História Perfídia - Capítulo 3


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Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Ecchi, Ficção Adolescente, Hentai, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Linguagem Imprópria, Pansexualidade, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Pronto, já postei os de hoje, e olha que não era para postar essa estoria agora, mas já que comecei, vou logo terminar, ela não é longa a se amanhã minha net tiver pegando, prometo postar mais uns tres ou quarto capitulos.

Capítulo 3 - Capítulo 2 Um Reencontro com o Passado


Ela estaria mentindo se dissesse a qualquer pessoa que estava bem, ou que Shikamaru Nara era somente mais um paciente como qualquer outro. Não era e nunca foi jamais seria. Quando criança, na época da escola, costumava o admirar de longe, era o pior aluno em termos de exercício. Tirava as piores notas na Educação Física e passava o dia dormindo nas aulas para nas entregas de provas, ter a melhor da turma.

 

Ele era sem duvida uma pessoa que deveriam investigar ou estudar de perto. No entanto, da mesma forma que seus amigos cresceram naquele lugar, Shikamaru seguiu a trilha de mal feitos. Envolveu-se em um relacionamento conturbado com Ino antes de ela ficar com quem realmente gostava. Odiava seus gritos e qualquer coisa que envolvesse esforço físico, e tudo ficou pior quando seu pai morreu na rua com uma bala perdida tentando procurar seu filho.

 

Coisas ruins que aconteceram com pessoas boas que só tiveram as atitudes erradas.

 

Não sabia muito sobre a vida daquele homem agora com mais de vinte e seis anos. Sentia pena de sua pele, de seu belo rosto, de todas as tatuagens envolvidas, e da marca que nunca mais sairia de seu corpo. Oh, uma pena, uma grande pena.

 

Ao terminar a cirurgia, Sakura voltou para casa para descansar, já passava das duas da manhã quando finalmente pode dormir, mas acordou cedo, tentando não lembrar-se do que acontecia no hospital. Passou a manhã toda em casa, fez compras para sua geladeira, encheu a dispensa e só depois teve a coragem de ir ao hospital. Shikamaru precisava ser vigiado um pouco, e logico que ela tomaria todas as providências para que tudo desse certo.

 

Como na noite passada, ao entrar no hospital, Sakura deparou-se com muitos homens ao redor, e todos eles tinham uma marca registrada por qualquer lugar de seu corpo, seja os cordões enormes pendurados pelo pescoço, às inúmeras tatuagens, ou as armas que portavam sem nem mesmo notar onde estavam. Sakura se encheu de raiva naquele momento, eles não podiam invadir aquele lugar com tudo aquilo. Havia crianças entrando e saindo, idosos entrando e saindo, pessoas de todos os lugares entrando e saindo e não queriam dar de cara com um bando de homens armados com cara de mal.

 

- Oi, Kiba – Sakura chamou um dos homens que levantou da cadeira deixando a revista de lado e parou na frente dela. O pior de tudo era rever “amigos” da escola. – Preciso que vocês saem daqui, não podem ficar com tudo isso na frente das pessoas – apontou para trás onde algumas enfermeiras e pacientes olhavam de longe.

 

- Nós estamos protegendo um amigo, e não vamos sair daqui sem ele. Você entendeu Doutora? Ou vai querer que alguém desenhe? – Sakura deu um passo para trás e revirou os olhos, não pediria ajuda para Naruto, porque apesar de conhecê-lo bem, não ouviria nada diferente do que ouviu de Kiba.

 

Foi a sua sala para pegar o jaleco que tanto amava vestir, ajeitou seu cabelo para trás passando um batom fraco nos lábios e tornou a sair de sua sala já com a prancheta na mão, procuraria seus pacientes e esperava do fundo da alma, que nenhum deles estivesse assustado com tudo aquilo na entrada.

 

Andou pelos corredores com um sorriso no rosto, visitou mais de três crianças antes de sentar e conversar com uma das vizinhas que havia voltado para fazer o curativo de seu pé, uma leve lesão havia a feito ficar de cadeiras de rodas por mais de dez dias, e agora, graças à ajuda das enfermeiras, ela podia andar normalmente.

 

Perto das sete da noite, Sakura resolveu visitar Shikamaru, já estava mais do que na hora de rever seu amigo, paciente, colega, uma pessoa que anteriormente tinha o coração e as mãos puras. Entrou em seu quarto dando um sorriso de lado, estava um pouco escuro e nenhum dos amigos estava por perto como foi informada ao chegar. Pegou a prancheta para ler o que tinha acontecido no decorrer do dia e parecia que nada faltava.

 

Deixou a prancheta no lugar se aproximando do rosto e sorriu ao rever a face daquele homem. Estava mais velho, com um bigode... É, eles tinham crescido. De verdade. Imagina se tudo fosse diferente, se aquele ainda fosse o preguiçoso que conhecia...

