História Personagem principal - Capítulo 1


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Categorias Naruto
Personagens Naruto Uzumaki, Sasuke Uchiha
Visualizações 140
Palavras 1.311
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Bishoujo, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Fluffy, Romance e Novela, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Eu sumi, me inspirei betando uma fanfic de alguém especial e reapareci com essa fanfic. É quase uma sidefic, sendo que a fic principal não é minha rsrs

Capítulo 1 - Capítulo único


Nunca se imaginara como a personagem principal. 

Acompanhava cada detalhe daquela história ao longe. Até onde se lembrava, tudo começou quando ainda eram crianças, naquele mesmo bairro que moravam desde que nasceram. Sasuke e Naruto eram o típico caso de melhores amigos rivais. Sorria só de lembrar todas as vezes que levava a mão aos lábios em surpresa quando ambos passavam a trocar socos e chutes desesperada e aleatoriamente. 

Lembrava de cada ponto, detalhe e situação que envolvia aqueles dois. Como aquela vez em que Sasuke, já no auge da sua adolescência, arrumou uma paixonite. Foi a primeira vez que viu Naruto tão furioso a ponto de deixar o moreno sozinho no meio da rua. Ou então quando Naruto começara a provocar, de diversas formas, o ódio do Uchiha, ‘catando’ e aproveitando todos os seres que se moviam perto dele. O Uchiha ficou estranho por semanas. 

Sabia que nunca seria a personagem principal da história, mas se contentava em anotar cada trecho do enredo em seu caderno. Os capítulos foram se formando, contando momentos que mais ninguém via. Como aquela vez em que estava chovendo e observava o moreno parado na porta da mansão Uzumaki, nu, tremendo de frio e esperando por um agasalho. Registrou cada detalhe desse dia. Incluindo como os olhos sempre azul cerúleos se aproximarem de um tom mais próximo do cobalto. 

Passou dias em claro, escrevendo os detalhes que seus olhos diferenciados captaram naquela noite. Inclusive, passou horas a fio olhando para a janela, vendo a sombra reproduzida pela luz do quarto acesa, até que ela se apagasse e todos fossem dormir. Ou talvez, virando mais uma página, recordava-se de quando, coincidentemente, estava no primeiro show da ‘bandinha’ deles e pôde perceber aquela troca de olhares. Quase podia sentir os corações baterem em sintonia.

Sasuke era o ‘faz-tudo’. Lutava, sabia tocar guitarra e até se aventurava no futebol. Perdera as contas de quantas vezes fora o assistir fazer cada uma dessas coisas. Escondida, é claro. Naruto era músico. Por natureza, vocação, dom, ou como quiser chamar. Sabia desenhar e criar o que quer que fosse. Era só dar uma ideia que ele a executava. Cansou de ver o processo criativo do loiro, com um sorriso nos lábios e o caderno em mãos. 

Era a perfeita união de saberes, sintonia perfeita entre o loiro e o moreno. Até Naruto sair de viagem e deixar o moreno sozinho por alguns dias. Parecia que a alegria do bairro havia morrido. Sasuke perambulava sozinho pelas ruas ou ficava parado embaixo de uma árvore, como um morto vivo. Os olhos negros, sempre brilhantes, pareciam opacos. Sorriu levemente e anotou em seu caderno, seguindo o Uchiha por dias, até que Naruto voltou da sua viagem emergencial para ver um parente doente. 

“-Sentiu minha falta, bastardo? – Perguntou o Uzumaki, com um sorriso imenso nos lábios”

“-Claro que não, Usuratonkachi. Inclusive, acho que deveria ter ficado mais tempo fora.”

Naruto não percebeu a mentira, deixando-se abater e sorrir levemente entristecido, mas ela percebeu o leve tom rubro nas bochechas pálidas e como os olhos negros voltaram a brilhar, desviando de seu alvo. Foi assim que ele a viu parada, atrás de uma árvore, anotando em seu fiel companheiro contador de histórias. Fechou o caderno com pressa, sentindo-se corar ainda mais quando o moreno lhe sorriu de forma sedutora. 

Olhou diretamente para o loiro, vendo a carranca se formar. Ter a atenção daqueles dois pares de olhos quase lhe fez desmaiar, respirando de forma ofegante e dando leves passos para trás, até que começasse a correr para casa. Ouviu um “Ei!” distante, mas não parou para saber quem era. No dia seguinte, permaneceu em casa, ainda que a vontade de saber mais do casal de amigos lhe corroesse. Por sorte, ou talvez destino, ambos conversavam na escada de entrada da mansão Uzumaki. 

