha casa, pois queria contar para alguém tudo que aconteceu para tirar essa euforia pulsante em meu peito, além disso queria que ela passasse o dia de sábado comigo para poder nos arrumar juntas para o evento beneficente da família Collor resolveram fazer para comemorar a sua volta a cidade de Chicago.

— Então, ontem... Bom, a gente passou um pouco dos limites. — Digo, um sorriso bobo surge em meus lábios apenas por lembrar da nossa tarde maravilhosa.

— Como assim passaram dos limites? — Ela questionou curiosa, olhando-me com um olhar de desconfiança.

—Ahn... Nós... — Estava com vergonha de contar para ela o que realmente fizemos.

— Desenrola logo Angeline. — Ela repreendeu-me.

Estava com vergonha, não sabia exatamente como dizer a minha amiga o que eu e o meu namorado fizemos no cinema de sua casa.

— Ele me... Eu não sei como te dizer isso. — Joguei-me sobre a cama tampando o rosto para que ela não vesse quão envergonhada eu estava.

— Vocês transaram? — Ela questionou.

Seria mais fácil dizer a ela se tivéssemos feito sexo.

Tirei o travesseiro do meu rosto para encará-la, então neguei deixando-a ainda mais curiosa.

— Então por que está tão envergonhada para falar o que houve? — Ela questionou realmente confusa.

— Por que foi... Ele me... — Porra! Eu não sabia mesmo que dizer. Odiava essa Angeline tímida.

— Vocês fizeram sexo oral, Angeline? — Ela questionou seriamente.

Mordi meu lábio inferior envergonhada então assenti tampando meu rosto com as mãos para não ver sua reação.

Havia se passado tantos minutos desde que a respondi e ela não disse nada. Tirei minha mão do rosto e observei a minha amiga que me encarava incrédula. Seu olhar era o de alguém incapaz de acreditar que eu havia confirmar o seu questionamento anterior.

— C-como... Vocês... Angeline isso é sério? — Ela questionou incrédula e confusa.

Não digo em palavras, apenas assenti.

— Meu Deus! Amiga, você... Você.... Finalmente! — Ela falou empolgada, dando saltinhos na cama o que me deixava ainda mais envergonhada. — E como foi?

— Foi... Foi bom. — Sou simples em minha resposta fazendo ela repreender-me.

— Bom? Bom, Angeline?! — Ela questionou incrédula, fazendo-me ficar confusa. — Foi a primeira vez que você viu um pênis, a primeira vez que você sentiu prazer, e tudo que você diz foi que foi bom? Amiga, por favor.

Respirei fundo.

— Eu já havia visto pênis, Valerie. — Sou indiferente em minha fala. — Já assistir filme, vi em livros e...

— Eu vou te bater. — Ela ameaçou tacando a almofada em mim. — Não é a mesma coisa de ver pessoalmente, sentir na mão, na b....

— Valerie. — A interrompo na mesma hora. — Nós não fizemos assim. — Explico.

— Então como foi? Você não conta se não conta eu posso imaginar. — Ela falou indiferente.

— Bom, eu apenas aprendi como dá prazer a ele sem fazer sexo e ele deu prazer a mim. — Expliquei, e minha amiga sorriu maliciosa.

— E como foi ter seu primeiro orgasmo? Como foi sentir mais desejo pelo pedação de mau caminho que é o seu namorado?

Contei a ela sobre como me sentir ao ter o Bieber me dando prazer. Das sensações novas sentidas pelo meu corpo, e sobre o medo que eu tinha de... Bom, não ter mais limites entre mim e ele.

Obviamente, minha amiga me deu os melhores e os piores conselhos possíveis, desde deixar as coisas fluírem no meu tempo até quando eu me sentisse preparada, até mesmo fazer tudo de uma vez e ver se me arrependo depois.

Ficamos conversando muito sobre mim, mas não devia ser apenas sobre mim, pois eu sabia que ela tinha algo para contar-me, e ela negou muito, mas acabou abrindo o jogo. Era sobre o seu relacionamento com a sua mãe que está se tornando mais instável devido ao envolvimento dela com o pai. Acho que por terem se separado a senhora Sampaoli não queria que a filha pudesse ter qualquer relacionamento com o pai, mesmo ela amando os dois profundamente.

