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História Perpétuo - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


CHE-GAY
Gente, eu tô muito feliz pelo incentivo gigantesco que vocês tem me dado. Quero agradecer pelos comentários e pelo favoritos, vocês são demais! ♥
Hoje tem um pouquinho de Sasuke, ok?
Boa leitura! ♥

Capítulo 4 - Capítulo IV


Fanfic / Fanfiction Perpétuo - Capítulo 4 - Capítulo IV

'' O mundo é grande e cabe nesta janela sobre o mar. O mar é grande e cabe na cama e no colchão de amar. O amor é grande e cabe no breve espaço de beijar ''.
- Carlos Drummond de Andrade

 * Capítulo IVSofisticado *

O homem de cabelos negros azulados sentou-se sobre o banco e esperou a enfermeira, Yamanaka Ino. Estava exausto por precisar liderar todos aqueles soldados a cada nova batalha de territórios invadidos. Os Uchihas obtinham uma vasta aquisição de quilômetros de propriedades, adquiridas por anos pela Dinastia e frequentemente precisavam batalhar para defender de inimigos. Por alguns anos, Uchihas e Senjus travou guerras sanguinolentas por este motivo. Entretanto, há cincos anos, criaram um tratado de paz, onde seu tio Madara e o líder dos Senju, Hashirama, tornaram-se melhores amigos. Sasuke até questionava se havia algo a mais além da amizade entre os dois e descobriu isso ao pegá-los aos beijos no escritório do tio. 

De qualquer forma, o assunto não lhe implicava, pois seus pensamentos estavam atrelados à uma certa rosada. Fatídico que detestou de imediato o casamento arranjado, mas fazendo o possível para conquistar a garota dois anos mais nova que ele, obteve as esperanças de um sentimento recíproco. Enganado se pensasse assim. De alguma forma, o Uchiha teve a consciência que a Haruno mentia para todos ao relatar seu sumiço por três dias seguidos. Não sabia ao certo o porquê e nem por quem, mas observaria a jovem podendo então ter a certeza, eliminando as dúvidas que rondavam sua cabeça.

Suspirou irritado e olhou a loira, corada, começar a limpar seus ferimentos. Ino era uma garota bela, de uma Dinastia igualmente invejável aos Uchihas e Sasuke, por alguns momentos avoados, perguntou-se o porquê do tio não propor o casamento entre eles. Eventualmente, gostaria de desfrutar a vida sozinho, se possível, tendo um herdeiro somente, mas isto, infelizmente, não abrangia de suas vontades particulares. Observou a garota passar uma espécie de manteiga de gergelim em seu rosto e dizer:

— Está tudo pronto. Tome esses chás durante a noite para recuperar suas forças e para que seus ferimentos do corpo se fechem.

— Obrigado. — murmurou olhando-a de soslaio.

Vestiu a camisa branca carregando nos braços a armadura e a malha de ferro. Assim que pisou para fora do local, viu Sakura conversando animadamente com outra enfermeira. Não houve tempo para alcançar à garota, pois seu soldado de braço direito, Suigetsu, iniciou um diálogo sobre o tratado de paz vinda da Dinastia Hyuuga. Interessado, decidiu retornar ao amigo depois e que nesta atual conjuntura, sua atenção era para outros assuntos. Aproximou-se de Sakura e sorriu minimamente para as duas mulheres. Apenas enxergou Tatsumaki quando estava participando da roda das confidentes. Viu a morena despedir-se com uma reverência e o Uchiha lançou um olhar esperançoso à futura esposa. Contemplá-la daquela forma, tão próximo de si, fazia o coração do mais velho bater um pouco mais rápido, independentemente não admitindo tal descontrole corporal.

— Olá, Sakura. — cumprimentou, vendo a garota lhe dar um grande sorriso.

— Olá Sasuke-kun, como está os ferimentos? — perguntou, analisando-o precisamente.

