História Perfeitamente Quebrados - Capítulo 15


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Categorias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Amor, Colégio, Jolene Watson, Paul Gareth, Quebrados, Romance
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Palavras 2.126
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Colegial, Escolar, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 15 - Capítulo quatorze - Volta para mim?


                     Paul

      Acompanho Shane no hospital por causa do seu tornozelo. Ele ficou muito irritado ontem, que levou uma surra de um homem duas vezes maior que ele. E só hoje ele diz isso! Acho que era por vergonha.

       — Você devia ter me ouvido, Shane! — Eu digo.

      — Vamos esquecer isso. Eu vou entrar. Espere por mim. — Ele entra no consultório médico coxeando e fecha a porta.

       Eu pego no celular para ligar para Jolene. Eu tenho medo que alguma coisa aconteça com ela e com as bebês. Preciso saber porquê aqueles homens estão vigiando ela. Será que é por causa de Lambert?

        Oiço uma voz familiar e levanto o meu rosto. — Pode fazer isso por mim? — Mike pergunta para a enfermaria quinze centímetros mais baixa que ele, que acena afirmativamente. — Muito obrigado. — Ela se afasta e ele olha para mim.

        Eu levanto e caminho até ele com as mãos nos bolsos. Nós não somos nada. Nem inimigos nem amigos, apenas gostamos da mesma garota.

         — Você por aqui?! — Ele cruza os braços. Ele está com uma bata branca e com o estetoscópio ao redor do pescoço.

        — Hospital não é apenas para doentes! — Digo. — Como está a minha flor? — Pergunto simplesmente para irritá-lo. Isso é pelo beijo que ele deu em Jolene ontem.

        — A sua eu não sei, mas a minha Jolene está muito bem. — Ele dá um sorriso perverso.

        Eu rio. — Sua Jolene? Sério? — Rio mais uma vez.

        — Sim, minha!

        — Não sei se você sabe, mas Jolene pode voltar para mim a qualquer momento. Apenas tenho que estalar os dedos — Eu estalo os meus dedos. — e ela volta para mim.

       — Eu duvido muito. Você sonha demais, garoto. Jolene não vai voltar para você porque agora ela está comigo. Por isso, desista.

         Meu sangue começa a ferver. — Oiça aqui! Eu só deixei Jolene porque ela me enganou...

        — Eu sei, eu sei. Ela me contou tudo. — Ele se aproxima. — Agora eu quero dizer uma coisa. — Ele fica muito perto mesmo. — Se afasta da minha mulher e das minhas filhas! Fique bem, bem longe.

         — Elas não são suas filhas! — Digo com raiva. Muita raiva.

        — Veremos! — Ele sorri e se afasta como se nada tivesse acontecido.

        Isso não vai ficar assim! Eu não vou deixar!

                 Jolene

       Eu termino as minhas aulas e fico mais um pouco enquanto Mike está ocupado. Já está tarde, o sol já se foi e eu continuo aqui. Para o meu próprio bem é melhor ir para casa sozinha. Aqui não é nada seguro.

       Eu saio e coloco o celular na bolsa. Caminho na calçada e me pergunto se tenho leite em casa. Eu acho que não, mas não tenho dinheiro comigo.

        — O que pensa que está fazendo? — Paul desce do carro e caminha até mim. Ele está usando tudo cinza com exceção dos sapatos pretos. Ele fica mais lindo a cada dia que passa.

       — O que você está fazendo aqui? Está me seguindo agora? — Pergunto já irritada.

        — Você não pode ficar na rua a uma hora dessas! Venha, eu te levo para casa. — Ele diz.

       — Não! — Eu cruzo os braços. — Eu não quero mais nada de você!

        Ele suspira. — Por favor! Não pense em você! Pense nas suas filhas! — Ele está sendo carinhoso comigo.

          — Exatamente. Minhas! Me deixa em paz, Paul! — Me viro para continuar a caminhada.

        Ele agarra o meu braço. — Vamos! — Ele sussurra.

        — Stephenie não está procurando você? — Eu tento me soltar.

        — Eu não quero saber de Stephenie nesse momento. Vou levar você para casa. — Ele me leva para o seu carro, abre a porta para mim e coloca o cinto de segurança em mim.

        — Porquê você resolveu fazer isso por mim, Paul? — Olho para ele.

        — Você sabe porquê! — Ele entra no carro e coloca o cinto de segurança.

        — Não, eu não sei porquê. Pode me explicar?

