História Permita- me Lembrar. - Capítulo 37


Escrita por: ~

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Categorias Once Upon a Time
Personagens Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Hades, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Peter Pan, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Amnésia, Emma Swan, Evil Queen, Grávida, Henry, Hospital, Mills, Queen, Regina Mills, Snowing, Swan Queen, Swanqueen, Swen, Zelena
Visualizações 412
Palavras 3.663
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi oii gente. Eu vim mandando bala nesse capítulo, porquê é em homenagem a Carol. PARABÉNS (Atrasado aqui) CA! 😊💕😌
E como ela Ama Cora, um capítulo da nossa Cora Bombástico, como prometido. Ia ficar grande esse capítulo, então eu dividi. Posto o próximo assim que der.

Boa leitura e lá embaixo aviso o pq da demora 😅😌😘

P.S: Obrigado a todos que favoritaram e comentaram, vcs me fazem feliz! 😶❤

Capítulo 37 - Descobertas Surpreendentes


Fanfic / Fanfiction Permita- me Lembrar. - Capítulo 37 - Descobertas Surpreendentes

Pov Emma.

Acordei sentindo um grande peso em meu corpo. Regina dormia praticamente em cima de mim. Pisquei os olhos me acostumando à claridade que vinha das janelas, havíamos esquecido de fechar as cortinas. Fechei os olhos por um momento pensando na noite anterior, os flashes do que fizemos pareceram tomar conta de minha mente, fazendo- me arrepiar por inteiro. Tivemos uma noite maravilhosa. Decidi levantar para lhe trazer um majestoso café da manhã na cama, então com muito cuidado tirei de cima de mim o braço de Regina que me rodeava possessivamente, assim como suas coxas. Afastei- me delicadamente para que ela não acordasse, e bem devagar para não machucar sua barriga. Eu não podia reclamar; adorava acordar com ela ao meu lado, ou nesse caso, em cima de mim.

Segui para cozinha para fazer o café da manhã mesmo não querendo sair de perto dela. Minha namorada merecia um digno café da manhã na cama, ainda mais depois da noite que tivemos, eu não poderia deixar nem ela nem nossa sementinha com fome.

Coloquei a água do café no fogo indo checar as mensagens do meu celular. A primeira que vi foi de Mary, pedindo que eu ligasse assim que acordasse. Bom, eram oito e vinte da manhã, será que estava tudo bem?

— Mãe, bom dia!

— Bom dia filha! – Respondeu alegre. – Como foi sua noite? – Era impressão minha ou eu ouvi Mary Margaret usar um tom malicioso?

—Mãe! David te falou algo não foi? – Revirei os olhos desligando o fogo.

— Não precisamos falar disso se você não quiser.

—Ohh, obrigada!

— Não agora. – Riu.

— Mãe! – Suspirei. Se eu quisesse mudar de assunto, eu mesma teria que fazer isso. – Está tudo bem? Como foi a noite de vocês ai?

— Estamos todos bem e a noite foi tranquila. Eu só pedi pra você ligar porque Henry queria falar com você. Eu vou passar pra ele tudo bem?

— Sim, estou com saudades dele. – Falei e ela lhe passou o telefone assim que nos despedimos.

— Oi mamãe! – Ouvi a vozinha de Henry animada do outro lado.

— Oi garoto, como você está? E como foi sua noite?

— Estou bem mamãe, e tive uma boa noite de sono. Mas me diz uma coisa, é verdade o que o vovô disse? Que você não tá mais com o Killian? – Perguntou empolgado.

— Sim amor, é verdade sim. – Ri de seu grito de “Yes” que soltou assim que ouviu minha confirmação.

— E quando eu vou te ver? – Antes que eu pudesse responder, ouvi seu sussurro – Você lembra que hoje é o aniversário do vovô né? – Completou me fazendo rir.

— Sim garoto, eu lembro. Eu vou tomar café com Regina e vamos te encontrar pra organizar a festa surpresa dele, o que acha?