Viu, com riqueza e clareza de detalhes quando a mão amorenada encostou suavemente na de tez pálida, sendo rapidamente afastada. Qual não foi sua surpresa quando, alguns dias depois, o jovem Uchiha aparecia em sua porta, lhe convidando para um encontro enquanto carregava uma bela petúnia roxa nas mãos. O olhar brilhante estava ali, mas não com tanta intensidade. Bem como o sorriso alegre, que estava mais para um desafiador ou até mesmo irônico. 

Cogitou não ir, mas era solitária demais para negar um passeio com um fruto de sua imaginação deveras doentia. Aceitou quase que prontamente, vestindo algo leve como aquele antigo vestido preto que lhe favorecia e sapatilhas da mesma cor, soltando os cabelos negros e sorrindo para o moreno a sua frente. Ao levantar os olhos, deu de cara com um par de olhos cerúleos tingidos de cinza lhe encarando furiosamente. A porta da mansão Uzumaki foi fechada com força, fazendo-a estremecer.

Sempre soube que não seria a personagem principal. 

Não foi uma surpresa quando, ao terminar o encontro com o Uchiha, suspirando aliviada, o viu sair de sua casa e ir direto para a casa em frente, esmurrando a porta e tacando pedras na janela alheia para chamar a atenção. Sasuke poderia não saber, mas Hinata sabia que Naruto estava em casa. Claro que sabia. 

O viu na janela antes de Sasuke virar as costas para si. Sorriu com o canto dos lábios e pegou o telefone, ligando para a casa em frente. No terceiro toque, ouviu a voz que conhecia tão bem. Desligou assim que ele chegou na janela, rindo suavemente quando os olhos azuis se arregalaram com o Uchiha sentado na calçada, de cabeça baixa, com um saco de compras do lado. Sabia bem o que havia naquele saco. E como sabia.

Afinal, fora ela que levara o moreno para a loja, apenas andando pelo setor de jogos, até que ele, após ela derrubar – propositalmente- quase a prateleira inteira de jogos, o cd de lançamento de Skyrim -jogo favorito do loiro-. O Uchiha nem ao menos a perguntou se estava tudo bem, correndo para o caixa a fim de garantir um exemplar para o melhor amigo. No caminho, Hinata acabou por ‘derrubar’ uma revista de jogos, contendo diversas dicas sobre World of Warcraft. 

Sasuke nunca a agradeceria por aquilo, mas ela sabia que havia feito sua parte. Naquele dia, quando Naruto enfim abriu a porta e o moreno lhe entregou os presentes, ela viu o primeiro beijo acontecer. Sem muita magia, como esperava, mas ainda assim, um beijo. Naruto -enfim- embrenhou os dedos nos fios negros que sempre alisava quando Sasuke dormia em seu colo, embaixo daquela arvore frondosa, com uma sombra agradável que cabia os dois. 

Hinata sempre soube que não seria a personagem principal da história. E mesmo assim, ela fez seu papel, registrando o amor que viu crescer aos poucos naqueles dois vizinhos. 

Os lábios finos sorriram ao fechar, pela ultima vez, o caderno que lhe acompanhava. Coincidentemente, era a ultima página. Abriu a cortina da casa e viu Sasuke e Naruto sorrindo para si, sentados naquela mesma escada de décadas atrás. Acenou para os, agora, amigos de longa data e suspirou, acariciando a capa do caderno que foi seu fiel companheiro durante a adolescência. Já se passaram mais de trinta anos. Estava casada, com filhos, morava na mesma casa e, claro, possuía o mesmo hobbie. 

Abriu um novo caderno, similar ao anterior e pegou a caneta, olhando para o casal da casa da frente, anotando cada detalhe do que via. Sasuke e Naruto eram um casal fora dos padrões e, ainda assim, ela nunca cansaria deles. O novo caderno contaria a história secundária. A sua própria historia, relembrando tudo aquilo que acompanhou, nem tão de perto. 

Sarada invadiu sua casa, sorrindo e chamando pela ‘dinda’. Era claro que ela nunca seria a personagem principal, mas sempre seria aquela personagem secundária, madrinha de casamento e dos filhos dos motivos de seus livros publicados. 

Afinal... Ela sempre soube que não seria a personagem principal da história.



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