História Permanent - Wincest - Capítulo 20


Escrita por: ~

Postado
Categorias Supernatural
Personagens Bobby Singer, Castiel, Dean Winchester, John Winchester, Mary Winchester, Sam Winchester
Tags Wincest
Visualizações 240
Palavras 4.727
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Hentai, Lemon, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá amigos,

Segue mais um capítulo,
cheio de amor paternal, e, com um
novo personagem.

Desculpem os erros.

Ótima Leitura !!!

Capítulo 20 - Bobby, nosso verdadeiro pai


Fanfic / Fanfiction Permanent - Wincest - Capítulo 20 - Bobby, nosso verdadeiro pai

 

Sam passou vários dias acamado, doente, com forte gripe e severa inflamação de garganta, devido aos dias de estrada. Seu corpo tinha chegado ao limite da exaustão, sem conseguir dormir quase tempo algum, e, praticamente, ao relento, nas frias boleias de caminhões, nas longas viagens sem descanso, se alimentando muito mal e pouco. Bem diferente de quando estava em caçadas, onde conseguia manter uma alimentação, às vezes até saudável, e, quando conseguia dormir justas horas em quartos de hotéis, ruins e precários, mas quase sempre com aquecimento.

O corpo de Sam estava desgastado por causa do seu estado emocional, por incontáveis horas de choro, angústia e aflição, antes mesmo de iniciar aquela jornada até Bobby, e o reflexo de tudo que vinha sofrendo, desabou ao pisar na casa do mais velho, já que durante a viagem teve que se reprimir diversas vezes, para não transparecer um maníaco descontrolado e depressivo para as pessoas que estavam lhe ajudando de bom grado, apesar dos momentos em que se escondia nos banheiros das paradas para extravasar seu sofrimento, longe dos olhos das pessoas, dentro das cabines imundas.

A chegada na casa de Bobby tinha sido o romper de tudo que estava represando há dias, e assim que se viu livre, o corpo de Sam reagiu, o derrubando, fragilizado e doente, e Sam, ainda sentindo os males de sua tristeza, não parecia querer melhorar, passava horas a fio, chorando, encolhido na cama, às vezes febril e trêmulo, nunca conseguindo dizer para Bobby o que lhe afligia tanto, mesmo balbuciando perfeitamente, o nome de Dean repetidas vezes em seu sono agitado pela febre.

Bobby abraçava e embalava Sam, como a um filho amado, com todo carinho, mas muito angustiado por não aplacar, de algum modo, o sofrimento de Sam, mas acima de tudo, respeitando o momento dele, e, tentando o compreender, naquele silêncio tão sofrido, antevendo a gravidade do que Sam carregava em seu coração. Sam sempre via o olhar aflito de Bobby sobre si, compreendendo a intenção carinhosa dele querer o ajudar, de alguma forma. Não passava desapercebido, o jeito respeitoso de Bobby, porém desesperado, de ver Sam sofrendo daquela forma, sem dizer nada a ele, sem conseguir se abrir ainda.

Numa noite, após Sam se alimentar de uma sopa bem feita e quente, feita por Bobby, que permaneceu na cabeceira de sua cama, cuidando dele, reforçando sua alimentação e  lhe medicando, Sam segurou na mão de Bobby, que recolhia a bandeja de seu colo, e fez com que o mais velho se sentasse na pequena cadeira de madeira rústica ao lado da cama, esperando ele falar o que queria, lhe olhando curioso.

Sam: Bobby.....eu sei que está aflito para podermos conversar.....eu sei que quer me ajudar.....e eu também quero muito dizer a verdade para você....(Tossiu um pouco)....eu preciso que saiba o motivo pelo qual eu estou aqui.....o porquê de eu ter vindo para cá....(Se ajeitou na cama, retirou a bandeja das mãos de Bobby e a colocou aos pés da cama, com Bobby lhe encarando com carinho).

