História Perigo : amor eminente - Capítulo 3


Escrita por: ~

Postado
Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope
Tags Ação, Bts, Hoseok, Policial, Romance
Visualizações 542
Palavras 2.664
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Luta, Policial, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Capítulo narrado por Aelin ^^

Capítulo 3 - Noite de mentiras


Fanfic / Fanfiction Perigo : amor eminente - Capítulo 3 - Noite de mentiras

“Mesmo agora eu ainda posso sentir… estou sentindo o sangue escorrendo por minhas mãos, passar por entre meus dedos, sua pele tão macia quanto de uma jovem dama, agora se tornar fria, estou sentindo sua vida esvaindo por meus braços”


 

- Não sou eu, espero que entenda agora o quanto meu trabalho é difícil - Escuto minha amiga protestar contra mim e o meu trabalho, como se fosse errado roubar de outros ladrões 

 

- Não me importo, seja quem for eu irei fazer com que pare, sabe o quanto odeio chamar atenção - Digo irônica enquanto andava para fora do restaurante ao seu lado

 

- Desfrute de sua atenção, talvez não tenha por muito tempo - Uma fala digna de uma agente criminal e suas malditas regras a seguir 

 

Eu até me importo com o que escuto, mas hoje não estou afim disso, a ignoro e após a acompanhar em uma rodada de soju perto de sua casa, vou embora um pouco cambaleante, essa menina não está bebendo um pouco, não, muito além do normal? O que aconteceu? 

Éramos amigas a um bom tempo e apesar de nossas profissões opostas, bem opostas, ainda sim nos dávamos bem, sempre confiamos uma na outra, apesar de brigarmos sobre meus atos fora das leis, e seus sermões idiotas, também discutimos sobre ela ficar bêbada, essa garota ainda irá se arrepender de suas noites de bêbada, pois só faz merda.

 Uma ladra egoísta, é o que eu sou, talvez isso não seja tudo sobre mim, que seja, ninguém se importa e muito menos eu, tudo bem que eu roube alguns caras aí, mas não é nada sério, afinal eles roubam muito mais de bolsos alheios

 

- Aish - Esperneio chegando ao quarto do hotel em que me hospedava, não tinha uma casa fixa por causa de meu emprego

 

Estava cansada, um dia longo eu iria ter na manhã seguinte, mas hoje eu sinceramente só quero aproveitar o álcool que ainda circulava em minhas veias e relaxar, dormir sem pensar em mais nada.

Meus pensamentos foram embora, dando lugar a uma mente vazia que aos poucos ia se entregando ao sono, o que não demorou muito a acontecer, e obviamente, não demorou muito a acabar também. Acordei por volta de cinco da manhã com batidas a minha porta, batidas essas a quais eu já sabia quem era, camareira, puta que pariu 

 

- Limpeza de quarto minha senhora - O que eu tinha na cabeça quando pedi por isso ao entrar nesse hotel? 


- Entre, fique a vontade, enquanto me arrumo, não irei lhe atrapalhar - Afirmo ao abrir a porta e ir para o banheiro me banhar para os meus compromissos de hoje 

 

Após me arrumar o suficiente, deixo o quarto e sigo para o meu carro, o que eu realmente odeio, sempre tenho que tirar a bosta do salto e ainda amassar meu lindo vestido ao meu sentar naquele maldito banco, quando terei um motorista particular? E um vestido que não amasse ao me sentar? 

Após passar pelo meu stress com veículos e trânsito, chego a um lugar especial, conhecido por todos como Casinos, conhecido por mim como escritório. O motivo disso é que é em lugares assim que eu conheço ladrões os quais irei roubar, um lugar perfeito, o lugar onde eu "trabalho" assim digamos.

Acabo de entrar no local, depois de passar quarenta minutos lá fora, arrumando meu vestido e salto alto. Observo todos a minha volta, isso era por volta de dez horas da manhã, lugares assim permanecem cheios não importa o dia e o horário, sempre que venho está cheio e isso é perfeito. 

