1. Spirit Fanfics >
  2. Pérola e Max: Um amor, várias vidas >
  3. Início do fim?

História Pérola e Max: Um amor, várias vidas - Capítulo 11


Escrita por: malugiardini

Notas do Autor


voltei amores!

Capítulo 11 - Início do fim?


Fanfic / Fanfiction Pérola e Max: Um amor, várias vidas - Capítulo 11 - Início do fim?

 

Início do fim?

            Clara andava pela casa eufórica com a visita da mãe. Eva havia telefonado avisando que viria e agora a menina não pensava em outra coisa. Pérola tentava conter a neta em vão:

            “_ Calma Clarinha ou você vai sujar todo o seu vestido. Já é a terceira taça de sorvete que ela toma, Rita! E ainda estamos no café da manhã!”

            “_ Eu não tenho culpa dona Pérola! Foi seu Max que autorizou depois de ver a ansiedade da menina! Ficou com dó!”

            “_ Onde está o Max? Ele disse que não iria pra empresa hoje pra esperar por Eva!”

            “_ Ele e Nina saíram. Parece que surgiu algum problema na empresa!”

            Pérola subiu até seu quarto e encontrou Clara com o livro da História de Serranias.

            “_ Vó você prometeu que iria ler uma parte pra mim!”

            “_ Aí Clarinha! Você não esqueceu esse livro?! Se seu avô me pega lendo isso pra você vai brigar comigo de novo!”

            “_ Olha aqui vovó! A Rita me disse que você sabe onde fica esse lugar aqui ó! Me leva lá?!”

            Pérola observa a ilustração e reconhece a Bacia das bruxas. Lembrou-se do final de semana na Cabana com o Max. Dias tão felizes...

            Conversava com Clara quando viu Rita entrar no quarto com uma expressão estranha!

            “_ Dona Pérola era Eva ao telefone...” Rita sussurrava para que a menina não ouvisse.

            “_ A Clarinha vai ficar muito triste, mas ela só virá no próximo mês!”

            “_ Meu Deus, mas como assim? O concerto dela no Brasil não é essa semana?”

            “_ Não dona Pérola! No dia em que ela ligou a ligação estava péssima! Inácia custou a ouvir e na certa entendeu errado! Como vamos falar isso pra Clarinha? Essa menina não pensa em outra coisa a semana toda, gente!”

            Pérola desolada foi conversar com a neta. Mas seu coração ficou apertado de ver a agonia da criança e tomou uma medida na qual viria a se arrepender futuramente.

            “_ Não fica assim Clarinha! Um mês passa depressa! Logo você vai poder abraçar sua mãe. A Rita vai preparar uma deliciosa cesta de piquenique e nós três iremos conhecer esse lugar que você gostou no livro! Vai ser maravilhoso! O que acha?”

            Rita viu o rosto da menina se iluminar com a perspectiva da aventura.

///////////////

            Clara se apaixonou pelo lugar! Pérola entendeu que esse anseio da menina em conhecer esse espaço sagrado era causado pela sua condição de Valentina. Suas memórias ancestrais estavam latentes.

            Rita e Pérola conversavam enquanto a menina explorava o entorno.  A babá como todos os Cristãos de Serranias ficara amedrontada com o lugar.

            “_Dona Pérola, jura que não tem perigo deixar a menina assim sozinha? Contam cada coisa desse lugar!”

            “_Não se preocupe Rita! Venho aqui desde a idade da Clara. Passava a tarde toda explorando, colhendo ervas, pedrinhas, nadando no lago...”.

            Clara veio correndo mostrar a avó os tesouros que encontrou! Entre eles Pérola viu uma pepita enorme de ouro. Se Clara na sua inocência mostrasse essa pedra para alguém certamente iriam depredar o seu paraíso. Tentou ficar com a pedra, mas como a neta estava irredutível pediu segredo:

            “_ Clara não conta pra ninguém onde você encontrou esse tesouro viu? Será um segredo só nosso e do nosso lugar! Tá bom assim?”

             Clara riu abraçando a vó.

            “_ Pode deixar vó! Segredo de Valentina!