Bobby: Escuta filho, não precisa falar, senão quiser....cada um tem seu tempo....eu não vou a lugar nenhum....e quando estiver pronto, é só desabafar.....só não quero te ver desse jeito de novo.....(Sorriu sincero, e bagunçou carinhosamente o cabelo de Sam)....me parte o coração te ver assim, garoto....(Encarou Sam).

Sam: Eu sei Bobby, me desculpe por isso.....(Bobby sacudiu a cabeça em negação sorrindo para Sam novamente, lhe transmitindo confiança pelo carinho)....eu estou pronto agora....(Suspirou)....eu preciso falar....eu passei muito tempo em silêncio sem ter com quem falar absolutamente nada.....nem mesmo com o Dean.....(Fugiu do olhar de Bobby, brincou com os próprios dedos, ansioso e triste, na primeira vez que dizia o nome de Dean depois que partiu).

Bobby: (Percebeu o desconforto ao tocar no nome de Dean).....Foi ele, não foi?.....Foi o Dean que fez isso com você?.....(Recolheu uma lágrima que caía pelo rosto de Sam).

Sam: Foi....(Disse baixo, quase não sendo ouvido, envergonhado).

Bobby: Eu sabia, Sammy.....eu sempre soube...que um dia um dos dois apareceria aqui....destruído desse jeito, por causa do outro....(Se levantou e deu volta em si mesmo, alisando a barba, preocupado e apontou para Sam)....e algo sempre me dizia que seria você...(Ficou calado, organizando os pensamentos).

Bobby: Eu amo vocês dois igualmente....mas o Dean...(Suspirou cansado)....ele é tão idiota e tolo às vezes....que irrita....ele é a maldita cópia de John....ele passou muito tempo da vida dele, admirando o pai....aprendendo o que não devia...querendo ser como John....e pegando traços da personalidade distorcida dele...só que ele é inocente demais, nada maldoso como John....(Falou nervoso, repreendendo Dean mentalmente).....mas....mas.....(Se sentou ao lado de Sam, na cadeira).....Me fala Sammy, o que ele fez com você?....O que o idiota do seu irmão fez com você?....Estou te ouvindo....(Esperou controlando a vontade de xingar mais Dean).

Sam: (Sorriu fraco para o jeito defensivo de Bobby consigo)......Bobby....eu vou te contar tudo....mas primeiro, eu quero que saiba, que se depois do que eu te falar....(Hesitou com receio).....não quiser que eu fique aqui....eu vou embora sem ressentimento....eu vou compreender seu lado....(Falou retorcendo a grossa coberta que cobria suas pernas até seu peito).

Bobby: (Fez carinho na cabeça de Sam)....Deixa disso Sammy, desde quando eu vou te expulsar daqui?.....O que é tão ruim assim.....hein?...(Brincou com Sam, mas já desconfiado do que ouviria dele).

Sam: É difícil falar disso com você...que para mim, é muito mais meu pai do que o John....(Ficou encabulado, mas olhou para Bobby esperando a reação dele).....Bobby.....eu e o Dean.....(Respirou fundo, com medo).....eu e o Dean....nós meio que nos apaixonamos....(Desviou o olhar de volta para suas mãos).....nós nos apaixonamos já algum tempo....e nos declaramos.....(Tossiu).....antes de eu cair na gaiola de Lucifer e Miguel...antes de eu ficar sumido e todo mundo acreditar que eu estava morto.....(Falou pausadamente para Bobby o entender).

Bobby ficou um pouco desconcertado ouvindo o que já previa, mas de qualquer modo, era diferente suspeitar e ouvir com todas as palavras da boca de quem estava vivendo a situação toda. Se lembrou de quando riu de John, para desconversar essa afirmação feita por ele bêbedo ao telefone, e também, de todas as milhares de vezes que viu olhares, abraços e carinhos entre os dois, bem mais profundos que somente entre dois irmãos. Se levantou novamente, andou calmamente pelo quarto, passou a mão na barba e no cabelo, contornou os lábios com os dedos várias vezes, analisando um modo de não parecer tão pasmado com a revelação para não magoar mais ainda Sam, que estava visivelmente envergonhado e temeroso.

