História Personal Robot - Jikook - Capítulo 2


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin)
Tags Fluffy, Hoseok, J-hope, Jikook, Jimin, Jin, Jungkook, Namjin, Namjoon, Rap Monster, Seokjin, Sope, Suga, Taegi, Taehyung, Taeyoonseok, Vhope, Yoongi
Visualizações 26
Palavras 1.826
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fluffy, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Insinuação de sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olá. Boa leitura :)

Capítulo 2 - Two


2029/07/13, 04:53, Seul.

 

As palavras de Jin não saíam da minha mente em momento algum. Taehyung me chamou para sair com ele, Hoseok e Yoongi, mas não aceitei.

A noite estava fria como nunca, e as ruas mais silenciosas que o normal. Não ouvia sequer um latido de cachorro nos vizinhos, ou algum carro passando na estrada, apenas o som do ponteiro do relógio andando.

Não sentia sono, na verdade não sentia nada, apenas fome, mas não queria comer. Um vazio estava presente, e pensar no que Jin me disse apenas piorava tudo.

Meus olhos arderam quando pensei na possibilidade de morrer ainda mais cedo, mas imediatamente afastei os pensamentos. Não iria chorar, não podia chorar, isso não mudaria nada.

Namjoon é casado com Seokjin, acho que são o casal mais bem sucedido que conheço, não que eu conheça muitos.

Jin é um médico conhecido como um dos melhores do país na área de cardiologia, enquanto Namjoon é um professor de robótica e tem uma empresa relacionada com a área.

Hoje em dia é muito comum existirem robôs para cuidarem de pessoas doentes, além de serem mais eficientes, ter um em sua própria casa durante 24 horas é muito mais seguro.

Por mais que a tecnologia venha avançando cada vez mais com o passar dos anos, algo desse tipo ainda é muito caro, e eu não sei se poderia pagar por um, mas Namjoon fez questão que eu não pagasse nada.

Admiro muito isso da parte do meu amigo, mas eu nem vi esse robô e já sei que não vou gostar de tê-lo comigo. Como não lembrar que estou terrivelmente doente com isso?

Na maior parte do tempo eu procuro não pensar nesse assunto, e sim focar em aproveitar cada segundo em que ainda estou respirando, mas tendo alguém, no caso algo, ao meu lado apenas para isso torna tudo tão triste.

Não sei se posso me referir a esse robô como alguém, nunca vi nada do tipo de perto, mas dizem que são extremamente realistas.

Há alguns meses Seokjin me perguntou se eu tinha alguma preferência para a aparência desse projeto, e confesso ter achado um pouco ridículo. Disse a ele que ficava no critério de Namjoon, não é como se eu fosse construir algum modelo que as pessoas costumam chamar de seu “tipo ideal”.

Olhei as horas e, por mais que apenas estivesse sentado no piso gelado da minha grande e vazia casa, já haviam se passado mais de 40 minutos.

Meus olhos começaram a pesar, em breve o sol já iria nascer e eu não estava nem perto de conseguir dormir.

Levantei, me sentindo extremamente fraco e por algum motivo com dores nos braços, e caminhei até meu quarto.

Estava com sono, mas sabia que se deitasse e fechasse os olhos não dormiria. Talvez quando chegasse perto das 8 da manhã conseguiria sossegar.

Fui até o banheiro e respirei fundo algumas vezes. Sentia uma angústia muito incômoda, não sabia bem o motivo, mas pensei que talvez parecesse com a sensação que as pessoas da minha idade que levam uma vida normal têm. 

Ao mesmo tempo que não quero morrer, penso na possibilidade de que na verdade eu sou um grande privilegiado de chegar à morte mais cedo. Estar vivo é algo trabalhoso, e deve ser ainda mais se você tiver que trabalhar e estudar apenas para continuar vivendo.

Em busca de aliviar aquela sensação, lavei meu rosto com a água fria da torneira e comecei a pegar os comprimidos que precisaria tomar.