Passo por volta de oito a nove horas apenas observando cada um ali, os mais ricos sempre são os últimos a irem embora, os mais devedores também, mas esses são fáceis de identificar.

Agora pode parecer que sou uma puta, procurando um cafetão bem vestido para me sustentar, afinal a maioria das mulheres ali eram isso, contudo não é bem assim, eu tenho algo que nenhuma delas tem, beleza, elegância, destreza, vou parar por aqui para não parecer que estou me gabando.

Reparo em cada detalhe ali presente, as mesas que mais estão cheias são as que tem menos dinheiro rolando, pois são apenas idiotas querendo chamar atenção, procuro uma mesa mais afastada da multidão, com homens se olhando como se a cada segundo alguém fosse sacar uma arma e matar todos

 

- Bingo - A mesa perfeita cai sobre minhas vistas e eu não escondo um sorriso bobo em meus lábios, esse momento antes da caça é incrível

 

Me encosto em um balcão apenas observando de soslaio a mesa o qual sairá minha próxima presa, pode não parecer, mas eu já sabia todos que estavam armados em cada mesa, sei quanto dinheiro tem e cama uma também, por isso é demorado caçar, tenho que escolher a caça perfeita, sem nenhum erro.

Havia quatro homens sentados em volta da mesa arredondada, cada um com ao menos dois seguranças desfaçados atrás de si, armas claramente escondidas por baixo de seus ternos nas cinturas ou costas, olhares intensos beirando a morte, minha dúvida é somente uma, em qual irei me posicionar como ajudante de sua aposta? 

Não escondo minha excitação olhando aquela cena, sempre fico animada antes do bote, o que posso fazer? Está em minhas origens toda essa adrenalina, enganar, roubar ou lutar são meus grandes talentos, não é atoa que sou um prodígio.

 Um deles acaba de se levantar, alguém perdeu o jogo e deixou o lugar com uma feição um tanto assustadora, tenho certeza que perdeu alguns bilhões ali. Mesas assim não se aposta milhões, por isso são assustadoras e poucos se arriscam.

Se passa mais algumas horas, um tanto tediosas para mim, e o segundo deixa a mesa com um descontentamento que exalava a fúria, isso está cada vez melhor e chegou a hora de eu agir, já estou com cãibra de ficar aqui e ainda não posso beber para não estragar a maquiagem ou meu cheiro que exalava a beldade.

 Meus passos em direção a mesa são lentos e graciosos, quero que todos ali fiquem com seus olhares presos a mim e é isso que eu consigo, na verdade já sabiam que eu os estava observando, provavelmente só estavam esperando para ver em qual momento eu me faria presente.

 

- Olá rapazes - Digo enquanto minha aparência ainda domina sobre seus olhares

 

- Não pedimos nada… - Diz o homem que estava com uma mão sobre o joelho e a outra em seu queixo, sexy de uma maneira pensativa, ao meu ponto de vista 

 

- Não, não pediram mas ainda sim eu estou aqui - O interrompo me sentando em uma das duas cadeiras vazias, cruzo as pernas por baixo do longo vestido azul camurça, deixando que a fenda mostre metade de minha perna, os olhares são de imediato.

 

- O que devo a honra de tal presença? - O outro rapaz que estava na mesa diz confiante de si e sei agora em quem irei apostar tudo que tenho

 

- Você não deve nada, ainda - Sorrio, com certeza de que meu batom vermelho, era o centro da atenção por breves segundos, acompanhado de meu sorriso angelical

 

- Não faça assim boneca, sente-se em meu colo e hoje terá sua melhor noite, faça isso ou saia - O mesmo homem fala ao abaixar suas cartas e deixar sua jogada óbvia para mim e com certeza para o oponente também


Entender esse jogo não é difícil, não o jogo que eles estão jogando, mas o meu jogo de agora, seduzir, enganar, matar, não literalmente mas acho que ficou claro o que eu quis dizer, caras como esse, são os mais fáceis de se domar e sugar tudo que tem, geralmente são gênios fracos aos charmes de uma verdadeira mulher, queria eu que ele fosse o ganhador, porém, suas cartas não o ajudarão.

