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História Peripécia - Tobirama, Madara, Indra - Capítulo 6


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Notas do Autor


Milagres acontecem, e, não sei porquê, mas eu estou conseguindo atualizar minhas fanfics com uma "boa" frequência, espero que continue assim por um bom tempo kkkkkkkk

https://youtu.be/lwifHu_36hI

Capítulo 6 - Voando Alto


A sedução é um jogo de alto risco, ganha quem aposta seu corpo e perde quem aposta o coração.

Por Keiko.

Acordei eufórica, como se nada de ruim estivesse acontecendo na minha vida e os pequenos cortes em meu corpo nem ardessem mais, mas quem se importa com perseguições e ameaças de morte quando se vai para Roma? Ferragamo que me aguarde! Peguei duas malas grandes e pretas, coloquei poucas peças, apenas o suficiente para sair nas ruas e comprar o restante para enchê-las. Minha bagagem de mão já estava cheia, pesada, talvez com excesso, mas pouco importa, tenho dinheiro para pagar.

- Bom dia flor do dia. - Madara disse esticando as pernas na poltrona onde estava. - Senta aqui. - bateu a mão no colo, que idiota. A comissária de bordo se pôs à disposição para guardar minha bagagem de mão.

- Bom dia. - Disse seca, mas só Deus sabia o quão molhada fiquei com aquele simples bom dia, tudo que ele me falava surtia esse efeito. Se o Uchiha não for um demônio sexual, com certeza é uma mangueira.

- Por que está tão perfumada? Quer chamar minha atenção? - Ele disse vindo ao meu assento e cheirando meu pescoço, me fazendo arrepiar. Vagabundo, aposto que só quer me comer e depois jogar fora, mas isso pode ser interessante. Confesso que o toque gelado de seu nariz em meu pescoço me causku arrepios de prazer.

- Para de cheirar minha irmã, seu maluco. - Kaito disse me impedindo de cometer a maior loucura do mundo. - Cuidado, não me abandone para governar os Uchiha com ele. - apoiou suas mãos na cintura fazendo carinha de choro. Para meu irmão, sentar ao meu lado em viagens de avião era um ritual sagrado, mas que seria rompido naquele instante, graças à “cabine” única da primeira classe. O ambiente me lembrava muito a primeira classe da Fly Emirates.

Por Tobirama.

A primeira classe estava vazia, apenas a alta cúpula estava lá, por isso conversamos alto e espalhados. Quando fomos ao pequeno bar, Kaito demonstrou ser um bom homem, culto e respeitoso, um médico legista, renomado, com vasto conhecimento sobre diversas outras áreas. Tinha gostos excêntricos assim como Madara, mas era sossegado igual Obito e chorão como Hashirama. Não tinha nenhum traço que pudesse se ligar à minha personalidade. 

Keiko e Madara estavam separados de nós quatro, mas riam muito, às vezes era uma risadinha sacana, algumas arfadas… Mas nada muito obsceno, graças a Deus. Me peguei gargalhando das histórias que o Watanabe partilhava conosco, contando coisas terríveis que sua irmã já fez, inclusive matou um ex-namorado abusivo, e Kaito deu um jeito de vender os órgãos dele no mercado negro, faturaram uma grana preta e nunca foram descobertos. Evitavam tocar no assunto para não gerar suspeitas, mas depois de uns goles a língua parece se soltar.

- Kaito, se falar alguma merda de mim, não vai sobrar nem uma mísera célula sua pra contar história. Eu te queimo vivo! - Ela o segurou pelo pescoço de uma forma que deixava bem claro que não era brincadeira.

- Tava dando uns pegas nele? É proibido transar no avião. - Ele a cutucou, e pareceu ativar o modo assassino dela. Suas bochechas róseas a davam uma aparência mais fofa que o convencional.

- Kaito, eu vou te desovar aqui mesmo. - a mulher começou a estrangular o irmão que fazia o mesmo com ela.

- Ei, bonitona, vamos parar. - Madara a segurou por trás, a imobilizando, da mesma forma que Obito fez com Kaito, contendo os ânimos antes que a comissária pudesse perceber a encrenca.

- Eu acho melhor você escolher bem o que fala, Kaito. - ela disse intimidadora, voltando para o lado do Uchiha, deixando um clima tenso na aeronave.

- Não sabia que vocês se desentendiam dessa forma. - Hashirama disse com medo da reação deles.

- Minha irmã não gosta de provocações, ainda mais quando envolvem seus atos libidinosos. - ele riu alto, junto da irmã, nos surpreendendo. - Uma vez ela me deu uma garfada na barriga por causa disso. - que mulher perigosa… gostei dela, mas talvez esses traços marcantes gerem problemas...