— Uma ótima ideia! – Seu tom transmitia empolgação a cada palavra. – Mamãe, a vovó tá me chamando pro café, então vou desligar.

— Tudo bem amor. – Falei terminando de colocar as coisas do café na bandeja. – Um beijo.

— Outro. E diz pra Gina que eu mandei um beijo pra ela e pra minha irmãzinha, e que estou com saudades. – Disse e então desligou o telefone.

Terminei de preparar nosso café da manhã e subi as escadas, ouvindo Regina falar com alguém no telefone.

— Bom, tudo bem. Hoje não tenho muita coisa marcada, pode ser depois do almoço? – Esperou que a outra pessoa respondesse e eu entrei com a bandeja, fechando a porta com o pé. – Tudo bem então. A noite realmente não vai dar, então vou esperar sua ligação. Beijos Mamã. – Ela desligou e só então me viu no quarto. – Bom dia meu amor! – Me deu seu mais lindo sorriso.

— Bom dia amor! – Coloquei a bandeja ao seu lado na cama e sentei do outro lado, deixando a bandeja entre nós. – Eu queria ter acordado você com beijinhos e esse café da manhã na cama. – Abaixei a cabeça.

— Oh meu bem, você é linda sabia? – Disse e se aproximou para me beijar. – Não fica triste. Eu deito de novo, finjo que estou dormindo e você me acorda, resolvido! – Riu.

— Não, não teria graça. – Bufei e revirei os olhos. – Está tudo bem com sua mãe? – Quis saber assim que ela colocou uma torrada na boca – Eu não tinha a intenção de ouvir, mas entrei e você falava com ela...

— Não, tudo bem. Está tudo bem com ela sim, é só que ela disse que tinha algo pra conversar comigo e desde então não tivemos oportunidade porque eu estava na correria do julgamento. Liguei pra ela hoje pra marcar um almoço e ela me disse que vai viajar amanhã.

— Mas e então?

— Bom, ela vai me ligar quando tiver um tempinho disponível hoje. – Eu podia notar seu tom preocupado. – Sinceramente? Eu estou ansiosa para esse encontro. – Suspirou.

— Amor, não fica assim. O mais importante é que vocês vão conversar hoje. Se quiser ver ela a noite, tudo bem.

— Obrigada. É algo realmente importante, eu sinto que é algo que eu deva saber, entende?

— Acho que sim. – Sorri para lhe passar confiança. – Vai ficar tudo bem, ok? – Falei pegando sua mão e depositando um beijo nela. – Agora vamos tomar nosso café antes que nossa garotinha saia daí pra fazer isso sozinha! – Brinquei ao ouvir sua barriga roncar.

Terminamos de comer entre risadas e brincadeiras. Notei que Regina estava tensa, então fiz de tudo para que ela focasse no agora, e não na conversa que teria com Cora. Conversamos sobre o possível chá de bebê e até optamos nomes que gostávamos para nossa garotinha. Ficamos entre três nomes, então resolvemos que pediríamos a opinião de Henry também.

— Mães! – Henry gritou da porta assim que Regina e eu saímos do carro. A cada vez que ele se referia a Regina como mãe, eu notava um brilho no olhar dela.

— Olá criança! – Falou Regina assim que ele a abraçou. – Você estava com saudades de mim?

— Que pergunta! Mas é claro que eu estava!

— E de mim? Ninguém sente falta? – Falei chegando perto deles.

— Mamãe! Você está livre! – Me abraçou. – Obrigada Gina! Muito obrigada! – Henry voltou até ela e abraçou beijando-lhe o rosto.

— Olá Regina! Oi filha! Vem, vamos entrar. – Mary falou aparecendo na porta.

— E então mãe, vocês estão arrumados já? – Perguntei assim que entramos em casa.

— Sim, mas seu pai não tá muito animado não...

— Eu imagino.

— Claro, eu queria passar o dia com todos vocês. – David bufou descendo as escadas.