 

- Belas cartas, entretanto eu aposto cinco bilhões nas cartas do meu amigo aqui - Aponto com a cabeça para o outro rapaz, o que falou comigo de primeira

 

Risos dos dois são o que me vem a cabeça e é o que acontece, não dos dois lados, apenas o idiota que chamou de boneca ri, o outro parece concentrado e sério, esses são os que me dão um pouco mais de trabalho, pois além de serem gênios, sabem sobre sedução, não são facilmente seduzidos.

 Não tinha todo aquele dinheiro que apostara, mas o importante agora é ter lábia, se eu apostar no vencedor, não tenho que pagar nada, se apostar no perdedor, estou morta, por isso sou a melhor quando tenho que escolher um apostado.


- Estou apostando quarenta e oito bilhões de dólares aqui e seu amigo aí está apostando o dobro, mas pelo modo que o jogo anda eu não sei se vai querer continuar ao lado dele - Suas falas são rudes, sua ironia é perceptível e só mostra o quanto está sendo enganado, pensei que fossem gênios 

 

- Então… - Antes que eu pudesse terminar sou interrompida pelo cara que até agora permanecia calado

 

- O que espera conseguir aqui? De verdade - Sua expressão suaviza um pouco e suas mãos já não se encontra mais no joelho e queixo, seus braços estão cruzados agora, suas feições são difíceis de ler 

 

- O que todos querem, dinheiro e continuando eu aumento minha aposta para setenta e oito bilhões nas suas cartas - Falo ainda me dirigindo ao rapaz dos braços cruzados, de boa aparência e que esconde algo sobre si, não o culpo, ninguém era verdadeiro em um lugar como esse


- Onde estão suas fichas? Afinal não confio em mulheres que dizem ter todo esse dinheiro - Que belo teste em, fala sério, como se eu fosse novata nisso 


- Fichas são para tolos, estamos apostando por nossas vidas, não? - Percebo o olhar de ambos um sobre o outro, agora estávamos na reta final 

 

As cartas de meu parceiro são viradas sobre a mesa e sinto minhas pernas bobearem, minhas palavras morrem nos lábios, perdemos, não é possível, esse imbecil estava perdendo todo esse tempo.


- O que pensa sobre isso? Ainda quer apostar nele? Lhe dou a chance de mudar de idéia boneca, aposte em mim enquanto ainda pode e prometo ser bonzinho com você - O maldito novamente abre a boca e claro, eu pensei nisso que ele disse


- Eu não mudo minha aposta quando faço uma -As cartas voltam a ser entregues e não sei o motivo mas mesmo querendo mudar para o outro homem, eu simplesmente não sinto que estamos perdendo


- Não irei dar outro oportunidade, eu venci agora mesmo - Suas cartas são jogadas a mesa e meu coração quase para, observo meu parceiro e ele nem mesmo demonstrava qualquer tipo de feição ou preocupação, estava submerso em sua jogada


- Eu continuo com minha aposta - Digo sem deixar minha voz falhar pelo nervosismo, o que eu estou fazendo? Confiando em alguém que está perdendo? Por quê estou sentindo como se estivesse ganhando? 


- Você é mais esperta do que pensei - O garoto que a premiava ser um pouco mais novo que o outro apostador diz, ele é alguém de poucas palavras pelo que pude perceber


Suas cartas vão a mesa e minha respiração falha, vencemos, esse cara, ele conseguiu ultrapassar o idiota do meu outro lado, estava nos testando todo esse tempo, alguém perigoso, um homem que se encontra apenas uma vez na vida, um apostador nato.

