História Permita- me Lembrar. - Capítulo 38


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Categorias Once Upon a Time
Personagens Anna, August Wayne Booth (Pinóquio), Capitão Killian "Gancho" Jones, Cora (Mills), David Nolan (Príncipe Encantado), Dr. Whale (Dr. Victor Frankenstein), Elsa, Emma Swan, Fa Mulan, Hades, Henry Mills, Lacey (Belle), Mary Margaret Blanchard (Branca de Neve), Mérida, Neal Cassidy (Baelfire), Peter Pan, Princesa Aurora, Regina Mills (Rainha Malvada), Robin Hood, Roland, Ruby (Chapeuzinho Vermelho), Sr. Gold (Rumplestiltskin), Tinker Bell, Xerife Graham Humbert (Caçador), Zelena (Bruxa Má do Oeste)
Tags Amnésia, Emma Swan, Evil Queen, Grávida, Henry, Hospital, Mills, Queen, Regina Mills, Snowing, Swan Queen, Swanqueen, Swen, Zelena
Visualizações 656
Palavras 4.891
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Ficção, Orange, Romance e Novela, Violência, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Bissexualidade, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oii oi gente! 😄
Viram, dessa vez nem demorei tá 😊
Trago a vocês um capítulo pouco devastador...
Obg a cada favorito e comentário, vocês são demais 😍💚😍

Boa leitura! 😏📖👓💕

Capítulo 38 - O Passado Retorna


Fanfic / Fanfiction Permita- me Lembrar. - Capítulo 38 - O Passado Retorna

POV EMMA.

Henry e Roland estavam agora em pé perto da nossa mesa enquanto David contava piadas e fazia o truque em que tirava moeda de trás da orelha dos meninos. Alguns ainda comiam o bolo que havíamos acabado de cortar, pois David dispensou o parabéns já que Regina e Zelena não estavam presentes.

— Eu tenho tanta moeda atrás da orelha assim tio Dav? Vou dizer a mamãe que não quero mais lavar atrás das orelhas. – Seu rostinho franziu como se ele pensasse seriamente sobre o assunto, nos fazendo rir.

— Vovô, você vai me ensinar esse truque? – Henry perguntou quando ouvi a campainha.

— Vou sim. – David disse e eu me levantei antes que Mary fosse.

— Fica aqui mãe, olha os meninos, eu atendo a porta.

— Mãe, não demora. – Henry pediu sério e eu juro que não entendi sua reação.

Caminhei pela cozinha, passando pela sala de jantar em que Regina estava com Zelena e Cora e segui pelo corredor para a sala de estar. Quem quer que estivesse na porta deveria ser bem impaciente.

— Calma, eu já vou abrir! – Falei reclamando com a porta enquanto a destrancava.

— Ora, ora, se não é minha esposa teimosa... – Quem eu menos queria ver estava diante de mim.

— Killian? – Falei mais pra mim que pra ele.

— Surpresa em me ver? – Foi entrando sem que eu deixasse. Meu corpo pareceu congelar e eu engoli a seco. – Achou mesmo que iria me trair e se livrar de mim fácil assim? – Não... Aquilo só podia ser uma assombração... Notei que não era quando senti um tapa forte em meu rosto, seguido de uma coisa pontuda em minha barriga. Era uma faca, Killian segurou em meu braço e me prensou na parede, pressionando a faca em minha barriga.

— Caladinha. Você vai pra casa comigo agora. – Falou e eu estava congelada demais para ter alguma reação. Regina estava no cômodo ao lado, nossa filha poderia correr perigo se eu fizesse algo. Então eu apenas concordei com a cabeça.

— Larga a minha mãe! – Ouvi meu filho gritar.

— Oh, se não é o pirralho. Olá pirralho, quer que eu machuque sua mãe? – Killian perguntou e eu ouvi barulho, provavelmente os convidados notaram que algo acontecia. Droga!

— Não, você não vai machucar ela. Não porquê precisa dela viva. E se você encostar um dedo nela, eu mato você agora mesmo com minhas próprias mãos. E você sabe que eu posso fazer isso. – August apareceu atrás de Henry.

— O que faz aqui?

— Justiça. – Foi tudo que ele disse antes de Regina aparecer ao seu lado, junto com Cora e Zelena.