"-Olha só o presente que eu fiz pra senhora!" Clara havia encontrado  cipó fino. Entrelaçou fazendo dele uma pulseira.

"- Que coisa linda! Vou pedir a Rita que coloque em mim agora mesmo!"Pérola fala abraçando a menina.

"_Agora a gente pode nadar?”

            “_ Não meu anjo! Nós não viemos preparados pra isso! Não trouxemos roupa de banho, toalhas nada!”

            “_Dona Pérola tá tão quente! Nós bem que poderiamos nos refrescar um pouco né? A gente nada com a roupa de baixo! A senhora mesmo disse que nunca vem ninguém aqui! É só pedir ao motorista pra se afastar!”

            “_ Vamos vó! A Rita também guarda segredo! Depois a gente seca na toalha do piquenique...”.

            Pérola riu da esperteza da Neta. Aquiesceu já que nunca conseguia recusar nada à menina!

            Pérola tirou a roupa da neta a deixando só com a calcinha. Rita tirou o vestido e ficou apenas com um conjunto de calcinha e sutiã. Era comportado como costumava ser a roupa intima das mulheres de Serranias. Ficou impressionada ao ver a Patroa se despir.

            Pérola usava um conjunto de calcinha e sutiã de renda vermelha! A calcinha e o sutiã se moldavam perfeitamente ao corpo de uma forma muito sensual.  Todas as suas roupas íntimas tinham sido compradas na Europa. Esse era o conjunto preferido por Max.

            “_ Clara esse lago é lindo, mas também é muito perigoso! Você só pode ficar com a Rita aqui. Daquele lado depois da pedra é muito fundo! Só quem sabe nadar muito bem pode ir até lá!”

            Rita interveio

            “_ Pode deixar dona Pérola! Nós vamos nadar só desse lado! Eu cuido da Clarinha!”

            Pérola mergulhou e saiu do outro lado da pedra. Nadava sentindo o carinho da água em seu corpo depois se deitou na pedra.  Lembrou-se da última vez que estivera aqui. Dos momentos de amor com o Max e acabou adormecendo...

///////////////

            Juca havia acabado de fotografar as modelos. Ficou satisfeito com o resultado. Agora fotografava os locais que ajudariam a criar a atmosfera de sensualidade e mistério que pretendia como pano de fundo do catálogo.

            Estava fotografando a Bacia das Bruxas. Fotografou do lado da colina. Depois nadou atravessando o lago até a mata do outro lado. Pretendia fotografar o lago com a sombra desenhada pelas árvores, a pedra no centro e a colina ao fundo.

            Preparava o equipamento e estudava os melhores ângulos quando a viu:

            Pérola nadava no lago. Estava distraída e não notou sua presença, embora estivessem muito próximos.  Juca estava atrás das árvores.

            Decidiu manter sua presença oculta. Pérola usava apenas roupa íntima, certamente ficaria constrangida se o percebesse.

            O fotógrafo ficou a admirar Pérola enquanto ela se divertia no lago. Tão linda!

            Sua lingerie cobria uma pequena parte do seu corpo bem feito.

            Não resistiu e começou a fotografar. Ela posava pra ele sem querer. Quando subiu na pedra ele perdeu o fôlego. Sua calcinha contornava  O bumbum de formas perfeitas.   Deitou se nas pedras esbanjando sensualidade. Ele a fotografou em todos os ângulos possíveis.

           Juca observava as fotos feitas no lago. Lógico que não poderia usá-las e muito menos apresentá-las ao patrão. Ironicamente esse tinha sido seu melhor trabalho.

            Em uma foto Pérola emergia da água ajeitando o cabelo. Em outra ela deitada na pedra mexia com os dedos na água do lago, em outra subia nas pedras fotografada de costas e havia várias fotos em que ela aparecia deitada displicente sobre a pedra.

            Guardaria essas fotos pra si.   Tudo nela o atraia: Seus olhos, o sorriso, o jeito delicado e forte ao mesmo tempo, a sensualidade que exala dela...

             Lembrou-se da tristeza que sentiu quando Max voltou. Estava cada vez mais envolvido por essa mulher. Estava assustado, pois nunca tinha se apaixonado antes. Isso estava ficando perigoso. Precisava parar de pensar nela!