— Vão bem, melhorando... — coçou a nuca, sem jeito. — Sakura, você me concederia a honra passear contigo esta tarde? Estarei livre depois dos assuntos que irei tratar com meu tio e gostaria de saber se quer me acompanhar a um vilarejo aqui perto. — convidou, vendo as bochechas da garota tomarem um tom avermelhado.

Linda, pensou.

— Claro. Ficarei aqui por algumas horas ajudando os feridos, mas nos encontramos após o almoço. — sorriu gentil.

Assentindo, Sasuke despediu-se da futura esposa e marchou até seu cavalo, montando neste. Andar a cavalo era uma das coisas apreciativas, quando mais novo. Época na qual sua Dinastia havia conquistado suntuosos territórios e objetos de valor. Por este motivo, obteve sempre o que desejou assim como seu irmão, Itachi. Ganhou seu primeiro cavalo aos doze anos em momentos iniciais de sua carreira como soldado, anos depois tornando-se general. O animal havia sido presente de sua mãe, antes de falecer e apesar do pai autêntico e de postura epopeica, fora ele quem o ensinou a trotar sobre a montaria. Continha boas memórias com os falecidos pais e ainda sentia o laço familiar, interrompido. Para a sua sorte, tinha Itachi, que consequentemente tornou-se um exorbitante irmão. 

Recebido pelos soldados de Kizashi, o Uchiha deixou o animal aos cuidados destes e fora diretamente aos seus aposentos. Banhou-se em espuma relaxadamente, onde intrigou-se com a hipótese de Sakura mentindo e o encontro dali algumas horas. O jantar que tiveram dias atrás, fora esclarecedor diante da desatenção da rosada. Retirou-se usando uma camisa aberta branca, calças negras e bagunçou os cabelos. Olhou-se no espelho, rindo ao ver que o rebelde Sasuke deixou vestígios em sua personalidade. Permaneceu descalço e andou até os aposentos do tio, batendo em sua porta. Fora atendido por Hashirama e uma grande interrogação surgiu em sua feição.

— Oh, Sasuke. Pode esperar alguns minutos? — pediu, levemente envergonhado e sem tempo para resposta fechou a porta com um baque.

Assustado e prontamente dispensando os pensamentos sobre quais circunstâncias Hashirama encontrava-se ali, o moreno esperou pacientemente até que a porta fosse aberta novamente e ele pudesse entrar. Analisou o quarto que havia sido rapidamente arrumado e não conteve o sorriso. Seu tio gostava de homens, sem sombra de dúvidas.

— Olá, Madara. Vim aqui para lhe falar sobre o posicionamento dos Hyuuga. — mensurou e vendo Hashirama preparando-se para ir embora, ele disse: — Você pode ficar, vim aqui para uma rápida reunião e não quero atrapalhar o que quer que seja que estivessem fazendo. Outra, o assunto também lhe convém.

— Tu-tudo bem. — o Senju respondeu desconcertado e sentou-se na poltrona da penteadeira.

— Suigetsu me disse que os Hyuuga estão propondo um tratado de paz. De acordo com o que o Rei alegou, não faz mais nexo continuarmos com esse desavença constante e que, se os Senju pudesse ser amigos… — frisou a palavra olhando para Hashirama, que ficou vermelho. — … dos Uchihas, certamente eles também poderiam. O que acha?

Madara balançou a cabeça satisfeito pela alegação do sobrinho e assentindo, levantou-se para pegar um copo de whisky, oferecendo aos convidados.

— Acho válido. Talvez tenha tomado essa atitude, pois não querem brigar por mais territórios. — murmurou o mais velho, pensativo.

— Ainda não sei os reais motivos a não este que Suigetsu me disse. Mas informarei a eles que teremos uma reunião após meu casamento. — o Uchiha mais novo disse, esperando a aprovação do tio.

— Sem problemas…

— Você irá casar, Sasuke-kun? — Hashirama parecia impressionado. Nunca pensou que o jovem Uchiha se casaria tão cedo.