— Você tá aqui... Como vai o meu pequeno bastardo? Fiquei sabendo que é uma menininha. – Finalmente Killian tirou a faca da minha barriga apontando para Regina, o que me fez sair de perto dele rapidamente e correr para perto da minha morena.

— Do que você tá falando? – Vi Regina franzir o cenho na mesma hora, mas sua feição demonstrava incredulidade.

— Você não se lembra? Achei que estivesse com ela de propósito. – Ele disse apontando pra mim com a cabeça. – Você sempre a odiou. Olha, eu nunca achei alguém que ligasse pra ela pra mostrar o que fazíamos, mas você... tá de parabéns. – Riu sarcástico.

— Saia já daqui. Vá embora! Deixe minha filha em paz! – Cora gritou.

— Ele vai. Porque já passou da hora dele aqui. – Graham disse aparecendo juntamente com David.

— Tudo bem queridinhos, eu já vou indo. Mas fique esperta, Swan, eu vou voltar pra buscar o que é meu. – Disse olhando diretamente nos meus olhos e saiu em seguida.

— Nós deveríamos chamar a polícia. – Cora disse.

— Eu sou a polícia. Mas foi melhor ele ir embora. Ele vai pagar pelo que fez. Cedo ou tarde. – Disse Graham.

— Olha, se vocês quiserem ele pode pagar cedo. Tipo agora. Querem que eu vá atrás dele? – August soou de forma tão natural que todos gritaram "não", pois sabiam do que ele estava falando. Menos Henry... Henry!

— Mamãe! – Meu garoto pareceu ler meus pensamentos e me apertar mais forte, me abraçando pela cintura. Havia me abraçado assim que fui para o lado de Regina. 

— Ei, você salvou a mamãe filho. Você é meu herói sabia? – Eu tinha lágrimas nos olhos quando abaixei para ficar a sua altura.

— Eu fico muito feliz por você tá bem! Eu fiquei com tanto medo mamãe! – Um soluço contido se fez presente e eu pude ver seus olhinhos vermelhos pelas lágrimas – Mas eu fui forte por você mãe! – Me abraçou forte, aquecendo meu coração.


POV NARRADOR

Em minutos, todos na casa já sabiam o que havia acontecido.

— Regina, o que aquele homem disse é verdade? – Cora havia voltado para a sala de estar para pegar sua bolsa, e falava com a filha antes de sair.

— Eu não sei, Cora. Eu ia te perguntar algo antes de você jogar toda essa bomba, mas acabei esquecendo. Ontem quando estava no julgamento, me veio um sonho que eu havia tido com você me repreendendo sobre estar com um tal de Jones. E eu havia esquecido até então porque estava tão focada no julgamento, mas quando li o nome Killian Jones no contrato da Emma, eu lembrei do sonho. Até então eu não tinha ligado uma coisa a outra, mas depois de ontem, eu comecei a pensar. E queria te perguntar isso, quem era o Jones do meu sonho que você reclamava. Mas parece que descobri. – A morena massageou as têmporas enquanto terminava com um suspiro.

— Sim, aquele Jones foi o responsável por Rumple ter sido preso. Eu tinha suspeitas que você se envolvia com ele, mas você nunca afirmou nada. E quando me disse que estava grávida, o nome dele sequer me passou pela cabeça. – Suspirou entendendo quem era o provável pai de sua neta. – Se ele for mesmo o pai da sua filha, teremos grandes problemas.

— Teremos? Depois de tudo que a senhora contou hoje para mim e Zelena? Por Deus, Cora, mesmo se você ficasse viva, não deixaria minha filha se aproximar de alguém como você.

— Eu realmente espero que um dia você e Zelena me perdoem.

— Pra você é fácil. Se quisesse mesmo ser perdoada teria nos dito tudo bem antes, e não a beira da morte. Não vou te perdoar por pena.

