História Perfeitamente Quebrados - Capítulo 14


Escrita por: ~

Postado
Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amor, Colégio, Jolene Watson, Paul Gareth, Quebrados, Romance
Visualizações 7
Palavras 2.044
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Tudo bem gente?
Chegou capítulo novo
Boa leitura

Capítulo 14 - Capítulo treze - Um passo para frente


      Mike me ajuda a arrumar todos os presentes que eu recebi e depois a gente vai dormir. Eu fico deitada na cama, e ele sentado do meu lado sem saber o que fazer, mas não pára de sorrir.

      — Você é linda! — Ele acaricia o meu rosto. — Suas filhas também serão lindas como você. Imagina duas meninas ruivas e lindas correndo na nossa casa! — Ele sorri mais ainda como se tivesse visto essa imagem.

      — Eu imagino sim. — Sorrio também. — Você vai dormir aqui? — Pergunto.

      — Claro que sim, querida. Eu não posso deixar você sozinha.

      — Eu não estou sozinha. Kate e suas filhas dormem ao lado. — Respondo.

      — Mesmo assim. — Ele me cobre. — Amanhã a gente organiza as coisas das bebês. Eu ajudo.

      — Pensei que já tínhamos feito isso! — Digo.

      — A gente precisa preparar as coisas. — Ele aponta para o berço à minha direita e depois para o berço à minha esquerda. Faltam lençóis e ursinhos.

      — Você sabe que falam oito semanas para o nascimento, não sabe?

      — Temos que aproveitar. Eu estou tão feliz! Quero segurar elas no colo.

      — Eu também. — Gostaria também que elas conhecessem seus avôs, mas isso não vai acontecer. Eles me expulsaram de casa, por isso tenho a certeza que não querem saber.

      — Dorme bem. — Ele apaga a luz e beija os meus lábios. É um pouco estranho namorar com alguém cinco anos mais velho.

       — Você também. — Ele deita ao meu lado e me envolve em seus braços com cuidado.

     Eu fecho os olhos e me lembro da minha primeira noite com Paul no apartamento de Scott. 

          Sete meses antes

      Paul beija o meu pescoço enquanto a gente fica deitados de conchinha. A gente acabou de transar na cama de Scott e não nos importamos se ele vai entrar a qualquer momento. Tenho a certeza que ele deve estar ocupado paquerando uma qualquer.

      — Esse quarto é de Scott? — Paul pergunta.

      — Sim, mas vamos esquecer porque eu não quero saber o que ele faz aqui. — Digo.

      Ele ri. — Nem eu.

      Eu me viro para olhar para seus bonitos olhos azuis. — Você está feliz? — Pergunto.

      — Porquê não estaria? Você é oficialmente a minha namorada. Estou muito feliz, Jolene.

      — Fico feliz também. Você não imagina como eu quis tanto isso. — Me refiro a ter outro bebê, mas ele não sabe.

      — Eu também. — Ele me beija e me cobre com o lençol. Bratt não pode se aventurar entrar aqui senão estou ferrada.

      — Paul, quando a gente vai dizer para todo mundo?

      — Daqui a uma semana. Vamos esperar mais um pouco.

      — Claro. — Beijo o seu peito.

      — Eu acho melhor a gente sair daqui. — Ele diz.

      — Porquê? Estamos bem. Eu quero ficar desse jeito a noite toda. — Faço beicinho.

     — Eu também, mas não quero que Bratt entre ou Scott veja você sem roupas.

      — Tem razão. Conhecendo Scott, ele com certeza vai entrar aqui com uma garota.

      Nós nos levantamos e eu tenho a sorte de observar melhor Paul sem roupa. Ele está à vontade. Não se envergonha da sua nudez. Isso é muito bom.

     Eu coloco as minhas roupas de volta e depois os meus saltos altos e faço um rabo de cavalo. Não quero que ninguém veja como o meu cabelo está uma bagunça.

      Paul vem me beijar quando já estamos vestidos. — Essa foi a melhor noite da minha vida, Jolene. Porquê você se tornou minha. — Ele volta a me beijar.

                Presente

      Alguém bate a porta de um jeito agressivo e eu acordo. Mike já está levantando, e eu me levanto também embora esteja com muito sono. Quem será a essa hora?

