História Perseguição - Capítulo 1


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Categorias Capitão América, Os Vingadores (The Avengers)
Personagens Bucky, Peggy Carter, Personagens Originais, Pietro Maximoff (Mercúrio), Steve Rogers
Visualizações 22
Palavras 2.794
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Crossover, Romance e Novela, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Linguagem Imprópria, Mutilação, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Kk eae mens!

Sim, eu repostei esse primeiro capítulo depois de revisá-lo porque o Spirit tava de trollagem comigo e eu decidi repostar, então, se vocês já leram... lamento, ainda não tem nada novo, além da correção e a última linha kkkj — se ainda não leram, fiquem à vontade! Bom, é isso aí.
Só lembrando que nunca escrevi nada do gênero Terror & Horror, então, se estiver ruim, usem os comentários para me dizer no que posso melhorar, certo? Ok.

Tenham uma boa leitura!

Capítulo 1 - Primeiro dia


Fanfic / Fanfiction Perseguição - Capítulo 1 - Primeiro dia





— Qual sabor você quer? — o rapaz de cabelos na altura dos ombros perguntou, puxando sua carteira do bolso da calça.

— Você está brincando com a minha cara?! — a garota de cabelos castanhos ondulados riu dele.

— Ainda tenho esperanças de que você vai escolher algum outro sabor que não seja uva.

— Então espere sentado.



Bucky e Peggy eram amigos de longa data, sempre fazendo tudo juntos desde que se conheceram no berçário. Alguns meses antes de entrarem no colegial, a família de Bucky havia se mudado para uma casa ao lado da de Peggy e claro, ela não poderia ter ficado mais feliz com tal notícia.

Sempre que possível, corria para a casa de seu vizinho tão querido por qualquer motivo, sendo na intenção de fazer algum trabalho em dupla, estudar ou apenas passar o dia jogando jogos e lendo quadrinhos consigo. Mas isso só acontecia quando não iam tomar sorvete na sorveteria que ficava no fim da rua do seu colégio.

O motivo? Eles não iam apenas tomar sorvete e ir embora, acabavam ficando para conversar muita besteira, só saindo de lá quando já estava anoitecendo.



— E aí, Pietro! — entrou no estabelecimento já acenando para o atendente que estava encostado no balcão, mexendo no celular.

— E aí, Bucky! — acenou de volta. — Oi, Peggy! — estendeu o braço por cima do balcão, oferecendo-lhe sua mão.

— Boa tarde, Pietro! — deu-lhe um aperto de mão, mostrando-lhe um sorriso largo.

— O de sempre? — perguntou, apontando para a vitrine cheia de potes de sorvetes dos mais variados sabores.

— O de sempre, sempre. — o moreno respondeu sorrindo, já entregando as notas para pagar.

— Imaginei. — disse divertido, pegando as notas e colocando no caixa. — Rhodes! Duas bolas de chocolate e duas de uva na cestinha! — gritou para o outro atendente. — Sai em três minutos e a mesa de vocês tá vazia hoje. — avisou, apoiando-se no balcão e apontando para a mesa bem na frente.

— Meu lugar já está quentinho? — brincou, tirando a mochila dos ombros e colocando ao pé da mesa. — Ahm... não. — forçou uma expressão triste ao se sentar e perceber que a cadeira estava fria.

— Por que você tem essa mania de querer que alguém já tenha sentado no seu lugar pra deixar ele quente? Isso faz parecer que você é muito folgada, sabia? — perguntou rindo, colocando a mochila ao lado da de sua amiga.

— Nunca disse que não era. — deu de ombros.

— Aqui o pedido de vocês. — o atendente deu a volta no balcão, deixando ambas as cestinhas de biscoito com sorvetes em cima da mesa e já se retirando.

— Mas ele disse três minutos e não passou nem um inteiro. — o moreno comentou em tom divertido.

— É diferente quando sou eu quem faz. Ele é a quantidade e eu sou a eficiência. — devolveu no mesmo tom.

— Não é porque eu não tô prestando atenção que significa que fiquei surdo também. — reclamou ele, novamente encostado no balcão enquanto tinha sua atenção voltada para o celular.

— Você tá prestando atenção demais pro meu gosto. — falou indo para trás do balcão e se sentando em frente ao caixa, arrancando risadas dos dois clientes que já pareciam morar ali de tanto presenciar aquelas trocas de farpas exageradamente comuns entre ambos.



Como de costume, os dois amigos jogaram conversa fora e sequer perceberam que o dia já havia lhes dado tchau, só reparando que estava escuro quando as luzes dos postes foram acesas.



