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História Personal Trainer - Capítulo 2


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Capítulo 2 - TWO: since we're alone.


Depois que eu havia finalmente finalizado mais um dia na academia, esperei que o banheiro masculino esvaziasse um pouco para ir tomar uma ducha antes de ir para casa.

Jungkook realmente não havia pegado leve nesse dia em específico e eu estava mais cansado e suado que o normal. Bagunçado também.

Minha blusa estava totalmente colada no meu corpo pelo suor, meu short estava torto e amassado e meus cabelos gotejantes. Quem me olhasse certamente diria que eu passei por um tsunami e eu nem discordaria.

Quando adentrei o banheiro, a primeira coisa que fiz foi deixar minha mochila com roupas limpas sobre um dos diversos bancos que haviam ali e recolher minha toalha, pendurando-a na porta do cubículo onde o chuveiro se encontrava, já começando a me despir.

O que foi? Você acha que o meu personal trainer vai entrar no banheiro e me ver pelado?

Tsc. Esses leitores de hoje em dia…

Eu nem demorei até entrar debaixo da água fria — provavelmente direto da fonte do Alasca —, sentindo meu corpo se refrescar e meus músculos relaxarem de imediato, deixando um suspiro aliviado escapar dos meus lábios. Eu encostei as duas mãos na parede de azulejo branco, deixando o fluxo de água escorrer da minha nuca para baixo.

Eu estava feliz. Aliviado.

Meu corpo estava começando a ganhar cada vez mais gordura e eu sabia que, com as minhas loucuras mentais, provavelmente desenvolveria algum problema social. Mas o que eu poderia fazer se só sabia comer, dormir e chorar?

Além de mudar? Nada.

E hoje em dia dou graças a deus por ter mudado, sinceramente.

Eu fico orgulhoso do resultado de todo o meu esforço. Principalmente quando vejo meu corpo no reflexo do espelho. E ele é lindo, mesmo com alguns defeitos que me chateiam.

Quando eu saí do cubículo, já com a toalha enrolada na cintura e o corpo fresco, não demorei até vestir minhas roupas e sair do banheiro após guardar meus pertences de volta na mochila. Mas, quando o fiz, percebi que o local estava silencioso e vazio.

Eu só consegui pensar que, puta que pariu, eu tinha ficado preso na academia.

Mas foi só por um instante, porque no outro eu vi Jungkook arrumando os pesos com calma enquanto cantarolava uma música em inglês. Parecia ser… Billie Eilish? Ele gosta mesmo de Billie Eilish?

— Treinador? — Eu o chamei, vendo-o sobressaltar e olhar para trás, encontrando meu olhar.

— Caramba, Park! Que susto. O que está fazendo aqui ainda? — Ele perguntou, mas eu não reconheci qualquer desconforto em seu tom de voz.

— Eu estava no banheiro... — Respondi, mas corei por imaginar que ele poderia pensar que eu estava fazendo outras coisas. Então, completei: — Tomando banho. Só.

— Entendi… — O ouvi dizer, sentindo seu olhar descer por meu corpo. — Eu até te pediria uma ajudinha aqui, mas é melhor você não suar de novo.

Foda-se o suor, cara.

— Quer ajuda? — Deixei minha mochila de lado, me aproximando um pouco mais de si, instintivamente. — O que quer que eu faça?

Seu olhar pendeu sobre o meu por um tempo até que ele soltasse uma risada soprada, olhando ao redor como se procurasse algo para ser feito.

— Eu só preciso colocar tudo no lugar, desligar os aparelhos electrônicos que estiverem ligados e fechar tudo por aqui. Depois, estou livre.

Hm. Depois ele vai estar livre.

Uma informação a mais.

Depois de receber minha concordância, Jungkook e eu começamos pelos pesos, empilhando-os um em cima do outro. Os mais pesados ficaram para ele, como as barras e os de vinte quilos para cima. Eu esvaziei e guardei todas as bolas de ginástica nos armários, desliguei os aparelhos e recolhi os lixos espalhados por ali.

Povo porco. Não sabe uma jogar garrafa descartável no lixo.

Quando terminamos, faltando apenas fechar as salas e as janelas, eu me apoiei no batente de uma ao suspirar. Eu sequer estava muito suado, mas Jungkook… pobrezinho.