       — Vamos para casa!

         — Eu quero mesmo saber o porquê! — Aperto o seu braço.

         — Depois, Jolene! Eu estou dirigindo.

        — Mas eu preciso comprar leite... — Me lembro que não tenho dinheiro. — Esqueça!

        — Você quer leite, então vamos comprar. — Ele começa a dirigir.

       — Paul, não precisa. Esqueça o que eu disse.

       — Eu sei que as grávidas têm aqueles desejos estranhos. Não sou idiota. Você quer beber leite então eu vou comprar.

       — Eu não tenho dinheiro, vamos para casa, por favor! — Peço.

       — Não! Eu posso pagar!

       — Não! Eu não quero mais dívidas com você. Eu ligo para Mike e ele compra. Não precisa fazer isso. — Digo. Paul aperta as mãos no volante só por ouvir Mike.

        — Eu já disse que vou comprar! — Ele se acalma.

        — Tudo bem. — Eu olho pelo vidro do carro.

         Ficamos em silêncio, até ele parar no supermercado. Paul desce e abre a porta para mim, mas eu não quero sair e isso irrita bastante ele. Eu não quero saber!

        — Você tem sorte por estar grávida, senão eu colocava você nas minhas costas! — Ele me espera para sair.

        — É assim que você me convence? Eu pensava que algumas horas atrás você não queria saber de mim apenas da sua Stephenie! — Eu saio do carro.

         — Podemos não falar sobre ela nesse momento? — Ele agarra a minha mão e me leva para dentro do supermercado.

        Entramos e Paul pega num carrinho de supermercado. Olho feio para ele, mas ele está distraído tirando coisas das prateleiras.

        — Você é louco por acaso? — Pergunto. Ele pensa em responder, mas cala.

        Tira seis pacotes de leite, uma caixa de biscoitos que eu adoro, uma caixa de cereais que eu adoro, maçãs, laranjas, melancia, uvas, morangos, pêras e pêssegos, iogurtes também e vegetais.

         Quando chegamos ao caixa com o carrinho cheio, ele paga tudo com o seu cartão e leva tudo para o carro. Eu não sei o que dizer, por isso fico calada o caminho todo.

       Entramos em casa e eu fecho a porta. Paul leva as coisas na cozinha e organiza tudo no lugar como um verdadeiro dono de casa, depois volta para sala. Parece estar estudando a casa inteira. Não entendo porquê, ele já esteve aqui algumas vezes.

     — Eu posso saber quanto deu na fatura? — Pergunto. Ele olha para mim muito sério.

     — Você não vai devolver nenhum centavo daquilo que eu comprei. — Ele senta no sofá. — Sente-se! Você parece cansada. — Ele bate no lugar ao seu lado.

      Eu sento relutantemente e cautelosamente segurando a minha barriga. Paul olha para ela e para a minha surpresa, começa a acariciá-la.

      — Você já escolheu os nomes? — Ele sorri.

      — Sim. — Olho para ele. Eu não posso fazer nada. Ele é o pai!

      — Quais?

      — Sky e Stella. Você gosta? — Pergunto. De repente, me preocupa que ele não goste dos nomes.

      — Eu adoro. Os nomes são lindos. — Ele se aproxima mais de mim.

     — Paul...

     — Me deixa me acostumar com isso! — Ele continua acariciando a minha barriga.

     — Está bem. — Suspiro. — Já pode dizer porquê você está cuidando de mim? — Pergunto.

     Ele levanta o olhar para mim. — Eu não quero que ninguém ocupe o meu lugar. Apenas isso.

     — Quem poderia ocupar? — Eu quero rir.

     — Você sabe muito bem! — Ele levanta e fica perto da janela.

     — O que foi? — Ele olha atentamente pela janela. — Paul! — Eu chamo.

     — Você tem fome?

     — Eu posso fazer alguma coisa para comer. — Eu começo a me levantar, mas ele vem correndo para me ajudar.

     — Você está bem? — Ele pergunta quando eu aperto seus braços com muita força. Estou bem, estou apenas desejando ele.

      — Eu estou. — Vou para a cozinha aquecer a lasanha que Kate guardou para mim.

      Paul está na janela novamente como se estivesse vigiando. O que será que se passa com ele? Será que está esperando por Mike? Ou será que está preocupado com o seu carro?

      — Você quer também? — Pergunto para ele, mas parece não me ouvir. Eu me aproximo dele e olho pela janela também.