       — Querida, você pode continuar na cama. — Ele diz e saí do quarto.

       Eu levanto e coloco meu robe. Não quero ficar na cama sem saber o que está acontecendo. Se Mike não estivesse aqui, eu teria que fazer isso sozinha.

         — O que você está fazendo aqui? — Mike pergunta, e eu vou para a sala imediatamente.

         — Paul? — Olho para ele. Está com uma camisa preta, calças jeans azul escuro e All Stars Converse pretas.

         — Eu preciso falar com você! — Paul passa por Mike e senta no sofá.

         — Que ousadia! — Mike diz.

— Saia daqui agora mesmo!

      — Mike... — Eu me aproximo. — Calma! — Digo baixinho e ele agarra a minha mão. Ele começa a se acalmar.

       — Você está bem? — Paul pergunta para mim. O que se passa com ele?

       — Mike me deixa à sós com ele, por favor! — Eu peço.

       — Está bem. — Ele coloca as mãos no meu rosto e me dá um beijo que termina com uma mordida no lábio. Acho que está marcando território.

       Vejo Mike indo para o quarto e Paul levanta. Seu rosto está muito sério e furioso. Por causa do beijo que Mike me deu? Eu não tenho culpa se ele não soube cuidar de mim.

      — Você está namorando ele agora? — Ele pergunta.

      — Agora? Você nem esperou um mês para namorar com Stephenie. — Aponto para ele.

       — Isso não é sobre Stephenie! — Diz irritado.

       — O que você faz aqui? — Eu cruzo os braços na minha barriga.

       — Eu... eu estou arrependido por tratar você mal. Me perdoe! — Ele desvia o olhar.

       — Sério? O que te fez mudar de ideias? Stephenie não foi com certeza. — Eu me aproximo para enfrentar ele.

       — Quero cuidar das minhas filhas. É errado isso? — Como ele ousa chamar minhas filhas de suas?

        — Elas não são suas filhas! Eu disse para você esquecer de mim. Esqueça elas! Você tem sua namorada. Faça filhos com ela! — Estou muito irritada.

       — Porquê você é assim? Não queria que eu assumisse a paternidade? Agora me quer longe? Eu não entendo o que você quer. — Ele também se aproxima.

      — Depois das coisas que você falou, Paul, eu não quero mais você perto das minhas filhas. Elas são apenas minhas. — Coloco as mãos na barriga como se fosse protegê-las dele.

       — Você quer que esse doutorzinho seja o pai delas? — Paul aponta para a porta do meu quarto. Ele também está irritado.

       — Ele sempre cuida de mim. Ele é carinhoso, cuidadoso, tem me acompanhado nas consultas pré-natais e não me deixa aqui sozinha. Onde você fica nesses momentos?

       Paul olha para baixo. Ele parece um soldado que perdeu a batalha. — Eu lamento ter chamado as suas filhas de coisas.

      — Não lamente nada, Paul. Eu só quero você longe da gente. Estamos melhor sem você. Não venha atrapalhar!

      — Jolene, eu já disse...

       — O quê? Quando eu mais precisava de você, você estava fodendo a vaca da Stephenie! — Grito.

        — Não fala coisas que você não sabe! Eu não quis estar perto de você porque você me enganou, Jolene! — Ele também grita.

       — Em menos de um mês você começou a namorar alguém que você não conhece!

        — Você quer mesmo ir por aí? Eu não estou aqui para falar de Stephenie!

        — Sua namorada "perfeita" deve estar procurando você.

        — Qual é o seu problema? Eu não entendo você! Nem entendo como é que algum dia eu fui capaz de achar você tão atraente e me apaixonar por você! — Ele dispara contra mim. Eu paro.

       Cada dia que eu vejo ele oiço coisas ainda piores. Ele só diz coisas ruins. Não quero mais estar perto dele. Ele só me machuca.

       Minhas lágrimas descem pelo meu rosto e eu me afasto dele. Paul se acalma e se aproxima, mas eu continuo me afastando. O que ele disse foi o suficiente para eu não querer vê-lo mais.

       — Por favor, vai embora! — Eu abro a porta para ele sair, mas ele olha para mim.

       — Isso ainda não acabou! — Ele sai e fecha a porta.