— Tá de noite, Peggy. — falou, olhando o pouco movimento na rua pela janela.

— Sua casa, minha casa? — perguntou, mastigando a cestinha de biscoito.

— Você decide, eu não tenho nada pra fazer em casa e meus pais estão indo viajar. — contou se preparando para morder sua cestinha, assim que acabara com o restante do sorvete.

— Ué, meus pais também vão viajar esse final de semana. — as lembranças do que sua mãe lhe dissera no início da semana lhe vieram à mente.

— É?! — parou e olhou para ela assim que encostou os dentes no doce.

— É. — assentiu.



Seu celular que estava jogado de lado na mesa junto ao dele, começou a vibrar enquanto sua tela brilhava para mostrar que estava recebendo uma ligação. Ela o pegou e atendeu assim que viu uma menção à sua mãe estampada no visor.



— Alô, mãe?

— Filha, eu e seu pai vamos sair agora. Você demorou demais pra voltar, então não vamos poder esperar ou já era nosso vôo. — a mulher dona de uma voz madura explicou-lhe. — Ah! Fala pro James que estamos indo com os pais dele. A mãe dele disse que está indo pro mesmo lugar que nós, então combinamos de irmos juntas.

— Tá. — disse simples.

— Por favor, não façam nada de errado. Quero voltar e ver minha casa inteira, sem incêndios, explosões ou qualquer outra coisa que envolva fogo! — exclamou, visivelmente preocupada.



O rapaz não estava prestando atenção até ver sua amiga rir.



— Tá, mãe. — balançou a cabeça, mesmo sabendo que ela não poderia ver. — Pra onde estão indo?

— Não vou dizer, vai que vocês inventam de vir atrás de nós. — a mulher brincou, rindo levemente.

— Ah, sério. Alguma casa de praia?

— Sim, vamos ficar num hotel perto da praia e se quiserem vir é só seguir reto toda vida por uns... muitos quilômetros.

— Tá, mas quando voltam?

— Segunda de tarde.

— Certo, hoje é quinta e amanhã a escola vai estar fechada. Então vou ficar quatro dias e meio sem vocês. — comemorava agitando a mão para o amigo.

— Sim, vai. Mas não mate minhas plantas.

— Eu nem ligo pra elas. — deu de ombros.

— Bom mesmo. — pontuou seriamente. — O carro está do lado de fora da garagem e as chaves estão em cima da mesa na cozinha, caso precise tirá-lo do lugar, já sabe onde achar. Vamos de carona na van do pai do James, então nem tocamos no carro. — avisou por fim. — Vou desligar antes que seu pai tenha de me pegar no colo e me jogar lá dentro. Ele está gritando lá fora.

— Vai lá se divertir, porque vocês merecem depois desses três meses inteiros que foram um saco. — falou, lembrando de como seus pais voltavam para casa estressados depois do trabalho durante todo o trimestre.

— Obrigada, filha. — suspirou. — Vê se não faz nenhuma besteira, hein! — insistiu.

— Sabe que não vou fazer. — revirou os olhos.

— Uhm... acho acredito em você. Tchau, Peggy! Se cuide. — despediu-se com pressa.

— Tchau, mãe! — sorriu minimamente, antes de ouvir o típico som que denunciava o fim da chamada.

— Por que essa animação toda? — o rapaz perguntou, passando um guardanapo no canto da boca.

— Quatro dias e meio sem nossos pais. — respondeu-o colocando o celular dentro da mochila.

— Como assim, nossos pais?! — torceu o nariz, confuso.

— Seus pais vão viajar junto com os meus e só voltam na segunda.

— Quando?

— Agora. — ergueu as sobrancelhas. — Você não sabia?

— Não me disseram nada.

— Ou você não prestou atenção?

— Também.

— Fff... — bufou, fazendo uma mecha do seu cabelo se mover. — É isso, Bucky! Sozinhos por quatro dias e sabe o que significa? — abriu um sorriso largo.

— Significa que eu quero minha nota. — respondeu com uma expressão cansada.

— Mas eu quero ler aquele livro que peguei na biblioteca! — bateu levemente na mesa, fazendo birra.

— Você devora livros inteiros em um dia, Peggy! — mencionou, certamente a conhecia como ninguém. — Vamos arrumar as duas casas hoje, daí ficamos livres pra ver filmes ou séries e amanhã terminamos o seminário. Assim, vamos ter o resto da sexta, sábado e ainda domingo inteiro livres, tudo bem? — tentou convencê-la com seu cronograma elaborado na última hora.