Por Keiko.

Madara estava me atiçando mais a cada segundo, suas mãos grandes apertavam minhas coxas por cima da calça pantalona que usava. Ele insistia em invadir meu espaço apenas para me provocar como o bom demônio que era. O tecido fino da peça me permitiu sentir seus toques com maior intensidade.

- Gosta que eu te provoque assim? - ele sussurrou em meu ouvido, assenti com a cabeça e ele sorriu sacana. Logo em seguida lambeu a pele arrepiada de meu pescoço, me arrancando o pouco de juízo que tinha.

- Madara… se for fazer algo, vá logo. - ele me olhou surpreso e parou com suas carícias. Idiota.

- Agora não. - minha vontade era de cometer um assassinato brutal, matar ele sufocado de tanto sentar naquela carinha diabólica. Quanto mais bonito o homem, pior ele é.

O tempo ia passando lentamente, cada um em sua poltrona, dormi e acordei, assisti alguns episódios de Bonding que havia baixado, mas até eles acabaram antes da viagem. Observei a paisagem pela janela ao meu lado, não dava pra ver muitos detalhes, até porque estávamos acima das densas nuvens, mas havia vastas áreas verdes a azuladas pelo mapa. Madara adormeceu, a conversação dos outros homens se encerrou, apenas eu estava acordada ali. Entre cochilos e roncos dos demais passageiros me vi entediada, por sorte faltava menos de 1h para que aquela viagem acabasse. Senti a aproximação de alguém, mas estava com preguiça demais para olhar para trás.

- Deseja algo, senhora Watanabe? - a mulher me perguntou, pensei e repensei qual bebida iria pedir, uma bem forte seria ideal.

- Seu melhor gin, por favor. - gin, uma bebida terrivelmente deliciosa, mas igualmente perigosa. Famosa por ser tranquila de beber, e quando você se dá conta, já está vendo cogumelos saltitantes e sente um tesão desenfreado. 



O mal dos destilados. 



Em poucos instantes a moça voltou com uma garrafa e me serviu, bebi apenas uma dose, não queria me embebedar de dia.

- Ainda sobrou gin? - Madara disse despertando e caminhando até mim quando viu que eu iria levantar para esticar as pernas. Mas se ele sabia que pedi gin, provavelmente não estava dormindo, apenas fingiu.

- Não, pedi só uma dose. - Ele se ajeitou e espreguiçou. - Desde quando a bela adormecida está acordada? - ele me olhou de soslaio.

- Desde que você pediu uma bebida. Mas como não sobrou nada, parece que vou ter que sentir gosto de gin de outra forma… - suas mãos percorreram o caminhos dos meus ombros até a nuca, afundando seus dedos frios em meus cabelos, colando nossos lábios.

Me rendi aos caprichos do Uchiha, permitindo que sua língua iniciasse uma batalha por espaço em minha boca. Um beijo repentino, completamente inesperado, mas que me enlaçou de uma forma tão profunda, como se fosse necessário à minha sobrevivência. A mistura de menta e gin trazia um sabor delicioso às nossas bocas, aumentando ainda mais o desejo. Nos separamos pela falta de ar, mas poucos segundos foram suficientes para que voltássemos a nos pegar. Aproveitei que os outros estavam descansando e subi cautelosamente no colo de Madara, que apertou minha cintura com força, roçando nossas intimidades que ansiavam por prazer.

- Não sabe o quanto te desejo, mulher. - ele tirou os cabelos que cobriam meu pescoço e me observou atentamente. Beijou a região suavemente, em seguida deu um chupão daqueles que não some tão cedo. - Eu quero exclusividade. - disse me olhando nos olhos como quem manda na porra toda.

- Perdão, mas creio que não posso te dar isso, meu bem. - disse lhe beijando o pescoço, ele me soltou e se acomodou na poltrona, relaxando comigo em seu colo. Definitivamente, o clima tinha acabado naquele instante, mas não seria certo mentir para ele só para conseguir terminar de dar uns amassos. Não que não tivesse cogitado a possibilidade de me aninhar nele pro resto da vida, da mesma forma que me passa na cabeça quando vejo algum homem bonito, e esse é o problema. Desde quando estive em um relacionamento claramente abusivo, não consegui ingressar em nada sério, o mais próximo de um compromisso que cheguei foi quando saí com um homem por um mês direto, mas não deu certo, enjoei muito rápido.

Ficar perto daquele homem sem poder tocá-lo estava sendo um excelente método de tortura para mim, mas foi anunciado que já estávamos nos aproximando da aterrisagem e tinha todo aquele protocolo chato dos 90º e tudo mais. Por sorte foi um voo sem grandes turbulências, apenas minha decepção recente.

