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História Perigos na noite escura; (Jikook) - Capítulo 28


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Notas do Autor


Desova: na linguagem policial é o ato de ocultar o cadáver; esconder o corpo. Ex: "o defunto foi desovado no matagal."

Olá!! Voltei meus leitores queridos!!

Não esqueçam de deixarem seus votos!

Boa leitura! 📖♡

Capítulo 28 - A desova


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Parecendo mais calmo, o Fanho voltou a sentar-se. Depois de alguns segundos, ele disse, abrindo a porta:

── Ei, vê se me ajuda a desovar o presunto.

Mas Jimin, o corpo coberto de um suor viscoso e os dentes chacoalhando de pavor, continuava sentado no banho de trás do carro, incapaz de fazer um gesto.

── Pô! Não escutou, pivete? ── disse o Fanho, puxando o Fininho pela gola da jaqueta.

Jimin procurou controlar o medo e, com um grande esforço, conseguiu abrir a porta e sair do carro. Parecia que estava vivendo um pesadelo: muito pouco tempo atrás, vira matar o pobre do vigia, que não fizera um gesto, à toa, à toa, e agora o vira atirar no Fininho pelas costas. O próximo seria ele, tinha certeza.

── Pega no pé dele.

O Fanho ergueu com dificuldade o corpo do Fininho, que parecia um boneco desengonçado.

── Morto pesa mais ── ele disse, dando uma risadinha cínica.

Sempre suando, Jimin ajudou-o a arrastar o corpo até uma ribanceira. O Fanho debruçou-se, abriu o casaco do Fininho e pegou o maço de dinheiro.

── Pra que presunto precisa de grana, né? ── ele comentou, voltando-se para o Jimin.

Em seguida, olhou para o fundo do barranco e disse, empurrando o Fininho com os pés:

── Vai embora, cara. Vai virar comida de urubu.

Jimin viu então o corpo do Fininho rolar ribanceira abaixo, batendo nas pedras e, finalmente, parando junto a uns arbustos. Nisso, o Fanho aproximou-se silenciosamente dele e encostou-lhe a arma na nuca.

── Acho que vou te apagar agora.

Jimin sentiu as pernas bambearem e começou a chorar.

── Chora na rampa, pivete, chora, que vou te apagar agora!

Jimin fechou os olhos, e o Fanho, ao mesmo tempo que premia o cano da arma contra a nuca dele, gritou:

── Pam!

Totalmente aniquilado, como se tivesse recebido um tiro de verdade, Jimin caiu de joelhos e urinou nas calças. O Fanho desatou a rir.

── O pivete se mijou! O pivete se mijou! Pensou mesmo que eu ia te apagar, garoto?

Sempre rindo, ele voltou ao carro, sentou-se ao volante e deu a partida.

── Vamos embora, pivete.

Mas o Jimin permanecia na mesma posição, sem ânimo para se erguer. Até que, impaciente o Fanho gritou:

── Ei, pivete! Vamos se mandar.

Jimin voltou-se e, reunindo o pouco de coragem que lhe restava, disse com a voz trêmula:

── Eu... eu... não vou...

── Que não vai o quê! Levanta daí antes que eu fico invocado.

Jimin, ainda ajoelhado, dobrou-se a frente e vomitou. Depois, levantou-se, respirou fundo e lentamente dirigiu-se para o carro. O Fanho bateu-lhe amigavelmente no ombro e disse:

── Vamos dar um rolê, garoto.

Jimin não lhe disse nada: permaneceu quieto, tiritando de frio, enquanto o Fanho dirigia velozmente, dizendo de modo atropelado, nervoso:

── Viu o otário? Tá lá no fundo, ele que era o bom! Sempre querendo mandar. Agora, tá lá no fundo. Virou presunto. E você vai ver que é legal. Vamos rachar a grana, comprar mais pó, pegar umas minas maneiras. Você vai ver quem é o bom do pedaço.

── Você é traíra. Matou ele pelas costas ── disse o Jimin finalmente.

── E daí? Matei pelas costas mesmo. Folgou comigo, eu apago. Pensa que carinha pode me dar porrada na cabeça? Ele tá lá, virou presunto, xepa de urubu, e a gente tamos numa boa. Vamos rachar a grana do otário.

── Não quero a grana dele, quero ir embora ── teimou o Jimin.

── Pô, tu tá folgando comigo ── disse o Fanho, sacando a arma enquanto dirigia ──, tu tá folgando, e já disse que odeio cara folgado.

── Deixa eu ir embora ── choramingou o Jimin. 

Pálido de raiva e tremendo, o Fanho apontou o revólver e gritou:

── Pois eu vou te apagar agora, seu pivetinho!

Mas, ao fazer este movimento com a arma, o Fanho derrapou na curva e perdeu momentaneamente a direção. O carro subiu na guia, voltou à rua, bateu num carro estacionado e foi chocar-se de lado com uma perua Kombi que fazia entregas. O motorista da perua, que estava junto a uma banca de jornal, veio ao encontro deles gritando com o Fanho:

── Ei, tá bêbado, cara?

O Fanho, a cabeça ensanguentada, pegou a arma que cairá no chão e disse:

── Te manda, cara, senão te apago!

E dando marcha a ré com o carro, cuja frente estava toda amassada, deu meia- volta e arrancou outra vez pela avenida a toda velocidade.


Notas Finais


Presunto: cadáver.
Quando o cadáver está apodrecendo diz que o presunto está defumando.

Apagar: matar, assassinar.

Invocado: bravo, irritado.

Rachar a' grana: repartir, compartilhar, gastar.

Xepa: frutas, legumes, verduras etc, que não foram vendidos na feira livre e que os feirantes deixam na rua e são coletadas pelas pessoas.

Tadinho do meu bebê Jimin! Ele tá morrendo de medo do Fanho matar ele! Fanho é muito um filha da puta!

Gente, irei logo avisar para vocês, eu estou demorando mais dias para postar, por que infelizmente; Perigos na noite escura, está chegando na reta final. Somente tem quatro capítulos para acabar de vez agora. Então, é isso.

Até mais!! ♡


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