História Peripécias do destino - Capítulo 29


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Categorias A Seleção
Personagens America Singer, Anne, Aspen Leger, Carter Woodwork, Celeste Newsome, Kriss Ambers, Lucy, Marlee Tames, Maxon Calix Schreave, May Singer, Personagens Originais, Princesa Daphne, Princesa Nicoletta, Rainha Amberly, Rei Clarkson, Shalom Singer
Tags A Seleção, América, Amexon, Maxon
Visualizações 44
Palavras 1.901
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá! Era para ser ontem, mas não consegui terminar :(
Sorry pela demora.
Em breve postarei o último! ^^

Capítulo 29 - Julgamento II


Era uma vez uma garota que queria pôr fim à uma dinastia. Porém, ela se apaixonou pelo príncipe. Penso nessa trágica ironia enquanto o advogado do rei tenta convencer os juízes de que todas as provas contra seu cliente eram fraudes. Um trabalho hercúleo, tenho que admitir. Contudo, a defesa está um tanto quanto sem criatividade, ou, o mais sensato a se pensar: Eles estão sem argumentos.

Creditar a culpa de décadas de conflito à falha na comunicação é um absurdo imensurável, tão crível quanto dizer que a culpa de um incêndio é do fósforo e não daquele que o riscou e atirou-o no chão acesso. Francamente, tivemos sim chance de nos comunicar, de dizer que queríamos reunificar o país, mas, nenhum dos dois lados fez a ideia funcionar.

A demora além de estar me deixando cada vez mais nervosa também estava esgotando drasticamente a minha paciência. Totalmente alheia a minha mistura de expectativa e tédio, a última testemunha de Sua Majestade real entrou. A baronesa de Paloma adentrou calmamente mantendo os braços cruzados trazendo o sobretudo carmesim para mais junto de si.

Depois de jurar dizer a verdade ela se permitiu um discreto sorriso. Em seguida, manteve os olhos fixos na juíza e no júri como um todo antes de proferir seu testemunho visivelmente ensaiado. Em momento nenhum olhou para Clarkson, se concentrou em relatar como os apoiadores da dinastia Schreave viam o movimento rebelde. Chegou até a derramar meia dúzia de lágrimas para dar mais verossimilhança ao relato.

Clarkson não proferiu uma única palavra audível, mas seu semblante demostrava que o depoimento o deixara satisfeito. Ao contrário da baronesa, ele não tirava os olhos dela.

— A senhora tem algo mais a acrescentar? — A juíza perguntou enquanto a testemunha tentava se recompor de sua performance teatral.

Por fim, ela secou as lágrimas e sorriu. Não um sorriso triste, tampouco assustado, havia certo simbolismo vitorioso em seu olhar. A mudança fez a expressão de contentamento do rei mudar por completo.

— Tenho, tenho algo a acrescentar que fará esse júri agilizar a sentença.

Ela revelou sorridente enquanto olhava diretamente para Clarkson pela primeira vez depois que entrara. Que os dois estavam cheios de segredinhos é fato, mas porque ela o trairia sem antes propor um acordo que a beneficiasse com a juíza?

— Pois continue. — Exigiu a juíza.

— Eu menti, meritíssima. Menti sobre tudo o que disse nesse relato.

Confessou ela como se a situação toda lhe divertisse. As expressões naquele júri foram as mais diversas, nem quem estava gravando conseguiu esconder o espanto com a mudança de planos dela. Maxon e Brice se entreolharam, a rainha pareceu pasma, estava em uma mesa com seu advogado afastada de Clarkson, mas olhou para ele como se exigisse resposta do marido. Os membros do júri cochichavam uns com os outros, assim como os responsáveis pela transmissão.

— A senhora irá responder por ter tumultuado essa sessão. — Alertou a juíza.

— Não, não irei responder por mais nada. — Respondeu a baronesa bem convicta de si mesma.

— Falácias, tudo o que ela disser não são mais do que falácias! — Retrucou Clarkson. Porém, mal ele terminou a frase, levou a mão ao peito e depois à garganta.

— Majestade! — Gritou o advogado que estava do lado dele enquanto tentava ajudá-lo.

Clarkson continuou mantendo as mãos sobre a garganta como se algo estivesse lhe impedindo a direta passagem de ar.

— Ele está sufocando! — Gritou Maxon saindo de seu lugar e indo até o pai.