— Você está voltando, Regina.... – Suspirou. – Eu queria tanto que você não voltasse a ser a antiga Regina. Mas parece que quanto mais o tempo passa, mais nítido fica que você está voltando. Eu só espero que sua filha não sofra com isso. – Foi tudo o que ela disse antes de pegar de dentro da sua bolsa, um pequeno papel dobrado. – Aqui está. Esse é o endereço de seu pai. O número dele eu consegui com um amigo em comum. É tudo que tenho sobre ele e espero que vocês consigam encontrá-lo. – Sem que Regina esperasse, ela passou a mão em sua barriga rapidamente. – Minha neta... Eu sempre amarei você.

E então ela saiu da sala, deixando uma Regina pensativa sobre ser uma boa mãe para sua filha... Se estava nítido que ela estava voltando, o que ela menos queria no mundo era que sua filha sofresse com aquilo. A pessoa que ela era, parecia não ser alguém de bom caráter... e isso a preocupava profundamente.

...

No jardim, já não havia mais clima algum para festa e talvez nem para seguirem bebendo e se divertindo até tarde, como alguns ali pretendiam.

— Eu estou destruída, Belle. – Zelena conversava com a namorada sentada em uma das mesas enquanto o restante dos convidados se despediam pra ir embora. – Ela jogou tudo pra cima de mim, assim, e ainda disse que tem só uma semana de vida. Quem faz isso com as filhas? Por que estragar nossas vidas dessa maneira?

— O que ela fez foi realmente errado, amor. Mas pelo menos vocês souberam da verdade. – Segurando as mãos da namorada, ela tentava conforta-la e fazê-la ver o lado bom. – A verdade sempre aparece, cedo ou tarde. E por mais que ela tenha agido errado, vocês sabem que o pai de vocês não as abandonou. Não importa se ela disse quem é seu pai biológico, fora Henry que cuidou e amou você. Que protegeu enquanto esteve perto. Família não é só de sangue, e eu tenho a prova disso com Emma. Depois de descobrir que ela não era minha irmã biológica, ela continuou sendo minha irmã. Então, Henry continua sendo seu pai.

— Você tem razão... Mas ele acha que estamos mortas... Será que ainda temos chance de recuperar o tempo perdido?

— Enquanto houver vida, nunca é tarde. Foque nas coisas que vocês podem fazer agora, que é ir atrás dele. Roland precisa conhecer o avô, e vocês precisam encontrar o pai de vocês. – Sorriu. – E amor, – Levantou o rosto de Zelena para olha-la nos olhos. – Eu amo você e vou estar ao seu lado em cada momento. – A ruiva apenas se jogou nos braços da outra a abraçando e se permitindo chorar.

...

— Emma, eu e August já vamos. Ele vai me levar pra casa. – Ruby falava com a amiga que estava pensativa e olhava para um ponto qualquer da mesa em que estava.

— Tudo bem, Rub, obrigada por hoje. Por tudo. – Minutos depois ela respondeu, como se sua mente estivesse a puxando para outro mundo que não fosse aquele.

— Você vai ficar bem?

— Vou sim. Estou esperando Regina para falar com ela.

— Tudo bem. – Abraçou Emma tão forte que a loira deixou uma lágrima escapar. – Você é forte, lembre-se disso. Vai ficar tudo bem. – Beijou o rosto da amiga. – Agora eu estou indo. Se precisar de qualquer coisa, me ligue. – Emma apenas acenou positivamente.

— Pode deixar. Obrigada mais uma vez, e quando chegar, me manda uma mensagem avisando.

...

— Ele vir até aqui, foi muito perigoso, David. Quem sabe o que ele poderia ter feito a nossa filha. – Mary quando soube que Killian havia aparecido, quase saiu atrás dele.

— Eu sei que foi, mas ele não vai aparecer aqui novamente. – Graham tentava os tranquilizar – Eu pedi para dois amigos que estão de plantão hoje ficarem de olho na casa de vocês. Pelo menos hoje ele não aparece, e amanhã Emma pode ir a delegacia prestar queixa, eles vão abrir um mandato para que Killian não se aproxime dela.

— Obrigada, Graham. Emma é muito importante para todos nós e, eu não vejo a hora daquele homem estar atrás das grades. – David ainda tentava se acalmar desde a visita inesperada de Killian.

— Fiquem tranquilos, Emma e Henry estão seguros. – Prometeu Graham.

...

— Então ele é o pai do bebê? – Tinker estava com Regina na sala, enquanto Graham fora falar com David e se despedir da irmã e do sobrinho.

