História Perfume - Capítulo 24


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Categorias VIXX
Personagens Hongbin, Hyuk, Kai, Ken, Leo, N, Ravi
Tags Eau De Vixx, Scentist
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Palavras 3.445
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Lemon, LGBT, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Estupro, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi pessoal.

Eu finalmente estou de volta e devo avisar que estamos chegando na reta final dessa história.
Estou muito feliz em voltar. Eu estava morrendo de saudades.

Espero que gostem do capítulo.
Boa leitura.

Capítulo 24 - Família


Fanfic / Fanfiction Perfume - Capítulo 24 - Família

 

 

Quando Jaehwan chegou em frente a casa do pai viu o carro de Hyuk parado na calçada e foi até ele vendo o mais novo saindo do mesmo.

-O que aconteceu Hyuk?

-Seu pai apareceu pedindo pra tirar Wonsik do hospital e trazê-lo pra casa. O médico de lá falou que não podia fazer nada pra impedir.

-Vamos entrar.

-Eu acho que o segurança não vai me deixar passar.

-Eu vou conversar com ele, venha.

Os dois chegaram no portão e o segurança permitiu apenas a entrada do beta dizendo que tinha ordens claras de não deixar ninguém que não fosse da família entrar na casa.

Mesmo com Jaehwan insistindo e afirmando que Hyuk era seu amigo o homem foi irredutível.

O beta queria continuar discutindo, mas Hyuk o convenceu que era mais importante verificar primeiro se Wonsik estava bem e Jaehwan entrou na casa sozinho.

Logo viu que um dos cômodos que antes fazia parte da lavanderia foi transformado em um quarto. Provavelmente pra facilitar o acesso já que era ao lado do quarto de empregados onde um enfermeiro ou cuidador poderia ficar.

Entrou no cômodo um pouco receoso.  O Jung não estava por perto e Wonsik estava deitado em uma cama semelhante a uma cama de hospital. Na verdade o quarto todo se assemelhava a um quarto de hospital com equipamentos de monitoramento cardíaco e uma bancada com materiais que não prestou muita atenção.

Havia um rapaz vestido de branco ao lado do alfa e o mesmo se virou quando Jaehwan entrou.

-Com licença. Eu sou o irmão do Wonsik. Quem é você?

-Eu me chamo Hoseok. Sou o enfermeiro encarregado de monitorar Wonsik.

-Como ele está?

-Ele está estável, não se preocupe. Na verdade ele está mais confortável aqui do que no hospital e eu vou cuidar bem dele.

-Onde você trabalha normalmente? –Perguntou se sentando em uma poltrona que estava perto da janela, o enfermeiro também estava sentado em uma poltrona próxima da cama.

-Eu especializado em cuidar de pacientes em UTI e trabalho no hospital em que seu pai faz tratamento. Como eu estava precisando de dinheiro e ele me ofereceu quase o dobro do que eu ganhava eu topei vir pra cá.

O beta estranhou aquilo.

-Meu pai faz que tipo de tratamento? Que hospital é esse?

-O hospital do câncer. Ele não contou a vocês sobre o tumor?

-Ele tem um tumor?

-Er... Você realmente não sabia? –O enfermeiro ficou nervoso. -Eu não posso dar detalhes na verdade. Se ele não contou então eu não posso falar sobre isso. O diagnóstico é confidencial.

Ficaram uns minutos em um silêncio desconfortável.

-E só você vai ficar aqui, ou tem mais alguém que vai revezar?

-Eu vou ficar direto. O médico vai vir uma vez ao dia apenas para verificar se está tudo bem e se houve alguma reação, mas no dia a dia serei só eu.

-E quem é esse médico?

-Ele se chama Jongdae. Eu não o conheço na verdade. Ele esteve aqui pra ajudar a arrumar tudo quando o Wonsik chegou, mas já foi embora. Me deu algumas instruções rápidas, mas como eu já sei bem o que fazer não conversamos muito.

-Entendo. Eu já volto Hoseok. Cuide bem do meu irmão.

-Pode deixar senhor...

-Jaehwan... Meu nome é Jaehwan.

-Ok. Pode deixar comigo Jaehwan. –Falou animado.

O enfermeiro não parecia estar escondendo nada, mas não era bom confiar demais. Jaehwan saiu e conversou com Hyuk avisando que ficari de olho e se certificaria que o enfermeiro não estava fazendo nada de errado, mas o alfa ainda estava preocupado.