— Você não vai tomar banho, não? — Eu questionei ao vê-lo se aproximar um pouco mais depois de deixar a última barra de peso no suporte.

— Vou. Só preciso respirar um pouco. — Suspirou, colocando ambas as mãos na cintura.

— Eu não sabia que você ficava até tarde assim…

Meu olhar recaiu sobre seu abdômen marcado sob a regata branca, que parecia ter ficado transparente graças ao suor de seu corpo, e eu passei a língua entre os lábios da forma mais inconsciente possível enquanto via seu peito subir e descer conforme sua respiração calma.

— Não é todo dia. Namjoon precisou sair mais cedo, geralmente é ele quem fecha tudo.

— Namjoon é hétero, não é? — Eu questionei, batucando meus dedos na madeira da janela quando recebi seu aceno positivo.

Namjoon era outro personal trainer também. Muito bonito, por sinal, mas era 100% hétero e ninguém poderia negar.

— Por quê? Está interessado nele?

— Namjoon não me desperta interesse. Eu estou interessado em outra pessoa. — Respondi, vendo seu olhar vacilar por uns segundos. Em seguida, o vi puxar a blusa com a ponta dos dedos e sacudi-la, tentando se refrescar. — Não seria melhor se você tirasse essa blusa de uma vez?

Eu achei que receberia um fora ou um dos seus olhares que me diziam silenciosamente que eu estava passando dos limites, mas a única resposta que recebi foi vê-lo segurar na gola da regata encharcada e puxá-la para cima, tirando-a de seu corpo.

Meu deus… Olha essa musculação! Olha essas tatuagens!

Eu soltei um ofego sem que percebesse e mordi o lábio inferior quando me deparei com seu abdômen muito bem trabalhado. E isso claramente não passou despercebido ao meu personal trainer, que se aproximou ainda mais de mim, até que eu sentisse o cheiro de seu suor.

E, porra, nem era fedido!

— Na verdade… — Eu murmurei, nervoso, passando a língua entre os lábios quando desviei o olhar de sua pele exposta, engolindo em seco. — eu acho melhor você colocar a blusa de novo, treinador.

— É? — O ouvi perguntar, deixando claro, pelo seu tom de voz, que era uma pergunta retórica. — Por quê?

Eu senti meu coração ficar ainda mais agitado quando suas mãos grandes tocaram minha cintura com firmeza, enquanto as minhas apertavam o batente da janela com força, porque eu realmente estava tentando me controlar. Mas tudo foi por água abaixo quando eu senti uma de suas mãos deslizarem até a minha nuca e puxar os fios ainda úmidos com certa força, me fazendo conter um gemido ao ter minha cabeça forçada para trás, sentindo um selar singelo e provocante ser depositado em meu pescoço, seguido de uma mordida.

Eu estava assustado, mas não o impediria de seguir em frente, afinal, eu vinha desejando isso já faz um tempo.

— J-Jungkook… — Suspirei, sentindo um forte chupão ser deixado em minha pele antes de vê-lo se afastar brevemente.

Ver seu sorriso acentuando o canto de seus lábios me fez quase entrar em combustão, principalmente quando senti a mão que antes estava em minha nuca pousar delicadamente em minha bochecha e acariciar minha pele, passando seu polegar por meus lábios, olhando-o com tanta atenção e intensidade que me fez parar, com medo de que tirasse sua concentração.

E eu quero beijar a boca dele. Meu deus, eu quero muito mesmo…

Entretanto, a única coisa que eu consegui fazer foi soltar uma das minhas mãos da janela e tocar seu abdômen com a ponta dos dedos, levando meu olhar até ali. Eu estava impressionado com tamanha perfeição.

A partir de hoje Jungkook é considerado a personificação de um deus. Um deus gostoso e pecável.

— Você é tão lindo… — Eu resmunguei, hipnotizado pelo som da sua respiração e a forma como ela fazia seu peitoral subir e descer lentamente. — E eu quero tanto te beijar agora, treinador…

Em resposta, Jungkook adentrou minha blusa e explorou as minhas costas com a mão áspera, abaixando-se um pouco mais para resvalar os próprios lábios em minha bochecha esquerda, arrepiando os poucos pelos da minha nuca. Impulsivo, eu virei um pouco o rosto e tentei fazer minha boca alcançar a sua, mas ele apenas afastou um pouco mais o rosto, com um sorriso provocativo adornando seus lábios finos e deliciosos.