Bobby: (Parou de andar e gesticulou com as mãos).....Sammy.....eu não vou mentir para você, filho.....eu já desconfiava disso....(Sam o olhou muito surpreso)....você é muito especial, sempre foi tão sincero e correto com as pessoas....(Sorriu carinhoso)....não teria como eu disfarçar para você que não sabia, e fingir que estou surpreso.....na verdade, eu sempre soube que isso poderia acontecer....(Suspirou)....e acho que por isso eu não estou em choque total....(Riu sem graça e se calou um longo momento).

Sam: Você não vai falar nada?....(Perguntou com medo).

Bobby: Ah, Sammy....falar o quê?....(Sentou ao lado de Sam novamente e pousou uma mão no ombro dele, o encarando amistosamente)......Não tenho que falar nada....a vida é sua e do Dean....são as escolhas de vocês dois....eu entendo até como isso aconteceu.....eram só vocês dois, desde pequenos, sempre juntos para todo lado....sem família e sem amigos....sem parar em escola nenhuma, sem um lar.....Dean criou você....mesmo ele sendo uma criança ainda.....(Pausou, recolheu sua mão e sorriu relembrando)....ele não conseguiu ficar longe de você....nem quando você foi para a faculdade...ele ficava perturbando para poder ir lá de ver toda hora....(Riu baixo)....ele sempre teve essa coisa por você....essa proteção exacerbada e inexplicável....e você sempre ficou ao lado dele....mesmo depois que ele se tornou um caçador e você ainda era uma garoto franzino.....você corria para todo lado atrás dele, com medo dele morrer numa caçada...não deixando ele comer muita porcaria e nem beber demais...(Bateu uma mão na outra de leve)....é isso, filho......foi sempre isso que vi esse tempo todo....acho que isso iria acontecer uma hora ou outra.

Sam sorriu muito aliviado para a explicação de Bobby, e para a reação amigável dele, sempre passando tanto amor por ele e por Dean.

Bobby: Agora....que você já viu que eu não sou nenhum casca grossa....que posso compreender essas coisas de amor....(Riu brincalhão)....me conta o que aquele idiota do Dean fez para você?....Me conta desde o começo para eu entender, filho...(Apoiou os cotovelos nos joelhos e encarou Sam, esperando ele começar a falar).

Sam assentiu mais calmo, sorrindo, como não fazia há muito tempo, para aquele homem sábio, que era um bom pai e um ótimo amigo. Sam contou tudo para Bobby, desde quando ele se declarou para Dean e vice-versa. Bobby fez cara de nojo sorrindo para os momentos mais profundos, como nos momentos em que se reencontraram e reataram a relação, mesmo com Sam pulando toda a parte de contatos físicos entre ele e Dean, Bobby ainda tinha suas reservas, mas sempre com um sorriso paterno nos lábios, fazendo graça algumas vezes, para amenizar a confissão de Sam, e deixa-lo mais confiante e confortável.

Após aquela noite, Sam e Bobby fortaleceram o elo de amor de pai e filho entre eles. Sam ficou feliz em encontrar em Bobby alguém em quem confiar abertamente, sem precisar omitir nada, e muito menos a parte mais importante de sua vida, o seu amor por Dean. Bobby era aquele que com certeza estaria do seu lado, sem questionar nada e sem cobrar nada em troca, e a casa do velho caçador acabou por se tornar sua casa também, de tão à vontade que Bobby o fazia se sentir, relembrando as longas temporadas que tinha passado naquela casa, quando criança, sempre encontrando um lugar humilde mais repleto de amor e carinho.