— Eu lhe disse semana passada. Por carta. — Madara olhou em descrença ao amigo desatento.

— Madara decidiu por mim e Sakura é adorável, não tenho oposições. Estou esperando o dia em que vocês dois irão casar. 

A frase pegou tanto o tio de surpresa, que o fez engasgar. Sasuke retirou-se do quarto antes que o tio lhe pegasse pelo colarinho. Suspirou ao ver que faltava algumas horas para seu passeio com Sakura e decidindo praticar um pouco de suas lutas corporais, convocou seus soldados fiéis.


 

Sakura portava o pincel sobre os dedos usando a cor verde para dar vida àquele lago fotografado por sua memória. Sorriu, apaixonada por todo o cenário animalesco e distinto de sua realidade. Molhou novamente objeto, mas dessa vez, na tinta cinza, dando destaque à alguns fios do personagem que pintava. Seguidamente, os olhos bicolores e desenhou uma máscara azul-marinho. Não era necessário prestar muito atenção para saber que a rosada pintava Kakashi, dentro do lago que estiveram no dia anterior. E Tatsumaki, absurdamente feliz de estar acompanhando todo aquele romance proibido, sorriu sentando-se ao lado da princesa, observando-a. Pegou o violino e começou uma música calma, trazendo à Sakura, memórias do beijo acalentado trocado com Kakashi.

Suspirou, depositando a nuca sobre a almofada e olhou com um grande sorriso para sua amiga, para então gargalhar. Sakura estava tão contente realizando os seus sonhos com um homem de companhia deslumbrante, que esqueceu-se de todas as suas obrigações como princesa. Pois era isso, o que Kakashi fazia consigo. Em sua presença, ela esquecera de Sasuke, de seu carinho incondizentes com os sentimentos da rosada e de seu casamento arranjado. Tinha atenção apenas para os olhos estranhamente hipnotizantes do homem e como estava ansiosa para retirar aquela máscara e finalmente beijar seus abstrusos lábios.

— Será que ele virá hoje à noite? — perguntou Sakura à sua amiga.

— Você quer que ele apareça, não é? — interrompeu seus movimentos com o instrumento e olhou admirada para a amiga. Queria poder viver um romance como aquele.

— Sim. — mordeu os lábios. — Quero fazer algo que talvez eu não se arrependa...

— Sexo?!

— O quê?! Não! — negou histérica e com as bochechas quentes. — Não, mas, talvez… eu não sei. — confessou balançando a cabeça e tapando o rosto com as mãos, lembrando-se do nado nu com Kakashi. — Mas quero beijá-lo. Verdadeiramente. Retribuir o que ele está fazendo por mim.

— Você só descobrirá se tentar. Torça para que ele venha hoje, eu dou um jeito de lhe encobrir. Nos próximos encontros, precisarão ser discretos e combinar lugares que não seja na sua varanda. — a amiga disse o óbvio, ganhando uma risada.

— Você está certa. — afirmou, olhando sua recente pintura com carinho.

Ambas desfrutaram a companhia uma da outra e após algumas horas, Sakura preparou-se para o passeio com Sasuke. Banhou-se em espuma de frutas vermelhas e vestiu-se com uma yukata rosa claríssimo. Deixou os cabelos soltos, com uma pequena trança no topo colocando seu chapéu, para proteger-se do fraco Sol que acobertava aquela área de seu Palácio. Borrifou um pouco de perfume pegando alguns pertences e saiu de seu quarto, rumando até a Sala Principal. Encontrou com o futuro esposo nas escadarias, olhando-a de modo apaixonado. Rubrou-se levemente e pegou na mão do moreno, que levou-a até o cavalo. 