— Clarkson! — Amberly gritou ignorando os comentários de seu advogado.

— Chamem a equipe médica, meu pai está morrendo! — Brice gritou atônita enquanto corria também ao encontro do pai

Me levantei de meu assento e caminhei até a aglomeração tentando esquecer que era Clarkson ali, a promessa de minha formatura bradava a gritos estridentes.

— Deem-no espaço. — Pedi abrindo passagem para me aproximar dele. — Sou médica.

Confidenciei quando finalmente consegui chegar perto o suficiente. Seu rosto estava vermelho, os lábios inchando, e a falta de ar se prolongando ao que parece.

— S- saia daqui. Prefiro morrer do que dever algo a você. — Ele gaguejou com dificuldade.

Ignorei seu comentário e toquei seu pulso, por mais que ele quisesse, não tinha forças para protestar sobre isso.

— Está tendo um ataque cardíaco! — Gritou a rainha desesperada e com lágrimas escorrendo da face.

— Não, ele foi envenenado. — Constatei impedindo que ele se sentasse, a dificuldade de respirar estava piorando. — Michelle, traga a equipe médica para cá agora!

Exigi pelo ponto eletrônico em meu ouvido. Ela me disse que eles já estavam a caminho.

— Desgraçada! — Gritou Clarkson rouco quando conseguiu reunir alguma força.

— Se eu tivesse te envenenado não moveria um dedo para te salvar. — Retruquei. Brice ofereceu-lhe um copo de água. — Não. Ingerir líquidos pode piorar, não sabemos o que ele tomou.

Respondi impedindo-o de tomar.

— Eu sei que você é fraca demais para isso, estou falando dela.

 O rei sussurrou. O efeito do veneno está cada vez mais forte, por mais que ele tente sugar o ar, parecia haver alguma obstrução na faringe ou na traqueia. Precisávamos saber qual tipo de veneno ele ingeriu imediatamente.

— Baronesa! — Ouvi alguém gritar.

Quando me virei para ver do que se tratava ela estava caída no chão sendo socorrida pela juíza e por um guarda.

— O que é isso?! — Perguntou Amberly com a voz embargada. Agora ficou claro. A baronesa havia envenenado o rei e se envenenado também.

— Esse é o preço por não cumprir suas promessas, meu amor. Cansei de esperar. — A baronesa respondeu olhando para Clarkson enquanto o guarda tentava manter a cabeça dela erguida e a juíza tentava abaná-la. Não adiantaria de muita coisa, ela também não vai conseguir respirar por muito mais tempo.

— O que você tomou? Que veneno é esse?! — Indaguei de onde estava.

Brice repetiu a minha pergunta em um tom mais exigente, apesar de tudo, Clarkson é o pai dela e a princesa estava desolada.

— Chama-se desilusão. — Ela respondeu rindo. A voz começara a falhar.

O rosto de Clarkson se tornou roxo, os lábios cada vez mais inchados e os olhos fora de órbita, em menos de três minutos perderia a consciência completamente se continuar assim. Reconheci o veneno. Já havia visto pacientes com esses mesmos sintomas que foram envenenados por cianeto.

— É cianeto líquido. — Disse quando a equipe médica finalmente chegou. — O coração tá parando. Ponham a máscara de oxigênio.!

Exigi. Eles enfim colocaram o rei em uma maca e prepararam a máscara.

— M- me desculpe, Amberly. — Clarkson sussurrou segundos antes de ter a máscara colocada sobre seu rosto.

— Não! Não! Você não pode morrer! — A rainha gritou chorando mais ainda.

A voz dela estava totalmente embargada e as lágrimas haviam borrado toda a maquiagem de seu rosto. Maxon segurou o braço da mãe que estava desesperada para ficar junto do marido. Acompanhei a equipe médica para fora do salão do salão. Clarkson foi atendido e por mais que não fosse essa a minha especialidade, quis acompanhar de perto o médico tentar fazê-lo permanecer vivo.

As doses de cianeto foram altas demais, ainda não sei afirmar em que momento ele ingeriu, contudo, não resistiu. Me informaram que a mulher também não sobreviveu. O médico que a atendeu acabou de sair do leito de Clarkson, veio me entregar uma carta de despedida que encontrou no bolso do sobretudo da baronesa.

