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História Pergunte ao Destino - Maloma - Capítulo 2


Escrita por:


Notas do Autor


OI, tudo bem???
Mais um capitulo para vocês!!!!

Capítulo 2 - Porém desta vez a culpa foi minha


Narração da Paloma:

As ruas até minha casa pareciam longas, eu mal conseguia caminhar, parecia que estava sendo machucada a cada passo que dava. Meus olhos estavam inchados e as lágrimas e soluços não cessavam. Por sorte a rua estava deserta sem vestígio de nenhuma pessoa, a ponto de me deixar com bastante medo ao passar pelos pequenos becos que ficavam entre os prédios.

O que eu tinha acabado de fazer?

Acabei de terminar com o homem da minha vida. A pessoa que eu mais amava deste mundo. Por que eu consigo estragar tudo?

O céu brilhava iluminando tudo com suas estrelas, elas pareciam sorrir lá de cima enquanto eu chorava aos montes. Até o universo esta contra mim!

Quando avistei minha casa, comecei a correr em direção a mesma sem me importar com os saltos em meu pé. Natália já deveria ter chegado do trabalho e com certeza surtaria quando eu lhe contasse que terminei com o Ramon, mas ela também me daria apoio a coisa que eu mais precisava neste momento.

Entrei e tranquei a porta silenciosamente, não queria fazer barulho porque com certeza minha amiga estaria dormindo para acordar cedo amanhã. Tirei os saltos rapidamente e fui na ponta do pé até meu quarto, quando passei pela porta do quarto dela parei de respirar. Talvez fosse melhor contar tudo no dia seguinte. Fui até minha porta e quando estava prestes a abri-la, vi de relance Natália encostada no batente de sua porta.

Droga!

Ela estava com seu cabelo castanho escuro preso num coque despojado deixando alguns fios cairem pelo seu fino rosto. Seus olhos sentilhavam, pareciam pedir explicações. Seus braços estavam cruzados na altura do busto. Suspirei pesadamente vendo que ela analisava meu rosto.

- Desembucha! - ela ordenou autoritária como sempre foi. Como se fosse minha irmã mais velha. Eu já conhecia seu jeito genioso que não aceita um não como resposta e não sairia dali até contar tudo para ela.

- Que tal fazermos chocolate quente? - pergunto tentando aliviar a tensão de meu corpo e descontrair o ambiente.

Ela nem respondeu apenas seguiu sua rota até a cozinha, fiz o mesmo só que com passos mais leves difíceis de se escutar. Sentei na bancada e esperei minha amiga fazer nosso chocolate quente. Ela se movia delicadamente pela cozinha. Pelo menos eu tinha um tempo para pensar em como iria começar a conversa.

Ao lembrar do jeito que Ramon ficou depois de eu sair de seu apartamento fez com que lágrimas enchessem meu rosto, mas não consegui segurar e as deixei escorrer involuntariamente pelo meu rosto. Minha amiga me olhou por cima do ombro enquanto colocava o líquido quente em duas xícaras de porcelana. Me debrucei no mármore da bancada escondendo meu rosto que estava a coisa mais horrível do mundo. Senti um abraço caloroso como se estivesse me reconfortando.

- Me conte tudo e não guarde nenhum detalhe para si mesma isso só faz a angústia aumentar! - ela sussurrou em meu ouvido e se dirigiu para o outro lado da bancada para se sentar a minha frente. Limpei minhas lágrimas e tentei controlar minha respiração que estava acelerada.

- E-eu... terminei...

- Terminou o quê? - ela perguntou me interrompendo. Seu olhar não desviava de mim nem por um segundo.

- Terminei com o... Ramon! - disse a ela com um olhar de lamentação. Seu semblante mudou de preocupada para surpresa, sua boca estava entreaberta.

Não aguentei e abaxei a cabeça novamente. Queria poder expulsar essa vontade de chorar mas nada no meu corpo me obedecia.

Ramon com certeza estaria mais arrasado do que eu, pois fui eu que terminei tudo. Eu deveria estar de boa com minha atitude, afinal, eu tinha feito a coisa certa não é? Eu queria minha vida e minha privacidade de volta mas será que tudo isso vale mais do que minha felicidade com Ramon? Porquê ele me fazia muito feliz! E a única coisa que sinto agora é a mais pura infelicidade uma coisa que eu não sentia a anos!

Desde que meus pais morreram num assalto bancário. Será que eu voltaria a ser aquela menina depressiva de antes que lamentava não ter uma mãe para ensinar a cozinhar ou um pai para me aconselhar e me proteger? Com certeza eu estava sentindo a mesma dor só que agora havia perdido meu namorado. A pessoa que me ensinou a sorrir, me ensinou a ver a vida de outra forma. Perdi meu único porto seguro.

Porém desta vez a culpa foi minha.

E tinha que fazer tudo mudar mas para melhor! O jeito era trancar essas tristezas num cantinho no meu coração e nunca deixar elas se abrirem, tentar apagar o passado como se ele fosse uma lousa toda rabiscada. Fazer com que minha vida recomeçasse só que de um jeito melhor!

- Eu estava cansada das fãs dele ficarem me insultando! Elas já tinham passado dos limites. E eu não estou acostumada com uma vida agitada como a dele você mesmo sabe disto! - me explico.

Enfim consigo tocar na minha xícara e tomar um pouco do delicioso chocolate quente enquanto Natália já havia terminado e me encarava.

- Mas você o ama ainda, não ama? - Ela pergunta mesmo sabendo a resposta.

- Sim eu o amo muito! - murmuro admitindo meu sentimento com uma profunda dor enquanto levo a xícara até minha boca novamente.