 

- Você ainda se lembra dele? – Aquela voz ela poderia passar o resto da vida sem ouvir, mas o destino não quis assim. Devagar, ela tirou apenas os olhos de Shikamaru para subir a janela do segundo andar, onde apenas sua sombra trazia uma presença forte e temível.

 

- Eu me lembro de todos – avisou ficando em sua postura enquanto o via se aproximar. A luz trouxe a imagem de Sasuke Uchiha mais nitidamente e Sakura apenas piscou encarando-o depois de anos. Assim como Shikamaru, ele estava crescido. Havia tatuagens pelo corpo, um piercing na sobrancelha, os cabelos negros espalhados por seu rosto e ombro, a calça jogada abaixo da cintura a camiseta preta mostrando seus braços fortes.

 

- Eu não esperaria menos de alguém como você – ele se aproximou da cama tirando os olhos dela para encarar seu amigo jogado naquela cama. Queria matar lentamente aquele que o fez ficar ali. Se Gaara achava que aquilo tinha terminado, estava enganado, muito, muito enganado. – Quando vou poder levá-lo daqui?

 

Sakura não respondeu de imediato, sequer ouviu sua pergunta, ainda não podia acreditar ou conseguir de fato engolir quem estava diante de si. Depois de anos, anos sem vê-lo, apenas ouvir estórias e reclamações suas de todos ao seu redor. Aquele homem que um dia lhe sorriu dizendo a amar, e que se ela o encontrasse em frente ao parque, a pediria em namoro, aquele mesmo homem que escreveu cartas e até mesmo mandou uma flor em sua homenagem era o mesmo coberto de tatuagens e uma áurea negativa ao seu redor.

 

- Sakura, você me ouviu? – Seu nome falado por aquela linda voz, sempre amou sua voz. - Sakura? – Ela focou seu olhar no dele e o viu ficar de pé normalmente, esticando seus músculos e o cabelo sendo jogado para trás.  – Me ouviu, Cherry?

 

Cherry...

 

- Ele não... – Cherry – Ele não pode sair agora, precisava ficar em observação e você não deveria ter vindo.

 

- Eu vou aonde eu quiser, essa favela é minha.

 

- Que linda favela hein! E o que foi que aconteceu com ele? Você atirou nele?

 

- Eu atiro em você se não parar de falar.

 

- Como médica, tenho a obrigação de saber o que aconteceu, ou eu vou chamar a policia. – Sasuke levantou a vista em sua direção, sério, franzindo as sobrancelhas e Sakura cruzou os braços.

 

Sakura... Sakura Haruno... A garota bonita de olhos e pernas bonitas, atitude e voz bonita, de cabelos lindos, de andar perfeito... Em todo caso em todos os ângulos ele não via, e nunca veria um defeito naquela menina, menina que havia se tornado uma grande mulher, uma mulher para nenhum homem colocar defeito. Uma mulher que um dia já esperou que fosse sua... Sua Cherry, mas Sakura se tornou algo tão longe, tão impossível, que desistiu antes mesmo de tentar.

 

- Ele levou três tiros, você viu.

 

- De quem? E por quê? – Sasuke levantou uma sobrancelha, era tanta petulância vinda de uma baixinha, soada por uma voz tão doce. E aqueles olhos que brilhavam? E os lábios de peixe?

 

- Na festa passada ele pegou uma garota gostosa, loira, tinha uns peitões, dormiu com ela. Claro que nenhum de nós anda com uma bola de cristal, a filha da puta era irmã de um idiota e que ao ver que sua irmã havia perdido a virgindade, resolveu matar o feitor do milagre. Gostou da estória, é de romance, como você gostava.

 

- O romântico era você – Ela desviou o olhar dando um sorriso e deu as costas caminhando em direção à porta. No entanto, parou quando escutou uma risada de Sasuke.

 

- Você vai ficar por aqui mesmo? – Ela virou a cabeça na direção do Uchiha – Quando Gaara no Sabaku chegar neste lugar, o deixe morrer.

 

- O que você disse? – Ela se virou completamente e Sasuke a fitou.

 

- Acha que qualquer pessoa pode ferir um dos meus e ficar por isso mesmo? Amanhã há esta hora estará com ele por aqui chorando e gritando para que o salve, mas não se mecha o deixe morrer.

 

 - Você acha que pode comandar o mundo, Sasuke? Que pode exigi que uma pessoa morra, assim, do nada?

 

- Não será do nada. Eu vou matá-lo. – E com um sorriso macabro, ele deu as costas voltando à janela a qual tinha pulado, olhou para baixo vendo o carro parado e seus homens ao redor dele, - E você era quem gostava de romances, cherry. – devolveu o cargo de romântico para a rosada enquanto subia no batente da janela e pulava para fora.

 

 Sakura olhou da janela para Shikamaru e revirou os olhos saindo do quarto.

 

Aquilo só podia ser brincadeira.


Notas Finais


Espero que estejam gostado, e se alguém não entendeu, podem tirar suas duvidas.


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