Montou no animal após o Uchiha e trotaram em direção à um vilarejo próximo ao castelo, não pertencente à cidadela. Sakura questionou se o tempo gasto ali, não ultrapassaria o seu, com Kakashi. Distraída, olhou o céu limpo, sem nuvens. Sorriu abobalhada ao presenciar o pôr-do-sol na semana anterior e como foi bom deitar-se no animal, sendo agradecida eternamente pelo momento inesquecível. Dispersou os pensamentos quando Sasuke iniciou uma conversa agradável sobre suas criações e famílias. A rosada ouviu atentamente o moreno dizendo que seus pais haviam falecido e seu único parentesco era Itachi, Izuna — que curiosamente havia ido ao Palácio dos Senju — e seu tio Madara. Sua paixão por seu cavalo e as responsabilidades para com general.

Queria Sakura poder ser apaixonada pelo futuro marido e não estar ansiosa para o encontro com Kakashi. Envergonhada, fitou os olhos ônix do garoto e suspirou, imaginando o acinzentado ao seu lugar. Era tão injusto com o Uchiha, ela pensara. Um homem dedicado, ovacionando-a constantemente desde do momento em que chegara no Palácio dos Haruno e a rosada não nutrir os mesmo sentimentos. Deplorável. Esperou nos deuses, que Sasuke jamais sonhasse com os sentimentos proibidos a um relacionamento paralelo ao deles. Suspirou, abraçando a cintura do moreno, que sentiu vertigens no estômago.

Ambos desceram do animal iniciando uma caminhada agradável pelo vilarejo. Sasuke lhe mostrou os campos de lírios vermelhos, repletos das flores e extremamente perfumado. A rosada adentrou sentindo-se confiante. O Uchiha sentiu o coração falhar uma batida, pois vê-la ali, entretida cheirando o aroma das flores que representavam o amor, transpassava os limites de carinho do moreno. Em uma súbita coragem, caminhou apressadamente até a garota segurando em seus cotovelos e a beijou. O interior do moreno baqueou, com uma ansiedade absurda e o Uchiha pensou em um ataque cardíaco. Os lábios macios, tímidos e femininos, faziam-o dar voltas ao mundo. Aprofundou o beijo, adentrando na boca da garota. Quente. Era a definição daquele ósculo. Sasuke sentia-se quente após as línguas dançarem tranquilamente, causando-o uma espinhosa excitação.

Sakura retribuiu o beijo admitindo a habilidade do moreno naquelas atitudes, quanto em lutas. Abraçou sua nuca e precisou afastar-se para respirar e ofegante, piscou algumas vezes ao ter visto Kakashi ali. O rubor subiu nas bochechas e pegou a mão do Uchiha gentilmente para ambos tornar a andar tranquilamente pelo local. O futuro marido lhe mostrou alguns restaurantes, casas de tecelagem e o grande Rio Kohaku. 

Sakura olhou-o nostálgica e o moreno estranhou sua feição. 

Os pensamentos da garota eram totalmente voltados ao grande animal místico e tentou ao máximo, disfarçar seu claro desinteresse pelo passeio do Uchiha.

Ao final, pediu ao futuro marido que mandasse um de seus soldados trazerem sua égua para ela. E pediu também que avisasse Tsumaki que estaria na cidadela, caso precisasse de companhia à noite. O moreno deixou a cidadela, partindo de volta ao Palácio. Sakura então, encontrou-se com sua amiga Ino e esgueirou-se até a área dos enfermos para tomar as devidas providências necessárias na saúde dos soldados. Durante este tempo, a amiga lhe contou sobre a possível rendição da Dinastia Hyuuga e a rosada estavam tão radiante por não presenciar mais nenhuma morte de seus ou dos soldados dos Uchihas que abraçou-a fortemente.

O jantar estava para chegar, quando a Haruno olhou um andarilho adentrar no recinto e franziu o cenho, contrariada.

— Posso ajudar em algo? — questionou aproximando-se.

— Boa noite, princesa. — Sakura sentiu todo o sangue de seu corpo subir às bochechas. Ele estava ali, sem medo algum! — Gostaria de tomar um pouco de seu tempo, para receber um curativo neste corte.

