História Pergaminho - Capítulo 1


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Draco, Dracoxhermione, Dramione, Harry Potter, Hermione
Visualizações 264
Palavras 1.251
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Ficção, Magia, Romance e Novela, Seinen
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá pessoal lindo, tudo bem com vocês?

Então, a ideia dessa one curtinha bem bateu e arrebatou de tal forma que parei tudo por duas horinhas para escrevê-la no celular. Aí bateu a ansiedade e a linda da @laatibs betou-a com todo o carinho mesmo com o pc dela não colaborando, então muito obrigada La <3

Espero que gostem e nos vemos nos comentários.

Boa leitura!

Capítulo 1 - Capítulo Único


Fanfic / Fanfiction Pergaminho - Capítulo 1 - Capítulo Único

Entramos no meu escritório apressados, os passos rápidos. Tínhamos apenas mais trinta minutos de almoço e eu queria provar que estava certo e para isso precisava daquele maldito livro.

– Vá pensando no que ganharei de prêmio quando provar para você que estou certo. – falei, correndo os olhos pelas lombadas de livros na estante.

– Vá pensando no que eu ganharei quando provar que estou certa, Dr. Malfoy. – Hermione respondeu, chamando-me pelo sobrenome apenas para me irritar.

Mas eu ignorei, pois avistara o livro e agora procurava a página pela qual passara outro dia quando estava atualizando minha leitura sobre os conhecimentos fisiológicos e hormonais da licantropia.

Achei o trecho que queria e bufei. Ela estava certa, claro que estava; afinal, era Hermione Granger.

– Droga, Hermione... – falei ao virar para ela, mas a frase morreu quando meu coração parou uma batida.

Ela lia um pergaminho. Não qualquer pergaminho, ela lia o maldito pergaminho azulado. Entre tantos pergaminhos de pústulas, entorses e poções que estavam espalhados no caos da minha mesa, seus olhos curiosos tinham que ter escolhido justamente aquele.

Com as mãos suando e o coração parecendo o galope de um hipogrifo, arranquei a folha da mão dela.

E eu não sabia o que dizer. Nem o que pensar da reação dela além do que me ensinaram a ver: sinais vitais acelerados, pupilas dilatadas...

– E então? – ela perguntou, ainda apoiada em minha mesa. – Quem acertou?

E seria isso. Como se não tivesse ocorrido. Amassei o pergaminho e coloquei no bolso do jaleco.

– Você. São sete hormônios ligados à doença identificados na infância de um licantropo e não seis. Pode pedir seu prêmio. – falei.

Ela escolheria algum livro de meu acervo. Sempre escolhia isso.

– Quero o pergaminho. – falou convicta enquanto me analisava: sudorese, palpitação, tremor...

Eu não me movi, então ela veio. Veio com seu perfume de cerejeira e pescou o papel do meu bolso. Roçando os delicados dedos sobre o tecido no meu peito. Calafrio.

Ela desamassou o papel e voltou a recostar o corpo em minha mesa percorrendo as linhas com minha caligrafia. Eu sabia cada palavra daquele papel.

"Na mesa do meu escritório.

No sofá.

No tapete da sala.

Na bancada da cozinha.

Na parede da escada.

Na porta do armário.

Na banheira.

Na varanda.

Na minha cama.

O som de corpos em choque. A respiração entrecortada. Os sussurros.

Tantos lugares em que te amei e, a cada novo lugar que nossos corpos ganhavam na luxúria dos meus sonhos, você se apossava de um novo canto em mim, até que não restaram lugares na minha casa em que não sonhei transar com você e nem espaços para outras mulheres ocuparem em minha vida. Tudo é você e tudo é sonho.

Só me resta devanear. Como estariam seus cabelos? Os cachos se desfariam com o suor do desejo ou se espalhariam ainda mais no meu travesseiro? Como seria tocar você? Você se arrepiaria? Você gemeria meu nome ou apenas diria palavras desconexas enquanto estaria extasiada pelo que nossos corpos fariam um com o outro?

E sua boca, sua pele, seus segredos, que sabor teriam quando eu os percorresse com meus lábios?

Seu corpo estremeceria quando eu dissesse em seu ouvido as coisas indecentes que se passam na minha mente? Ou você coraria e faria meu tesão se tornar insuportavelmente maior?

E não saber me enche de ódio, me faz odiar tudo, todos, menos você.

Faz-me até mesmo odiar o seu jaleco. Ele não me deixa ver a curva suave do seu pescoço e não me deixa saber se existem marcas de outros habitando seu corpo. Mas talvez eu não o odeie tanto quando ele se agarra levemente a sua cintura delicada e me deixa ver o contorno dos seus quadris.

