História Perfídia - Capítulo 2


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 2 - Capítulo 1 - As Lagrimas de Ino


O susto que tomou foi mais alto que o barulho de fogos explodindo no céu. Sakura se sentou na cama olhando ao redor na esperança de ainda estar sozinha em sua casa e que o sono que foi cortado ao meio fora por um simples fogo de artificio. Olhou em volta com atenção e notou que nada estava fora do lugar, assentiu dando um sorriso de lado, ela era maluca sim e desde o pior incidente de sua vida qualquer cuidado ainda era pouco para o que podia acontecer.

 

Quando finalmente decidiu deitar de volta em sua cama, ouviu uma batida forte em sua porta e atenta a isso revirou os olhos ao notar que fora justamente a batida na porta que a fez despertar. Pegou o lençol para se cobrir por inteira, afinal, estava de pijama e não queria aparecer nua na frente de quem lá fosse do lado de fora. Passou por seu quarto entrando na sala e deu uma olhada em tudo para saber se estava tranquilo, jogou o cabelo para trás indo até a porta e resmungou mais quando mais uma vez sua porta foi socada.

 

- Já vai – Gritou enquanto tentava abrir a pequena portinha para saber quem era do outro lado e se assustou ao ver sua melhor amiga. – Ino. Meu Deus!

 

Abriu a porta rapidamente olhando para a garota em sua frente. A maquiagem estava borrada o short curto bagunçado assim como a camisa curta que usava. Cobrindo seu colo estava uma bolsa grande com o resto do cabelo caindo ao redor de seu rosto se misturando as lágrimas que caiam sem parar.

 

- Me ajuda, por favor. – Pediu chorosa e Sakura deu passagem para que ela entrasse. Olhou lá fora antes de fechar a porta se virar para Ino que já se acomodava no sofá cruzando suas pernas e abraçando-as logo depois.

 

- Ino, Ino me diz, o que aconteceu com você? – Sakura abaixou-se diante de sua amiga, não sabia o que fazer com ela daquela forma. Temia o pior ter acontecido, afinal, viver dentro de uma favela comandada por um lunático era de esperar que qualquer maldade acontecesse em qualquer momento a qualquer pessoa.

 

- Ele estava com outra garota – Após a frase menos bolada de sua amiga, Sakura engoliu a seco fechando seus olhos. Toda a sua preocupação se foi deixando apenas um gosto amargo em sua boca – eu achei que a gente fosse se divertir depois, mas ele simplesmente saiu da festa indo pra casa, dei um tempo com as meninas e depois subi, quando entrei no quarto ele estava comendo outra garota na nossa cama, na mesma cama que a gente faz amor.

 

- Ah Ino – Sakura levantou dando um suspiro cansado e sentou ao lado dela – Você mais do que ninguém sabe que Sasuke é assim, ele não é seu namorado, ou namorado de qualquer menina dessa favela, ele é apenas um idiota com um rosto bonito. – Murmurou a rosada dando um sorriso depois.

 

- Não Sakura, você está enganada. Sasuke é e sempre foi o meu namorado, você sabe quantas coisas eu fiz pra ficar com ele, e neste momento o que eu preciso é que fique do meu lado.

 

- Ficar do seu lado como? O que quer que eu faça? Vá lá agora e mande essa mulher sair da cama dele?

 

- Não, você não pode fazer nada, - Ino levantou do sofá olhando em volta e parou os olhos em Sakura. – eu a mandei pastar assim que entrei.

 

- E o que o Sasuke fez com você? – Sakura também levantou curiosa, cruzou os braços com medo da resposta.

 

- Ele me mandou esfriar a cabeça em qualquer lugar, menos na cama dele – Passou pela rosada ainda de braços cruzados e parou em frente à janela pequena da casa de Sakura. – Ele me ama. Eu tenho certeza disso.

 

Sakura abaixou os olhos e os fechou, sabia que era verdade, afinal, um homem não podia ficar com uma mulher por quase seis anos e não sentir nada por ela. Se bem que... Sasuke e Ino nunca firmaram um relacionamento, era tantas idas e vindas que isso já não era uma droga de namoro, e sim uma bagunça na vida dos dois.