— Vem aqui amiga. — A puxei para um abraço apertado quando ela termina de me contar tudo. — Eles vão ver que agirem assim não faz bem para você e vão voltar atrás, eu tenho certeza.

— Eu já disse o quanto te amo? — Ela ergueu o olhar para me observar.

Neguei.

Ela riu então abraçou-me mais forte.

— Pois saiba que eu te amo Angel, amo muito, e você é a melhor amiga que qualquer pessoa poderia pedir a Deus. — Ela falou carinhosamente.

Meus olhos encheram de lagrimas.

— Eu... Eu também te amo. — Digo chorosa.

— Ai meu Deus! — Ela exclamou afastando-se de mim ao ver meu estado. — Você está chorando?

Balancei a cabeça em negação, segurando minhas lágrimas ao máximo.

— Foi apenas um cisco em meu olho. — Minto descaradamente.

Ela riu negando então puxou-me para um abraço ainda mais apertado.

— Seremos amigas para sempre, não é? — Questionei ainda aproveitando o seu abraço.

— Com toda certeza, a única certeza que eu tenho é que sempre estarei contigo. — Ela afirmou fazendo-me sorrir.

Valerie nos conhecemos desde pequenas, sempre brincamos juntas e desde então nunca nos separamos ou se quer brigamos, bom, brigamos alguns vezes, mas por bobagens como sabor favorito de pizza ou quem era o cantor mais bonito da One Direction.  Quando tínhamos dez anos juramos de mindinho que jamais deixaríamos uma a outra que sempre estaríamos a disposição para cometer loucuras ou confortar a outra e cumprimos isso até hoje e desejo cumprir para sempre.

Eu amava minha amiga e sentia que de todas as pessoas a minha volta ela era uma das mais importantes.

****

Na manhã de sábado quando acordei sentir um peso sobre o meu corpo, no início foi bastante estranho, mas lembrei-me que minha amiga havia dormido comigo.

Ela estava literalmente com o corpo em cima do meu, impedindo que eu fizesse qualquer movimento, então apenas fiquei parada esperando que ela acordasse, coisa que demorou a acontecer.

Tempos depois ela resmungou alguma coisa então rolou seu corpo para o lado deixando-me livre. Não quis acordá-la, mesmo se passando das dez, acho que dormir tão tarde faz nosso cérebro esquecer que devemos acordar em determinado horário.

Espreguicei-me na cama então levantei-me com cuidado para não acordar a minha amiga então fui em direção ao banheiro no caminho amarrei meu cabelo em um coque mal feito e espreguicei-me novamente. Estava bem preguiçosa.

— Desde quando tem uma bunda tão bonita assim? — Minha amiga questionou sonolenta enquanto me observava.

— Desde de sempre. — Sou convencida em minha resposta fazendo ela ri enquanto negava.

Após as nossas higienes matinais saímos do quarto, precisávamos nos alimentar, pois estávamos famintas.

A casa estava bastante silenciosa o que me fez questionar se os meus pais estavam ou não em casa. Passamos pela sala de estar e ela estava vazia, a sala de jantar estava vazia então chegamos à cozinha onde estavam duas empregadas e a Maria.

—Bom dia! — Falamos em uníssono ganhando a atenção de todos os presentes.

— Bom dia! — As duas empregadas respondem.

— Bom dia minhas lindas! — Maria como sempre um amor de pessoa nos cumprimentou com um abraço e beijo na bochecha.

— Nós estamos morrendo de fome! — Exclamamos novamente ao mesmo tempo fazendo todo mundo ri.

Após o café, Valerie e eu fomos para a área externa da casa, especificamente para a piscina onde ficamos por um bom tempo conversando sobre coisas aleatórias até que meu pai chegou de onde quer que ele estivesse, e disse que desejava falar comigo.

— O senhor queria me ver? — Questionei simplesmente entrando em seu escritório.

— Sim, sente-se filha. — Ele pediu apontando para a poltrona a sua frente então sentei-me.

Ainda estava chateada pelo que aconteceu entre nós onde no almoço, mas após a tarde maravilhosa que tive com o meu namorado, não tinha como me importar tanto para como o meu pai estava agindo.