A rosada assentiu sem dizer uma única palavra e pegou os utensílios necessários. Seu coração batia tão rápido quando a corrida de sua égua. As mãos suavam em nervosismo e ela engoliu seco, antes de direcionar uma rápida olhada ao homem. Este, que mesmo com o pano cobrindo seu rosto, continha o notável sorriso. Os olhos bicolores solveram uma espécie de feitiço sobre a garota, que sem perceber, aproximou-se perigosamente do homem, abstringindo as futuras consequências. Ela apenas saiu de seu transe, quando a barulhenta Ino adentrou no local, dizendo que os jantares de ambas estavam ali.

— Obrigado, princesa. Que os deuses lhe recompensem. — desejou o homem ao ver o curativo e saiu calmamente.

— De-de nada…

Isso é hora para gaguejar, Sakura?! Repreendeu-se internamente e pegou a tigela repleta de lamen das mãos da amiga, para iniciar uma refeição completa e calma. Para a sua sorte, Ino não presenciou toda a tensão entre ela e Kakashi momentos antes e agradecia quem quer que fosse por isso. Após o jantar, trocou de roupa e com a ansiedade em sua faringe, Sakura despediu-se de Ino.

— Você irá voltar para casa, certo? 

— Gosto de passeios noturnos. Irei para o Monte Verdejante, avise os soldados de meu pai ou de Sasuke caso venham me procurar. Preciso conversar com Tsunade-sama…

A loira assentiu e Sakura saiu quase desesperadamente até sua égua. Montou no cavalo e seguiu trotando rapidamente até a Floresta de Luz. Era onde seu instinto a mandara e ao parar na entrada do local, Kakashi permanecia sentado ao chão, encostado em um dos troncos. Sorriu, sentindo uma genuína felicidade. Apertou as mãos umas nas outras ao vê-lo caminhando em sua direção e o acinzentado subiu sobre o animal, tomando total controle e cavalgando com velocidade adentrando ilimitavelmente na mata. O coração da rosada saltava, como verdadeiros bumbos percursionados em tempo inimaginável. Seus braços rodearam a cintura masculina e aproveitou toda a adrenalina causada por Kakashi. O vento sacolejou seus cabelos e tocou sua nuca, fazendo-a se arrepiar e soltar um muxoxo. Estamos rápido demais, pensou e abriu os braços devagar. Os olhos encheram-se de água e o nariz feminino afundou-se com violência nas costas masculinas pela parada brusca.

Diante de um fastuoso penhasco, Sakura observou o deslumbrador mar azul. Emocionada, reparou também na cidadela costeira. Olhou para Kakashi e o mais velho desceu do potranco, dizendo:

— Iremos a Cidade Luminescência. É também uma cidade-espírito e talvez você goste de lá. Sua égua aguenta descer esta montanha?

— Claro, talvez ela se assuste com pessoas incomuns, mas fora treinada para isso. — respondeu, prendendo os fios em um coque.

O silêncio reinou por alguns minutos e Sakura, engolindo seu coração inquieto, pousou sua mão sobre a do acinzentado. Ele sorriu sem olhar para ela e continuou ditando o caminho para o animal.

— O que tem lá? — questionou, curiosa.

— Eles são responsáveis pelas mercadorias no mundo dos espíritos. — Sakura fez uma careta. — Não são só os vivos pertencentes desta Terra e você descobrirá isso. Estou aqui para fazê-la entender que existem situações inexplicáveis até mesmo para nós que somos deuses. E não, não estou me gabando...

— Kakashi, é verdade que você tem irmãos e eles são provenientes também dos dragões?

— Alguém andou pesquisando sobre mim. — o homem não conteve a risada ao olhar as bochechas rosadas da garota. — É verdade. Mas tenho contato com apenas um, Obito.

Percebendo o desconforto do acompanhante, Sakura trocou de assunto.