 

- Mas o que acontece com a gente é que nenhuma mulher nos deixa ficar em paz. E eu odeio isso. – Sakura abriu os olhos para assistir os pinotes de sua melhor amiga, ela falava tanto de Sasuke e de todas as garotas com quem ele dormiu que a rosada apenas se movia de acordo com o que seu corpo queria. Fazia um café para que Ino conseguisse se acalmar depois, assava bolinhos de queijo que sempre tinha em sua casa, dava a garota um lençol quente e uma roupa que cobrisse todo o corpo de Ino e voltava para sua cama e dormia até o dia raia.

 

Segunda-feira de manhã para Sakura era um dos melhores dias. Levantou com um enorme sorriso no rosto e correu para o banheiro, tomou um longo banho quente para relaxar e começar seu dia. Vestida com uma calça branca e uma camisa cor de rosa que ia até as coxas, Sakura saiu do quarto amarrando seu cabelo e deparou-se com o vazio.

 

Claro, Ino devia esta na cama de Sasuke Uchiha neste momento, quem iria impedia-la não é mesmo?

 

Sasuke Uchiha.

 

Esse nome era parte de um sentimento que ela enterrou dentro do peito com esperanças de nunca, nunca mais o ter. Mas ainda assim, havia uma brecha aberta que não merecia atenção, não merecia mesmo.

 

Deixando sua casa ela ajeitou a bolsa no ombro caminhando pelas calçadas da favela que sempre amou, em direção ao hospital do bairro, o único hospital do bairro, ela cumprimentava algumas pessoas, idosos que conhecerá quando seus pais ainda eram vivos. Crianças que cuidou em algum momento e até alguns amigos que se perdeu no caminho da vida, mas nunca deixaram de tratá-la com educação.

 

As portas do hospital estavam sempre abertas e assim que entrou no lugar, seu coração até bateu mais forte. Adorava aquele lugar, as pessoas, cuidar das doentes e que precisavam de ajuda. Desde que seus pais foram mortos dedicou toda a sua vida em cuidar de outras pessoas, em salvar pessoas, salvar pessoas que sabia que iria fazer a diferença no mundo, pois quando fora salva, ela retribuiu da mesma forma, trazendo paz e algo para fazer outras felizes.

 

Seu dia não era tão lotado, algumas consultas eram feitas, crianças para tomar injeção, graças a Deus à epidemia de gripe e sarampo haviam passado, o que tinha agora era paz. E com essa paz, deixar sua sala e suas crianças da pediatria para ir fazer curativos em adultos era o que completava seus dias, ouvia suas estórias e ria com pequenos tombos que alguns levavam. Ajudava as enfermeiras sempre com um sorriso no rosto, os olhares atentos e brilhosos na direção de todos aquelas que a rodeavam, simpática e gentil, uma mulher que chamava atenção de muitos homens, mas não havia um que tivesse tido a sorte que leva-la para sair.

 

Perto do anoitecer, Sakura aceitou um plantão, e claro que aceitaria. Não havia ninguém na sua casa lhe esperando, não havia encontro ou qualquer coisa que a impedisse de ficar mais tempo em seu local de trabalho fazendo o que mais gostava. Visitou alguns pacientes por ali, tomou um bom café com outro, visitou as crianças da enfermaria e teve o deslumbre de saudar e vacinar Boruto Uzumaki, o filho de uma de suas amigas do colegial.

 

- O que aconteceu dessa vez? – Indagou curiosa ao ver o garoto fazer bico.

 

- O pai dele disse que sairiam juntos, mas ele não chegou. Então como teimosia o Boruto passou o dia todo no sol, sem comer sem me escutar, sem nada, e agora pouco entrou em casa tossindo desse jeito. – O menino tossiu e depois virou o rosto.

 

- Não é nada demais Hinata, não precisava de tudo isso. – Sakura comentou ao lhe dar uma receita de um xarope apenas. – Apenas não deixe que ele passe outro dia assim, tem que beber água, comer se quiser sobreviver e sair com o seu pai, Boruto.