— Eu acho que sim. Uns flashes estão indo e vindo na minha mente... eu nunca havia o visto desde o coma e agora, parece que eu realmente o conheço. Só não lembro de tudo nitidamente.

— Oh, amiga... Fica tranquila, vai ficar tudo bem. Você precisa conversar com Emma, sim, afinal ele é o ex-marido abusivo dela, mas tenta descansar hoje? Não conversem de cabeça quente. Ela deve estar confusa e cheia de perguntas e ver Killian pode ter sido um gatilho pra você. Sua mente deve estar tão confusa quanto a dela, então pelo bem de vocês e da sementinha, esperem até amanhã. – Aconselhou.

— Tudo bem. Eu estou de fato com muita coisa na mente, tentando não forçar nada pra não piorar. Minha cabeça dói um pouco, e acho que vou tomar um remédio e dormir aqui mesmo. Estou sem condições de voltar pra casa hoje.

— Sim, faz isso. E qualquer coisa me liga, está bem? – Pediu.

— Sim loirinha, pode deixar.

...

— Você acha que ele vai voltar? – Perguntou o mais novo.

— Não, Roland. O tio Graham prometeu que ele não vai se aproximar da mamãe de novo.

— Que bom, sua mãe parece bem triste.

— Ela tá. Mas a sua também tá triste. Eu vi ela chorando com a tia Bel.

— Sim. Eu não sei o que foi, mas sei que a vovó Cora disse algo pra ela ficar triste assim. – Suspirou o garotinho sentado no sofá ao lado de Henry. Esperava o pai para se despedir, já que iria com a mãe pra casa.

— Roland, eu acho que você devia contar pra sua mãe o que está acontecendo.

— Não Henry, já falamos disso. A mamãe e a tia Belle não tem culpa de nada, eu tenho que resolver isso sozinho.

— É, mas você não tá mais sozinho nessa. – Lembrou ao mais novo.

— Obrigado. – Abaixou a cabeça pensando no que Henry tinha dito.

— Você tá com raiva da tia Belle?

— Eu? Não!

— E porque você foge ou fica calado sempre que ela tenta falar com você?

— Henry, você sabe... os meninos, eles... eu gosto da tia Bel, ela faz a mamãe muito feliz, mas o que os meninos fizeram, foi porque me viram com ela. Eu não quero isso de novo.

— Por isso você devia fala pra sua mãe. Ela ia prender aqueles idiotas.

— Não. Isso é algo que eu consigo resolver. – Roland cruzou os braços. Não gostava de falar daquilo, e Henry sabia. Mas sabia que eles eram crianças, e aquele tipo de problema apenas os adultos poderiam resolver.

— Tudo bem mas se acontecer de novo, eu vou falar com a mamãe. – Decretou o mais velho. – E fim de papo.

...

— Tem certeza que não quer que eu leve O Roland pra casa? – Robin ofereceu mais uma vez. – Você não parece estar muito bem Zelena, se precisar eu levo ele.

— Não, está tudo bem Robin, de verdade. Você já ficou com ele ontem, e eu estou com saudades de dormir com aquele pequeno. – Sorriu sincera. Robin era realmente um paizão. E nunca rejeitava ficar com o filho, pelo contrário, amava estar com o garoto. Eles eram de fato, ótimos pais, mesmo não estando juntos.

— Bom, tudo bem então. Mas se precisar que eu vá busca-lo é só ligar. – Zelena sabia que ele estava preocupado, ele havia visto Cora chegar e ela voltar devastada da conversa que tivera com a Mãe... Mas ela precisava dessa noite com seu filho.

— Obrigada. – Abraçou o loiro se despedindo.

— Cuida bem dela, Belle. E qualquer coisa pode me ligar também.

— Pode deixar Robin. Boa noite – Abraçou o homem que foi se despedir do filho para ir embora.

...

Após os convidados irem todos embora, Emma foi auxiliar Henry no banho enquanto Regina também tomava um banho. Ela vestiu o filho e o colocou em sua cama, que não demorou mais que dez minutos pra dormir. Conversaram um pouco e quando menos Emma esperava, o garoto havia caído num sono profundo. Deu um beijo em sua testa e saiu do quarto apagando a luz do abajur.