— Pai entenda, todos os anos passamos essa data juntos. E todos os anos, sempre acontecia de você ter q resolver algo do trabalho em pleno aniversário. Então hoje você e a mamãe vão ignorar qualquer ligação que seja do trabalho, e curtirem a companhia um do outro. Quanto tempo não fazem isso?

— Mas... É o primeiro aniversário meu que eu sei que você é minha filha... – Fez bico. Era engraçado, David, um homem formado e meu pai, fazendo bico. Sorri de sua carinha que parecia de longe com a de Henry quando me pedia doces antes do almoço.

— Papai... Por favor... Saiam pra almoçar, façam coisas juntos e quando for as cinco da tarde vocês voltam. O que acha?

— Droga! Com você me chamando assim e fazendo essa cara, não tem como dizer não! Isso é golpe baixo garota! Muito baixo. – Bufou numa falsa irritação.

— Eu sei, agora, vá curtir esse dia com sua linda mulher! – Sorri satisfeita por ele ter aceitado sair de casa. – E pai? – Chamei antes que ele se afastasse – Parabéns! – Sorri e me joguei para lhe dar um forte abraço.

POV NARRADOR

O dia passou rápido, porém tranquilo. Belle e Ruby foram ajudar a fazer as comidas e preparativos para o aniversário de David. Fariam um churrasco com jantar e bateriam parabéns ao fim da noite, esse era o plano. Regina e Henry ficaram de encher algumas bexigas e cortar as letras de “Parabéns David” enquanto Belle e Ruby faziam o jantar. Emma limpou e organizou toda a casa, arrumou o jardim com algumas mesas e cadeiras e foi fazer o bolo. Ela havia feito questão de fazer o bolo. Assim como David dissera, era o primeiro aniversário dele que ela participaria como filha legítima, tudo tinha que sair perfeito. As quatro da tarde as meninas já haviam terminado tudo, porém o bolo ainda estava no fogo.

— Mande uma mensagem para Mary, diz pra ela chegar as seis. – Regina disse vendo desespero da namorada.

— Okay, vou fazer isso agora. – Assim que pegou o celular, ouviu a campainha tocar. – Droga, será que são eles?

— Emma, calma, deixa que eu atendo. Vai lá tirar o bolo do forno, eu peço pro Henry enviar a mensagem. - Pediu dando um selinho na loira e saindo para atender a porta.

— Olá, Regina.

— Oi Graham, entre. Emma está desesperada na cozinha, tudo bem?

— Sim, eu vim pra já ir ligando a churrasqueira.

— Ah sim, entre. - Falou e o cumprimentou indo ter com Henry em seguida.

— A mamãe está tão nervosa. - O garoto disse assim que Regina sentou- se ao deu lado.

— Não é pra menos, hoje é um dia especial pra ela e David. - Sorriu.

— Eu sei. Estou tão feliz em saber que eles são meus avós, ainda é inacreditável. Ainda tenho pesadelo as vezes com ela gritando a noite, e em seguida indo dormir no meu quarto. Eu sei que muita coisa ela tenta esconder e se mostrar forte pra mim, Gina, por isso estou feliz que ela tenha se livrado do Killian. - Regina o encarava chocada, Henry sempre fora tão esperto para sua idade, mas ouvir aquilo lhe deixava tão orgulhosa do garoto.

— Você é um garoto muito especial, sabia? - Regina lhe disse.

Algumas horas depois...

Tudo já estava pronto na casa dos Nolans, os convidados haviam chegado e esperavam por David e Mary que já estavam estacionando o carro. E apesar de não ser bem um aniversário surpresa, foi o que todos gritaram quando ele entrou no jardim de trás da casa.

— Parabéns Papai! - Emma foi a primeira a abraçá-lo.

— Filha! Está tudo tão lindo! - Era perceptível a emoção em seu olhar. Em seguida, Henry, Regina e os demais convidados o abraçaram desejando-lhe parabéns.