Ela suspira e estala os dedos que estavam bastante tensos. A olhei com atenção mas minha mente viajava a acompanhar seus rápidos movimentos.

- Eu te entendo perfeitamente Paloma! Foi o mesmo que senti quando terminei com o Luan só que o motivo do término foi totalmente outro. E sabe mesmo que seja difícil eu ainda não deixei de amá-lo mas eu aprendi com o tempo a tentar esquecer esse sentimento, tentar ocupar minha mente com outras coisas! - ela pegou em minha mão que estava exposta em cima da bancada e a apertou delicadamente. Seus olhos castanhos transmitiam apoio. - Você é forte, sempre foi a mais forte para aguentar isso! Eu posso ser a durona mas nunca consegui aguentar tanto sofrimento como você aguenta! O tempo passa Paloma e com ele amadurecemos e frutificamos!

Eu mesma sabia bem disso. Me lembro muito bem do dia que ela chegou na porta de casa, chorando mares e rios. Eu sofri tanto ao vê-la daquele jeito mas precisava ser forte para poder passar segurança para ela. E agora os papéis estão invertidos ela que me aconselha e eu quem sofre.

- Não sei se consigo Natália! Tudo parece tão difícil sem ele! - replico a olhando, o que faz a mesma franzir o cenho.

- Pare com isso Paloma da Silva! - ela me repreendeu. - Sempre quando terminamos um ciclo de nossa vida temos a dúvida se vamos conseguir continuar mas precisamos ter um pouco de esperança! Por favor diga que não vai parar sua vida por isso, afinal você mesma terminou com ele por sua vida estar uma bagunça!

Suspiro e jogo minha cabeça para o lado decidida a parar de olhar Natália a minha frente. Por que ela sempre tinha que jogar verdades na minha cara? Ainda mais nesse momento, que estou tão fragilizada!

- Que tal falarmos de outra coisa? Aos poucos eu aprender a lidar com isso tudo! - digo e dessa vez ela que suspira e levemente concorda com a cabeça. - Como foi o trabalho hoje? - pergunto sem nenhum interesse só para não deixar a conversa morrer.

- Normal. Sempre aquelas coisas chatas do mundo dos advogados! - ela diz dando de ombros enquanto eu tomo o último gole de meu achocolatado e empurro a xícara para frente mais próxima da xícara dela. - Mas semana que vem já estou de férias!

- Eu também! - afirmo sem empolgação. Tudo que eu menos queria era ficar em casa olhando para as paredes. Lembrando de tudo que aconteceu no passado. - Já sabe pra onde vai viajar?

Ela pisca algumas vezes e sorri abertamente como se tivesse um plano grandioso. Sem saber o que é neguei apressadamente com a cabeça.

- Eu pretendia ir para o Havaí de cruzeiro! Sabe eu nunca viajei de navio antes e deve ser bem relaxante, poder ver as águas do oceano se movimentarem lentamente, poder esquecer da vida e só pensar em coisas boas que fazem bem para alma!

- Você chama de relaxante estar presa em um navio por vários dias sem poder sentir os pés tocarem o chão, de relaxante? Pra mim é a morte certa! Nunca assistiu Titanic? - minha indignação deixou minha amiga incrédula sua sobrancelhas estavam franzidas e seus olhos pareciam me fuzilar.

Logo depois um riso ecoou pela cozinha deixando-me bastante constrangida.

- Em que ano estamos Paloma? A tecnologia evoluiu bastante e é raro acontecer um problema desses! Fique tranquila não vai acontecer nada de errado! - ela disse se recompondo no banco.

- Você está falando como se eu fosse ir junto com você! - questiono revirando os olhos.

Se ela acha que eu vou por meus pés em um treco flutuante está bem enganada! Não terminei com o Ramon para morrer logo em seguida!

- E quem disse que você vai ficar presa aqui em casa lamentando por tudo? Na-na-ni-na-não! - ela gesticulou o dedo em negação. - Você vai vim comigo, vamos nos divertir como quando tínhamos pouca idade e sem lamentações! É proibido ficar com essa cara de morta viva enquanto estivemos de férias, afinal como você vai querer chamar atenção dos bofes?

- Você bebeu hoje? - pergunto franzindo o cenho. Minha amiga sempre foi a mais certa e cheia de regrinhas para se conviver bem com todos.

- Olha para minha cara e vê se tenho cara de quem gasta dinheiro e tempo bebendo? - ela aponta para o rosto enquanto me olha fixamente. Rapidamente nego com a cabeça. Minha amiga só estaria de bom humor. O efeito de suas adoráveis férias que estavam chegando.

- É realmente isso não é nada a sua cara! - digo descendo do banco e ficando de pé. Já estava cansada daquela posição!

- Amanhã compro nossas passagens! Essa viagem promete! - ela diz batendo palmas com um sorriso largo no rosto.

- Esta gastando seu dinheiro atoa! - replico lhe lançando um olhar. Eu não pisaria num navio nem por nada desse mundo!

- você que está gastando sua saliva para me contrariar! Se eu disse que você vai comigo, você irá! Nem que eu tenha que arrasta-lá - ela desceu banco e caminhou até a saída da cozinha. - É para seu próprio bem Paloma, me escute. Para o seu bem! - ela murmurou e saiu arrastando suas pantufas fofas em direção ao corredor de seu quarto.

Não entendo como entrar num troço flutuante vai me fazer bem! Essa minha amiga é hilária! Mas talvez ela tenha um pouco de razão já que vou ficar bem afastada da mídia e de seus comentários sem noção!

Talvez o troço flutuante seja a melhor escolha. Ou a única escolha se depender de minha amiga!


Notas Finais


E aí gostaram???
Continuaaaaa????


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