— Filha, eu e sua mãe já vamos deitar, tudo bem?

— Tudo sim Pai, eu também já estou indo.

— Ok então. – Beijou a testa da filha. – Se precisar nos chame.

— Tá legal, pai. Pode ir. – O abraçou. – Boa noite.


POV REGINA


Flashback on

— Daniel, você tá indo muito devagar, desse jeito não vamos chegar lá nunca! – Zelena o implicava.

— É, cara. Se quiser que cheguemos lá amanhã... Não quer que eu dirija? – Hades perguntou o cutucando do banco de trás.

— Parem, vocês não tem nada melhor pra fazer? – Revirei os olhos.

— Olha maninha, até temos, por isso estamos querendo que Daniel chegue logo. – Hades riu da namorada.

Flashback off.

Eu molhava meus cabelos, enxaguando- os, quando outra memória veio.

Flashback on

— Regina, você tem certeza que quer isso? Olha, eu posso enfrentar sua mãe se quiser. E outra, eu consegui entrar pra faculdade, eu vou lutar pra te dar um futuro digno meu amor. – Ele segurava em minhas mãos olhando nos meus olhos. Estávamos em uma das paradas para almoçar.

— Não, Dan, ela nunca vai aceitar o que temos. Ela só aceitaria se você fosse Rico. Ela só liga pra dinheiro, eu amo você, e não quero que se sinta mal com isso. Você não é obrigado a ouvir as coisas que ela fala.

— Tudo bem. – Suspirou – Ei... - Chamou colocando a mão no meu queixo, fazendo-me olha-lo. – Eu te amo, Rainha.

— Eu também te amo! – Sorri radiante.

Flashback off.

Secava meus cabelos, quando a memória do acidente voltou. Ela já havia passado na minha mente milhares e milhares de vezes. O rosto se Daniel desesperado, me fazia querer chorar. Lembrei de todos os momentos que tivemos, tudo que eu não havia lembrado antes, cada beijo, cada toque, cara promessa de amor, cada plano que fizemos, tudo passava por mim como um filme.

Terminei de me vestir e Emma entrou no quarto. Ela não disse nada, apenas foi tomar seu banho. Não demorou muito e ela saiu já vestida. Eu estava sem sono, porém muito cansada, e ela, ficou um tempo parada em frente a janela. A noite estava fria, aconchegante e o céu parcialmente estrelado. A meia lua brilhava linda, era pra ser uma noite maravilhosa. Mas minha memória bagunçada e as palavras de Killian dançavam na minha cabeça.

— Então, é ele. – Emma suspirou. – Ele é o pai da sua filha. – Ouvi-la falar daquela maneira me machucou profundamente.

— Não. Você é a mãe da nossa filha Emma. – Falei firme sem querer demonstrar o quanto suas palavras me machucaram.

— Vamos ser realistas um pouco, Regina. Você não sabia quem era o pai dessa criança, mas Killian aparecer aqui hoje e dizer todas aquelas coisas me fez criar muitas dúvidas. E pelo que ele disse, parece que estava certo de que é o pai.

— Emma, não é assim. Por mais que o rosto dele me seja familiar, não quer dizer que ele esteja certo. – Lembrei do que Tinker me disse, sobre não conversarmos de cabeça quente... – Vamos conversar com calma amanhã amor, por favor. Estamos cansadas e não quero brigar com você.

— Brigar? Certo. – Suspirou. – Não vamos brigar. – Disse, mas eu pude ver; aquela Emma, era uma Emma visivelmente irritada. – Sabe, ele me disse algo que me fez pensar muito. E eu preciso saber disso agora ou sinto que posso enlouquecer! Ele disse que nunca havia estado com alguém que me ligasse pra mostrar o que ele fazia. Mas te parabenizou por isso.

— Emma, por favor, o que isso tem a ver?

— Em todos esses anos casada com ele, eu sempre soube que ele me traía. E pra mim era até um alívio, porque ele se satisfazendo com outras, eu não precisava fazer nada com ele. Mas em todos esses anos, só teve uma vez em que eu ouvi ele me traindo.