A noite caiu e a "festa" seguiu tranquila. Henry e Roland brincavam perto da piscina, enquanto Belle e Zelena conversavam de olho nos dois. Tinker contava a Regina como fora na viagem, enquanto Graham conversava animadamente com Robin perto da churrasqueira. Ruby ria das histórias de August, que havia sido convidado também, pois assim que Emma soube que ele ainda estava na cidade, resolveu convidá-lo para que pudessem matar a saudade. Mérida não pode ir, pois estava o fim de semana na casa de praia da família de Elsa. David e Mary estavam com Emma, conversavam como fora o dia de cada um deles e faziam planos para as férias que estavam chegando.

Emma e Mary levantaram para servir o pessoal, o churrasco estava pronto então Belle e Ruby foram ajuda-las. Depois de um tempo em que a maioria havia jantado, foi-se oivida a companhia.

— Falta mais alguém? - Mary perguntou.

— A mãe da Regina disse que passaria aqui pra falar com ela, deve ser ela, eu vou lá abrir. - Falou e ela e Regina foram atender a porta.

Como esperado, Cora entrou e ela e Regina seguiram para a sala de jantar para conversarem, enquanto Emma voltou para o jardim.

Pov Regina

— Me desculpa vir nessas circunstâncias, mas você sabe, eu estive ocupada hoje o dia todo e viajo amanhã.

— Tudo bem mamã, eu precisava mesmo falar com a senhora. Bom, como você sabe, o julgamento de Emma foi ontem. E eu precisava te perguntar algo sobre um sonho que tive... que está mais pra uma lembrança.

— Sim... Mas antes, deixe-me te dizer o que vim dizer filha. Você poderia chamar Zelena por favor?

— Sim. - Falei e então sai para chamar minha irmã. Logo estávamos as duas na sala, sentadas na mesa de jantar redonda dos Nolans, em frente a Cora.

— Pronto, a filha mais linda chegou, você já pode começar dona Cora. - Zelena brincou, depois de cumprimentar nossa mãe.

— Bom... - Ouvi ela limpar a garganta. Suas mãos estavam sobre a mesa e ela parecia nervosa. - Há muito tempo atrás, eu cometi um terrível erro. Eu era jovem e não aceitei quando o pai de vocês me deixou. Logo depois eu descobri que ele soube da minha traição.

— Com Rumple? - Zelena quem perguntou.

— Sim. Henry era médico, ele tinha apenas nossa casa quando me casei com ele, e comprou aquele estábulo terrível apenas para fazer o gosto de vocês. Ele não me dava nada, então eu acabei o traindo com Rumple, dizia que ele era o amor da minha vida, mas eu só queria saber do dinheiro dele.

— Novidade. - Falei e Zelena me deu um empurrão com o cotovelo. - Okay, desculpe... Continua.

— Bom, seu pai se mudou, hora ou outra visitava vocês, foi ficando cada vez menos frequente porque eu proibia ele de vê-las. Até que eu disse que vocês tinham ódio dele porque ele havia ido embora. Foi por isso que ele parou de ir vê-las.

— Eu não acredito que você fez isso! - Falei mais triste do que com raiva. - Eu amava meu pai, e não tinha raiva dele.

— Nem eu. Aquele homem me criou como filha, ele é meu pai. - Completou Zelena.

— Não é não, Zelena. Rumple é seu pai.

— O que? - Bateu na mesa incrédula.

— Eu conheço Rumple bem antes de seu pai. Só me casei com Henry porque ele era médico, e porque Rumple não queria casar, mas nunca o amei.

— A senhora tá ouvindo os absurdos que está falando? - Quase gritei, mas coloquei a mão na barriga e então me contive. - Porquê você nunca nos contou nada isso?

— Me deixem terminar. Mesmo que no final de tudo que tenho pra dizer vocês quiserem me matar, eu vou entender, mas eu tenho muito a dizer ainda! - Suspirou.

Olhei para Zelena, ela tinha lagrimas nos olhos. Conhecíamos pouco sobre Richard Rumplestiltiskin, e o pouco que conhecíamos, odiávamos. Abracei minha irmã com uma mão tentando lhe passar conforto.