Ele sugeriu que um calmamente injetável estivesse à disposição da rainha quando ela recebesse a notícia. Não demostrou muita frustração por ter perdido a paciente, mas parecia se compadecer da situação de Amberly.

Li apenas as primeiras linhas, ali os motivos dela estavam confirmados e detalhados. Como se aquela cena já não tivesse sido clara o suficiente. Analisei a ampola do calmante e pedi que Dr. Ashlar viesse comigo para aplicá-la, pois creio que a rainha não a queira tomar de bom grado. Dobrei a carta e saí da UTI particular. A família real estava na sala de espera aguardando notícias.

Abri a porta e vi Maxon e Brice sentados um de cada lado da mãe. A rainha estava de cabeça baixa com um lenço lhe cobrindo os olhos. Não é como se eu gostasse de Clarkson, mas me compadeci da dor de sua família. Ela retirou o lenço do rosto e olhou para mim, seus olhos, vermelhos de tanto chorar, imploravam por uma boa notícia, porém, suas expectativas não poderiam ser atendidas.

— Sinto muito, mas ele não resistiu. — Murmurei. — A baronesa também não.

— Não pode ser, não! — Ela protestou desesperada como se não quisesse acreditar naquilo.

Brice e Maxon também receberam a notícia com pesar, embora não da mesma forma da mãe.

— Fizemos o possível, majestade, mas o veneno já estava avançado demais, não conseguimos conter. — Dr. Ashlar completou.

— Ele não pode ter morrido, não pode! — A rainha se negou a aceitar.

— Mãe, calma. — Brice pediu segurando a mão dela.

— Eu não quero ficar calma! Isso não pode estar acontecendo! — Ela gritou se levantando, Maxon segurou o braço dela e a fez sentar-se novamente. Ela voltou a chorar copiosamente com se tivesse caído no mais profundo abismo.

Fiz sinal para que o médico lhe injetasse o calmamente que ele havia sugerido antes.

— Majestade, fizemos o que estava ao nosso alcance. — Ele disse se aproximando dela, como estava de cabeça baixa, só percebeu quando a seringa foi injetada em seu braço.

Maxon apoio a cabeça da mãe em seu colo. Em poucos segundos estava completamente sedada.

— É um calmante. Ela vai acordar desorientada, porém um pouco mais calma. — Expliquei.

A rainha foi levada para seus aposentos com Brice à tiracolo.

— Eu quero ver meu pai. — Maxon pediu.

Retirei a carta do bolso do jaleco folgado que me arranjaram.

— Só um segundo, Maxon, encontramos isso no bolso do casaco da baronesa. Vocês e Brice que são filhos que decidam se vão ou não contar para rainha sobre... bem, já devem deduzir do que se trata.

Confidenciei entregando a carta a Maxon.

— Sinto muito que tenha que ser assim. — Completei.

— Não é sua culpa.

Respondeu me dando um abraço. Logo depois disse que preferia ficar sozinho um pouco.

A morte de Clarkson foi uma surpresa para todos, embora não se posso dizer que foi motivo de tristeza para os que não pertencem a família. O funeral e o enterro foram discretos para evitar tumulto e cenas que apesar de tudo, não seriam éticas com a família do falecido.

— Obrigado por compreender e manter a discrição. — Maxon me disse quando voltamos para o castelo.

Amberly havia saído com a filha, provavelmente ela foi se recolher no quarto como tem feito desde que Clarkson morreu. Ela acabou lendo a carta, porém, ou invés de demostrar raiva pela traição, ela ficou ainda mais abalada. Deixei a ter seu momento. Adiei o julgamento para que eles pudessem se despedir em paz.

— É seu pai, errado ou não é seu dever se despedir dele. E você pode até não acreditar, mas essa situação não me alegrou. Meses atrás eu teria feito algo bem indelicado, porém, hoje é complicado demais. — Eu respondi encostando minha cabeça em seu peito.

Michelle veio falar comigo sobre o Jornal Oficial logo em seguida.

         Duas semanas se passaram e obviamente os ânimos não melhoraram, mas Illéa precisava saber como ficaria a situação dos membros restantes da família real, eu também preciso. Maxon foi o primeiro a ser julgado, depois de horas de julgamento a juíza finalmente começou a ler a sentença.

— Este tribunal considera que Maxon Cálix Schreave é...


Notas Finais


Obrigada por lerem^^
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