Seu rosto estava vermelho, ela parecia querer chorar. Parou como se lembrasse de algo, eu apenas prestava atenção no que ela dizia. Não lembrava de estar com Killian, apenas de seu rosto. Se tivéssemos tido algo, eu realmente não tinha ideia de nosso envolvimento.

— Emma... – Lhe chamei tirando- a de seu transe. – Vamos conversar amanhã. – Pedi. Eu estava com um mal pressentimento. Minha cabeça começou a doer, sentei-me repousando uma das mãos sobre minha barriga. Minha filha estava agitada, parecia saber o que estava acontecendo.

— Eu salvei você aquele dia Regina. – Como se não ouvisse meu pedido, ela começou. – Aquele dia Killian estava com uma mulher, que me ligou pelo celular dele para que eu pudesse ouvir os dois gemendo enquanto transavam – Emma segurava as lágrimas. Preferi não interromper, quanto mais rápido ela terminasse, mas rápido aquele mal estar passaria. Meu coração começou a acelerar assim que flashes do que Emma disse começou a passar por minha mente. – E eu sabia que ele me traía, mas nunca presenciei, nunca ouvi. – Repetiu. – Mas naquele dia aquela mulher fez isso.

As memórias vinham. Eu o conhecia como Jones, havia o conhecido no processo de Rumple. Imagens minha com ele em meu escritório tomaram minha mente... lembrei dele pegando vinho, eu ficando irritada, mas aceitando tomar logo depois. Lembro de me sentir zonza, e quando dei por mim, estava nua na mesa do meu escritório. Lágrimas escorreram quente pelo meu rosto ao me lembrar de pegar seu celular e ligar para sua esposa que eu não conhecia, mas sabia que odiava.

— Eu senti a maior humilhação da minha vida! Pensava que tipo de vadia desprezível ele estava comendo naquele momento. – Ela chorava mas não se importava, continuava falando. – Fiquei por alguns minutos pensando, eu não merecia passar por mais nenhuma humilhação que fosse. Henry não merecia. Decidi que não viveria mais aquilo. Eu largaria Killian tendo que cumprir com um contrato absurdo ou não. – Soluçou limpando o nariz com as costas da mão. – E então eu saí desesperada para casa de férias que meu pai tinha. Era o único lugar que eu tinha bons pensamentos porque lá Mary e David passavam a maior parte do tempo comigo e meus irmãos quando éramos mais novos. E mesmo eu não sabendo a verdade eles me tratavam como filha. Entrei no carro e dirigi feito uma louca. Henry estava com meus pais e eu tinha a chave daquela casa, para caso de alguma urgência. Então, na ponte que levava para fora da cidade, eu vi que havia um acidente.

Comecei a processar tudo, já chorava incontrolavelmente e Emma não estava muito diferente. Lembrei que Jones... Killian, na verdade, ofereceu me levar para casa de Cora, eu tinha algo importante a falar com ela.

Flashback on.

— Eu... Eu preciso ir embora. Eu não tô me sentindo muito bem, Jones. – Falei minutos depois de tomar o vinho.

— Mas Regina, a noite está só começando. – Disse ele me beijando e eu retribuí.

— Não, vá para casa, a vadiazinha da sua esposa deve estar te esperando de pernas abertas. – Revirei os olhos. Sentia uma leve tontura, talvez fosse porque havia ficado sem comer nada o dia todo... de novo.

Quando dei por mim, eu estava sentada sobre a mesa e Jones metia fundo em mim. Ele tinha a expressão de sempre, olhos fechados e boca aberta. O suor escorria por seu corpo. Não sabia como havia chegado àquilo, eu devia estar realmente mal para não me lembrar. Peguei seu celular e resolvi ligar para sua idolatrada esposa, teria minha vingança por ela sempre arrumar um jeito de interromper na minha vida.

Com a visão meio turva, apenas apertei em ligar para a tal loira, esposa de Jones. Tive o prazer de fingir gemidos assim que vi que ela atendeu. Ele gozou logo em seguida, me fazendo sorrir vitoriosa pelo urro que deu, e que provavelmente ela havia escutado.

— Porque está sorrindo?

— Terá uma surpresinha quando chegar em casa. – Foi tudo que falei tentando inutilmente me vestir. Senti minha visão ficar turva novamente e quando abri meus olhos, eu estava no carro de Jones.