-E se o Jung resolver desligar os aparelhos durante a noite ou tentar substituir os remédios por outros tipos de drogas? Ele não está seguro aqui Jaehwan você precisa dar um jeito de leva-lo de volta a um hospital de confiança.

-Eu sei que temos motivos pra desconfiar do meu pai, mas ele também não é burro. Ele não faria nada tão descarado assim. Nós sabemos do estado de saúde do meu irmão e ele estava estável até sair do hospital. Se houver qualquer piora no seu estado vai ficar claro que ele fez algo de errado e meu pai não deixaria uma brecha dessas.

-Você vai ficar aqui hoje certo?

-Sim, não se preocupe. Eu vou ficar vigiando de perto esse enfermeiro. Vou tentar ganhar a sua confiança pra que ele me conte caso meu pai tente alguma coisa.

-E você vai confiar nele?

-Eu não acho que ele esteja mentindo, mas de qualquer forma eu vou ficar por perto o máximo de tempo que conseguir.

-O ideal seria se nós pudéssemos revezar como fazíamos no hospital.

-Sim, mas pelo jeito esse segurança idiota não vai deixar mais ninguém entrar por enquanto. De qualquer forma uma coisa eu te digo. Não deixe o Hakyeon vir aqui deve ser isso que o meu pai quer.

-Eu pensei nisso também, mas eu duvido que ele vá me escutar. Seria melhor você falar com ele. Assim que ele souber que Wonsik está aqui ele vai querer vir.

-Então não conte. Vamos inventar que o Wonsik foi transferido de hospital e que não pode receber mais visitas.

-Você vai mentir pro seu irmão?

-É o melhor que eu consigo pensar. Nós não poderemos impedi-lo de vir se ele souber e ele não pode ficar perto do meu pai.

-Me diga uma coisa Jaehwan.

-Hum?

-Você nunca desconfiou que o seu pai drogava o Hakyeon?

-Não. Se eu soubesse teria impedido ou teria levado ele pra morar comigo. Eu sempre soube que o Yeon tinha diversos traumas estranhos, mas eu achava que ele tomava remédios pra tentar controlar isso e não para aumenta-los ainda mais.

-O seu pai é um homem desprezível.

-É eu sei. –Jaehwan abaixou a cabeça triste.

-Por favor, me mantenha informado e se precisar de alguma coisa me avise.

-Pode deixar.

-Er... Jaehwan.

-O que foi?

-E você acha que é seguro pra você ficar aqui sozinho? Nós não sabemos o que esperar do Jung.

-Eu tenho muita opção não é? E de qualquer forma duvido que ele faça algo contra mim. Aparentemente ele não me considera uma ameaça e eu vou me comportar pra que ele continue pensando assim. Não vou bater de frente com ele e vou fingir que está tudo bem.

-Mas...

-Eu já falei que não precisa se preocupar Hyuk. Eu sei me cuidar. Quem precisa da sua atenção agora é o Hakyeon. Cuide do meu irmão pra que eu possa ficar tranquilo.

-Está certo.

 

 

 

Alguns dias se passaram e Jaehwan foi fazendo amizade com Hoseok que se mostrou uma pessoa sincera e de confiança. O beta o fez prometer que contaria caso o Jung tentasse suborna-lo ou mesmo chantageá-lo de alguma forma e o enfermeiro concordou.

Wonsik estava estável e seus exames mostravam que seu corpo estava saudável e tinha tudo pra que desperta-se sozinho, mas o beta não conseguia entender o que impedia o alfa de voltar a consciência. Conversava com Wonsik esperando ver alguma reação, mas nada parecia fazer diferença.

 

Taekwoon mal aparecia pra ver o filho e não se intrometia no que o enfermeiro ou o médico faziam. Na verdade parecia totalmente indiferente a presença de Wonsik ou Jaehwan na casa.

Tudo o que o alfa queria era que Hakyeon viesse ficar com o irmão e ter a oportunidade de ficar sozinho com o ômega, mas já desconfiava que seria difícil com as dois alfas intrometidos que não desgrudavam dele.

Taekwoon estava a algum tempo buscando informações dos dois, mas não conseguia encontrar nada de útil sobre os irmãos. Não conseguiu rastrear nenhum parente vivo ou qualquer outra coisa que pudesse usar de alguma forma pra afastá-los dali então resolveu apelar pra algo mais direto.

 

Quando Hyuk chegou ao trabalho logo foi avisado que Kyungsoo o estava procurando.

Entrou na sala do beta pedindo licença e se sentou em frente à mesa. O menor o olhava com tristeza e lhe entregou um papel.