Desci do avião usando óculos escuros, para esconder meu descontentamento com tudo aquilo, apenas comprar roupas iria me deixar feliz naquele momento. Um carro esperava cada dupla de representantes para nos conduzir até o Hotel Atlas, que, segundo o que fui informada, é a rede oficial de hotéis da máfia. O trajeto ao lado de meu irmão foi silente, assim como a checagem no hotel, nossos quartos eram próximos, provavelmente os interiores eram iguais.

Meu aposento era fantástico, espaçoso e tinha uma cama belíssima, forrada com as melhores sedas, um armário grande e tudo muito bem organizado. Para quem ficaria menos de uma semana era o ideal. Depois de deixar o ambiente 100% ao meu modo, tomei um banho, relaxei um pouco e resolvi sair às compras, iria chamar Kaito para me acompanhar.

Por Kaito.

- Eu não sou nenhum guarda costas! - disse entregando as sacolas que Keiko havia me entregado aos dois seguranças que nos acompanhavam pelas ruas da movimentada Roma. - Keiko, já não chega de compras? - eu comentei sobre a tal boate, mas ela só precisa de uma roupa pra ir lá! Não precisa comprar a loja toda sempre que entrar em alguma. A mulher aparentava frustrada com algo, só assim para gastar tanto.

- O dinheiro é meu, e eu preciso de umas peças extras também, não trouxe quase nada dos Estados Unidos, nem pretendo voltar lá tão cedo. - ela observava atentamente mais uma vitrine de uma loja de luxo, que, se não me engano, era sua favorita. Yves Saint Laurent, uma marca cara, mas igualmente bonita, tecidos finos e bem alinhados. Esperei Keiko sentado em um estofado no interior da loja. Estava checando o Only Fans de uma mulher que acompanho há algum tempo, seu nome é Melrose, ela tem uma beleza indiscutível, mas os preços são altos… É de Roma, quem saiba possa encontrá-la.

- Vamos, por hoje é só. - minha irmã bateu uma das sacolas brancas em mim para que saísse de meus devaneios e a seguisse. Finalmente aquela tortura iria acabar.

Nem me dei ao trabalho de contar o número de lojas que entramos, mas foram muitas, e os braços de todos estavam abarrotados de sacolas, chamando atenção de todos que passavam por nós na rua. Os rapazes vão rir pra caralho de mim quando souberem o que fiz antes de me arrumar pra ir na tal Sabbath.

Subi ao meu quarto e comecei a escolher meu traje, não seria nada diferenciado, apenas um sapato de couro, calça de sarja preta e uma camisa social de algodão, na cor branca. Coloquei um cinto que combinava com o sapato, também preto. Dei duas borrifadas de um perfume francês que ganhei de meu pai alguns meses atrás, era suave, mas claramente masculino. Desci pro bar do hotel, os outros membros da cúpula já estavam lá, com excessão de Indra, que não estava no prédio ainda, nos restava apenas esperar Keiko se aprontar, e graças a Deus ela não demorou mais que quinze minutos, e quando chegou, Madara faltava pouco babar, já que a engolia com os olhos. Usava um vestido vermelho de cetim, que ia até o meio das coxas, e possuía enormes fendas laterais, que não condiziam com o tamanho da peça… não era decotado, mas tinha as costas nuas.

- Você está deslumbrante! - Madara segurou a mão dela a fazendo dar um pequeno giro e se mostrar para todos.

- Ela está pelada, isso sim. - todos riram, mas tinham que concordar que o tecido era quase inexistente no corpo dela.

- Não deixa de ser linda. - Hashirama se pronunciou, mas em um tom que demonstrava respeito. Tobirama parecia evitar olhar para ela, Obito fez o mesmo.

Saímos chamando toda atenção possível, entramos nos carros e seguimos até o prédio onde ficava a tal boate, que segundo comentários, tinha uma estrutura parecida com aquela boate da série Lúcifer, mas Tobirama já me adiantou que seria bem melhor que a própria casa do Diabo…

Estou ansioso para ver até onde minha irmãzinha vai chegar nessa festa. Madara me disse que faria de tudo para alcançar sua nova deusa, vulgo Keiko, e eu não sou ninguém para me opor a isso. Os dois cretinos formarão um belíssimo casal , e, se tudo der certo, vão ficar juntinhos para todo o sempre...


Notas Finais


O que acharam? Sinto cheiro de bagunça nessa fanfic kkkkkkkkk Como vocês acham que vai ser essa festa? Tive a leve inspiração em um outro anime que assisti um tempo atrás.


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