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História Perseu Jackson - Capítulo 7


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Notas do Autor


Boa leitura.

Capítulo 7 - Peguei uma carona com o Sol.


- Já não era sem tempo. Ele é tão lento durante o inverno. - Ártemis disse, depois de mais um período de silêncio.

- Você está, hum, esperando pelo nascer do Sol? - Eu perguntei, arqueando uma sobrancelha.

- Pelo meu irmão? Sim. - Ela falou depois de uns segundos, que foram os mais longos da minha vida. Ela se levantou, e a segui para não ser mal educado. Vi que as caçadoras já tinham se levantado e desmontado o acampamento. Os meus amigos estavam sentados em um tronco, visivelmente sonolentos ainda.

Eu não tinha a intenção de ser rude. Quero dizer, eu conhecia as lendas sobre Apolo, ou às vezes Hélio, dirigindo uma grande carruagem solar pelo céu. Mas eu também sabia que o Sol era realmente uma estrela distante um zilhão de milhas. Eu me acostumei a alguns mitos gregos serem verdade, mas ainda assim... eu não conseguia ver como Apolo poderia dirigir o Sol.

- Não é exatamente como você pensa. - Ártemis disse, como se ela estivesse lendo minha mente.

- Ah, certo. - Eu comecei a relaxar. - Então não é como se ele fosse chegar puxando uma... - Houve uma súbita explosão de luz no horizonte. Um sopro de calor.

- Não olhe. - Ártemis advertiu. - Não até que ele estacione. - Estacione?

Eu desviei meus olhos, e vi que os outros garotos estavam fazendo a mesma coisa. A luz e o calor se intensificaram até que meu smoking voltasse a fumegar, filho de Zeus... Então de repente a luz cessou.

Eu olhei e não pude acreditar. Era um carro, especificamente um Maserati Spyder vermelho conversível. Era tão impressionante que brilhava. Então eu percebi que brilhava porque o metal estava quente. A neve havia derretido em volta do Maserati em um círculo perfeito, o que explicava porque eu estava agora sobre grama verde e meus sapatos estavam úmidos.

O motorista desceu sorrindo. Ele parecia ter dezessete ou dezoito anos. Ele tinha o cabelo arenoso e aparência boa e aventureira, alto, seu sorriso era brilhante e brincalhão. O motorista do Maserati vestia jeans, sapatos de viagem e camiseta sem mangas.

- Uau! - Thalia murmurou. - Apolo é quente.

- Ele é o deus do Sol. - Nico disse, me dando um susto. Sério, ele brotou da neve ou o quê?

- Não foi o que eu quis dizer. – Thalia resmungou. O que me fez sorrir.

- Irmãzinha! - Apolo chamou. Se seus dentes fossem mais brancos ele poderia ter nos cegado sem o carro solar. – O que se passa? Você nunca liga, você nunca escreve, eu estava ficando preocupado! - Ártemis suspirou.

- Eu estou bem, Apolo. E eu não sou sua irmãzinha.

- Ei, eu nasci primeiro. – Apolo falou como uma criança.

- Nós somos gêmeos! - Ártemis disse, parecia já ter feito isso muitas vezes. - Quantos milênios nós vamos ter que discutir...

- Então o que se passa? - ele interrompeu. - Tem as meninas com você, eu vejo. Vocês todas precisam de algumas dicas sobre arco? - Ártemis rangeu seus dentes. Gostei desse cara.

- Eu preciso de um favor. Eu tenho uma caçada a fazer sozinha. Eu preciso que você leve minhas companheiras para o Acampamento Meio-Sangue.- Ela falou impaciente.

- Claro, mana! - Ele respondeu. Não sabia que os deuses eram tão modernos. Ele ergueu suas mãos em um gesto de para tudo. - Eu sinto um haiku vindo.

Todas as Caçadoras gemeram. Aparentemente elas já conheciam Apolo. Ele limpou sua garganta e ergueu uma mão dramaticamente.

"Grama verde quebra através da neve.

Ártemis pede por minha ajuda.

Eu sou legal."

Ele sorriu largamente para nós, esperando por aplausos. Que nunca vieram, só para constar.

- Aquela última linha tinha apenas quatro sílabas. - Ártemis disse.

- Tinha? - Apolo amarrou a cara

- Sim. Que tal “eu sou cabeçudo”? - Ártemis sugeriu. Parece que eu estou numa creche.

- Não, não, aí são seis sílabas. Hmm. - Ele começou a murmurar consigo.

- Lorde Apolo está nessa fase de haiku desde que visitou o Japão. Não é tão ruim como na vez em que ele visitou Limerick. Se eu tiver que ouvir mais um poema que comece com “Havia uma deusa de Esparta”... - Zoe Nightshade falou, se virando para nós.

- Consegui! – Apolo anunciou. – Eu sou terrível. São cinco sílabas! – Ele se inclinou, parecendo muito satisfeito consigo mesmo. – E agora, mana. Transporte para as Caçadoras, você diz? Bom momento, eu já estava pronto para rodar.

- Esses semideuses também vão precisar de uma carona. – Ártemis disse, apontando para nós. – Alguns campistas do Quíron.

- Sem problemas! – Apolo nos checou. – Vamos ver... Thalia, certo? Eu ouvi tudo sobre você.

- Oi, lorde Apolo. - Thalia enrubesceu.

- A garota de Zeus, sim? - Ele falou. - Faz de você minha meia irmã. Costumava ser uma árvore, não é? Que bom que você voltou. Eu odeio quando garotas bonitas são transformadas em árvores. Cara, eu me lembro de uma vez...

- Irmão. - Ártemis disse. - Você deve ir.