-Me desculpe Hyuk, mas preciso que você assine a sua carta de demissão.

O alfa suspirou e leu o papel com atenção.

-Eu já esperava por isso. O Hongbin também vai ser demitido estou certo? –Perguntou enquanto assinava.

-Eu não tenho autorização pra falar sobre a demissão de outros funcionários, mas como vocês são irmãos é inevitável que você saiba. Sim, ele também será demitido assim que chegar na empresa.

-Ele deve chegar daqui a pouco.

-Como esta é uma demissão sem justa causa você irá receber integralmente todos os valores da sua rescisão.

-Certo. É só isso?

-Sim. Você não precisa cumprir o aviso prévio, então pode ir direto pra casa. Eu sinto muito Hyuk.

-Não se preocupe. Eu odiava esse emprego. Na verdade estou até aliviado de sair. –Falou se levantando e estendendo a mão ao beta.

-Boa sorte Hyuk. –Apertou a mão do alfa que sorria.

 

Enquanto Hyuk arrumava suas coisas Hongbin chegou e logo foi avisado que deveria comparecer no RH.

-Hyung antes de ir eu quero falar com você um instante. –Hyuk chamou antes que o alfa saísse.

Os dois entraram em uma das salas laterais pra poderem conversar sem interrupções.

-O Jung nos demitiu Hyung.

-Esse filho da puta... –Falou irritado.  -Ele provavelmente quer que fiquemos sem dinheiro e sem condições de continuar mantendo o Hakyeon conosco.

-Provavelmente essa é a intensão dele. Você sabia que esse risco existia desde o começo. Eu te peço que não faça nenhuma besteira. Apenas assine o papel e vamos embora sem drama, por favor.

-O que te faz pensar que eu faria algo?

-Eu conheço sua personalidade explosiva. Se você recebesse a notícia direto pelo Kyungsoo você com certeza teria uma reação exagerada, então resolvi te avisar antes pra não chamarmos a atenção. Não podemos fazer nada, apenas aceitar e cair fora.

-Eu sei. Não se preocupe.

-Eu vou terminar de guardar as minhas coisas e te esperar no carro pra irmos pra casa.

 

 

Não demorou muito até que Hongbin aparecesse. O mais velho jogou a mochila no banco de trás e entrou do lado do passageiro já que Hyuk estava sentado do lado do volante.

O alfa dirigiu sem pressa e parou em uma lanchonete antes de irem pra casa. Precisavam conversar sobre o que fariam dali em diante.

Hyuk pediu um café, mas Hongbin não quis nada. Sentaram em uma das mesas mais afastadas do balcão onde não havia ninguém por perto.

-O que você está pensando em fazer agora Hyung?

-Ainda não sei. Eu tenho dinheiro guardado o suficiente pra nos sustentar por mais uns três meses, mas precisamos começar a procurar um trabalho. Vamos passar um pouco apertado por um tempo.

-Eu também tenho minhas economias. Eu já estava esperando que isso fosse acontecer. E também já tenho um trabalho em vista na área em que me formei.

-Você estava doido pra sair desse emprego não é?

-Você sabe que eu só aceitei trabalhar como perfumista pra poder me aproximar do meu irmão, mas eu nunca quis trabalhar nessa área.

-Eu sei. Me desculpe por ter insistido tanto que você entrasse na empresa também.

-Você sabe que eu só fiz isso pelo Hakyeon e por falar nele eu estou decidido a contar toda a verdade agora.

-Eu não acho que seja o momento ainda Hyuk.

-Ele tem o direito de saber a verdade Hyung. Agora os remédios não estão mais agindo no seu corpo e a sua mente está mais clara. Eu sei que vai ser um choque e ele ainda não está estável emocionalmente, mas eu não posso esperar ele melhorar pra logo em seguida jogar uma bomba de novo. Eu já me decidi hyung e desta vez independente da sua opinião eu vou contar tudo ao meu irmão.

-Só tome cuidado com as palavras que você vai usar pra não deixa-lo ainda mais confuso. Nossa história não é algo fácil de se aceitar.

-Eu tenho certeza que depois que eu explicar tudo, as lembranças também vão começar a voltar e ele vai entender.

-Eu não vou impedir. A decisão é sua. Vocês são uma família e eu não tenho direito de questionar.

-Você também faz parte da família hyung e eu sempre respeito e levo em consideração as suas opiniões. Eu sei que no fundo você está com medo da reação que o meu irmão vai ter e eu também tenho medo, mas eu acho que já esperamos demais.