     — Jolene, você não devia estar na cozinha?

     — Eu perguntei se você quer jantar comigo!

     — Eu não quero. Acho que já vou. — Ele procura as chaves no bolso.

     — Fica! — Eu peço e ele olha para mim.

      — Porquê quer que eu fique? — Ele coloca as mãos nos bolsos.

     — Você quer ir embora? Então vá! — Eu volto para a cozinha.

      Paul sorri e vai até a porta. — Sonha comigo! — Ele sai.

       Eu tenho vontade de jogar o copo contra a porta, mas não. Começo a chorar. Eu não gosto de ficar sozinha. Porquê ele fez isso?

       Eu desligo o forno e vou para o meu quarto chorar. Porquê eu continuo apaixonada por Paul? Obviamente ele foi se encontrar com Stephenie no apartamento do irmão dele. Enquanto eu fico aqui sozinha.

       Eu vou para a cozinha preparar alguma coisa para comer. Dormir com fome é a primeira coisa que doutora Green disse para eu não fazer. Agora estou arrependida.

        Já são dez horas e eu não tenho vontade de ir para o colégio. Melhor não ver Paul e Stephenie juntos. Meu estômago não aguenta aqueles dois.

       Eu sento na mesa e como os cereais que Paul comprou para mim. Preciso me alimentar para que as minhas meninas cresçam saudáveis.

        Termino de comer e vou ajudar as meninas no restaurante. Estou há algum tempo sem trabalhar, mas não quero ficar em casa sem fazer nada.

       Eu limpo as mesas e depois lavo a loiça. Não consigo parar de pensar no que aconteceu ontem. Porquê Paul está fazendo isso comigo? Ele quer me deixar louca? Foi só ele aparecer que as minhas filhas enlouqueceram.

      — Você está pensando em quem? — Kate pergunta.

      — Em ninguém.

      — Eu vi Paul saindo daqui ontem. Ele estava com um sorriso lindo no rosto. O que você fez?

        — Eu não fiz nada! Acho que ele ficou assim por causa da namorada dele. Ela é muito bonita, você já deve ter visto.

       — Você fala assim como se não estivesse com ciúmes.

       Eu desvio o olhar. — Eu estou com Mike agora.

       — Eu sei.

       Limpo as minhas mãos. — Eu acho que vou descansar um pouco, Kate.

        — Claro, menina. Se precisar de alguma coisa me diga. — Ela sorri. Eu a abraço porque ela parece mais minha mãe do que a minha própria mãe. Ela me deu um emprego e um abrigo. Passei a gostar muito dela nesses últimos meses.

        Eu vou para casa e tiro uma maçã da geladeira. Procuro pelo livro que Kate me deu, mas não encontro. Eu preciso daquele livro. Tem me ajudado muito.

       Alguém bate na porta e eu vou abrir. Paul entra com as mãos nos bolsos e um sorriso. O que ele quer de novo?

       — Eu estou ocupada. — Digo.

       — Eu fiquei preocupado porque não apareceu no colégio. Foi porque eu não aceitei ficar com você ontem? — Ele se aproxima.

       Eu fecho a porta e caminho até a TV para fazê-la funcionar. Eu não tenho vontade nenhuma de falar com ele depois de ter me deixado sozinha.

       — Já disse que estou ocupada! — Eu olho para ele.

       — Você está brava comigo? — Ele me aproxima dele.

       — O que você quer?

       Ele me abraça e eu derreto nos seus braços. Seu cheiro, seu peito reconfortante e seus braços em mim me fazem lembrar do garoto que eu amo com todo o meu coração.

        — Está mais calma?

        — Porquê você foi? — Eu pergunto.

        — Porque precisava fazer uma coisa importante. Para o seu próprio bem.

        O quê?

       Eu procuro seus olhos, e ele me beija quando olho para ele. Suas mãos descem para as minhas pernas e ele levanta o meu vestido. Meu coração começa a bater tão rápido que eu quase caio nos seus braços.

        Eu tive tantas saudades disso! Acho que não beijo ele nem abraço ele há cinco meses. Acho que não me sinto amada há cinco longos meses.

      Paul me leva para o quarto e vamos para a minha cama onde a gente faz amor e mata saudades do tempo que estivemos separados.

      Eu não me arrependo de nada. Nem me importo se estou traindo Mike. Afinal, estou com quem eu realmente amo. Meu Paul Gareth. O pai das minhas filhas. 



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