— Por favor, Jungkook... Me beija, por favor…

Eu estou implorando sim e, caralho, eu acho que nunca me humilhei tanto pra beijar alguém. Mas, desde que esse alguém seja Jeon Jungkook, vale a pena.

E realmente valeu a pena quando, após me ouvir implorar por seu beijo mais algumas vezes seguidas, Jungkook selou a boca na minha e massageou meu lábio inferior com sua língua. E eu, com a respiração dolorosamente pesada, pressionei ainda mais minha boca contra a sua, concedendo a passagem que ele me pediu ao entreabri os lábios, sentindo a respiração dele se chocar contra minha pele quando ele soltou todo o ar que pareceu prender ao sentir minha língua tocar a sua.

Embriagado, eu só soube subir minhas mãos até estarem posicionadas em seus peitos, correspondendo aquele beijo tão almejado com fervor enquanto desencostava minha bunda do batente da janela para colar meu corpo no seu, sentindo suas duas mãos descerem até ela e apertá-la com força. Quando um gemido escapou da minha boca, se mesclando ao barulho excitante das nossas bocas juntas, eu não soube se era pelo beijo, por seu corpo seminu apertando o meu com tanto afinco ou se era por suas mãos me tocando tão intensamente.

Ele parecia saber perfeitamente onde me tocar e onde eu queria que me tocasse.

Então, eu senti suas mãos voltarem a subir até estarem em minha cintura, até que conseguisse virar meu corpo antes de me fazer andar para trás, às cegas, sem desgrudar a boca da minha sequer uma vez mesmo quando segurou um pouco acima da curvatura dos meus joelhos, me fazendo deitar cuidadosamente sobre algo que eu imediatamente reconheci como o tatame.

— Sua boca é tão gostosa… — Ele murmurou em meio ao beijo, sua voz rouca me deixando tão tonto quanto suas mãos me tocando diretamente por baixo do tecido fino da camisa.

Eu gemi, sentindo seu pau massageando o meu, ambos já começando a dar sinais de vida naquela bagunça quente e excitante que estava se tornando cada vez mais insuportável conforme a intensidade dos beijos e dos toques aumentavam. Eu estava enlouquecendo.

Na verdade, eu já estava o querendo como um louco.

Quando a falta de ar se fez presente e os meus pulmões já ardiam pelo longo tempo sem respirar, eu logo me forcei a interromper o nosso beijo com muito custo antes de descer a boca até seu maxilar, pressionando-a ali. Então, a partir daí, eu não consegui mais parar.

Senti suas mãos apertarem minhas coxas com certa brutalidade, rapidamente abraçando seu quadril com minhas pernas e elevando brevemente o quadril, num incentivo silencioso para ele voltar a pressionar nossas ereções. E, como um extra, não demorou até que ele começasse a esfregar seu pau em mim, me fazendo gemer baixo e morder seu pescoço antes de devolver o chupão que ele me deixou mais cedo, sentindo sua pele tremer em minha boca quando um grunhido escapou de sua garganta.

— Você está vestindo roupas demais, Park... — O ouvi dizer baixinho contra o meu ouvido, me fazendo arrepiar completamente antes de se afastar até estar sentado sobre os calcanhares, me observando. — Tire essa roupa de uma vez, antes que eu faça isso e não seja nem um pouco delicado.

Eu ofeguei, me sentindo a porra de um submisso ao concordar imediatamente com as suas palavras, ficando na mesma posição que ele. Ignorando a forma como eu tremia, alcancei a barra da blusa antes de puxá-la lentamente para cima, jogando-a para um canto qualquer. Em seguida, mordi meu lábio inferior, sentindo minha própria respiração falhar quando toquei o cós da minha calça, estrategicamente retirando-a junto com minha cueca.

Porque, como eu nunca sempre digo: Cuecas NÃO são importantes.

Assim que joguei as duas últimas peças de roupa que cobriam meu corpo no mesmo lugar onde deixei a minha blusa, respirei fundo antes de subir meu olhar até encontrar o seu. Logo, foi impossível não sentir meu membro endurecer ainda mais quando eu vi Jungkook apertando o dele, por cima da calça de moletom, enquanto comia meu corpo com os olhos.

Extasiado, eu engatinhei até ele, sem interromper a mão que o masturbava quando lhe roubei um selinho que foi evoluindo até virar um beijo molhado e barulhento.