— Continue. - Ela pediu sem olhar para Cora.

— Seu pai, - Disse me olhando - Acreditando que vocês não queriam mais vê-lo, apenas mandava cartas se desculpando. Nenhuma delas chegou até vocês pois eu fazia questão de que vocês não soubessem nada mais naquele homem. - Sua voz saia embargada. Ela parecia querer chorar, mas eu e Zelena estávamos chocadas de mais com todas aquelas mentiras que vivemos. - O tampo foi passando, eu recebi um documento dele passando o aras que ele tinha, pra vocês. Eu só não vendi o aras por que ele foi esperto e deixou isso apenas pra vocês, eu não podia vendê-lo, já que não estava no meu nome.

— Pelo menos isso! - Zelena resmungou ainda aérea, apenas ouvindo tudo.

— Mas o pior ainda não é isso...

— Ainda tem mais? Vai, joga toda a merda no ventilador. - Zelena finalmente a encarou furiosa, porém com os olhos vermelhos. Eu se quer tentei acalma-la, ela tinha toda a razão de estar daquela forma. Pra mim fora difícil viver sem Henry sabendo que ele era meu pai biológico, mas para Zelena fora pior. Ela sabia que não era filha biológica dele, achava que ele havia lhe abandonado, assim como seu pai biológico fez quando Cora engravidou. Isso lhe deixou vulnerável para seguir os passos que Cora queria que ela seguisse durante toda a vida.

— Então... - Suspirou cansada - Então eu paguei Rumple com um dinheiro que roubei de seu pai antes de ele me deixar, para forjar a morte de vocês.

— Você o quê? - Gritei.

— A senhora é louca? - Zelena levantou- se afastando a cadeira bruscamente e passou a massagear as pálpebras, andando de um lado para o outro.

— Eu sei que errei, mas... O pior da história não é esse... Deixem- me terminar! - Pediu - Ele acreditou que vocês haviam morrido em um acidente.

— Que acidente? - Ergui uma sobrancelha e lhe encarei com certo medo.

— O acidente de Daniel.

Olhei para Cora chocada. Algo me dizia que a bomba estava prestes a explodir.

— Continue Cora! - Falei mais como uma ordem, do que um pedido.

— Eu odiava Daniel. Queria que você casasse com alguém que fosse rico, que pudesse te dar um futuro. Eu fiz de tudo pra que Zelena se casasse com Robin, mas no fim das contas ela fez melhor e engravidou dele. - Deu de ombros. - Sim, hoje eu vejo os erros que cometi. Mas na época, eu só estava tentando protegê-las Regina. Eu queria o seu bem. Então eu...

— Você...?

— Pedi que Rumple batesse no carro de vocês. Como você sabe, eu descobri que você fugiria com aquele homem...

— Daniel. - A interrompi trincando os dentes.

— Sim, Daniel... Eu descobri que você fugiria com ele então eu pedi que Rumple batesse no carro em que vocês estavam.

Ao ouvir tais palavras, imagens daquele dia me tomaram como flashes. Dessa vez não doeu. Eu apenas via o rosto de Daniel sorrindo, via Zelena e Hades no banco de trás fazendo piadas, via a estrada...

— Mas Rumple acabou fazendo besteira. Ele devia ter apenas batido no carro, de leve, eu não queria que Daniel morresse. Eu apenas queria dar um susto em vocês, mostrar que nada acontecia sem que eu ficasse sabendo. Mas Rumple disse que um caminhão apareceu na estrada. Ele não parou, continuou com o plano e o que era pra ser só um susto virou um grave acidente.

— O acidente em que matou Daniel. - Zelena disse em pé, estática e com o rosto banhado em lágrimas.

— E o nosso filho. - Falei olhando pra ela, revelando a minha mãe algo que até então ela não sabia.

— Filho? - Me olhou incrédula, encarando minha barriga em seguida.

— Sim. Aquele naquele acidente você matou seu neto e o pai dele. - Falei lhe encarando de forma fria e triste.