— Quem vai cozinhar? — o questionou, mordendo o lábio.

— Eu peço pizza, lanches e comida pronta, daí o resto você faz. — ela o olhou com desgosto. — Mas só sobrou o café! — colocou os cotovelos na mesa e tocou a cabeça com as pontas dos dedos.

— Tá. — riu. — Vamos, senão vai dar uma da manhã e a gente ainda vai estar varrendo a casa. — levantou-se pegando sua mochila e a dele, colocando uma alça em cada ombro.

— Nossa, que pressa pra ir arrumar a casa. — comentou, levando os pratos até o balcão, junto com as duas colheres que usaram. — Valeu, Pietro e Rhodes! — acenou, afastando-se e indo para a saída.

— De nada, Bucky! — o respondeu, desviando a atenção do aparelho por breves segundos.

— Falô! — bateu continência para o moreno, que já do lado de fora devolveu seu gesto.



Eles voltaram para suas casas animados com a espectativa de finalmente poder tirar um tempo especial à sós, no intento de fazer qualquer besteira que lhes viesse à cabeça — só para se divertirem. Se consideravam merecedores dessa paz que almejavam como loucos depois de tanto tempo sobrecarregados com os estudos e mais algumas tarefas do grêmio estudantil ou eventos escolares bem específicos.

Peggy foi para sua casa somente para encontrá-la em ordem, já Bucky não teve a mesma sorte, tendo de ficar por lá mesmo e arrumá-la. A garota subiu para o seu quarto, procurou por tudo que supostamente usaria na casa do amigo, incluindo cadernos, livros, revistas, pen drives e DvDs, além de roupas, enfiando boa parte dentro dos bolsos da mochila, pretendendo carregar o resto nas mãos.

Depois de checar tudo, viu que ainda faltava algo e eram as chaves da casa e do carro de seus pais, então, desceu as escadas com a mochila nas costas, jogando-a em cima do sofá já caminhando na direção da cozinha, até seu telefone tocar. Ela correu até o aparelho que ficava sobre a mesinha embaixo da larga janela e assim que atendeu, já sabia quem era.



— Peggy, dá uma olhada pela janela. — seu amigo lhe pedira também estando na janela da sua sala, com os olhos focados em algo que fitava através de uma pequena brecha entre as cortinas. — Mas não abre a cortina.

— Como eu vou olhar sem abrir as cortinas, seu idiota? — o questionou ficando com o braço parado no ar, hesitando em abrí-las ou não. — O que tem lá fora?

— Segura as cortinas com a ponta dos dedos e abre um espaço pra poder ver pelo vidro, sua burra! — aumentou o volume da voz.

— O que é que tem lá fora?! — repetiu a pergunta, ainda esperando uma resposta antes de tocar na cortina.

— Aquele cara que mora na frente da sua casa. Ele tá paradão ali na porta da casa dele com uma faca na mão e olhando pra sua janela. — contou, tentando não transparecer o nervosismo em sua voz e falhando miseravelmente.

— Mas o quê?! — abriu uma fresta na cortina como seu amigo pedira, confirmando o que ele havia dito. — Oxe. — foi tudo o que conseguiu dizer ao notar aquela cena estranha. — O que ele tá fazendo ali?

— Tá paradão, como eu falei.

— Isso é meio óbvio, cara.

— De nada. — riu levemente. — Sério, esse mano é muito estranho. Tranca a porta aí, na moral mesmo.

— Você tá vendo muito filme, Bucky. — falou com desdém.

— Cara, se ele brotar aí eu não vou poder te ajudar, não. — avisou.

— E o que você tá fazendo de tão importante pra não poder me ajudar caso eu esteja sendo ameaçada de morte? — riu do que disse, ainda de olho no garoto que parecia estar com o olhar totalmente perdido.

— Varrendo.

— Quer dizer que você não pode me socorrer por que está varrendo a casa? Ok.

— Claro! Você pode até morrer, mas não posso deixar minha mãe chegar e ver a casa suja. — respondeu em tom divertido.

— Mas é um merda, mesmo. — bufou, sem conseguir conter o riso. — A casa aqui tá limpa, então vou te ajudar e já durmo aí mesmo. — falou, bocejando ao fim da frase.

— Cuidado quando for sair. — pediu seriamente.