— Nossa, acho que estou mal mesmo... – Comecei a ficar preocupada, como eu havia ido parar ali? – Leve-me para minha mãe. Sabe que detesto que dirijam pra mim. – Bufei irritada.

— Você não estava em condições de dirigir, Love. Era o mínimo que eu podia fazer depois dessa foda maravilhosa.

— Eu sei que sou maravilhosa, mas desde quando você é gentil, Jones? – Parei para tentar observa-lo. Minha visão hora ou outra ficava turva... minha cabeça parecia que havia sido atingida com uma madeira... tentei me lembrar tudo que havia feito, e porque estava daquela forma. Estranhei quando Jones tomou a rota para sair da cidade. Foi ai que me toquei, eu havia ficado assim depois de ter tomado o vinho... Desgraçado, com certeza havia posto algo na minha bebida! – Jones, pare o carro! – Ordenei.

— O que há Regina, estou te levando para sua mãe, lembra?

— Jones, eu não sou idiota. Sei que colocou algo na minha bebida, e acabamos de tomar o caminho pra fora da cidade. Pare o carro, agora! – Ordenei tentando achar meu celular em minha roupa, sem muito sucesso.

— Infelizmente, Love, eu não posso fazer isso. – Me olhou rapidamente e sorriu, se divertindo com meu estado. – Eu estou te levando a outro lugar. – Me olhava.

— Pare o carro, Jones! Eu vou chamar a polícia!

— Ah, seu celular está ali atrás. Você não teria condições de pegar nem se quisesse, Love.

Ele não parecia prestar atenção na estrada, olhei para frente e vi o que parecia ser um carro parado, forçava minha visão para ver o que estava acontecendo, quando vi alguém sair dele e começar a falar ao celular. Tudo aconteceu muito rápido, eu tentei inutilmente fazer Jones parar o carro, forcei para cima dele pra mudar a direção do volante. Eu sequer sabia o que estava fazendo, só precisava parar aquele carro urgente. Ele tentava me empurrar quando, sem que esperássemos, ouvimos o som alto de una buzina, olhei pra frente e o farol pareceu me cegar, desviei o rosto e senti meu corpo ser jogado pro lado.

— Cuidado! – Gritei quando vi que Jones havia desviado o carro para o lado errado. Tudo que ouvi em seguida foi um grande estrondo.

Flashback off.


POV NARRADOR

Um carro parado no acostamento. Um homem ao celular. No outro carro, um homem e uma mulher brigavam pelo volante. Outro veículo se aproximou, e ao ver o louco motorista andando em "ziguezague" na pista, buzinou. Killian desviou do veículo, e o pobre homem que falava ao telefone no acostamento não o viu. A mulher, dentro do carro, gritou, mas já era tarde demais. O carro de Killian Jones bateu no carro do acostamento, capotando em seguida. O homem, estirado no chão, já não respirava mais. No carro, a mulher estava com a testa sangrando, desacordada. O homem, arrastou-se para fora do veículo, deixando a mulher lá mesmo. Ferido, ele apenas correu o mais rápido que pode, teria que arrumar uma ótima desculpa para Neal...


POV REGINA.

Eu soluçava de tanto chorar ao lembrar do acidente. Minha cabeça doía incessantemente, mas eu ignorava, sabia que era por causa das memórias.

— E então eu parei meu carro, já ligando pra ambulância. Eu disse que havia um acidente e provavelmente algum ferido. – Disse Emma fazendo-me lembrar do dia em que acordei. O momento em que Dr. Whale disse que alguém havia ligado e Emma ficou tensa. Era ela! Só podia ter sido!