            Escreveu um bilhete e enviou à Eglantine. Precisava desviar seus pensamentos de Pérola. Viu na secretária uma ótima companhia talvez viesse a sentir algo mais profundo... Quem sabe?

/////////////

            Sempre que podia Pérola lia trechos do caderno que havia encontrado na cabana. Max ainda não havia voltado da empresa. Uma mina estava com problemas.

 

Serranias, 20 de Fevereiro de 1933.

            Lúcio cansou de brigar contra o sentimento que nos une.

            Entendo que não tenha sido fácil para ele. De uma hora pra outra viu ruir todas as certezas de sua existência. Recebeu o chamado para a vida religiosa muito cedo. Foi ordenado era pouco mais que um menino. Dedicou sua vida a religião e viu tudo isso ruir ao me conhecer.

            Eu o amei desde o momento em que coloquei meus olhos sobre ele. Com ele não foi diferente!  Somos parte um do outro ao mesmo tempo somos opostos...

             Trago no peito uma angustia constante que me corrói a alma. Lúcio não sabe da minha crença. Profésso a fé que ele atravessou o oceano para combater... Prefiro não pensar nisso agora!

            Passamos os últimos dias em um enlevo eterno. Nos entregamos um ao outro sem reservas.

            Agora nós formaremos uma família.  Ele foi prestar contas ao seu superior... Por mim deixará a batina e ao voltar fará o pedido ao meu pai.

            Enquanto escrevo ouço os passos do meu pai pela casa. Há muito ele me vê diferente. Olha-me com uma expressão inquisidora, mas continua mudo.

            Não disfarço muito bem. Talvez porque eu queira gritar para o mundo. Como não posso, não ainda, escrevo aqui.

            Ontem numa atitude de rebeldia, comum aos  enamorados, escrevi na árvore do quintal: Gertold e Lúcio amor eterno!

            Dharta ainda está por perto. Hoje quando acordei o anel em forma de serpente estava ao meu lado no caule de uma flor. Em resposta aceitei a flor. O anel lancei novamente pela janela.

            Eu contaria a ele sobre meu amor por Lúcio, porém ele não se aproxima. Não quando estou disperta, mas em sonhos sinto sua presença... Ele traz consigo o cheiro do lago, das flores, da terra molhada...

            É um Deus. Me quer , me deseja, me ama... Sinto conforto quando ele se aproxima, mas só nos  braços de Lúcio me sinto plena, feliz, completa... Serei sua mulher perante a sociedade, porém já o considero meu homem desde sempre!

            Enquanto escrevo aguardo ansiosa a volta do meu homem. Já sou parte dele e ele parte de mim, sinto seu fruto crescendo em meu ventre...

            Minha intuição de Valentina me diz que será uma menina. Eu a chamarei Brígid. Seremos três a compartilhar o mais puro amor que vencerá o plano material e romperá a barreira do tempo.

            Em sonhos eu vislumbro outras vidas, outros tempos... Um sentimento tão grande não pode ficar restrito a uma só existência... Gertold, Brígid e Lúcio, amor eterno!

            Pérola lia em seu quarto quando ouviu os gritos de Nina. Agora isso era constante.  Ela vinha tendo pesadelos e acordava agitada.

            “_ O que foi Nina? Estou aqui. Se acalme!” Pérola abraçava a sobrinha e a embalava como se embala um bebê!

            “- Tive aquele pesadelo novamente tia! Eu estava me sentindo feliz, confortada, amada... Depois vi você e papai em uma bruma... Vocês traziam uma expressão de medo, dor... Eu não conseguia entender e logo comecei a sufocar. Não conseguia respirar, foi ficando quente... Eu tentava acordar, mas não conseguia!”

            Pérola tentava confortar a sobrinha, mas ao mesmo tempo se preocupava. E se fosse premonição...  Nina é uma Valentina do mais alto grau! Provara isso no episódio com Eva no teatro. Decidiu procurar Flávio Falcão. Quem sabe ele a fizesse compreender o significado desses sonhos?!

//////////////////////////////////////

 

 

 

 


Notas Finais


Até breve!


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...