História Persistência - Capítulo 6


Escrita por:

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Categorias Zlatan Ibrahimovic
Visualizações 74
Palavras 3.384
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Esporte, Ficção, Romance e Novela

Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oi, voltei para vocês :)

Capítulo 6 - (05) Réalité


Fanfic / Fanfiction Persistência - Capítulo 6 - (05) Réalité

“Somos sempre surpreendidos pelo que ainda não foi vivido. Mesmo no sexo, somos virgens diante de um novo cheiro, de um novo beijo, de um fetiche ainda não realizado” (Martha Medeiros)

 

A respiração descompensada e os lábios inchados depois da cena de cinco minutos atrás me fazem perder totalmente o juízo que ainda me resta. Como eu pude me entregar a esse ponto? Como pude deixar acontecer? Zlatan deu aquele famoso riso para o lado, discordando da minha frase, eu saí do carro e pisei fundo em direção ao elevador de volta a minha sala. A máquina subia lentamente, como se soubesse que eu precisava de tempo para pensar, e eu pensei. Pensei se teria gostado, do por quê ter correspondido, e principalmente, do meu corpo está reagindo a essa maneira. Quem eu quero enganar?

Eu gostei do beijo.

Eu desejei o beijo.

Eu desejei Zlatan.

E se vocês estiverem pensando na palavra desejo de forma denotativa, como, “instinto físico que impulsiona o ser humano ao prazer sexual; atração física” é exatamente isso que traduz o que sinto. Onde está a parte que o hemisfério esquerdo do meu cérebro volta a trabalhar e a razão fala mais alto que a emoção? Por favor, abdique do trono hemisfério direito, você não serve para mim.

Eu. Não. Posso. Desejar. Zlatan.

É simples isso. É só pensar assim, lindo cérebro de Paolla, que tudo voltará a ser o que era antes.

 

– Paolla, abre essa porta ou eu arrombo!

 

A voz firme de Lily me assusta. Quanto tempo eu estou sentada no sofá da minha sala pensando em como parar de pensar no atacante de um e noventa e cinco, que ainda por cima é sueco, e joga no Manchester United?

 

– PAOLLA DE ROSA!

 

Mais um grito. Se Lily normalmente é assim, imagine falar que eu beijei Zlatan? Ela bate na porta com força. One… tenta pela maçaneta. Two… ela vai arrombar… Three

 

– Caralho, Paolla, eu não sou cardíaca mas vou ficar. – a ruiva avança sobre meu corpo, tocando no meu rosto, e me olhando de uma forma estranha.

 

– Eu estou bem.

 

– Bem morta né? O que aconteceu no café?

 

– Não fui.

 

– Como não foi? Paolla, eu sei que você é minha chefe, mas antes de tudo é minha melhor amiga e eu me recuso a acreditar que…

 

– Eu beijei Zlatan. – sussurrando olhando para o tapete cinza felpudo.

 

– VOCÊ O QUÊ?

 

– Fala baixo e fecha essa porta. – aponto para o objeto de madeira e ela fecha, trancando-a, para eu confiar de que ninguém vai sair correndo daqui.

 

– Ele beija bem? Claro que beija! Deve ter passado a mão por dentro da sua nuca, ter feito você gemer no ouvido dele e… Paolla, o vermelho no pescoço não são arranhões e chupões, ou são?

 

– Ele arranhou de leve.

 

– Socorro que eu não ia me segurar com um homem desses na minha vida!

 

– Lily, isso está errado!

 

– Mas onde está escrito que beijar é errado, Paolla? Beijar é bom, e nossa, aquele homem deve fazer estrago só com beijo.

 

– É bom… – sussurro sorrindo lembrando do seu gosto.

 

– Já estou com calor e não disse por onde!

 

– LILY DAPHNÉ!

 

– Ué? Normal.

 

– Eu não poderia ter aceitado isso!

 

– Amiga, você beijou! Beijou, chupou não disse o quê, lambeu, gemeu, deu, e se eu fosse você, faria a mesma coisa. Que mulher não olha para aquele pedaço de homem e não fica molhada só de pensar? Nada mais vai fazer você voltar atrás.

 

– Não Lily, eu não dei pra ele tá? Só nos beijamos.

 

– Ia dar que eu tenho certeza. Como se controla com ele? Eu sei que tudo o que você queria era isso.

 

– Eu preciso sumir por alguns dias.

 

– Não, você não vai.

 

– Lily!