Sam recuperou suas forças, com a ajuda e o apoio de Bobby. Após seu desabafo, se sentiu mais leve, mais autoconfiante e tranquilo, já conseguia levantar novamente sua cabeça, e conseguia ao menos ter forças para varrer de sua mente tudo que Lisa o tinha dito, e a sua presença na vida de Dean. Os momentos em que Sam ficava um pouco mais abalado e retraído, eram justamente, quando se esforçava para esquecer sua relação amorosa com Dean, pois ainda lhe doía demais, o término de tudo que sempre almejou viver com ele, a quem não conseguia tirar de seu coração de modo algum, a intensidade do que sentia por Dean era grande demais para que esmiuçasse com os ressentimentos que ainda guardava, mas que sabia que se apagariam com o tempo. O seu peito se comprimia ainda mais quando pensava no amor de irmão, na vida de união com Dean, naquela relação tão estreita, somente dos dois, e Sam sabia, que não tinha como fugir dessa relação com Dean, e mesmo que nunca mais o visse, esse amor nunca se quebraria, assim, como o seu amor nada fraternal, mesmo quebrado, jamais seria esquecido.

Conforme o tempo foi passando, Sam iniciou várias pequenas reformas na velha casa de Bobby, querendo sempre, se manter ocupado o máximo de tempo que conseguisse, para não pensar em Dean, e com isso, consertou todas as telhas do telhado em ruínas, refez a pintura da casa, limpou todo o terreno em volta da casa, afastando e juntando os carros para um canto, retirando todos da passagem do portão até a casa, consertou o compactador do ferro velho, quebrado há anos. E quando já não tinha mais nada para fazer, Sam resolveu procurar um trabalho nas redondezas.

Sam rodou uns dias pelo centro da cidade de Sioux Falls, até encontrar trabalho como ajudante em uma clínica veterinária de médio porte, que tinha pregado o anúncio na entrada, e onde passou a trabalhar no mesmo dia em que pisou nela com o cartaz nas mãos, perguntando pelo trabalho. Já no primeiro momento, simpatizou com a dona da clínica, uma profissional que aparentava amar os bichos assim como ele próprio, a veterinária chamada Amélia Richardson.

Como Sam sempre desejou ter bichos de estimação, em especial cachorros, ele adorou o serviço, era fácil e prazeroso cuidar dos bichinhos, prepara-los para procedimentos e de tratar deles nas pequenas jaulas de descanso, sempre com um sorriso bobo e carinhos longos e afetuosos nas mãos. Eram dias de paz para Sam, a serenidade perfeita para o seu espírito ansioso e machucado, por tudo que tinha passado. Já não chorava mais, nem mesmo quando a saudade de Dean apertava seu coração antes de dormir.

Amélia, a dona da veterinária em que Sam trabalhava ficou encantada por ele, desde o momento que o viu entrar na clínica, com aquele sorriso radiante e seu jeito de menino. E durante o tempo em que ficavam juntos trabalhando, ela notava como Sam era diferente no tratamento com os pequenos animais, e isso a cativou, muito além da beleza dele, e daqueles olhos atentos, que a cada dia estava de uma cor diferente, do sorriso aberto, da educação exemplar, e, de como se expressava com desenvoltura.

Numa tarde de sexta, Amélia, que era viúva de militar, morto na guerra contra o terrorismo, e era uma mulher bem apresentável, não se fez de rogada, e convidou Sam para sair naquela mesma noite, deixando claro para ele que não se tratava de um encontro, mas de um meio de distração entre dois amigos, para não o assustar. Ela o convenceu alegando que seriam horas que evitariam passar em casa sem fazer nada, em plena noite de sexta.