— O que você quer falar comigo? — Questionei, não olhava diretamente para ele, pois queria que ele notasse quão chateada eu estava.

— Sobre o evento de hoje à noite. — Ele falou sério.

— Por que? Não vou poder ir?

— Não é isso, você pode e deve ir. — Estava confusa com o que ele dizia. — Eu irei te apresentar ao filho dos Fisher, formalmente.

Neste momento eu parei no tempo. Não conseguia processar o que ele havia falado, ou conseguia e não podia acreditar que tais palavras saíram da boca dele. Como assim ele iria me apresentar ao filho de alguém?

— O que o senhor que dizer com isso? — Questionei, desejava interiormente para que a sua resposta fosse uma totalmente ao contrário de mim.

— Que te apresentarei ao filho de um amigo, e espero que se deem bem, pois os pais dele também esperam por isso. — Ele explicou seriamente.

Balancei a cabeça em negação.

— Você não pode fazer isso comigo, pai! — Falo seriamente levantando-me.

— Por que não? O Joe é um excelente garoto, assim como você, não é tão excelente no colégio, mas ainda sim tem notas e comportamentos exemplares, e se você está na idade de se envolver com alguém, como dizem seu tio e sua mãe, que seja alguém que eu confie.

— Que merda o senhor ter na cabeça!? — Questionei extremamente irritada, como ele podia ter um pensamento tão ridículo desse.

— Fala direito comigo Angeline. — Ele ordenou respirando fundo em seguida tentando manter a calma.

— Como você quer que eu fale direito com você? — Perguntei. — Você está mesmo pensando direito? Você está se quer raciocinando o que fala?

— Sim, eu sei o que estou falando, e não quero quer saber de contestações, a minha decisão está tomada e ponto. — Ele falou seriamente, dando como encerrada a nossa discussão.

— Sua decisão? E desde quando eu querer ou não me envolver com o Joe Fisher é decisão sua?

— Desde o momento em que sou o seu pai. — Ele afirmou seriamente levantando-se.

— Eu prefiro nunca me envolver com alguém a ter que ser assim, e saiba que eu não vou nesse evento. — Afirmei então girei sobre o meu calcanhar para me retirar.

— Sim, você vai. — Ele afirmou fazendo-me o encarar novamente. — Eu confirmei com eles a sua presença, então você vai sim e se comportará como a garota que eu te eduquei para ser, não essa... Essa... Essa... — Ele se calou.

— Pai, por favor, você não pode fazer isso comigo, não pode me forçar a me aproximar de alguém assim, eu não quero me envolver com alguém desta forma. — Expliquei com a voz meio embragada devido as lagrimas que tentava impedir que rolassem por minha face.

— Eu prefiro que você se comprometa com alguém logo do que fique solta no mundo podendo exceder limites da minha confiança.

— Em que século você está vivendo? Em que porra de século o senhor acha que está para obrigar a sua filha a se relacionar com alguém que você acha coerente? — Gritei exasperadamente, irritada, nervosa e extremamente decepcionada e chateada com o senhor Erick Cooper

— Eu já mandei você não gritar comigo, Angeline! — Ele gritou irritado fazendo com que eu me assustasse.

Neste momento a porta do escritório e aberta e por ela passa a minha mãe.

— O que está havendo aqui? Por que está gritando? — Ela questionou séria intercalando o olhar entre mim que chorava muito e meu pai. — Filha o que houve? — Ela perguntou carinhosamente puxando-me para um abraço.

— Mãe, ele... Ele... — Eu nem sequer conseguia olhar para o meu pai naquele momento.

— O que houve? — Ela questionou ao meu pai. — Erick... — Ela se calou. — Você contou a ela? — E é neste momento em que eu me afasto dela bruscamente.

— Você sabia disso? Sabia que ele pretendia... Como você pode? Como pode concordar com algo assim? — Estava incrédula, pois esperava uma atitude assim do meu pai, mas nunca de minha mãe.

— Filha... — Ela tenta se aproximar de mim, porém afasto-me.

— Vocês não podem fazer isso. — Nem voz eu tinha mais para falar com eles devido ao meu choro.

— Filha, só escute o que...