 

- Por todo esse tempo que estamos jogando, me diga garoto, o que realmente quer aqui - Seus dedos batem na mesa frequentemente demonstrando seu estado de descontentamento, mas agora não parece mais o idiota que a poucos minutos me tratava como uma garota tola 

 

- Diversão? Mulheres? Dinheiro? O que todo homem quer, não? - Vejo o rapaz se levantar e o reparando bem ele era bonito, tinha pose e com certeza uma conta digna de minhas mãos 

 

- Onde devo depositar o dinheiro? - O outro pergunta com seu olhar ainda sobre o jovem rapaz

 

- Nas contas de quem você o roubou - Essa resposta me surpreendeu, admito, estou gostando desse rapaz, chego a ter um pouco de pena sobre o tanto que irei lhe tomar, na verdade não, sinto muito, mas simpatia eu não tenho por ninguém 

 

Me levanto em seguida e ando a passos lentos atrás de si, o encarando, vendo até onde ia, como eu posso roubar alguém assim? Ele não deixa nenhuma brecha 

 

- O que quer de mim senhorita… - Faz um movimento com a cabeça como se pedisse meu nome ao se virar para mim

 

- Laura… Laura Sumiko - Que nome é esse? Esse cara perguntou muito cedo, não tive tempo para pensar direito, merda

 

- O que quer de mim Laura Sumiko? - Se não estivesse virado de costas teria certeza de que estava rindo de meu nome recém inventado

 

- Apostei um pouco de meu dinheiro em você, quero apenas uma bebida por agora - Respondo confiante de mim e me dirigindo para o seu lado

 

Seus passos continuam até sair do estabelecimento, seguir para um ponto, seu carro deve estar ali. 

Beber com o vencedor cheio de grana, é meu truque em quase todos os casos, daí eu os derrubo e trabalho feito, ou as vezes eu tenho que os levar em um encontro em um restaurante de alta classe e ao entrar no carro os nacauteio e trabalho feito novamente 

 

- Acho que não poderei lhe acompanhar em um copo hoje, quero ir para casa e descansar - O mesmo se senta em um ponto de ônibus como se tivesse esperando um,  o que é isso? Sua forma de dar um fora em alguém?

 

- O que está fazendo? - Digo ao reparar que olhava o horário dos ônibus, acha que vou sair só porque está fingindo que vai pegar um ônibus?

 

- Indo para casa - Responde de forma calma como se aquilo fosse normal

 

- Um cara que tem mais de setenta bilhões de dólares em sua conta do banco, está agora indo embora de ônibus? - Eu estava surpresa, isso não é normal, até eu tenho um carro, mesmo não o usando tanto, não tem como não rir dessa situação 

 

- Meu dinheiro não diz quem sou ou o que devo ter, posso saber por quê você está aqui? Já que não pega ônibus, deveria está atrás de seu carro - Não acredito que apostei toda minha grana de mentira em um charlatão

 

- Tem toda razão - Me viro de costas para ir embora mas sou surpreendida com um casaco sobre meus ombros me fazendo assustar

 

- Está frio essa noite e não é bom para uma garota andar por aí com os ombros de fora a essa hora - Ele volta a se afastar e se sentar no banco para esperar o ônibus

 

Até iria negar mas após perder tanto tempo com esse imbecil acho justo eu ter pelo menos um casaco de marca seu, irei usar para me lembrar de que não é porque uma pessoa usa roupas de marca que essa mesma pessoa tem dinheiro

 

- Até mais criança - Sussurro tentando não ser tão rude quanto pretendia e começo a andar para o estacionamento

 

- Park Soo - O escuto pronunciar seu nome baixo, mas ainda sim alto o suficiente para que eu pudesse ouvir, com certeza é um nome o qual eu não gostaria de lembrar


- Park Soo a minha bunda, você é um cretino do caralho que deveria ao menos me pagar uma bebida, ou no mínimo uma comida, mas nem isso tem a decência de fazer, quero esquecer esse dia de perdas horríveis, quase morri por causa de um charlatão desgraçado - Não pretendia estender minhas falas a esse tanto, mas acabou saindo, não dei nem se o mesmo ouviu, pois quando disse já estávamos mais afastados um do outro 


Hoje foi um dos piores dias de minhas apostas.


 


Notas Finais


Próximo capítulo já voltamos para Meiko e teremos uma surpresa... Acho que todos já sabem quem era o cara que cuidou da Meiko noite passada né? Se não no próximo capítulo irá saber hehehe


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