História Pérola - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Agust D, Bts, Suga
Visualizações 6
Palavras 930
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Hentai, Lírica, Literatura Feminina, Poesias, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - Prefácio


Fanfic / Fanfiction Pérola - Capítulo 1 - Prefácio

A primeira coisa que você merece saber, caso esteja considerando se vale mesmo a pena esta leitura, é que não sou um escritor de histórias.

Sou um compositor de músicas. E produtor. Rapper, também. De vez em quando, dançarino.

Acontece que já compus trezentas e sessenta e cinco músicas sobre ela, desde agosto passado, e embora reconheça a qualidade permeando os carinhos vocais onde inseri minhas letras, eles não são o bastante.

Sempre existe uma lacuna.

Não consigo descrevê-la por completo em estrofes, acariciá-la através de melodias, descarregar minhas emoções mesmo que passe horas trancafiado no estúdio.

Me sinto insuficiente quando o meu humor regula a minha escrita. O que quero fazer é pôr em gavetas as obscuridades porque agora preciso cultivar coisas boas… Tecer esperança e perspectiva através de palavras que eu deveria dominar.

Mas eu não consigo.

Não consigo.

Não posso produzir o alvorecer se meu sorriso é pôr do sol. Não posso conceber cristais de neve se minha alma é escuridão. Não posso explicar o nirvana se desconheço minha própria energia. Não posso escrever finais felizes porque eles seriam inverossímeis.

Então, trezentos e sessenta e cinco músicas depois, trezentos e sessenta e cinco dias após aquele, eu me perguntei se não seria uma ideia melhor transformar tanto memórias quanto sentimentos em narrativa, e assim não perderia seus detalhes.

É por isso que estou escrevendo, agora.

Não um thriller psicológico.

Não um romance policial.

Droga, sequer uma história de amor.

Mas eu não posso deixar que o tempo esmaeça minhas lembranças. Quero olhá-las inteiras, como se eu existisse em dimensões superiores onde o tempo é um só, e não esse tic-tac fluido que desbota as minúcias, roubando-as de mim. Quero nunca envelhecer. Acessar cada uma de nossas memórias como se as tivesse criado neste instante. Quero agosto outra vez e para sempre, porque a saudade dele me corrói.

Ironicamente, foi esta mesma sensação corrosiva o prefácio de nossa história.

Não nosso primeiro encontro, apesar de eu ter sentido sua falta a minha vida inteira. Mas aquele contato. A chave que destrancou o restante travado do destino.

Escondi o rosto no pescoço dela e inspirei forte. Queria marcar meus pulmões com seu cheiro. Queimá-los de amor para que ficasse a cicatriz, quando eu fosse embora.

Mantive uma mão pesada em seus cabelos, mas o carinho era tão leve. Meus dedos se embrenhando nos fios, para cima e para baixo, como se o movimento contínuo pudesse curá-la, ainda que a verdade fosse outra: Jinju me curava. Eu me sentia limpo toda vez que me era permitido experimentá-la.

Beijei sua boca sem pressa. O tempo não era preocupação, ainda. Nos encaixamos de leve, apreciando o gosto um do outro. Ela só parou uma vez, encarando meus olhos na penumbra. Tinha o costume de buscá-los e eu nunca soube o porquê. Perdíamos-nos um no outro, entrelaçados numa conexão visual que me prometia atestar onde Jinju começava a ser uma joia – bem ali, em seus olhos.

Ela desmanchava meus receios. Meu autocontrole e preservação. Eu perdia o domínio de meus sentidos ao sentir suas mãos em meu peito, as minhas em sua nuca. Beijos bagunçados em seu pescoço, nossas respirações se desfazendo em gemidos. Jinju era minha, sem precisar ser. Mas, enquanto pudesse, queria que eu a tomasse. E eu a consumia.

Senti minha pele afundar na sua, tomando seu calor e seu prazer. E enquanto ela roubava o meu fôlego, cobri seu corpo de amor. Queria as lembranças cravadas em cada centímetro de nossos corpos e lençóis, mesmo que revivê-las passasse a ser triste, pois significariam solidão. O tempo não importava, naquela hora, mas sufocaria depois. Sufoca agora. Porque nunca tivemos posse dele. O que tínhamos era um acesso restrito para penetrar em poucas ocasiões, caso a distância as fizessem possíveis.

Pouco fazia.

Pouco nos víamos. Mas tanto nos sentíamos…

Jinju se agarrou ao meu corpo, querendo-o mais. Abri mão de percebê-la visualmente porque a sentia melhor de olhos fechados. Abraçou-me forte, e gravei na memória a sensação de seu corpo sob o meu, mergulhado em sua essência. Era extremamente físico, mas transcendia o carnal. Suas pernas vibravam sob o efeito de uma conexão tão poderosa que…única. Talvez um corpo humano não fosse forte o bastante para suportar aquele tipo de carga, e por isso parte de minha consciência se esvaía. Ou talvez eu só estivesse esgotado do resto. Da vida, sem Jinju. Então que se fodesse a racionalidade. A medição. Limites ou a porra da minha saúde mental. Só me importava aquele momento, porque era nele e em suas réplicas que eu me cansava de sobreviver, arrastando minha estrutura dia após dia, banalizando tudo o que deveria ser considerado um privilégio.

Em vez disso, com ela, eu tomava posse de cada mecanismo do meu corpo, e vivia.

Quero esta sensação outra vez, entende?

O vigor de uma existência que vale a pena.

Tento extraí-lo de nossas melhores memórias, mas percebo que relembrá-las é desejar que tivéssemos mais. Ou que as existentes, apesar de limitadas, fossem o bastante.

Substituo as redes sociais por um bloco de notas digitalizado. Preencho inteira a memória do meu celular. Páginas de um caderno físico. Rabiscos em meus livros acadêmicos. Onde quer que eu esteja, faço esboços sobre pérolas, mas são palavras inúteis que jamais as aproximam de meu coração.

Acontece que o embalam.

E escrever sobre ela é a maneira que arrumo para cuidar de mim.

Ela sempre teve o melhor de mim…

Então eu decido que esta é a história sobre como a descobri.

Tê-la perdido não será mais que um infame e trágico detalhe.


Notas Finais


Eu juro de dedinho que o próximo capítulo é divertido, mas sem querer acabei desenvolvendo um bocado de melancolia nesse aqui. De qualquer forma, espero que gostem.


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