Hongbin resolveu sair pra dar uma volta e deixar Hyuk á vontade pra conversar com Hakyeon.

 

Quando Hyuk chegou em casa sentiu um cheiro de comida vindo da cozinha e entrou no cômodo.

Hakyeon estava cozinhando e parecia mais animado.

-Hyung o que está cozinhando? O cheiro está muito bom.

-Hyuk? –Se virou um pouco assustado. –O que está fazendo em casa? Você saiu mais cedo do trabalho hoje?

-Será que nós podemos conversar um pouco Hakyeon?

-Claro.

-Então é melhor desligar o fogo e vir comigo para a sala por que o assunto vai ser longo.

-E-Está bem.

O ômega apagou o fogo e tirou o avental que usava o pendurando em um gancho. Depois seguiu o alfa até a sala se sentando de frente ao mesmo.

-Aconteceu alguma coisa Hyuk? Cadê o Binnie?

-O Hongbin saiu pra fazer umas compras. Nós dois fomos demitidos.

-Mas por quê? O que aconteceu?

-Nada em relação ao trabalho. Apenas o seu pai resolveu que não devíamos mais trabalhar para ele e nos mandou embora.

-Por que ele faria isso? Eu vou ligar pra ele.

-Não hyung. Ele nos mandou embora justamente por que quer dificultar que você fique conosco em casa. Ele quer que você volte pra casa dele e acha que se ficarmos sem dinheiro não teremos outra opção.

-Mas... Eu não quero voltar pra lá.

-Eu sei e nós não vamos permitir isso. Eu tenho algum dinheiro guardado e também já estou procurando emprego na minha área de formação há algum tempo. Eu logo vou arrumar um trabalho e você não vai precisar se preocupar. O Hongbin também vai arrumar algum serviço. Nós sempre tivemos que nos virar. Pode ter certeza que logo daremos um jeito na situação.

-Eu também quero ajudar. Eu também vou procurar um trabalho.

-Isso seria ótimo.

-Eu não quero voltar a empresa do meu pai, mas vou ter que ir lá pra assinar minha demissão também. Você pode ir comigo Hyuk?

-Claro que eu vou hyung. Mas eu ainda tenho mais uma coisa importante pra falar com você.

-O que é?

-Você nos contou que sempre sonha com um incêndio não é?

-Sim. Agora esses sonhos estão mais realistas e com mais detalhes.

-E você não se lembra das pessoas que estavam nesse sonho?

-Eu me lembro apenas da minha mãe e de uma moça que tentou me impedir de ir pra casa. O resto ainda é muito confuso.

-A moça do seu sonho se parece com essa aqui? –Hyuk mostrou no celular uma foto de Amber.

--Ela tinha cabelos longos e negros, mas o rosto parece bastante.

-É por que é ela. Essa é a Amber. Ela salvou a mim e ao Hongbin no dia do incêndio e tentou te ajudar também, mas você correu de volta pra casa.

-Você quer dizer que isso aconteceu mesmo?

-Sim. Todos nós morávamos juntos em um tipo de vila, aldeia seria o mais adequado. Era bem longe da cidade e não tínhamos contato com outras pessoas de fora. Um dia tudo pegou fogo e tivemos que fugir. Apenas as crianças sobreviveram, mas muitas delas ficaram pra trás por que tiveram medo de sair da floresta. Nós pensamos que você tinha morrido no incêndio também, mas Hongbin reconheceu você na primeira vez que te viu na empresa do seu pai.

-Ele me reconheceu? –Hakyeon tentava se lembrar da primeira vez que viu Hongbin e de como ele ficou assustado na primeira vez que se viram. –Eu me lembro desse dia. Eu era alguém próximo dele?

-Vocês sempre brincavam juntos. Era como melhores amigos.

Hakyeon tentou forçar a mente pra lembrar de Hongbin na infância, mas nada vinha.

-Eu gostaria de poder me lembrar.

-Você acredita em tudo o que eu estou contando?

-Sim. As coisas parecem fazer mais sentido agora. O que aconteceu quando vocês vieram pra cidade? Como conseguiram se virar?

-A noona desde muito cedo começou a trabalhar pra conseguirmos ter o que comer. Moramos em uma casa abandonada por alguns anos. Ela se desdobrava como podia pra conseguir dinheiro. Hongbin chegou a pedir esmolas nas ruas pra tentar ajudar. Assim que a noona atingiu a maioridade e começou em um emprego melhor conseguimos alugar um cômodo pra morarmos e Hongbin também estava sempre se virando pra arrumar dinheiro. Eu fui o único que conseguiu estudar, eles nunca me deixaram desistir da escola ou trabalhar como eles pra conseguir dinheiro. Eu só comecei a trabalhar depois de terminar o colégio e sou muito grato pelos dois terem cuidado de mim.