— Eu me aproximei imediatamente, tentando prestar primeiros socorros. A vítima do carro parado estava morta, Killian havia atropelado o homem provavelmente. E eu fui até o carro capotado, vendo uma morena inconsciente com um ferimento na cabeça. – Riu entre lágrimas, provavelmente se lembrando do que falava. – Eu te tirei do carro, te levei até o meu, te deitei no chão e limpei um pouco do sangue que estava cobrindo todo seu corpo. – Ela fungava e soluçava ao falar. – A ambulância chegou e eu te acompanhei. Não voltei pra casa naquele dia. Fiquei duas noites acordada, até saber que sua situação não era mais grave. Mas no dia do acidente, enquanto eu te limpava, você acordou. Ia me falar algo, e não conseguiu. Eu tentei fazer você continuar acordada, mas sua voz estava fraca e você sussurrava "me desculpe, eu sinto muito" eu não entendi o porquê. Não sabia quem dirigia, não sabia quem você era. E quando você sussurrou eu te desculpei, não sabendo pelo quê era. Mas agora eu sei... – Concluiu em meio a um soluço.

— Eu tinha te visto. – Apenas abaixei a cabeça – Como não lembrei de você? – Algo estalou em mim, todas as vezes que eu olhava pra ela e sentia como se já a conhecesse, o motivo de ver seus olhos verdes em volta do negro da noite, fora porque na noite do acidente, eu havia lhe visto.

— Eu não sei Regina. Eu sinceramente não sei. Vendo você ali, naquele hospital, tendo me pedido desculpa sem saber pelo que era, eu jurei que descobriria e ali eu te amei. Foi por isso que fiquei duas noites acordada, eu te amei ali e não sabia. – Disse Emma me deixando surpresa.

— Eu... Me lembro. De tudo. – Falei em meio ao choro, me levantando em seguida. – Me lembro de ficar com Killian, e agora sei porque engravidei. Ele colocou algo na minha bebida, depois ele...

— Me poupe dos detalhes. Eu não ligo pra nada disso! – Eu podia ver que ela estava ferida.

— Ainda está tudo bagunçado na minha cabeça, eu não sei porque liguei pra você do celular do Killian. Não sei porquê te odiava, eu só...

— Eu não me importo com nada disso, Regina. O foco é que agora eu vejo a pessoa horrível que todos temem que você volte a ser. Eu sinceramente não sei se quero fazer parte disso.

— Emma, do que você está falando? Eu amo você!

— Até quando, Regina? Até suas memórias todas voltarem e você me odiar de novo?

— Eu não vou! Eu juro que não vou! E se eu lembrar de tudo, vou ter você pra me ajudar, como sempre tem feito! Eu preciso de você, Emma, por favor... – Me aproximei mas ela se afastou.

— Eu preciso de um tempo.

— O quê?

— Um tempo, Regina, eu preciso pensar nisso tudo. Acostumar a ideia que a sua filha...

— Nossa... – Sussurrei, doía tanto ser tratada daquela forma.

— SUA FILHA! ESQUECE ISSO, REGINA! – Gritou – Sabemos quem é o pai!

— E isso importa? Emma, por favor, não faz isso com a gente! – Implorei. Minha cabeça doía, eu falava entre soluços, Emma não estava diferente. Eu só queria que aquilo terminasse. Tentei me aproximar novamente, mas ela se afastou, causando uma dor terrível no meu coração. Senti uma leve tontura, mas ignorei.

ESQUECE A GENTE REGINA! ESQUECE QUE EU SOU A MÃE DESSA CRIANÇA, ESQUECE TUDO ISSO E ME DEIXA EM PAZ! ME DÁ UM TEMPO! – Gritou fazendo a tontura e mim aumentar. Senti uma pontada forte na barriga, em seguida o quarto pareceu girar. Minhas pernas amoleceram e eu perdi o equilíbrio vendo tudo ficar preto...


Notas Finais


E então? 😍😍😍😍😍
Gostaram do capítulo?
O que acharam? 🙂
Olha, se vcs não me disserem, eu fico triste e não pode deixar o bebê triste pq se n, n tem atualização 😌 é! Aprendi fazer chantagem emocional hihi 😆😆

Agora, me digam; estão preparados para volta da Rainha? 😎
Emma foi um pouco má, vamos concordar...😔
Se bem que, ela tava uma pilha de nervos, tadinha... é compreensível... 🙁
Não podemos esquecer da conversa de Henry e Roland... o que será que está acontecendo? 😨😨😨

Me contem o que esperam do próximo capítulo, quanto mais vocês interagem, com mais gás pra escrever eu fico 😄💕

Recomendem e compartilhem com os amiguinhos. 😄 Bjuus de luz 😌💚😘😘


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