— Caralho, Jimin… — Ele gemeu contra a minha boca quando, dessa vez, fui eu a tocar em meu pênis, ainda por cima da calça.

No entanto, a ansiedade era maior que qualquer vontade de provocar, então eu não demorei até enfiar minha mão por dentro da sua roupa íntima, tocando-o diretamente.

Meu deus, quanto pré-gozo!

— Você gosta assim, Jungkook? — Questionei, masturbando-o lentamente, pressionando meu polegar em sua glande antes de movê-lo em círculos, com minha boca tocando superficialmente a sua. — Por quanto tempo você se segurou, treinador? Por quanto tempo vem desejando que eu te toque assim, desse jeito?

— Você não faz ideia, Park — Ele sussurrou contra meus lábios, mordendo meu inferior antes de chupá-lo lentamente. — Não faz ideia do quanto eu te desejei desde a primeira vez que te vi…

Eu ofeguei, surpreso, sentindo suas mãos pesadas agarrarem minha bunda, separando-as antes de soltá-las bruscamente.

— Eu quero tanto te foder, meu deus… — Ele disse, estocando contra minha mão.

— E o que você está esperando? — Eu retruquei, interrompendo a masturbação para segurar seu maxilar, fazendo nossos olhares se encontrarem. — Eu te quero tanto dentro de mim, Jungkook. Agora.

— Assim, sem te preparar? Sem camisinha, nem lubrificante? Vai doer, Jimin…

Seu tom preocupado teve tanto efeito em mim quanto sua voz me chamando pelo nome pela primeira vez em todos aqueles quatro meses.

Minha primeira reação foi sorrir, me sentando em seu colo quando ele se sentou completamente no chão, acariciando sua bochecha com meus polegares quando selei nossos lábios, envolvendo-os num beijo calmo.

— Eu sei que estamos sendo irresponsáveis agora, Jungkook, mas eu não aguento mais esperar. Eu já esperei tanto… — Confessei, mordiscando meu lábio inferior quando rebolei vagarosamente em seu pênis. — Você também quer? Também me esperou?

O vi mover a cabeça para cima e para baixo lentamente, com os olhos fechados como se disfrutar o carinho que meu indicador fazia e seu rosto. Sua testa, suas pálpebras, seu nariz, sua boca…

Depois que voltamos a nos beijar, Jungkook se esforçou para retirar as últimas peças de roupa do corpo sem separar nossas bocas. Então, eu o fiz deitar as costas no tatame antes de começar a beijar seu pescoço, de forma mais provocante e molhada possível, descendo para os peitos musculosos e altos, passeando estrategicamente minhas mãos por todo o seu corpo curvilíneo, logo arrastando a ponta da língua pela linha central de seu abdômen contraído pelos estímulos que eu lhe proporcionava, até chegar em sua pélvis, distribuindo chupões e mordidas por ali.

— Você parece ser sensível aqui… — Eu constatei ao vê-lo gemer e tremelicar o corpo, recebendo, como resposta, sua mão em meus cabelos.

Mais uma vez meus fios foram puxados, dessa vez sendo em direção ao seu pênis duro e gotejante, expelindo pré-gozo.

— Chupa, Jimin. — Ele ordenou, arrancando-me um sorriso intencional quando tentou fazer sua ereção alcançar minha boca.

Eu ouvi Jungkook gemer algo incompreensível aos meus ouvidos, mas que ainda assim foi gostoso de se ouvir quando eu chupei a base de seu pênis antes de deslizar a língua até a glande, engolindo todo seu comprimento, colocando ambas as mãos em suas coxas malhadas e apertando-as em meus pequenos dedos.

— Assim… — Gemeu, intensificando o aperto em meus fios quando investiu levemente o quadril contra meu rosto. — Park…

Subi meu olhar até encontrar o seu quando comecei a movimentar minha cabeça, deslizando minha língua por sua fenda enquanto succionava sua ereção com vontade, formando dois vulcos em minhas bochechas. Quando ele empurrou ainda mais a minha cabeça contra sua pélvis ao mesmo tempo que ergueu os quadris para me fazer ir mais a fundo, eu acabei indo fundo demais e engasgando em seu pau, fazendo assim uma boa quantidade de saliva escapar da minha boca.

Mas isso até que era bom, visto que nós não tínhamos lubrificante ou camisinha pra ajudar na penetração.