Sam aceitou o convite de Amélia, mais por educação do que por vontade, pois preferia ficar em casa curtindo a TV antiga junto de Bobby cheirando a charuto e a uísque, e porque parte de si, inexplicavelmente, queria preservar algum tempo, para se entregar as lembranças e a saudade de Dean, mesmo ciente de que era um masoquista, por querer seu coração preso a ele. Sam preferia arrumar desculpas para si mesmo, pensando em como tinha se passado pouco tempo, e, em como as feridas e o amor por Dean ainda estavam presentes e tão vivos dentro de si, para poder deixar alguém entrar. Sam notou perfeitamente, quais eram as quais pretensões de Amélia, assim como, de qualquer outra mulher quando o convidava para sair com segundas intenções, somente observando a linguagem corporal e as palavras usadas, como bem aprendeu como caçador, e não acreditou nem um segundo, em somente amizade vinda de Amélia.

Sam tinha pensado em ligar inventando uma desculpa para não sair, depois que chegou em casa, mas encontrou Bobby na sala falando ao celular com alguém, Sam fez um sinal cumprimentando Bobby, e foi até a cozinha pegar um copo d’água, quando ouviu claramente, o nome de Dean sendo falado por Bobby. Largou o copo pelo meio, e se apoiou na pia, tendo dificuldade para engolir até a água que estava em sua boca, quase sentindo dor no esôfago para fazê-lo, e se virou, ficando de frente para a porta da cozinha, esperando Bobby, apertando a beirada da pedra mármore da pia antiga.

Já tinham se passado dois meses, desde que partiu, e Dean só tinha ligado uma vez para Bobby, que o mais velho o contou, justamente na manhã em que Dean descobriu sua partida, e estava desesperado atrás de si, pedindo ajuda para o encontrar, que Bobby negou.

Sam ficou curioso para saber porque Dean estava ligando depois de tanto tempo, pois como Bobby tinha dito, Dean tinha ficado magoado com ele, e por isso, o mais velho estava certo de que Dean não voltaria a ligar por um bom tempo. Sam ficou se perguntando se Dean o estava procurando novamente, e se estava desconfiado que ele estava ali na casa de Bobby. O que o deixou mais nervoso e com o coração acelerado.

Sam acompanhou Bobby cruzando a porta da cozinha, e escorando suas costas no batente, tirando o boné e passando as mãos pelo ralo cabelo grisalho, com um olhar inquieto e apreensivo sobre si.

Sam: Bobby, era o Dean, não era ?....(Encarou Bobby e a expressão carrancuda de seu rosto).

Bobby: Era sim, Sammy.....era o seu irmão...(Fugiu do olhar de Sam e recolocou o boné na cabeça, um pouco perturbado).

Sam: O que foi que ele te disse para te deixar assim?.....(Questionou sentindo a sua musculatura se contrair por ansiedade).

Bobby: Assim como?....(Tentou disfarçar, foi até a geladeira pegar água também, e ficou de costas para Sam, colocando água no copo, parado na porta da geladeira).

Sam: Você disfarça muito mal.....(Riu fraco)......Pode falar Bobby.....eu não vou mais chorar por causa do Dean.....(Pediu para acalmar seu coração).

Bobby: Sammy, por favor.....esquece isso.....não quero que sofra mais....você está indo tão bem, filho.....(Respondeu após guardar a garrafa d’agua, colocar o copo dentro da pia e se apoiar na mesma, ao lado de Sam, na mesma posição que o mais novo).

Sam: Fala Bobby....(Insistiu curioso).

Bobby: O Dean....ele...ele voltou a morar com a Lisa....ele estão morando juntos de novo....(Afirmou e observou a reação de Sam).

Sam ficou um pouco sem ar, suas pernas vacilaram momentaneamente, e foi segurado por Bobby, que o arriou até o chão, apoiando suas costas no pequeno armário que havia debaixo da pia. Sam se sentou com a cabeça entre as pernas, puxando o ar com força, olhando para Bobby, agachado à sua frente.

Bobby fez carinho na cabeça e costas de Sam, enquanto tentava o acalmar, e tirar dele aquele olhar de súplica do rosto apático. Sam tentou controlar sua respiração e seu coração descompassados, naquele pequeno ataque de ansiedade e pânico, por ouvir aquela notícia tão dolorosa, de que Dean estava pouco se importando com ele, e que com certeza, deveria estar feliz com sua partida para ir de vez assumir sua nova família, confirmando mais uma vez, tudo que Lisa tinha lhe dito.