-E por que eu fui separado de vocês?

-Você fugiu aquele dia. Nós não podíamos voltar pra te procurar. Agora o que vou dizer é meio que uma suposição. Sua mãe sobreviveu ao incêndio e te tirou de lá trazendo pra cidade. Sua mãe estava grávida na época e morreu no parto. O seu “pai” encontrou vocês e criou você e o Wonsik como se fossem filhos dele.

Hakyeon ficou de olhos fechados tentando entender as lembranças que começaram a pipocar em sua memória.

-O meu pai não encontrou a gente. –Falou abrindo os olhos e encarando o mais novo. –Foi ele quem nos tirou do meio do fogo. Eu me lembro de estar queimando e então alguém me carregou pra longe do fogo.

-É bem provável que ele estivesse realmente lá. Na verdade nessa parte você é a melhor pessoa pra explicar o que aconteceu.

-Mas eu não consigo me lembrar direito. Por que ele estava lá? Ele também era da aldeia? Você falou que ninguém de fora se aproximava desse lugar.

-O Jung não era da aldeia. Na verdade eu desconfio que foi ele quem provocou o incêndio e também que ele cometeu vários crimes contra as ômegas da nossa aldeia. Ele é uma pessoa ruim Hakyeon.

-Eu sei que ele é. Eu sinto muito por tudo o que vocês sofreram. Eu gostaria de poder me lembrar melhor o que aconteceu.

-Tente pensar com calma. Talvez tudo estivesse muito confuso por que você estava com medo, mas se você tentar imaginar os detalhes talvez consiga se lembrar desse dia.

-Na verdade eu não gosto de pensar nisso.

-Eu sei. Não se force a nada hyung.

-Eu vou tentar não me esforçar demais.

 

Os dois se levantaram e Hyuk abraçou o menor. Hakyeon se sentia extremamente confortável nesse abraço e ficou ali com o rosto encaixado contra o pescoço do alfa por um longo tempo. Hyuk tinha um cheiro bom e familiar. Lhe passava segurança.

Os dois voltaram pra cozinha e enquanto terminava de cozinhar Hakyeon tentava lembrar de alguma coisa. Hyuk se sentou à mesa e começou a cantarolar baixinho aquele canção de ninar que a mãe dos dois costumava cantar pra eles.

Hakyeon de repente lembrou de algo e deixou a colher cair o chão.

“Sua mãe estava na beira do lago sentada em uma pedra e cantava uma suave canção. Hakyeon se aproximou e abraçou a mãe passando os bracinhos pelo pescoço da ômega e encaixando o rosto em seu ombro.

Olhou o pequeno bebê que dormia sereno nos braços da mãe e sorriu brincando com os seus dedinhos.

-Mamãe por que o Hyuk dorme tanto?

-Bebês dormem muito Yeon. Quando você era pequeno também dormia o tempo todo.

-Quando ele crescer, ele vai poder brincar comigo?

-Claro. Vocês vão sempre cuidar um do outro e serão melhores amigos. Quando eu não estiver mais aqui você comandará a aldeia e seu irmão vai sempre te ajudar.

-Eu não quero comandar a aldeia.

-Isso ainda vai demorar muitos anos pra acontecer.

-Mamãe eu posso segurar ele?

-Com cuidado.

Hakyeon se sentou na pedra ao lado da mãe e a maior acomodou o pequeno alfa em seus braços segurando embaixo do corpo do bebê já que o ômega não teria força pra sustentar todo o peso sozinho.

-Oi Hyuk.

O pequeno segurou o dedo do maior entre suas mãos e Hakyeon sorriu.”

 

Hakyeon olhou pra trás com lágrimas nos olhos e o alfa se levantou vindo em sua direção. Hyuk sabia que a música o ajudaria a resgatar alguma lembrança só não sabia ainda qual seria.

-Hyuk você... É meu irmão?

-Eu sou hyung. –Ele o abraçou apertado e começou a chorar também. –Estou tão feliz que tenha se lembrado de mim.


Notas Finais


Depois de ficar tanto tempo sem postar resolvi trazer uma capítulo bem grande pra vcs matarem a saudade. Rsrs
Espero postar em breve e logo vou atualizar as outras histórias tbm.

Muito obrigada por ler.
Nos vemos em breve.

Bjs <3


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