— Eu passei um dia só com você, na semana passada. Por que em meu mundo passaram-se três?

Kakashi suspirou, antes de começar:

— Quando adentrando no mundo dos espíritos, ultrapassamos a barreira entre eles e consequentemente o tempo é divergente. Ainda iremos em mais lugares, mas por todas as cidadelas que passarmos, terá uma ponte. Esta ponte, é o intercessor. 

A princesa sentiu as bochechas esquentaram novamente. Ainda iremos em mais lugares. A frase passou por sua mente repetidas vezes e floresceu um carinho maior que agradecimento, no interior da garota sem que ela soubesse. Sakura olhou-o com admiração e apertou a mão masculina gentilmente. Lembrou-se da conversa com Tatsumaki e suas reais intenções para com Kakashi. Seu desejo de beijá-lo verdadeiramente e sentir que este esperava o mesmo. Ansiou por um momento a sós, com um clima gostoso e íntimo como o do lago verdejante. Ela estava tão exasperada! Mal poderia esperar um pretexto para tocá-lo nu novamente e desejou estarem na praia que havia avistado quando chegaram no penhasco.

Suspirou, envergonhada. O restante do caminho até a cidadela fora feito em silêncio, ao som de alguns animais noturnos. A trilha era inteiramente feita de terra, com seus arredores florestais. Sakura observou a Lua, brilhando elegantemente no céu e sentou um leve frio em sua nuca. Kakashi retirou sua manta e colocou sobre os ombros femininos, para então voltar a andar. A rosada apertou o pano entre o dedos e aspirou o aroma inebriante do mestiço. Sentiu as bochechas queimarem e desviou seu olhar do outro. 

A ponte em formato semi-circular, revestida de madeiras corridas e encostos da coloração avermelhada, continham pelo menos trinta metros. Abaixo desta, o rio remanescente do mar contendo carpas. Sakura fitou a esplendorosa cidadela. Suas construções eram simples e condizentes com a época, de tons pastéis à vivos. Decorações mesclavam-se entre o amarelo, vermelho e laranja, contendo estátuas de gesso, de deuses antigos dispersas pelas ruas coloridas. Os seres exóticos, bebiam tranquilamente soltando altas risadas, enquanto outros trabalhavam. Eles vestiam-se quase identicamente ao seres humanos normais e aquilo era tão novo, tão mágico para ela e não reagir, admirou calada. Sakura levantou seu olhar à grande torre de pelo menos sessenta metros. Feita de tijolos cozidos e revestidas de uma madeira leve, dando uma semelhança às casas tradicionais da cidadela onde viveu boa parte de sua vida. Um brilho angelical reluzia daquela cidade e a rosada imaginou ter visto pequeníssimos flocos de pluma, voando. Talvez o nome realmente fizesse jus ao ambiente. Voltou o olhar para Kakashi, que esperava pacientemente a garota visualizar tudo aquilo, para então tornarem a andar em direção à cidadela.

— Aqui… — o acinzentado lhe deu a pequeníssima esfera verde e Sakura salivou novamente, pelo gosto amargo.

Ao passarem na ponte, Kakashi ajudou-a descer da égua e amarrou-a em um toco, para seguiram adentro. O homem segurou a mão da rosada e iniciaram a caminhada em silêncio. Sakura focou seu olhar em uma loja de tecelagem, onde nesta, continha uma yukata diferente. Não era como as tradicionais; assemelhava-se como uma ninja. Até mesmo mais bela que as armaduras feitos à mão, do exército Haruno e Uchiha. Kakashi sorriu e andou desleixadamente até o local, sendo gentil com a mulher ao lhe dar três moedas de ouro e pegar a roupa.

— Vista.

— Porque você fez isso? Não precisa Kakashi, e-eu… — interrompeu sua fala com a avassaladora vergonha tomando conta de si.