Olhando eu não saberia dizer quantos remédios haviam ali mesmo na palma da minha mão, mas também não me preocupei em contá-los, apenas engoli todos de uma vez, bebendo água em seguida.

Ia escovar os dentes e voltar para o quarto, mas meu olhar bateu em um outro frasco de remédios que não costumava fazer parte da minha rotina.

Remédios para dormir, Seokjin uma vez me receitou eles, e é muito raro eu os tomar, pois me sinto muito mal, mas meu corpo implorava por horas tranquilas sem minha mente trabalhando e pensando em mil coisas por segundo.

Pensei se deveria tomar apenas meio comprimido ou um inteiro e, mesmo sabendo que apenas uma metade já me daria boas horas de sono, deixei a ambição me levar e tomei as duas.

Acabei por nem escovar os dentes e ir até a minha cama, que se encontrava completamente bagunçada há tanto tempo que nem podia dizer quando fora a última vez que estivera arrumada.

Peguei meu celular que estava em cima do criado-mudo ao lado da cama apenas para ver se haviam muitas mensagens. Abri a barra de notificações e, apesar de não serem muitas, haviam mensagens de Namjoon e Taehyung.

Nem passou pela minha mente respondê-las, larguei o celular e fechei meus olhos que imploravam por algum descanso.

~x~

2029/07/13, 15:36, Seul.

 

Acordei com um som estridente vindo de algum canto que eu não sabia dizer bem qual. Sabia que era meu celular tocando, mas não sabia onde ele estava.

Levantei rápido, temendo que fosse algo importante, e tentei ir rápido na direção do som, mas minha cabeça doeu e eu me desequilibrei.

Tive que me apoiar na parede do corredor, acho que havia levantado rápido demais. 

Minha visão estava escurecendo e perdendo as cores, enquanto o som do celular já se perdia, acompanhado de um eco.

Pensei que fosse desmaiar, mas aos poucos fui voltando ao normal.

Respirei fundo e calmamente comecei a procurar o celular, encontrando-o depois em cima da cama.

Parecia estar tão longe quando acordei, mas estava ali desde então.

O desbloqueei e, mesmo que não estivesse mais chamando, procurei na barra de notificações e vi quem havia me ligado. Era Namjoon.

Liguei de volta e esperei que ele atendesse, por mais que ainda estivesse com náuseas.

— Jungkook? — Nam atendeu.

Oi, desculpa, eu... Estava dormindo. 

— Tudo bem. Eu queria perguntar se você pode vir aqui na minha casa hoje. 

Ah... — Suspirei. — ‘Tá, eu posso.

— Ótimo, te espero. — Ele riu e desligou.

Não queria sair de casa, só de pensar nisso já me sentia cansado, mas não podia simplesmente dizer não para Namjoon.

Não estava curioso para saber o que ele tinha a dizer, mas se isso se tratasse de algo relacionado com a minha doença eu precisaria ir.

Deixei o celular de lado e, já sentindo meu cabelo começando a ficar sujo, fui até o banheiro para tomar banho.

Liguei o chuveiro para a água começar a esquentar e me despi, colocando as roupas que vestia para lavar junto com outras que já estavam ali antes.

Isso me lembrou que eu precisava lavar roupa, mas não queria pensar naquilo no momento.

Fiquei sob a água, logo sentindo a sensação agradável do encontro da temperatura quente com meus músculos e pele gelada.

Não havia tomado banho no dia anterior, por isso foi gratificante ficar ali, tanto que me deixei levar.

O único som presente em toda a casa era o do chuveiro, a vizinhança continuava quieta, e meu sentimento de solidão cresceu mais que nunca.

Me permiti chorar um pouco, desde que tivera a conversa com Seokjin estava precisando disso, mas era orgulhoso demais para o fazer.

Aos poucos meu choro foi se intensificando, inúmeros sentimentos estavam me confundindo e na verdade isso fora até bom, havia tempo que não sentia tantas coisas ao mesmo tempo.