- Oh, certo. - Então ele olhou para o mim e seus olhos se estreitaram. - Percy Jackson?

- E aê? – Eu falei, não demonstrando a minha surpresa por ele me conhecer.

Apolo o estudou, mas não disse nada.

- Bem! - ele disse por fim. - É melhor embarcarmos, huh? O percurso só vai em um sentido, oeste. E se você perde, você perde. – Eu olhei para o Maserati, no qual podiam se sentar duas pessoas, no máximo. Havia aproximadamente vinte de nós.

- Carro legal. - Falei.

- Obrigado, garoto. - Apolo falou.

- Mas como nós todos vamos caber? - Questionei.

- Ah. - Apolo pareceu notar o problema pela primeira vez. - Bem, é. Eu odeio alterar o modo carro esportivo, mas eu suponho... – Ele tirou as chaves do carro e bipou o botão do alarme de segurança.

– Chirp, chirp. – Por um momento o carro brilhou intensamente de novo. Quando o brilho cessou, o Maserati havia sido substituído por um daqueles furgões Turtle Top, como os que usávamos para os jogos de basquete da escola.

- Certo. - Ele disse. - Todos dentro.

Zoe ordenou às Caçadoras que começassem a ir. Ela pegou sua mochila de acampar, e Apolo disse:

- Aqui, querida. Deixe-me levar isto. - Zoe recuou. Seus olhos lampejaram perigosamente.

- Irmão. - Ártemis censurou. - Você não ajuda minhas Caçadoras. Você não olha, conversa ou flerta com minhas Caçadoras. E você não as chama de querida. - Apolo abriu suas mãos.

- Desculpe. Esqueci. Ei, mana, de qualquer maneira, para onde você vai? - Ele perguntou confuso.

- Caçar. - Ártemis disse. - Não é da sua conta.

- Eu vou descobrir. Eu vejo tudo, sei tudo. - Ele retrucou. Ártemis bufou.

- Apenas os leve, Apolo. E sem ficar enrolando!

- Não, não! Eu nunca enrolo. - Ele falou sorrindo. Ártemis rolou seus olhos, então olhou para nós.

- Eu os verei no solstício de inverno. - Ela declarou. - Zoe, você está no comando das Caçadoras. Faça bem, faça como eu faria.

- Sim, minha senhora. - Falou Zoe se endireitando, só faltou bater continência. Ártemis se ajoelhou e tocou o chão, como se procurando por pistas, quando se levantou parecia preocupada.

- Tanto perigo. A besta deve ser encontrada. - Falando isso ela me olhou uma ultima vez e disparou em direção ao bosque, e se misturou à neve e às sombras. E eu só conseguia pensar em como ela poderia ter descoberto isso.

Bom, entramos na carruagem solar e, depois de uma curta discussão, Thalia assumiu o volante. Depois eu não vi ou ouvi mais nada porque eu dormi. Acordei olhando para o lado e dando de cara com vários semideuses assustados.

- O que houve? - Perguntei bocejando.

- Como você pode dormir no meio desse fuzuê todo? - Perguntou Apolo impressionado. Dei de ombros e agradeci a carona, saindo do furgão.

Respirei fundo olhando em volta. Depois de tanto tempo parece meio surreal estar pisando nessa grama e respirando esse ar, agora gélido por causa do inverno.

- Uau! - Nico interrompeu meus pensamentos. - Isso é um muro de escalada?

- É. - Respondeu Grover.

- Por que tem lava escorrendo por ele?

- Um pequeno desafio extra. - Thalia respondeu. - Venha, vou apresentá-lo a Quíron. Zoe, você conhece...

- Eu conheço Quíron. - Zoe falou duramente. - Dize para ele que nós estaremos no Chalé Oito. Caçadoras, sigam-me.

- Vou mostrar-lhes o caminho. - Ofereceu Grover. Nossa, que amigável.

- Nós sabemos o caminho. - Resmungou outra caçadora.

- Ah, sério, isso não é problema. É fácil se perder aqui, se você não... - Ele tropeçou em uma canoa e voltou ainda falando - Como meu velho pai bode costumava falar! Vamos lá! - Zoe rolou os olhos, mas eu acho que ela percebeu que não se livraria de Grover. As Caçadoras puseram suas sacolas e arcos sobre os ombros e partiram em direção aos chalés. Quando Bianca estava saindo ela se abaixou e sussurrou algo no ouvido de seu irmão. Ela olhou para ele esperando resposta, mas Nico apenas franziu as sobrancelhas e se afastou.

- Cuidem-se, queridas! - Apolo falou para as Caçadoras. Ele piscou para mim. - Tome cuidado com essas profecias. - Alertou. - Vejo você em breve.

- O que você quer dizer? - Perguntei confuso. Em vez de responder ele pulou de volta para dentro do furgão.

- Até mais, Thalia. - Ele disse. - E, hum, fique bem! - Ele deu a ela um sorriso cruel, como se soubesse alguma coisa que ela não sabia. Então ele fechou as portas e ligou o motor. Eu me virei de lado enquanto a carruagem solar partia numa explosão de calor. Quando olhei de volta, o lago estava evaporando. A Maserati vermelha subiu alto por cima da floresta, brilhando mais forte e escalando mais alto, até que desapareceu em um raio de Sol. Nico ainda parecia irritado. Eu imaginava o que sua irmã havia lhe dito.

- Quem é Quíron? - ele perguntou. - Não tenho sua estatueta.

- Nosso diretor de atividades. - Falou Thalia. - Ele é... Bem, você verá. - Depois olhou para mim. - Vocês verão.

Poxa, mal posso esperar.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.


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