       Eu vou para o quarto e vejo Mike sentado na cama. — Você está bem? — Ele pergunta.

      — Eu estou. Vamos dormir. Eu tenho muito sono. — Eu limpo as minhas lágrimas, deito na cama e fecho os olhos. Mike me cobre e deita ao meu lado.

        — Eu ouvi o que ele disse. Porquê vocês se separaram? — Ele pergunta.

         Eu viro para olhar para ele. — Eu usei ele para engravidar. — Digo com raiva por ele perguntar isso.

         — Porquê?

        Fecho os olhos. — Porque no ano passado, eu perdi... — Choro. Meus lábios tremem e eu me levanto, mas ele me abraça.

        — Eu lamento muito, querida. — Ele senta ao meu lado e beija o meu cabelo. — Eu não sabia que você tinha perdido um filho. — Ele suspira. — Paul era o pai também?

       Eu faço que não e limpo as minhas lágrimas, mas continuo chorando. Lembrar de Liam Júnior me faz chorar. Eu não sei se Liam superou isso, mas eu não. Ainda dói bastante.

         — Calma! — Ele beija o meu rosto. — Não chore mais. Vai ficar tudo bem. Eu estou aqui. Vou sempre estar e a gente vai cuidar de Sky e Stella.

         — Está bem. — Digo.

        Mike limpa as minhas lágrimas. Eu deito com cuidado e fecho os olhos. Não tenho sono, mas não estou a fim de conversar. É muito doloroso falar do passado.

       Termino de tomar banho e visto um vestido rosa pálido. Faço um rabo de cavalo e passo batom e uma sombra leve. Depois do que Paul falou ontem eu percebi que não sou tão bonita assim. Antes eu tinha uma auto-estima bastante elevada. O que aconteceu?

        Vou para a sala e Mike está arrumando suas coisas para sair. Ele olha para mim e sorri. Parece que esqueceu tudo o que eu disse ontem.

        — Você está linda! — Ele vem me beijar.

        — Sim, eu estou! — Digo desanimada.

       — Erro meu! Você é linda, querida! — Ele beija a minha bochecha.

      — Você acha? — Pergunto.

      — Tenho a certeza! — Ele agarra a minha mão e as suas coisas e saímos.

        Kate e suas filhas estão trabalhando, mesmo que não tenha muitos clientes. Eu me despeço delas e saio com Mike.

       Ele abre a porta para mim. — Eu lamento não poder ir com você, querida. Depois eu venho buscar você, está bem? — Ele me beija.

        — Eu queria muito que você me ajudasse com essas aulas. — Digo baixinho. Vou ter aulas de maternidade, incluindo alguns exercícios que as mães fazem antes do parto.

        — Quando eu tiver tempo, eu ajudo.

        Olho para baixo. — Está bem.

        — Jolene, não me faça mudar de ideias. Não fique assim! — Ele me abraça.

      Eu já estou acostumada a fazer essas coisas sozinha. — Não. Outro dia você me ajuda.

       — Claro que sim.

       Eu entro no carro e coloco o cinto de segurança. Mike fecha a porta para mim e abre a porta para ele entrar. Eu observo ele ligando o motor enquanto sorri para mim e me lembro de Paul.

         Eu não devia estar pensando nele. Eu estou com Mike e ele será o pai das minhas filhas. É mais que justo. Ele tem sido exatamente isso.

       Meu celular apita e eu vejo uma mensagem de Bratt.

       Bratt: "Tenho que resolver algumas coisas fora da cidade. Volto em dois dias. Coisas do trabalho."

      Jolene: "Tudo bem. Faça uma boa viagem."

      — O que foi? — Ele pergunta olhando para mim por um segundo.

      — Bratt vai viajar. Esse trabalho dele é muito estranho. Ele é apenas segurança de um bar porquê tem de viajar?

       — Tem razão! É muito estranho, mas você tem de confiar no seu irmão.

       — Eu confio! A maior parte das vezes. — Suspiro. — Só espero que não seja nada ilegal.

        Mike não diz mais nada sobre Bratt. A gente fica o caminho todo falando sobre as minhas filhas e eu me pergunto se não estou sendo injusta com Paul. Mas depois do que ele fez tenho a certeza que não. E ele não merece as minhas filhas. 



Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...