Solidão, tristeza, medo, insegurança. Tudo isso por conta de uma doença, eu não queria, mas assim como a água que escorria pelo meu corpo, minha vida estava indo embora pelo ralo.

Um pouco em choque, me vi um pouco mais determinado a sair de casa com um novo pensamento. Senti que podia começar a me esforçar para fazer com que meus últimos anos de vida fossem bons, por mais que pareça em vão.

Vendo que já havia se passado um bom tempo ali, comecei a lavar meu cabelo.

Terminei o banho e fui rápido em me vestir. Precisava comer ainda, pois já estava há muitas horas sem me alimentar.

Deixei uma mensagem para Tae avisando que depois de ir na casa do Namjoon passaria lá, e ele concordou. 

Acabei por comer apenas um pão e esquentar um pouco de café que havia feito um dia atrás, logo escovando os dentes e procurando pelas minhas chaves.

As encontrei e saí de casa. Estranhei um pouco pois não saía na rua há muito tempo, mas pareceu agradável alguns minutos depois.

O dia estava nublado e frio, o que me pareceu algo ótimo. Não haviam muitas pessoas na rua, as poucas que estavam passando sequer me olhavam, o que foi um enorme alívio.

Estava caminhando lentamente, não tinha nenhuma pressa e, mesmo que tivesse, não iria conseguir andar mais rápido que aquilo.

Por sorte Namjoon e Seokjin moravam perto.

Quando finalmente tinha chegado toquei a campainha, pegando meu celular em seguida para mandar uma mensagem a qualquer um dos dois, mas não foi necessário, logo Namjoon atendeu.

— Oi. — Ele me olhou dos pés até a cabeça, abrindo um enorme sorriso. — Entra.

— Oi. — Respondi normalmente.

— Tenho algo para te mostrar, me siga.

O segui pelo andar inferior da casa, até parar junto com Namjoon na frente de uma porta fechada.

— Cuidado para não esbarrar em nada, algumas coisas daqui têm um preço muito alto. — Nam alertou, mas não dei muita atenção, apenas o segui para dentro do cômodo.

Haviam várias prateleiras, era uma sala grande até, e me parecia uma espécie de escritório.

Tinha um computador que parecia mais caro que minha própria casa, muitos livros e coisas que eu não fazia ideia de qual função tinham, mas sabia que eram peças.

Demorei para notar a presença de outra pessoa além de nós dois na sala.

— Jungkook, esse é Park Jimin. — Namjoon sorria ao lado do garoto que nem ao menos se movia.

— Ele está bem? — Me referi ao garoto loiro, um pouco assustado.

— Como assim? — Vi meu amigo confuso, mas logo sua expressão se converteu em um sorriso, seguido de risadas. — Cara, esse é o seu robô.

— O que? 

Voltei meu olhar para aquilo, extremamente impressionado.

Eu sabia que eram realistas, mas não desse nível. 

Estava intacto, não conseguia tirar meus olhos do quão perfeito era. Na verdade nem estava acreditando direito ainda.

— Como você fez isso? — Questionei, tendo milhões de perguntas, mas não sabendo bem o que perguntar.

— Foi realmente difícil, me esforcei para torná-lo o mais realista possível. Não costumo trabalhar nesses projetos da empresa, geralmente esse tipo de coisa é feita pelos funcionários, mas eu queria me certificar de fazer o melhor possível para você. 

Não sabia nem como expressar em palavras o que estava sentindo, mas sabia que meu amigo era um gênio.

— Eu não sei nem como te agradecer. — Pela primeira vez em dias sorri de verdade. 

— Só de ver que consegui te deixar feliz já é mais que suficiente, Jungkook. — Ele sorriu também. — Eu quero que você seja feliz, e espero que o Jimin te ajude com isso.


Notas Finais


É só isso por hoje rs obrigada por ler e me desculpe por qualquer erro


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