E isso faz com que eu me lembre de que meus sonhos ainda não exploraram novos territórios e isso é o que me alimenta nas noites solitárias com uma taça de vinho.

Na piscina.

No jardim.

Na sala do piano.

No meu consultório."


Ideia estúpida. Ouvir um professor de poesia da minha infância. Deite os sentimentos e ideias no papel. “Alivia a mente” ele dissera, mas não o pau, ele esquecera de mencionar.

E agora, tudo estava naquela folha, presa entre aqueles dedos delicados que tanto desejei me tocando. E agora nem a companhia de Hermione eu teria mais. Não precisava de nomes, ela saberia que era sobre si, os cachos, o jaleco... Mas que idiota!

Quanto tempo demoraria para conseguir transferência do trabalho para outro hospital? Posso simplesmente largar tudo também, não é como se eu fosse morrer de fome sem o emprego.

Ela abaixou a folha e me olhou. Aqueles olhos castanhos, eu conseguiria viver sem eles sobre mim? E aquela boca que soltava um sorriso que nem sempre era irônico ou provocativo para mim? A resposta era clara como um raio de sol e doía como quando o mesmo incidia sobre os olhos, doía não tê-la, não merecê-la.

Ela depositou a folha sobre a mesa e passou por mim sem dizer nada.

Me joguei na poltrona afundando o rosto em minhas mãos esperando dar o tempo dela aparatar na porta da frente para poder quebrar algo e gritar.

Talvez se eu estivesse mais atento teria percebido o som da chave girando depois da porta sendo fechada. A chave só ficava dentro do escritório.

O mundo parou quando senti o peso apoiado em minhas coxas, ou quando senti o joelho roçar minha cintura e talvez tenha voltado a girar quando ela abaixou minhas mãos para vê-la tão tentadoramente perto de mim. Sobre mim.

E o beijo não foi o que eu esperava da pequena Granger. Havia tanto desejo que achei que morreríamos de falta de ar.

Os jalecos ficaram caídos no meu escritório junto com todos os papéis e canetas que estavam sobre a mesa antes de passarmos.

E ela corou quando falei o que faria com ela. Mais bela que em qualquer sonho.

E a minha gravata ficou caída na escadaria.

E não haviam marcas de nenhum outro em seu pescoço. Apenas as minhas estariam lá.

A blusa dela ficou caída no corredor quando a prensei contra a porta do armário e ela me envolveu a cintura com suas pernas fazendo uma fricção infernal.

E seu corpo tinha um gosto único e inigualável quando o provei depois de terminar de despi-la lentamente.

E quando a deitei na cama, seus cachos castanhos pareciam o complemento e contraste perfeito para meus fios loiros e lisos.

E quando ela gemeu, disse apenas meu primeiro nome, porque ela é Hermione Granger e jamais diria coisas desconexas, mesmo quando nossas vidas estavam prestes a mudar para sempre...

– Senhor Malfoy. Senhor Malfoy. Acorde, Senhor Malfoy. – Uma voz irritante me chamava.

Abri os olhos. Estava no meu escritório. Dormi sobre a mesa e a empregada me acordara, me tirara do meu sonho.

Olhei aturdido para ela que estava do outro lado da mesa parecendo nervosa pela minha cara fechada.


– O que quer? – Falei grosseiro, estúpido pela raiva que sentia.

– Seu horário de almoço terminou, a Dra. Granger está esperando-o na sala de estar. Devo mandá-la entrar?

– Não! Peça que me espere lá. – falei rapidamente, dispensando-a.

Suspirei. Arrumei meu cabelo amassado. Fechei o jaleco para esconder o quanto eu estava duro.

Olhei para o pergaminho azulado sobre a mesa. Peguei-o. Contornei a mesa, dei mais dois passos e olhei para a lareira acesa que mantinha o ambiente aquecido.

Tão quente. Tão úmida. Tão minha.

Joguei o pergaminho nas chamas e fechei a porta do escritório quando saí.


Notas Finais


Alguém mais aí vai precisar de um banho gelado? kkkk Ai Draco me liga seu lindo!

Pra quem é a primeira vez que lê algo escrito por mim e ama Dramione, eu tenho outras ones do casal e uma long chamada "Marcados" que já vou atualizar em instantes e tenho uma fic Nalu e outra Zutara para quem se interessa. Bem é isso.

Beijos e obrigada por chegarem até aqui.


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