— Para de ser medroso, Bucky! — o repreendeu. — Meu pai vive conversando com esse cara sempre que pisa o pé fora do jardim. Que ele é estranho, realmente é, mas se meu pai curte as conversas, então, o que eu posso fazer? Talvez a gente só ache estranho porque não conhecemos ele. — deu de ombros. — Parece que ele tá pensando, sei lá. Tá só olhando pra frente, não exatamente pra minha janela. — comentou, analisando a direção de seu olhar. — Você também faz isso direto na escola e eu não falo que você parece um doente mental.

— Eu faço isso com um lápis ou uma caneta na mão, não uma faca de cortar carne. — retrucou imediatamente. — Vem logo pra cá!

— Você tá com medo? — fez uma careta, mesmo sabendo que ele não veria.

— Eu tô com medo de te deixar sozinha. — contou, falando mais baixo.

— Ai, nossa! Bucky super-herói, galera! — caçoou dele, jogando a cabeça para trás tentando segurar o riso.

— É sério! Vem logo, Peggy! — insistiu em tom sério.

— Tá, tá! Já tô indo! — balançou a cabeça, desligando e colocando o aparelho de volta no lugar.



Riu mais uma vez ao lembrar dos surtos com coisas absurdas que seu amigo costumava ter e lá estava ela novamente, indo assegurar que nada aconteceria consigo ou com ele, mas antes, deu uma última espiada pela janela, ficando paralisada ao sentir uma onda gélida percorrer todo seu corpo. O rapaz direcionou o olhar para si assim que ela olhara pra ele.

Aquilo foi um choque parecido com os que sentia quando olhava para alguém e a pessoa já estava olhando para ela, mas dessa vez era diferente. Aquele olhar era frio e parecia estupidamente carregado de sensações ruins que vieram ao seu encontro instantaneamente, a fazendo estremecer da cabeça aos pés.

Admitiu que estava com medo quando o viu jogar a faca para cima, deixando que girasse no ar antes de apanhá-la de novo, sem deixar de encará-la. Após breves segundos, deu-lhe as costas, empurrou a porta e entrou para dentro da sua casa como se não tivesse acontecido absolutamente nada.


O telefone tocou mais uma vez, a arrancando a hipnose sombria que havia entrado e assustando-a simultaneamente com o barulho. Ela atendeu com as mãos tão trêmulas quanto a própria voz.



— Alô?

— Você viu isso, né? — não era necessário perguntar quem estava falando consigo ou sobre o quê.

— É. — respondeu afastando a mão que ainda mantinha uma brecha aberta nas cortinas, permitindo se fecharem. — Eu vi, sim.

— Você tá vendo muito filme! — a imitou, com uma voz horrível e nem um pouco parecida com a sua.

— Você tá me passando a sua doença do medo, sabia?!

— Para de bancar a valentona, Peggy. Você sabe que eu tô certo porque acabou de sentir o que eu sinto sempre que esse cara olha pra mim.

— Pera... quê? — ela estava confusa. — Como assim, ele olha pra você?

— Desde que me mudei, do nada eu pego ele me olhando. Praticamente toda vez que olho na direção da casa dele, esse doido tá me encarando. — explicou. — Tô pegando trauma de olhar pra rua em linha reta. — suspirou. — A pior parte é que ele não pisca quando tá focado em alguma coisa e isso é o que me dá mais medo. — citou, fazendo-a relembrar a cena que acabara de presenciar.

— Realmente. — concordou, balançando a cabeça.

— Vem logo pra cá, Peggy. — pediu, desligando o telefone.



O som repetitivo que indicava a finalização da chamada pareceu diminuir até ser inaudível quando ela, por algum motivo, puxou uma das cortinas para ajeitá-la e viu aquele rapaz parado bem na frente da sua janela, estando separada dele apenas pelo vidro. Seu amigo sentiu o coração parar quando ouviu um grito alto vir da casa ao lado.



— CARALHO! — gritou consigo mesmo, largando a vassoura onde estava e correndo por cima dos móveis. — PEGGY! — a chamou, mesmo sabendo que seria impossível ser ouvido.





“ — Sim, Bucky! Ficaremos quatro dias e meio sem nossos pais! ”



Quatro longos dias.








Notas Finais


Oi de novo!

Se ainda encontraram erros, me perdoem, devo estar bem ruim das vistas. Bom, como disse antes, é minha primeira vez escrevendo algo do tipo, então, se estiver ruim — ou até se não estiver — usem os comentários para apontar os pontos onde eu posso melhorar minha escrita para esse gênero em específico ou pra me xingar kkkk

Ye... até outra hora e muito obrigada por terem lido até aqui!


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