 

– Paolla! – me repreende da mesma forma. – Mas que merda de ficar fugindo só porque deu uns pegas com um cara. Tem quantos anos? Quatorze?

 

A ruiva tem razão. Eu só preciso ignorar a existência de Zlatan, e o fato de ter várias reuniões durante a semana, vai fazer com que eu esqueça dele.

 

Zlatan

 

O gosto de Paolla não sai da minha boca nem mesmo depois de beber bastante água ao fazer exercício. Parece que eu estou delirando ao ouvir seu gemido, aperto meu membro por cima do short e balanço a cabeça. Talvez o Raiola tenha razão de que isso tudo seja somente uma fantasia. Não posso admitir que gosto dela, afinal, ela sempre foge, e, ninguém foge de Zlatan. Eu posso confiar que isso tudo passará, e meu foco, é minha reestreia pelo Manchester. Agendo com meu empresário juntamente com os dirigentes do time inglês a minha volta, saio para dar uma volta pela cidade, e de longe, encontro Paolla sentada em uma mesa de um café a céu aberto conversando com amigos. Amigos. Devo dizer que minha garganta seca ao imaginar minha Paolla nas mãos de outra pessoa. Que sentimento se dá a algo que não é seu, e mesmo assim, você o tem? Tento parar para olhá-la mais, imaginar seu gosto de novo em minha boca, porém, o telefone toca me fazendo lembrar que eu ainda tenho dois filhos e uma vida em Manchester que não dá para ser esquecida por uma fantasia ou desejo como Paolla.

 

Zlatan

(...)

 

Sexta-feira, 17 de novembro

 

Meu plano de esquecer Zlatan é totalmente quebrado por Lily. Todos os dias ela me faz lembrar dele, seja mandando fotos ou mostrando matérias, que fazem meu coração pulsar. Só que dessa vez ela foi longe demais! Minha amiga comprou uma passagem para Manchester, alegando que eu preciso ir a uma reunião, mas eu sei muito bem que é muito aquém de somente uma reunião. Eu preciso esclarecer todos esses presentes mandados por ele, aliás, minha sala está infestada de coisas mandadas por ele. Não sei o que ele quer, qual seu plano, mas eu preciso descobrir. Meu coração diz isso e cansei de ouvir somente a razão.

Zlatan terá o que quer ou não me chamo Paolla Valentini.

[...]

Aterrizo em Manchester, respiro esse ar industrial e nunca pensei que pararia aqui para pedir um beijo. Um mísero beijo que fará eu entender todo o sentido que ronda nossos sentimentos, se é que há algum sentimento nisso tudo. Lily passa as coordenadas através de um papel, chamo por um táxi e vou direto ao condomínio de Zlatan, o fazendo entender que sim, teremos uma reunião, e meu nome a partir de agora é Joana Baptista.

 

– Pode entrar! – escuto sua voz e um arrepio transcorre pelo meu corpo.

 

Uma senhora, muito gentil aliás, autoriza minha entrada em uma porta branca. Mais uma vez meu coração dispara, meus lábios secam e meu cérebro para. Por favor, por tudo o que há de melhor nesse corpo humano denominado de Paolla, meu cerebelo precisa me dá o total equilíbrio para seguir em frente. Giro a maçaneta com cuidado, sinto o quente do aquecedor - afinal ninguém aguenta 9 ºC lá fora com ar condicionado - e solto as primeiras palavras, ou melhor, a primeira e única: seu nome.

 

– Zlatan?

 

O homem vira a cadeira, pousa as mãos juntas sobre a mesa, e me encara com o semblante sério. “O que você veio fazer aqui, Paolla?”, deve bem estar pensando isso.

 

– Não me admiro ter vindo me procurar, senhora Joana Baptista.

 

– Eu posso explicar… o nome. – digo nervosa. – Minha amiga encontrou essa maneira para eu vim aqui e tentar saber o que está acontecendo entre nós. Quer dizer, esses dias todos que você esteve em Paris e ficou me procurando ou eu procurava. Quero esclarecer tudo.

 

– Não tem o que explicar, Paolla. Eu só quis te irritar como em outras vezes… – levanta da cadeira, vem andando na minha direção e para bem a minha frente. – e como já fiz com outras garotas. – engulo a seco o que ele fala.

 

– Você já se apaixonou algumas vez?

 

– Por que quer saber disso?