Senti as lágrimas escorrerem quentes pelo meu rosto e caírem pesadas sobre minha camisa, quando a imagem do carro batendo no nosso me veio a memória. Seguida da imagem do rosto de Daniel ensanguentado, eu olhando para o banco de trás e vendo Zelena e Hades desacordados, ambos sangrando. Vi minhas pernas cheias de sangue, e então desmaiei. Acordando novamente no hospital e recebendo a notícia que pai e filho haviam morrido.

- Rumple voltou orgulhoso. Disse que havia feito melhor, havia matado Daniel e eu não teria mais problemas com ele. Disse que minhas filhas estavam bem, e o outro rapaz, Hades, ele não tinha certeza. Quando eu soube da morte de Daniel, eu fiquei chocada. Depois vi que ela a oportunidade de me livrar de vez do pai de vocês. Foi naquele dia que vocês morreram pra ele, junto com Daniel. - Terminou num suspiro.

Eu estava congelada. Minhas pernas não se mexiam, meu corpo não obedecia meus comandos de levantar e fazer alguma coisa, talvez chacoalhar Cora pelos ombros e perguntar o que diabos havia ferrado a mente dela para fazer tanta coisa ruim. Mas eu não conseguia fazer nada. Oi falar nada.

— Porquê? - Ouvi a voz de Zelena e só então sai do transe para focar no que ela dizia. - Porque nos contar tudo isso agora?

— Porque eu estou indo viajar. Não é uma viagem qualquer. Eu vou com Ingrid para...

— Ah nos jogou essa bomba e vai tirar férias? - Ironizei.

— Vou me despedir dela. - Nos olhava com os olhos vermelhos, deixando finalmente suas lagrimas caírem. - Eu e Ingrid estamos juntas a um tempo.

— Juntas tipo... - Zelena ergueu a sobrancelha.

— Juntas tipo namoradas. - Falou e eu queixo pareceu que ia cair na mesa. - Eu finalmente achei o amor onde eu menos esperava. Mas só tenho mais essa semana de vida. Eu, no dia que você acordou do seu último acidente Regina, disse que queria uma chance de ser boa com vocês. - Dessa vez ela olhava de mim para Zelena. - Eu estava fazendo um tratamento para uma doença que descobri ter no coração. O médico disse que eu precisaria de um transplante, e bom, sabemos como é a fila de espera de doação de órgãos. Mesmo correndo risco de morre, eu não consegui doação e bom, agora já é tarde.

— Quanto tempo? - Perguntei.

— O médico deu uma semana e meia, mas acho que não passa dessa semana. Eu precisava contar tudo a vocês. Precisava tirar esse peso de mim antes de ir. Saber que posso morrer com o possível perdão de vocês é melhor do que não tentar tê-lo.

— Eu não sei o que dizer. Por mais que eu tenha ouvido toda essa merda, o pior é saber que você vai morrer. - Disse Zel se sentando novamente. Vi Emma passar pelo corredor da sala de estar para atender a porta novamente, mas ela não olhou para nós.

— Concordo. Eu... não sei o que dizer. É muita coisa para absolver.

— Eu... Volto antes do fim de semana. Queria saber se posso ver vocês antes de...

Ela deixou a frase no ar. Mas sabíamos o que ela quis dizer. Zel olhou pra mim e eu apenas dei de ombros.

— Tudo bem. - Foi tudo que ela disse antes de ouvirmos um grito.

Larga a minha mãe! - Ouvi Henry gritar da Sala.


Notas Finais


E então? Hihi! Por favor sem ameaças de morte pq eu preciso terminar a fic 😅
Eu confesso que fiquei surpresa com esse capítulo. Não esperava escrever oq escrevi nele... Mas preciso saber oq acharam. 👉👈

Próximo capítulo saberemos quem apareceu na porta😨... teremos um possível desentendimento entre nosso casal e😨😵😱... A VOLTA DA RAINHA MÁ!😈

Querem mais bombas? Comentem e favoritem e compartilhem com os zamigos. Bjus de luz!


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