E mesmo com os olhos lacrimejando em reflexo à ânsia quando a glande de seu membro acertou brutalmente minha garganta, eu deixei que seu quadril lentamente tomasse o ritmo que ele desejava, deixando-o foder minha boca enquanto eu apertava ainda mais os músculos firmes de suas coxas entre meus dedos, enterrando minhas unhas ali.

— Sua boca é tão gostosa de foder, Park… — Ele disse quando apoiou um dos antebraços no tatame, permanecendo com o outro estendido na minha direção, segurando meus cabelos enquanto estocava em minha boca. — Caralho…

Eu mesmo gemi contra seu pau quando, sem conseguir se conter e até me surpreendendo, Jungkook segurou minha cabeça no lugar, pressionando-a até que meu nariz tocasse sua virilha, me sufocando por alguns segundos antes de me soltar. Eu imediatamente retirei seu membro da minha boca, vendo-o cair duro e ereto na base de seu abdômen quando eu tossi, já sentindo a primeira lágrima escorrer pelo canto dos meus olhos.

— Tudo bem? — Ele perguntou, voltando a me tocar quando pousou a mão em minha nuca, puxando-me em sua direção. Eu assenti de olhos fechados, engolindo o excesso de saliva que ainda restava em minha boca. — Chupa.

Eu sequer precisei abrir os olhos para saber que ele estava se referindo aos seus dois dedos que pressionou em minha boca úmida, e não demorei até tornar a abri-la, aceitando seus dedos e aproveitando a saliva que ainda tinha em minha boca para deixá-los BEM molhados, prontos para me alargarem. Eu os lambi, succionei e até mordi a ponta de seus dedos algumas vezes, sem desviar o olhar do seu rosto, sentindo meu membro latejar enquanto o via morder a própria boca ao que focava o olhar na minha.

Assim que ele os tirou da minha boca, voltou a dizer, com a voz carregada de excitação. — Vire-se.

Como um cachorrinho adestrado, eu concordei e me virei, até ficar com o quadril empinado no ar e os antebraços apoiados no tatame. Olhando para o lado, eu encontrei meu próprio reflexo naquela posição que me deixava tão exposto para Jungkook, que parecia adorar pela expressão que encontrei em seu rosto.

— Vai, Jungkook… — Eu pedi, empurrando meu quadril contra seus dedos quando eles circularam minha entrada, me fazendo comprimi-la instintivamente.

— Ah, Jimin… Sua bunda consegue ficar ainda mais bonita nesse ângulo…

Ele suspirou longamente, me surpreendendo quando, ao invés de me penetrar com seus dedos e me preparar de uma vez, usou as mãos para apertar minhas nádegas e separá-las uma da outra, me expondo completamente. Eu automaticamente gemi, balançando meus quadris enquanto o via, pelo reflexo do espelho, morder os lábios e encarar o espaço protegido pelas minhas nádegas descaradamente.

Tudo bem, não era a primeira vez que eu ficava exposto assim para alguém, mas não importava quantas vezes acontecesse, eu sempre me envergonharia um bocado.

Entretanto, qualquer vergonha ou algo semelhante à timidez sumiu no exato momento em que senti seus beijos úmidos sendo deixados em minhas bandas avantajadas, seguidas de mordidas e chupões, até que eu senti sua língua deslizar desde o final das minhas bolas até pressionar minha entrada.

— Ah! — Gritei, apertando meus olhos com força quando escondi meu rosto em minhas mãos, empinando ainda mais o quadril. — J-Jungkook… meu deus….

Inconscientemente, eu rebolei contra seu rosto, buscando por um contato maior do que eu já tinha, sentindo sua língua fazer alguns movimentos em círculo antes de me penetrar com ela. Por reflexo, eu gemi seu nome ainda mais alto, choramingando contra a palma das minhas mãos, ainda sem erguer a cabeça.

Me pegando de surpresa, Jungkook posicionou a ponta do indicador em minha entrada, enfiando-o lentamente enquanto alternava entre beijar minhas nádegas e minhas costas, possivelmente tentando me distrair do desconforto ao ter meu interior invadido por seu dedo. Longo, devo ressaltar.

Diferente do que tanto dizem por aí, ser preparado por dedos realmente não dói, só é desconfortável. O que verdadeiramente dói é na hora da penetração do pênis, que alarga a entrada e automaticamente a estica. E isso arde pra um caralho, mas vale a pena depois.