 

– Porque se você já foi apaixonado alguma vez na sua vida deve ter a certeza que nós fazemos tudo pelo amor. Aliás, você ama alguém que não seja você mesmo?

 

– O que você veio fazer aqui, Paolla? – muda de assunto.

 

– Me beije, Zlatan. – passo os braços em torno de cada lado do seu pescoço. – Me beije exatamente do jeito que você me beijou no carro aquele dia. – sussurro após morder o lóbulo da sua orelha.

 

– Você não deveria ter pedido assim.

 

Meu corpo é jogado na parede ao lado da porta, suas mãos seguram em minha nuca de forma rápida e eu encaixo nossas pélvis sentindo a animação do membro de Ibrahimovic bem na minha entrada. Sua língua começa sugando, sem dó, meu pescoço. Prendo minhas mãos em seus braços malhados, por cima do suéter preto, abro os lábios e arfo ao sentir seus dentes prendendo minha pele acima da clavícula.

 

– Você gosta, não é? Gosta de me provocar!

 

– Por favor, Zlatan…

 

– Por favor o quê? – sussurra da mesma forma que eu fiz há segundos atrás.

 

– Me beije… me beije.

 

Seus lábios sobem de onde estão, passam pela minha orelha, o qual ele morde o lugar e chegam devagar, bem devagar, de encontro com a minha boca. Zlatan chupa meu lábio inferior, arqueio minha cabeça para trás, mas ele retorno meu olhar a ele. Suas mãos continuam firmes segurando minha nuca e eu admiro os olhos, nem tão claros e nem tão escuros, mas perfeitos a ele. Sinto sua língua pedir passagem, aquele gosto invade novamente minha boca e eu não tenho mais o que fazer se não me permitir e entregar a esse beijo.

 

– Pronto. – separa nossos lábios. Meu corpo ferve com sua presença e seu hálito quente sobrando perto de mim.

 

– Me diga você.

 

– Você já teve o que queria, Paolla. Não foi isso que pediu? Pode ir embora.

 

– Zlatan? – não, você não vai chorar.

 

– O quê? Quer uma noite de sexo também?

 

– CRETINO! – estapeio sua face. A dor de ouvir aquelas palavras não se compara em nada do tapa que lhe dou. – Nunca mais, ouviu bem, nunca mais me procure!

 

– Até mais… Paolla. – ele ri debochado.

 

IDIOTA! Meu Deus, Paolla, por que você foi se humilhar? Por que escutou a Lily?

 

Zlatan

 

Demora um pouco para eu cair em mim e perceber o que acabou de acontecer. Eu dispensei a Paolla? Devo implorar a Deus por esse pecado? Por que deixei que isso acontecesse? Um lado meu que Paolla provavelmente nunca deveria conhecer apareceu e simplesmente falei o que não deveria. Tento ligar para a sua empresa, preciso do contato pessoal da empresária, mas só o consigo através de Alain.

 

“Paolla, sou eu Zlatan”

“Me ligue ao ler isso”

 

Em sua foto de perfil há uma pessoa sorridente que responde a todo vapor, segundos depois, um “desiste”.

 

Desistir.

 

Por que eu devo desistir de lutar por essa mulher? O que há faz ter mais que as outras? Minha cabeça não consegue parar de pensar nela. Que feitiço ela tem? Resolvo ligar para Max, talvez ele me entende melhor que eu mesma, e logo no primeiro toque já soou desesperado.

 

– Max, me ajuda. – suspiro, passando as mãos em meus cabelos, agora soltos. –  Eu acho que fiz uma merda!

 

– Você me ligando para pedir ajuda? Sinal que a merda é muito grande.

 

–  Eu acabei de dispensar a Paolla mesmo não querendo.

 

–  Você está apaixonado por ela, por que fez isso?

 

– Não Max, eu não estou apaixonado! Eu só... acho que é desejo, não sei bem explicar. Zlatan está confuso

 

– Se você está confuso põe a mão na consciência e pense... Tente se entender, se errou há tempo de reparar.

 

– Acho que ela não vai mais querer olhar na minha cara, Cabelino. Sinceramente, eu não quero mais saber! – perco a paciência.

 

– Você só está com a cabeça quente, man. Duvido muito que não quer mais saber de Paolla, afinal, você lutou muito por ela.

 

Talvez eu queira. Talvez eu esteja gostando e vou lutar cada gota de suor que eu gastar para ter minha Paolla de volta.

 

Zlatan

 

(...)

