História Permita-me ser - Capítulo 3


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Categorias As Aventuras de Poliana
Tags As Aventuras De Poliana, João, Luisa, Otto, Pendleton, Poliana
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Palavras 1.039
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 3 - Compartilhada


Podia ser um dia normal (dentro dos limites tecnológicos) na mansão 242, mas não era. Nada estava bem. A indecisão quanto ao ficar com Poliana ainda permanecia. Nenhum dos dois queria ceder. Apesar de parecer mais viável uma guarda compartilhada, os dois não davam o braço à torcer, muito porque Luísa insistia que Pendleton não deveria ficar com a menina. Era difícil para ela “abandonar” a garota, mas era ainda mais difícil ter que deixá-la justamente com ele. 

Essa já era a terceira vez que se encontravam para tratar do assunto, mas, diferente das outras oportunidades, Poliana havia decidido que queria ir junto, afinal era dela que o assunto se tratava. 

Também era difícil para Poliana compreender tudo o que acontecia, mas ela insistia que, apesar dos pedidos da tia, deveria também estar junto do pai, pois considerava que isso fosse necessário e justo. Luísa, por sua vez, não conseguia conter toda a indignação.

Apesar de os outros encontros terem sido muito piores, ambos conseguiram, dessa vez, sentarem-se no sofá para conversar como pessoas civilizadas.

- Eu não sei porque eu ainda insisto em conversar com você, Pendleton. 

- Luísa, por favor, você poderia dessa vez se acalmar um pouco e ouvir o que eu tenho a dizer?

- Você não tem mais nada para me dizer, Otto, Pendleton, sei lá quem você é de verdade.

- Luísa... - ele para e respira por um instante - você não pode falar isso.

- Ah não posso, é? Quem é você, então?

- Tia, por favor, deixa ele falar.

- Tudo bem, Poliana, mas eu estou fazendo isso única e exclusivamente porque você está me pedindo.

- Posso?

- Você quer que eu vá embora? É isso? Por que se for por isso… - Ela se levanta e coloca a bolsa pendurada no braço, até que ele levanta e vai até ela, olhando nos olhos dela de forma penetrante. O olhar era tão intenso que ela sentou-se novamente. Não era um olhar ameaçador, pelo contrário, era um olhar suplicante. Ela pigarreia e volta a olhar para a sobrinha.

- Eu chamei você aqui, bem, vocês, porque eu tenho uma proposta.

- Eu não vou fazer acordo nenhum com você. Você quer o que, hein, Pendleton? Já não bastava ter tirado a minha irmã e a minha sobrinha de mim, o que você quer agora? - Quando ela afirmou isso, ele não podia mais deixar que a situação continuasse daquele jeito. Era injusto da parte dela afirmar qualquer coisa relacionada com Alice ou Stela. Ele não tinha culpa alguma da irmã dela ter ido embora e da sobrinha dela ter falecido.

- Você pode dizer o que você quiser, mas nunca vai me acusar de ter tirado a Alice e a Stela da sua família porque você sabe que eu não tenho culpa disso. É muita maldade da sua parte dizer isso, Luísa. Eu nunca pensei que… - Ele respira fundo e olha para Poliana, que agora olhava para as mãos sobre o colo.

- Em respeito à sua sobrinha, minha filha, eu não vou te responder como eu deveria, mas você nunca mais, ouviu bem?! Nunca mais vai dizer algo tão injusto como o que você acabou de dizer. - Ele termina de falar e para de olhar nos olhos dela, engolindo a saliva e prendendo as lágrimas. Falar de Stela para ele ou com ele permanecia extremamente difícil. Ele ainda sentia a perda da filha. A morte de um adulto é difícil de ser superada, mas a morte de uma criança que se fora tão cedo, era ainda mais doloroso. Era um sacrifício para ele pensar na menina. 

- Desculpa, eu não devia ter falado o que eu disse. Eu sei que você não teve culpa, mas…

- Mas ainda assim tirei elas de você. Se é assim que pensa, tudo bem, Luísa, não posso dizer nada que te fará pensar diferente. - Os olhos dele estavam marejados e por óbvio ela percebeu. Ela sabia que de todo ele não era mau. Ela sabia que ele nunca faria mal para a sobrinha, assim como também sabia que ele e Alice não haviam dado certo, pois ele se entregou ao trabalho na tentativa de suprir a falta de Stela.

- Pendleton, por favor, não me leve a mal. Vamos falar do que importa agora. - Poliana seguia olhando para as mãos, pois estava nervosa e não queria encarar nenhum dos dois.

- Eu te chamei aqui para propor que você fique com a Poliana aos finais de semana. É isso. 

- Mas como assim? Você não… 

- Eu pensei bem. Sei que você se apegou à ela. Sei que ela também se apegou à você. Não quero ser a causa de mais dor para a Poliana. - Ele responde, abruptamente.

- Eu não sei o que dizer, Pendleton.

- Pense, Luísa. O que acha, Poliana?

- Eu? Eu acho incrível! Vamos tia, aceita!

- Não sei, Poliana. Essas coisas não são assim e não é tão fácil como você pensa. Preciso falar antes com seu tio Durval.

- Luísa, não existe meio termo aqui. Estou querendo que a Poliana fique bem e eu sei que ela é sua família também e eu não quero que ela fique triste por não estar perto de você. Essa é a única forma que eu encontrei de…

- Espera, você quer que ela fique comigo de que jeito? Vai abrir mão dela?

- Claro que não. Eu não disse isso. Eu quero que tenhamos guarda compartilhada dela. Você fica com ela parte da semana e eu em outra parte. Nos feriados ela quem escolherá. Viagens nós alternamos. 

- Não sei, isso tudo está muito esquisito.

- Não há nada de estranho aqui. Chame o seu advogado e marcaremos uma reunião para tão logo seja possível. 

- Tia, acredita, é verdade!

- Gostou da ideia, Poliana?

- Se eu gostei? Eu amei! Obrigada, senhor P.

Ela ainda não acreditava na ideia dele. Para ela parecia tudo tão artificial, que acreditar que ele abriria mão de Poliana para que a menina ficasse com ela era ainda mais estranho. Sim, ela sabia que ele não era tão mau assim, mas abrir mão e optar por guarda compartilhada? 

 


Notas Finais


Um pouco mais de Luísa e Pendleton...


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