Não demorou até eu sentir seu dedo médio pressionando minha entrada junto ao indicador, e foi ficando cada vez mais dificidifícil conter os gemidos ou pelo menos gemer baixo com a força que ele movia os dedos dentro de mim.

— Jungkook, por favor… — Eu pedi quando, num ato de desespero, movi meu quadril para frente até que seus dedos estivessem fora de mim, ficando de frente para si. — Eu quero você agora…

Ele assentiu, me fazendo deitar as costas no tatame e separando minhas pernas uma da outra, inclinando-se até que seu peito encostasse no meu e sua ereção na minha, começando a movimentar o quadril antes de enfiar a mão entre nossos corpos e nos masturbar juntos. Eu acabei jogando a cabeça para trás e abrindo ainda mais as pernas, porque meu membro não havia sido tocado diretamente até agora e, meu deus, era muito gostoso sentir nossas veias deslizando uma sobre as outras.

— Hm… Ah, caralho, isso é tão gostoso… — Gemi, arranhando suas costelas com minhas unhas curtas, sentindo meu pescoço ser beijado três vezes antes que ele se afastasse mais uma vez.

Antes que eu pudesse reclamar, portanto, o objetivo da distância — que nem era TANTA assim — me fez ofegar quando sua grande pressionando e deslizando pelo espaço protegido por minhas nádegas, ainda sem me penetrar.

— Anda logo! — Exclamei, apressado, envolvendo sua cintura com minhas pernas.

Eu o quero tanto dentro de mim que dói.

E, tá, eu sei que vai doer ainda mais (no sentido literal) quando ele estiver dentro de mim, realmente, mas que se dane.

Respirando fundo, eu o vi subir o olhar até o meu antes de se forçar para dentro, ofegando audivelmente quando sua glande me invadiu. Eu apertei os olhos, juntando as sobrancelhas e abrindo a boca antes de mordê-la fortemente, soltando um grunhido agudo com o início da ardência que eu sabia ter apenas começado.

— Porra, Park… Merda! — Ouvi seu próprio grunhido, sentindo minha coxa esquerda sendo apertada entre seus dedos enquanto sua outra mão estava ao lado da minha cabeça, sustentando seu corpo no ar.

Eu não consegui parar de gemer mesmo quando ele já estava totalmente dentro de mim, escondendo o rosto em meu pescoço. A segunda lágrima escapou e deslizou quente até o meu ouvido, então veio a segunda e a terceira, até que eu me vi em uma bagunça de gemidos, murmúrios e lágrimas.

— Jungkook… — Eu choraminguei quando o senti começar a mover o quadril contra mim, gemendo rouco e baixo contra minha pele, arrepiando-a por inteiro. — Ah, i-isso é bom…

Minha entrada se moldava vagarosamente ao redor de seu membro e eu conseguia senti-lo pulsar dentro de mim, passando a estocar contra mim conforme meus gemidos foram aumentando e a dor incômoda da minha entrada já brutalmente esticada foi substituída pela sensação gostosa do seu quadril tomando ritmo e se movendo cada vez mais rápido, me fodendo com força.

Meus gemidos foram ficando cada vez mais alto e eu, desesperado, finquei minhas unhas em seus antebraços quando suas mãos separaram ainda mais minhas pernas e Jungkook as apoiou sobre o tatame, uma em cada lado do meu corpo, rente ao meu abdômen, jogando a cabeça para trás ao sentir seu pau estocar novamente e atingir meu ponto sensível.

— Aí, de novo! Jungkook… de novo! — Eu gemi, sentindo meu corpo inteiro tremer quando ele continuou surrando no mesmo ponto, vez atrás de vez. — Ah, meu deus!

Eu realmente não sei se deveria clamar por deus num momento tão sujo quanto esse, mas, no auge do prazer, quem pensa numa coisa dessas?

— Você é apertado pra caralho! — Ele disse contra a minha boca, com o olhar focado no nosso ponto de contato sexual, vez ou outra subindo pelo meu corpo e me olhando nos olhos.