 

Chegar em Paris exatamente no horário do jogo do Manchester, e com a volta de Zlatan aos gramados, foi definitivamente o meu azar do dia. Desde ontem, minutos após ter ido embora daquele condomínio, meu telefone não para de vibrar com mensagens e ligações dele. Zlatan precisa entender de uma vez por todas que o mundo não gira os seus pés, que ele não tem as mulheres só para si, e que não é um Deus como muitos falam. Ainda no caminho para cá, pedi a Lily que comprasse uma passagem a algum lugar que eu pudesse passar uns três ou quatro dias em paz, e acreditem, a maluca da minha melhor amiga comprou para Ilha de Malta. Devo dizer que o lugar é muito agradável, encantador e romântico algumas vezes.  

 

– Zlatan não vai desconfiar desse lugar. – fala convicta do seu plano ao adentramos no aeroporto. – Disse ao seu pai que é uma viagem de negócios.

 

– Viagem de negócios para Malta?

 

– Sicília! – a ruiva pronuncia em tom italiano. – Disse que você irá a Sicília! Se desligue de celular, de notícias sobre Zlatan e afins. Você merece relaxar!

 

– Só vou me comunicar com você.

 

– Isso. Só comigo porque sua mãe está curtindo o Caribe com Nathan.

 

– Ela não consegue encerrar essa história.

 

São duas horas e meia de viagem. As duas horas mais dramáticas da minha vida, e mais pensativas, as quais passo acordada tentando esquecer as palavras frias do atacante. Ao chegar à Ilha, me deparo com uma Valeta de 800.000 quilômetros quadrados que mal parece ser a capital da Ilha. Aviso a Lily que cheguei, aproveito um pouco do frio e saio para conhecer a cidade.

 

– Lily, você tem certeza que não disse para Zlatan que eu estaria aqui? – estou em frente à igreja de São João e vejo um homem parado muito parecido com Zlatan.

 

– Por que eu iria fazer isso?

 

– Quem mais na empresa recebeu ligação dele?

 

– A Amber.

 

– Meu Deus! – tampo a boca. – Zlatan está aqui, Lily. Aqui perto de mim… olhando para mim.

 

– Não pode ser! Ele estava jogando não tem nem cinco horas!

 

– Ele saiu, literalmente, voando de Manchester!

 

– Meu Deus do céu! Eu vou matar a Amber!

 

– Não, calma que a gente não sabe se foi ela.

 

Preciso manter a calma, a postura e não perder o foco. Vou andando para o lado contrário dele, fingindo que não percebi sua presença, acelero o passo mas é impossível não sentir seu cheiro por perto.

 

– Valentini. – não, não vire Paolla e continue andando. – Sabe que uma vez eu estive pensando como eu pude ser tão burro de deixar uma Valentini De Rosa escapar das minhas mãos? Você não é uma rosa por singelo sobrenome, Paolla, mas um rosa especial. Aquela sem espinhos, sem mágoa, com o coração aberto para novas aventuras, aquela com quem… – puxa meu braço fazendo meu corpo olhá-lo e deixando nossos corpos próximos. – com quem Zlatan merece tê-la em seus braços.

 

– Me solta ou eu vou gritar!

 

– Paolla, – somos arrastados a uma entrada mais afastada da Igreja. – eu não quis dizer aquilo.

 

– Conte-me mais sobre você, Zlatan. – rio irônica. – Pode me soltar? Não vou fugir. Aliás, não vou nem mais me atrever a olhar sua cara.

 

– Paolla, me escuta por favor.

 

– Você já teve o seu tempo, Zlatan.

 

– Um jantar? – o quê? – Eu proponho um jantar para nós nos entendermos.

 

– Quer me comprar com jantar? Achei que você fosse coisa melhor.

 

– Paolla…

 

– Eu aceito. – digo somente.

 

Zlatan merece saber quem mandar no jogo. Volto para o hotel, converso com o Lily sobre o tal jantar, e sou surpreendida mais uma vez pelo atacante avisando, com um papel embaixo da porta sobre onde seria nosso encontro.

 

Meu quarto, 357, às nove.

Zlatan. Xoxo.

