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História Persona - Capítulo 3


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Notas do Autor


Olá, voltei com mais um capítulo de Persona. Provavelmente o projeto só vai ter mais dois ou três capítulos, é bem curtinho.

Aproveitem o capítulo.
Boa leitura!
<3

Capítulo 3 - Persona 2


2° Persona

Ambiente de trabalho


Sábado

O desconforto tomava conta de mim naquela festa. Aquele vestido curto me incomodava, era discreto em cima e extremamente curto em baixo. Tive cuidado ao escolhe-lo, queria parecer jovem mas não oferecida. Mas aquele visual me incomodava, não estava na minha zona de conforto.

Sinto uma mão em meu ombro e nesse momento fico tensa. Era meu chefe, elogiando meu vestido. Vejo que o mesmo não parava de secar minhas pernas, mas o que poderia fazer? Ele é meu chefe, se eu pisar em falso, é do escritório direto para rua. Eu apenas sorrio forçada para ele e agradeço, mas ele não parou de encarar minhas pernas. Estava nervosa.

Deus parece ter dado uma segunda chance a mim, já que alguém o chamou e ele se afastou. Quando o vi do outro lado do salão respirei aliviada.


Segunda-feira

Na manhã de segunda-feira, terminava de escrever um relatório sobre as vendas do último mês, quando meu colega de trabalho parou em frente a minha mesa com seu copo de café em mãos me pedindo um favor.

Eu estava sobrecarregada. Tinha relatórios a fazer, reuniões de última hora, e precisava ligar para diversos clientes adiando vendas de produtos. Mas mesmo com todas essas obrigações, eu sorri e disse: claro, sem problemas.

Não queria fofocas a respeito de mim sobre qualquer motivo. Eu tentava ser agradável ao máximo. Passava os dias pisando em ovos.


Terça-feira

Hoje fui chamada na sala do gerente. Aparentemente, tínhamos perdido contrato com uma marca importante. Não entendi de primeira o que estava acontecendo. Afinal, o que eu tinha a ver com isso?

A medida que o gerente ia falando e me culpando pela perda do contrato, eu ficava mais confusa. Nunca havia ouvido falar desse contrato. Mas não questionei seus motivos para estar depositando toda aquela culpa em mim, eu apenas abaixei a cabeça e ouvi calada ele me chamar de vadia burra.


Quarta-feira

Quando tive um tempo livre durante o trabalho, fui até a cafeteira do escritório para pegar um café forte para mim, eu iria precisar para aguentar o resto do dia. Quando me aproximei da porta da cafeteira, achei ter ouvido meu nome lá dentro, e estava certa, estavam falando de mim. Fiquei paralisada ouvindo comentários horríveis a meu respeito. Sobre o meu peso, minha maquiagem, minhas roupas, minha forma de rir, de falar, de me comportar. Me chamaram de oferecida, vadia, mal-educada.

Desisti do meu café e voltei a minha mesa pensando em todos os julgamentos que recebi, e em como eu poderia me ajustar ao padrão das pessoas que me criticaram.


Quinta-feira

Na quinta-feira, recebi a notícia que o estado de saúde da minha mãe estava péssimo. Ela havia sido diagnosticada com câncer de pulmão a um ano atrás, e estava passando pela quimioterapia, mas não estava reagindo bem ao medicamentos.

Não estava sendo produtiva no trabalho hoje. Passei o dia inteiro tentando me comunicar com minha mãe, mas quase não tinha tempo para isso.

Era nítido o quanto eu estava mal. E quando fui questionada sobre isso, eu abri meu melhor sorriso e disse, com lágrimas nos olhos: sim, eu estou bem. Precisa de ajuda com algo?


Sexta-feira

Na sexta-feira eu estava acabada. Na madrugada da quarta-feira, tive uma briga feia com meu namorado. Ele deu um tapa em meu rosto que ainda dói se tocar minha bochecha. Escondi a marca com um pouco de maquiagem, mas tomando cuidado para não passar demais e depois ser criticada por usar maquiagem em excesso.

Eu queria chorar de alegria toda vez que lembrava que na manhã seguinte teria dois dias de alívio. Era quase reconfortante se eu não lembrasse que depois desses dois dias tudo recomeçaria. Os assédios. A inconveniência. A falta de respeito. Os julgamentos. E a falsa felicidade e simpatia.

Eu queria sair correndo do escritório, sem me importar se meu emprego estaria em risco ou não. Mas eu não podia.

Eu simplesmente não podia deixar de ter responsabilidades.



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