Bobby: (Aflito com o estado de Sam)....Sammy......filho....(Puxou o rosto de Sam para lhe olhar)......ele me ligou para dizer o número de telefone da casa da Lisa, para no caso de eu vir a ter alguma notícia sua.....para eu entrar em contato com esse número também....(Sam o encarava atônito e ofegante ainda)......ele disse isso, porque o celular dele pode ficar fora de área, já que ele continua procurando você e viajando para todo lado, e com um número fixo, será melhor para comunicar com ele ou deixar recado.....(Sam negou com a cabeça, sorrindo um pouco sarcástico, mas com lágrimas paradas nos olhos).

Sam: Eu não acredito nisso......(Falou baixo)......ele está pouco se lixando para mim.....e se continua mesmo me procurando.....é...por pena....ele tem pena de mim.....ele quer ter a consciência limpa de que fez tudo para ajudar o pobre irmão caçula  dele....(Passou a mão no rosto limpando a primeira lágrima que caiu).....eu já devia esperar que ele fosse morar com a Lisa assim que eu sumisse do caminho dele.....eu sabia que estavam juntos....e o próximo passo era esse....né?.....Eu era o grande empecilho para ele, só isso.....(Se levantou devagar segurando firme na pia e na mão de Bobby que lhe ajudou).....e eu ainda sinto falta dele.....(Pausou).....todos os dias.....eu penso nele todos os malditos dias, Bobby...(Olhou para Bobby)....eu sou muito ridículo....um completo imbecil mesmo....(Falou com raiva de si mesmo e de Dean).

Bobby: (Segurou no ombro de Sam e o puxou para um abraço apertado, ao vê-lo chorando novamente e dizendo aquelas palavras).....Sammy....não diga isso....não se rebaixe assim....não pense que Dean tem pena de você.....isso é uma mentira deslavada que aquela mulher colocou na sua cabeça.....o Dean é o cara mais confuso que eu já conheci....nem sei qual é a real personalidade dele....(Riu sem humor)....mas de uma coisa eu tenho certeza, é de que ele te ama mais do que a ele próprio....ele te ama demais....Sammy....ele continua te procurando por que ele te ama....só por isso...(Repetiu pausadamente).

Sam se afastou do abraço de Bobby, dando dois tapinhas no peito do mais velho em agradecimento pelo carinho, deu alguns passos para sair da cozinha e se virou para Bobby, já na porta.

Sam: O Dean não ama ninguém Bobby....o que ele sente por mim é pena misturado com esse sentimento de proteção que meu pai obrigou a ele ter por mim, quando éramos crianças....e o que ele sente pela Lisa....é a projeção de que ela pode realizar o sonho dele ter uma família....e que ele irá realizar agora.....(Limpou o rosto molhado)......ele trocou ela por mim muito fácil e depois me trocou por ela, mais fácil ainda.....então.....(Deu de ombros)......eu só queria acabar com isso que eu sinto por ele...(Pausou).....desculpa Bobby.....eu vou subir.....desculpa....(Abaixou a cabeça e saiu da cozinha em direção as escadas).

Bobby ficou pensando no que Sam tinha dito, se lastimando pela situação dos dois, que estavam sofrendo separados, naquele desencontro sem sentido algum. Bobby desconfiou que tivesse dedo de John naquilo tudo, e por isso não disse a Sam que o pai tinha lhe contado bêbado, sobre os dois, já que nem juntos estavam mais.

Bobby não aguentava ver o desespero no olhar tímido de Sam, e sabia que o mesmo desespero estava sendo expressando por Dean em bebidas e na procura desenfreada por Sam, como Dean não escondeu dele na ligação, apesar de ter contado entre os dentes ainda sentido com Bobby. Ambos estavam tolerando uma sobrevida, longe um do outro. Não se questionava em contar nada para Dean da presença de Sam em sua casa, mesmo sabendo do risco dele ser descoberto a qualquer momento por John ou pelo próprio Dean, respeitava a opção de Sam, que também estava bem ciente de que poderia ser descoberto em uma visita qualquer a Bobby.