 

Sua grafia não é das melhoras e ele consegue ser curto e grosso até por meio de papéis. Procuro pelo computador e vou pesquisar tudo o que eu ainda não sei sobre ele. Lily pede que eu leia sobre Malmö, um pouco pelo menos. A forma como fala, sua história de vida, mas principalmente seu ego, me dá calor apesar da estação indicar tempo seco e quinze graus lá fora. Tomo um banho, tirando todo o ar salgado do suor pingando sobre os tecidos da minha pele, e volto a mexer no computador fazendo várias outras coisas que não seja pensar no jantar. Às oito horas, planejo como vou me arrumar, pedindo ajuda a minha fiel escudeira e nove e três bato em sua porta.

             – Não vou reclamar pelo atraso. –  diz, guardando sua taça de vinho sobre o balcão com a comida, e pedindo que eu entre em seguida. Zlatan está à vontade: uma calça moletom, sem camisa, e os fios de cabelo amarrados.

                 – Uma dama nunca está atrasada, e sim, um cavaleiro que anda adiantado. – recrio a fala de Rainha Clarisse Renaldi em o Diário da Princesa.

                  – Pois para Zlatan a dama tem todo o direito de se atrasar.
 

É então que meu plano começa: deixo seu corpo se aproximar do meu, que mesmo parado já dá sinal de festa, e um de seus braços estende a mão até o armário, me deixando encurralada.

               – Você está muito bonita essa noite, senhora De Rosa. – sopra baixo perto ao meu ouvido. – Mas, ainda sim, é mais bonita sem roupa.

O momento seguinte é de pane geral. Deu blackout no cérebro. Seus lábios percorrem a extensão do meu pescoço, beijando o local, ao mesmo tempo, que seu braço, antes atrás das costas, passe a contornar minha cintura. Eu movo minhas mãos para seu rosto, sua mão, apoiada no armário, prende sobre os meus cabelos e meu corpo responde aos estímulos de seus toques: meus pelos enrijecem e eu sinto o molhar da minha intimidade quando meus lábios são tomados pelo seu. Desde a minha adolescência, o que não faz muito tempo, eu não sinto esse calor todo por um beijo. Sua língua chupa a minha, afundando seus dedos grandes em minha nuca, e eu solto um gemido baixo quando meu corpo encosta na madeira do armário. Minha primeira peça de roupa é retirada, assim como a segunda, até eu ficar de lingerie. Zlatan sorri ao olhar a cor, encerramos o beijo e ele desce sua mão, presa a minha cintura, para minha intimidade molhada de prazer.

                – Acho que você já está pronta para mim. – seu sorriso é provocante.

Eu tenho uma perna presa a dele, meu pescoço erguido dando visão para que ele use como quiser, e seu dedo pressionando minha intimidade. Olho para o teto a fim de procurar sanidade, o que não acho, e desisto antes mesmo de sentir meu primeiro orgasmo. Tenho vontade de pedir para que ele entre em mim agora, com meu corpo em pé erguido, grudado a um armário de madeira, mas sei que ele quer mais.

                  – Por favor... Z.

Ele sabe que eu não vou aguentar. Zlatan já conhece meus pontos fracos, e isso, se torna um risco. Meu corpo é levado à cama, novamente nos envolvemos em um beijo quente, e me surpreendo ao baixar sua calça e não ter nada por baixo. O quarto escuro, somente com a luz da lua sobre nós, as cortinas se balançando com a maresia lá fora e nossos corpos em um movimento quase que perfeito. O que falta para ser perfeito é eu senti-lo. Sua mão gélida, como o vento, toca em minha pele, arrancando minha calcinha, vai subindo pela minha bunda até chegar em meu sutiã e Zlatan não tem calma em tirá-lo também. Pronto. O calor em contraste com o vento é restabelecido, eu beijo seus lábios e ele me penetra. Uma, duas, três estocadas até senti-lo perfeitamente dentro de mim. Agarro suas costas com força, deixando minhas marcas por aquelas tatuagens, e mordo seu ombro de acordo com a intensidade. Eu não preciso pedir a ele para que chegássemos juntos, eu pude sentir isso.
 

– Eu não sei muito bem o que você gosta... – disse saindo do banho somente com uma toalha enrolada na cintura. – E eu nem perguntei sobre o vinho.
 

– Não precisa. – seu olhar me interroga. – Fica para uma próxima vez.

 

– Paolla?

 

– Não era sexo que você queria? – termino a pergunta arrumando minhas coisas. – Posso ir, e não, não precisa me pagar pelo serviço.

 

– Paolla, você…

 

– Precisa melhorar viu? Já tive transas melhores!

 

Saio batendo a porta e sei o quão esse meu último comentário o deixa furioso.

 



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