 

- O meu pai nunca sai comigo, e eu já estou acostumado com seus furos – brigou ao pular no chão e bater a porta em seguida.

 

Sakura olhou da porta para Hinata sentada em sua frente e levantou uma sobrancelha.

 

- Você sabe como é o Naruto – ela abaixou a cabeça brincando com o zíper de sua bolsa – Sua lealdade com Sasuke é mais forte que a que tem comigo ou com o Boruto – deu de ombros.

 

- Você sabe que isso é errado e Naruto não pode esquecer a família que tem para viver sob o mesmo teto com aquele... Com aquele... – Do que poderia chamar aquele homem?

 

- Daquele? Daquele? – Hinata riu – O que aconteceu com Ino ontem? Vi ela passar para sua casa toda bagunçada, não parecia nada com a poderosa que me encontrou ainda pouco vestida para foder em qualquer lugar. – Sakura revirou os olhos.

 

- Eles brigaram de novo, isso não é novidade nenhuma – Hinata assentiu e levantou arrumando sua bolsa no ombro.

 

- Te vejo por ai, eu tenho que ir atrás do Boruto. – Sakura assentiu e a viu partir.

 

Sakura virou sua cadeira de lado olhando com atenção para a porta de sua sala, outra vez aquele homem estava em uma conversa, em seus pensamentos e em tudo que fazia. Sasuke era um pilar em sua vida sem nem mesmo viver ao seu lado. Algo estranho e escuro, ocultado na sua mente. O grupo de amigos era o mesmo, mas isso nunca fez com que vivesse junto, o que podia ser bom e ao mesmo tempo ruim.

 

O tempo e a epoca que tiveram e que poderiam ter ficado juntos, ele jogou no lixo.

 

- Sakura – A médica se sobressaltou com o grito da outra – Precisamos da sua ajuda, venha rápido agora.

 

Sakura levantou de uma vez correndo em direção à médica, os corredores rapidamente lotaram havia várias pessoas, todas curiosas querendo ver o que acontecia. Os enfermeiros vinham atrás mandando que todos voltassem a seus quartos. Sakura passou por eles avisando a mesma coisa e quando enfim chegou ao centro de tudo aquilo, deparou-se com um paredão de músculos, armas e homens, olhou com medo dando um passo para trás até ver um deles se aproximar.

 

- Sakura. – Ela assentiu ainda com medo – Ajude nosso amigo, agora. – Mandou puxando a mulher pelo pulso e levou até um homem em cima na maca no meio do corredor, se aproximou devagar e quando tomou conhecimento de quem se tratava seus olhos se arregalaram.

 

- Shikamaru? – Se aproximou dele procurando seus ferimentos e encontrou três perfurações de bala. Ele foi baleado, três vezes... Quem poderia ter feito algo assim a Shikamaru? – O que aconteceu?

 

- Você não está aqui para perguntar, só pra curar ele – Sakura bufou ao encarar aquele loiro maluco. Fez bico virando para sua equipe.

 

- Preciso que o levem para sala de cirurgia agora mesmo – Dois maqueiros se aproximaram pegando o moreno e sumiram por entre os corredores – Vocês não podem ficar aqui dentro com essas armas e sem camisa, vistam alguma camisa e escondam essas coisas, tem crianças aqui – pediu com calma ao homem que a tinha puxado pelo pulso, este a olhou dos pés a cabeça e logo assentiu ordenando aos outros para que fizesse a mesma coisa, Sakura retornou o olhar ao loiro em sua frente e colocou as mãos na cintura – Naruto, o que aconteceu?

 

- Não é da sua conta.

 

- E o que acontece com o teu filho é da sua conta? – Ele abaixou as sobrancelhas. – Hinata acabou de sair daqui, você se esqueceu de passear com o Boruto, de novo?

 

- Droga! – Ele revirou os olhos dando as costas á médica. Sakura mostrou um sorriso antes de correr para salvar seu mais novo paciente.

 



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