— Eu não vou escutar porra nenhuma do que vocês têm para me falar. — Grito completamente irritada. — Vocês são os piores pais do mundo!

Não aguentava mais olhar para os dois então sair correndo do escritório. Como meus pais... Deus!

— Angel, o que houve? — Valerie questionou preocupada ao ver que eu chorava muito quando a encontrei na sala.

— Meus pais... Valerie, eles... — Não consigo nem ao menos terminar a minha fala devido ao meu choro.

A minha amiga não questionou mais nada, apenas abraçou-me. Ela sabia que era apenas disso que eu precisava naquele momento, apenas um abraço de alguém que se importasse comigo, uma abraço de alguém que se preocupava com a minha felicidade, alguém que deveria ser um dos meus pais, mas isso não poderia acontecer, pois eles... Eles não querem me ver bem, querem força-me a ter uma falsa felicidade apenas para continuar a dominar e limitar toda e qualquer ação que eu possa ter.

***

Pov Justin Bieber

Matthew Rachman Gallery - Chicago às 20:34 p.m., maio 2018.

 

Os Collor´s sempre gostaram de ter atenção do público sobre eles, isso é fato, desde que os conheço, entretanto nesta noite eles exageram, e muito. Na entrada da galeria Matthew Rachman havia dezenas de repórteres de várias revistas, eufóricos para conseguir uma breve entrevista com qualquer um dos empresários que estariam presentes naquela noite, entre eles estavam o meu pai.

Jeremy Bieber, um dos empresários mais influentes da atualidade no ramo da tecnologia, e que sempre se preocupou com as questões sociais. Isso era uma das coisas que eu sempre admirei no meu pai, a sua preocupação com aqueles que não tiveram as oportunidades iguais a dele para conseguir ser alguém na vida ou ter o mínimo reconhecimento possível. E não era o único a admira-lo por isso, pois os repórteres chamados pelo seu nome à medida em que caminhávamos em direção a entrada principal da galeria demostrava que a mínima atenção dada a eles valeria o esforço.

Após falar com alguns repórteres seguimos caminhos, ao entrar na galeria o barulho incomodo de flashes, carros cede lugar para uma suave música clássica que se misturava as vozes calmas das pessoas que preenchiam o lugar.

— Jeremy Bieber, é uma honrar poder contar com a sua presença essa noite. — A senhora Collor falou, era nítida a sua felicidade por ter a minha família presente em seu evento.

— A honrar será sempre minha. — Meu pai diz simpático, sorrindo em seguida.

Posteriormente a atenção da mulher se volta para os demais membros da família os quais ela cumprimenta com a mesma felicidade e simpatia. Em seguida, ela nos guia para a mesa reservada para a nossa família.

Observa as pessoas, e reconhecia algumas, sendo incapaz de lembrar seus nomes, alguns adolescentes que estudavam comigo, e outro que já esbarrei no colégio.

Sentamos em nossa mesa e segundo depois um garçom apareceu trazendo consigo uma bandeja com taças de champanhe. Todos aceitaram, exceto a Jazminy e eu, minha irmã não bebia e eu odiava champanhe, então optamos por uma água, a qual ele trouxe minutos depois.

Sinto a Jazminy chutar a minha perna por baixo da mesa. Ergui o olhar e a encarei seriamente, então ela apenas sorriu de lado olhando fixamente para a mesa ao lado da nossa.

Virei-me para ver o que fez a minha irmã chutar-me, e assim que vejo o que a levou a fazer isso um pequeno sorriso nasce em meus lábios. Minhas ruivinha acabava de se sentar à mesa juntamente com seus pais. Olhei novamente para a minha irmã e ela sustentava um sorriso divertido nos lábios.

Olhei novamente para a minha namorada, e ela encarava a mim, sorri e ela devolveu o sorriso, mas... Algo estava errado com o seu sorriso. Não era o sorriso da felicidade ou diversão que a minha ruivinha sempre tinha, pelo contrário, era o sorriso de alguém que estava triste, mas não queria demostrar. Ainda a olhando assim como ela me olhava, peguei meu celular e mandei uma mensagem para ela.