— Só vista. Está fresco. Você precisa de algo mais leve e antes de irmos embora, você pode colocar sua roupa de realeza novamente. — soltou um riso.

A garota assentiu e pegou o pano, dando passadas animadas até um suporte de correr, usado para troca de roupas. Sakura retirou sua yukata atual e viu a mulher aparecer, cobrindo rapidamente seu corpo, extremamente envergonhada.

— Vim lhe ajudar. Tudo bem? — a rosada assentiu. — Começamos pela faixa. Enrole-a em seu busto e o braço direito. Sua yukata cobre somente seu braço enfaixado, então seu busto e ombro esquerdo ficam totalmente a mostra.

A Haruno assentiu e seguiu as instruções da senhora. Constata-se em uma yukata de um ombro único, onde o busto de Sakura ficara exposto e ali, seria enrolado por faixas, em conjunto com seu braço direito. A saia curta, de coloração rosa queimado, chegava-se até dois palmos acima de seu joelho. Nunca sentira-se tão envergonhada com uma roupa tão curta, mas não poderia negar que estava com uma facilidade maior de seus movimentos. Na cintura, uma tira de couro, costurada com um coldre de faca. A mulher que ajudava a si, massageou seus pés de maneira confortável e neles, também conteria faixas. Calçou as sapatilhas e amarrou o cabelo de um jeito mais despojado.

Ansiosa, fora de frente para o espelho e um lampejo de excitação cobriu seu coração. Aquela postura e vestimenta, assemelhava-se a um ninja mercenário. Sorriu por realmente pensar que havia tornado-se uma aventureira e claro, a melhor parte era estar ao lado de Kakashi. Resolveu mudar a expressão pacífica e franziu o cenho levemente, transpassando um ar mais epopeico. Agradeceu a mulher, que lhe deu uma sacola de fácil manuseamento e dentro, continha suas roupas.

Retirou-se do local e fora em direção a Kakashi. O acinzentado pousou os olhos bicolores na rosada e vira as bochechas pinceladas em vermelho. Ela estava linda! Como poderia não estar? A suntuosa aura autêntica, carregada de seriedade, fez o coração do homem bater uma vez mais rápido. E repreendeu-se quando ganhou um sorriso sincero. Soltou um riso baixo, fazendo uma pequena reverência para a mulher que a ajudou e pegou a mão da rosada para darem continuidade ao passeio.

— É um presente. — ouviu a voz levemente rouca do homem em seu ouvido e arrepiou-se. Então sentiu algo pesado na cintura e vira a brilhante adaga de prata.

— Ma-mas eu não machuco nin…

— Não disse que precisará, mas até as mais belas princesas possuem suas armas escondidas. Quero que fique com ela. Para lembrar-se de mim quando estiver sozinha. — ela pôde ver o sorriso escondido dentro da máscara e com a afável coragem, segurou os rosto, beijando-o por cima do pano.

— Obrigada. — sussurrou, abaixando o olhar.

— Eu posso me acostumar com isso. — soltou um riso e pegou novamente na mão feminina. — Vou lhe mostrar um lugar que costumava a ir quando pequeno…

— Mais um? — a rosada arrumou uma mecha do cabelo e Kakashi sentiu o seu interior derreter.

— Mhm.

Começaram a correr e Sakura sorriu abobalhada ao vê-lo puxar sua mão com tanta coragem. Quem mais o faria naqueles tempos? Pensou em Sasuke, mas este não era dono de seu coração, então não considerava-lo. Mas de uma coisa era certa, a Haruno sentia-se em casa. Pertencente à alguém que estava se apaixonando e nem se dera conta disso.


Notas Finais


EU GRITO COM A MENÇÃO HASHIMADA, ME JOGUEM PEDRAS! Mas eu adoro♥
Pessoal aí tá super emocionado e eu nem sei o que dizer KKKKKK
Espero que tenham gostado, me desculpem qualquer erro ortográfico >///<
Um super beijo e até o próximo! ♥


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