Minutos depois, Sam desceu as escadas, que dava para os quartos na casa de Bobby, onde tinha se instalado em um deles, sendo o outro de Bobby, já de banho tomado e roupa limpa, um pouco mais arrumado que o de costume, de calça jeans escura, camiseta branca e blusão xadrez azul e branca por cima, seus cabelos ainda estavam úmidos do banho, e, estava perfumado, bem diferente do cheiro de cachorro com o qual chegava em casa depois do trabalho. Bobby, que estava na sala, vendo TV, levantou o cenho, na pergunta muda para onde Sam estava indo, assim que o mais novo encontrou os olhos dele.

Sam: (Sorriu fraco)....Hei....esqueci de te avisar que vou sair um pouco....a Amélia me chamou para dar uma volta e....(Suspirou, dobrando as mangas da blusa).....depois do que me contou....eu....eu resolvi aceitar...(Falou expressando uma falsa e mínima animação).

Bobby: (Entendeu o que ele quis dizer)....Sammy, acho bom mesmo você sair um pouco, se distrair....mas pensa bem......você não está em condições de sair com ninguém.....você está ressentido e magoado ainda.....(Sam fez sinal para Bobby parar de falar).....não faça nada que se arrependa depois...porque terá mais gente sofrendo nessa estória toda.....além de você mesmo....(Insistiu e concluiu seu pensamento).

Sam sacudiu a cabeça lentamente, demonstrando que tinha entendido a que Bobby estava se referindo, para ele não se envolver com Amélia, e acabar fazendo ela sofrer, além dele mesmo. Antes que pudesse dizer alguma coisa, Sam escutou o eco de uma buzina, e sabia que era Amélia que tinha ido lhe busca. Foi até Bobby sentado e lhe olhando, e deu um beijo no rosto dele, e saiu apressado.

Sam: Não volto tarde...(Gritou da porta).

 

XXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXXX

 

John estava feliz demais para conseguir ficar parado em um só lugar, por dois meses, esperando que Dean lhe contasse sobre a escapada de Sam, e ele pudesse se intrometer na caçada à ele, então após pensar bem, fez um pequena visita a Lisa, que lhe confirmou que Dean não estava viajando. Era a hora de jogar a verdade para Dean, e, providenciar um encontro final com Sam.

Sam tinha ajudado a John, saindo do seu caminho, mas os planos de John teriam que ser concluídos, com a morte de Sam, já que era um perigo real e talvez, iminente, de Dean o reencontrar, o que poderia levar a descoberta das mentiras de Lisa e tudo vir abaixo, e como Dean estava fora de controle de Lisa, e do seu também, como demonstrou Dean na ultima vez que estiveram juntos, não tinha outra opção, senão se mostrar, tirar Dean da caçada à Sam por um tempo, enquanto ele mesmo, encontrava e dava fim ao mais novo. E para isso tudo, teria que voltar a atuar rápido, e confabular novos rumos dos planos para Lisa.

John chegou na casa de Lisa, estacionando a caminhonete na frente da mesma, deixando um bom espaço para o Impala, assim que Dean chegasse. Foi recebido com um forte abraço por Lisa e sua barriga postiça. Logo estavam os dois conversando, sentados na sala, entre risos e gargalhadas altas, enquanto Lisa contava todos os detalhes do diálogo com Sam em sua casa, quando ele se despediu, deixando John quase com inveja de Lisa, por ter presenciado a derrota de Sam, por o ter visto sem aquela empáfia quando o encarava.