“Baby, o que houve? “

A observei pegar o seu celular sobre a mesa e visualizar a minha mensagem. Ela pensou por um tempo, olhou para mim e pude notar que ela realmente não estava bem, ao contrário do que dizia sua mensagem.

Mandei várias outras para ela, mas ela não respondeu. Ok! Eu não conseguia pensar em mais nada, mesmo com o meu pai explicando para nós como as coisas aconteciam na fundação dos Collor’s.

— O que houve? — Jazminy questionou a mim discretamente.

— Não sei. — Digo apenas isso, e neste momento as luzes se apagaram e apenas uma acima do mini palco a nossa frente se acendeu.

— Boa noite a todos! — O senhor Collor disse. — Sejam bem vindos a mais um evento da fundação Collor, espero que se sintam acolhidos... — Assim ele dez um extenso discurso sobre a intenção dele para com o evento.

O senhor Collor agradeceu a presença de todos e falou mais um monte de coisas as quais eu não prestei atenção, pois estava focado em repassar todos os meus momentos com a ruivinha desde o momento em que ela foi embora da minha casa até aquele momento, não fiz nada de errado. Nada mesmo!

Por que ela estava chateada?

Era comigo ou qualquer outra pessoa?

Desviei o meu olhar do palco para observa-la, mas arrependi-me de ter feito tal coisa. Ao seu lado havia um garoto o qual eu não fazia ideia de quem era ou em qual momento sentou-se com eles. Os dois conversavam não tão animados, mas ela não parecia tão chateada como me mostrou minutos atrás ou estava fingindo muito bem estar animada.

— Cinco mil dólares. — Meu irmão falou sorridente ganhando minha atenção.

Demorei a perceber por que ele havia falado tal valor, mas logo notei que o leilão havia se iniciado, mas não fazia sentido o meu irmão está dando lance, o que ele iria querer com um fim de semana em um chalé ao norte... Já entendi!

— Temos cinco mil dólares, alguém dá mais? Eu ouvir cinco mil e quinhentos? — O leiloeiro incentivava as pessoas a abrirem suas carteiras, a final para a maioria presente naquele ambiente dinheiro não era problema.

— Seis mil dólares! — Alguém gritou deixando as pessoas surpresas, e ganhando um olhar irritado do meu irmão.

Era o garoto que estava fazendo companhia a minha ruivinha.

— Seis mil e quinhentos dólares! — Meu irmão falou logo em seguida, irritando o outro garoto.

— Temos seis mil e quinhentos dólares, alguém dá mais? — Faz se um silêncio. — Dou-lhe uma... Dou-lhe duas...

— Sete mil dólares. — Novamente o garoto diz irritando o meu irmão.

— Porra, garoto chato! — Ele murmurou fazendo meu pai ri assim como minha mãe.

— Sete mil dólares! Alguém aqui dá mais?... O chalé oferece conforto único, próximo a um dos mais belos riachos da nossa cidade. — Ele estava disposto mesmo afazer as pessoas lutarem por aquele lugar, visto que era mesmo maravilhoso. — Dou-lhe uma... Dou-lhe duas... Dou-lhe....

— Dez mil dólares! — Porra! Encarei a minha ruivinha no mesmo momento em que ouvir a sua voz. Ela estava  séria e olhou com deboche para o meu irmão e o garoto ao seu lado que estava incrédulo com a atua reviravolta.

O senhor Collor a encarava do palco com um sorriso divertido no rosto enquanto as demais pessoas estava surpreso com a sua situação, visto que a briga era entre meu irmão e o cara desconhecido.

— Vendido para a bela senhorita da mesa dois! — O senhor Collor falou contente batendo o martelo como se fosse um juiz.

As pessoas aplaudiram.

O leilão continuou e os valores dos itens era cada vez mais alto, o que não impediu que as pessoas não tivessem interesse por eles. Ao final do leilão todos formos convidados para a área externa da galeria. Toda a minha família levantou-se assim como as outras pessoas e se retiraram, exceto a mim, pois continuei no mesmo lugar focado em meus pensamentos.

— Justin...— A voz suave da minha ruivinha desperta-me dos meus pensamentos.

Ergui o olhar, antes em meu telefone bloqueado sobre a mesa, para observá-la.

— Oi, ruivinha. — Digo, sou receoso em minha fala, pois estava sem saber o que se passava com ela.

— Eu não estou chateada com você. — Ela falou como se lesse meus pensamentos então sentou-se ao meu lado.

Delicadamente ela colocou sua mão sobre a minha a apertando levemente, como se através das sensações que ela sabe que provoca em mim, ela quisesse reafirma o que havia dito antes.

— Não? — Questionei confuso, ela balançou a cabeça negando. — Então o que houve? Por que está tão triste assim?

Ela respirou fundo.

Entrelacei nossos dedos, sentia-me aquecido quando minha pele estava em contato com a dela.

— Não é nada. — Ela mentiu. — É sério, Drew, não é nada. — Ela reafirmou ao ver meu olhar de repreensão para ela.

— Eu ouço o que você diz, mas não verdade em seu olhar, então, por favor ruivinha me diz o que houve. Você está me deixando preocupado. — Sou sincero com ela, pois realmente estava ficando preocupado com o que estava acontecendo.

— É o meu pai, Justin. — Ela falou evitando olhar para mim. — Ele parece não ligar para as coisas que faz comigo, nem se quer pensa em como suas ações irão me afetar. — A sua voz deixava claro quão magoada ela estava com o seu pai.

— O que ele...

— Angeline? — Alguém a chamou.

Olhamos simultaneamente para o lado e o mesmo garoto desconhecido por mim se aproximava de onde estávamos.

— O seu pai pediu para te chamar. — Ele falou, não se dando ao trabalho de cumprimentar-me.

A minha ruivinha não ficou contente com isso, mas não falou nada, apenas assentiu. O garoto olhou de relance para mim com certa prepotência e arrogância. Quem esse imbecil pensa que é?

Minha ruivinha desentrelaçou nossos dedos, ajeitou a sua bolsa no ombro então se levantou.

— Até mais Justin. — Ela estava chateada, eu não sabia o porquê, mas algo em mim me dizia que o garoto arrogante tinha algo a ver com isso.

Levantei-me e sem me importar com a presença daquele garoto dei um beijo demorado no canto da boca da minha namorada, mesmo a minha vontade sendo de selar seus lábios aos meus em um beijo quente e intenso.

— Até mais, Angeline. — Sorri levemente, ela retribuiu então se retirou com aquele imbecil que teve a audácia de segurar em sua mão. Por que?

Bufei irritado.

Eu não deveria ter vindo a este evento. Não deveria ter saído da minha casa. Pois se estivesse em casa não estaria tão irritado com o idiota do Erick Cooper, não estaria tão confuso do por que a MINHA NAMORADA saiu daquele maldito salão com um outro cara, não estaria me sentindo tão mau por saber que ela estava mal, mas eu não podia fazer nada ali, não podia abraça-la, beija-la. Que ódio!

Ainda sentando no mesmo lugar observava as poucas pessoas ainda presentes naquele espaço, visto que a maioria havia se retirado para a área externa da galeria juntamente com os anfitriões da noite, quando ouvir alguém dizer meu nome e simplesmente gelei.

— Olá, Bieber. — Meu coração dá um salto violento dentro do meu peito. Eu conhecia muito bem essa voz, e porra!  Não queria ouvi-la. Era tudo que eu não queria.

Virei-me lentamente para trás torcendo para que não fosse quem eu estava pesando que aquilo fosse apenas uma alucinação da minha cabeça, causada pela falta de conectividade dos meus pensamentos. Mas não era. Não era uma alucinação. Era real.

Eliza Curvelo, minha ex-namorada e uma das garotas que eu mais odeio, está parada na minha frente com um belo sorriso em seu rosto.


Notas Finais


Espero que tenha gostado deste capitulo assim como eu.
queria demostrar um pouco da amizade entre a ruivinha e a Valerie, pois ela será importante mais tarde. E algo muito importante A ELIZA CURVELO, EX-NAMORADA, ESTÁ NA ÁREA PESSOAS!

SENHOR COOPER UM OTÁRIO COMO SEMPRE. JOE FISHER VAI SER UM PÉ NO SACO!

AMO VOCÊS!


LAVEM AS MÃOS E FIQUEM EM CASA!


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