Dean ficava alojado no quarto de hóspedes da casa de Lisa, sempre no entremeio de suas viagens, quando também, trabalhava no campo de obras, e abastecia seu estoque de material no Impala para realizar os serviços encomendados em outras cidades. Apesar da relutância em aceitar o convite de Lisa, Dean estava mais despreocupado com o filho e  mulher durante suas viagens, morando com ela.

Dean sempre que ficava na casa, tentava se manter útil de alguma forma, insistiu com Lisa para comprarem as roupas e outras necessidades do bebê, e, começarem a decorar e montar o quarto do bebê, no mesmo quarto em que estava dormindo, mas Lisa o impediu dizendo que havia tempo ainda. Dean não sabia explicar, mas não via em Lisa ânimo de ser mãe, e nem qualquer preparação para a chegada de seu filho. Lisa não havia comprado nada para o bebê, e mal tocava no assunto. O que Dean estranhou bastante, ainda mais quando perguntou para Mike a respeito, se ele gostaria de ter um irmão, e o garoto simplesmente fugiu dele, sem responder nada e se trancou no quarto, sob o olhar enfurecido de Lisa, que também não explicou a situação para Dean, desconversando.

Dean evitava passar muito tempo sozinho dentro de casa com Lisa, e só o fazia, se Mike estivesse junto, a quem sempre buscava a companhia, apesar de que, Lisa vinha respeitando seu espaço, e não estava mais tentando nada, o que lhe deixava bem aliviado, mas, por garantia, mantinha a porta de seu quarto fechada para dormir, com receio de Lisa voltar a insistir na velha tentativa de o reconquistar.

Dean não deixou nem um segundo de pensar em Sam, estava sempre elaborando e pesquisando novas rotas e lugares para onde ele pudesse ter ido, e perseguia cada uma dessas rotas e lugares. Sentia uma saudade esmagadora dele, e chorava quase todos os dias, no chuveiro, quando estava na casa de Lisa, ou, sozinho dentro do Impala. Há muito não conseguia dormir uma noite completa ou mesmo fazer uma refeição sem pensar em Sam e ter que para de comer preocupado com ele, onde estaria e se estaria se cuidando. Dean só se alimentava para não cair desmaiado ao volante. A culpa era constante dentro de seu coração, a certeza de que provocou a partida de Sam para sempre, lhe corroía, mas do que uma doença, e toda vez que entrava no carro para seguir em mais uma busca por Sam, se sentia sufocar. Nada era mais terrível do que a perda de Sam, e Dean já tinha comparado isso em sua mente com várias outras situações. As forças que o faziam prosseguir vinham da esperança vazia de que encontraria Sam, mesmo com o passar do tempo, e a diminuição gradativa dessa ilusão, Dean amava Sam da mesma forma, e enlouqueceria senão buscasse por ele, enquanto tivesse vida.

De uma forma obsessiva, Dean repassava muitos momentos bons que tinha vivido com Sam, em sua mente, não se permitia esquecer nenhum um milésimo de segundo sequer, de cada dia e noite que passou ao lado de Sam, e nem se importava quando chamava a atenção dos outros carros na estrada, por estar chorando e gritando de saudade de Sam ao volante, como um alucinado, ou, quando o ofereciam ajuda, por estar tão bêbedo, caído em algum canto da rua ou dos bares, abraçado ao próprio corpo, suplicando para as imagens em sua mente se fazerem reais, e poder rever o sorriso de Sam, o rosto felino e os olhos estreitos e coloridos, poder tocar nele, sentir o calor da presença e o cheiro, que tanto lhe fazia falta.

 

CONTINUA...

 


Notas Finais


Amigos,

Muito Obrigadaaaaaa por comentários tão aprofundados na FIC,
sempre tão interessados e inspirados.....estou amando cada um deles,
podem ter certeza.

OBRIGADA A TODOS SEMPRE,
Obrigada aos favoritos novos, aos novos amigos e seguidores.....MUITO OBRIGADA PELA CONFIANÇA.

UM ZILHÃO DE BEIJOSSSSSS AMIGOS !!!!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...