Em reflexo à sua afirmação, eu involuntariamente contraí todos os meus músculos, vendo as veias em seus braços e em seu pescoço ficarem cada vez mais aparentes. Então, eu fui pego de surpresa quando, ao sair de dentro de mim, Jungkook me fez ficar de joelhos novamente, com suas pernas musculosas entre as minhas. Entendendo rapidamente o que ele queria, eu me aproximei mais até tocar seu ombro com uma das mãos enquanto a outra segurou na base de seu pênis, encaixando-o em minha entrada quando ergui meu quadril, voltando a afundar sua ereção em mim.

— Vai, Jimin. Mostra que você senta tão bem quanto eu imaginei. — Ele disse contra a minha boca assim que eu ergui o quadril novamente, voltando a sentar.

Suas mãos alcançaram minha cintura, guiando meus movimentos quando eles começaram a tomar ritmo e seus lábios tocaram os meus num beijo de língua rápido, já que ele não demorou até descer os beijos pelo meu queixo, maxilar, pescoço, clavícula e ombro lentamente.

Minhas paredes internas se dilatavam a cada penetração funda e rápida conforme eu quicava nele, me aproveitando de seus beijos, ciente dos meus gemidos altos e cada vez mais manhosos refletindo a chegada cada vez mais próxima do orgasmo.

— J-Jungkook… — Eu o chamei, parando de quicar aos poucos, sentindo minhas pernas doerem pelo esforço repetitivo dos movimentos.

E Jungkook pareceu entender imediatamente o que eu quis dizer quando, ao deitar as costas no tatame sem me tirar do seu colo, ele flexionou as pernas e segurou firmemente em minha cintura antes de impulsionar o quadril para cima, sem delicadeza. Eu automaticamente apoiei minhas duas mãos em seu peitoral, sentindo meu corpo subir e descer com a força das suas investidas, involuntariamente rebolando em busca de mais.

— Hmm… Jungkook…

Nossos movimentos foram ficando cada vez mais desesperados, nossos gemidos foram ficando mais altos e nossos corpos mais quentes e suados. Meu corpo ficou mais mole, cada vez mais sensível, e eu fechei meus olhos com força quando senti que estava prestes a gozar.

Mas eu não queria gozar sozinho. Eu queria gozar junto com Jungkook.

Por isso, eu estrategicamente estrangulei seu pênis ao contrair minhas paredes internas, criando uma certa pressão que pareceu o enlouquecer quando o ouvi grunhir antes de descer as mãos até minha bunda e apertá-las simultaneamente, separando-as uma da outra, indo ainda mais fundo ao erguer o quadril com mais força e vontade.

Eu já estava quase explodindo de tesão quando recostei meu peitoral no seu e senti meu membro ser marturbado quando Jungkook enfiou a mão entre nossos corpos, deixando minhas mãos caírem soltas ao lado de sua cabeça e encostando minha boca na sua, sem beijá-la realmente embora a vontade fosse grande — afinal, eu sabia que nem conseguiríamos, de tão brutos que estávamos sendo naquele momento —, apenas mantendo meu olhar conectado ao seu enquanto sentia o acúmulo de sensações me levando cada vez mais perto do orgasmo.

— A-Ah! Eu vou gozar! — Avisei, sentindo meus lábios roçando nos seus ao fazê-lo.

O vi franzir o cenho e assentir com a cabeça antes de confirmar: — Eu não vou demorar também…

Segundos depois, eu senti minhas pernas tremerem e a base da minha barriga se contrair, rebolando três vezes com seu membro ainda dentro de mim, instintivamente estimulando meu próprio membro contra seu abdômen. Um gemido agudo e arrastado escapou da minha garganta quando senti meu gozo jorrar em jatos, sujando a mão de Jungkook, o abdômen dele e o meu.

Ele continuou investindo contra mim, com a mão que antes me masturbava agora acariciando minhas costelas com o polegar, contrastando com a força que pareceu aumentar depois que eu gozei. E eu soube o motivo assim que senti seu gozo dentro de mim quando um gemido alto e rouco soou no local.

— Treinador… — Eu chamei, sentindo ainda seu pau me penetrar algumas vezes, sujo de seu gozo forte e intenso, até que ele foi perdendo a força e sua respiração ficou densa, dificultosa.

Eu me ajeitei em seu colo, ainda com seu pênis encaixado dentro de mim quando eu tomei a liberdade de beijar sua boca, mesmo com os pulmões implorando por ar. Sua mão deixou de tocar a minha bunda para subir até as minhas costelas, e mesmo com meu membro já mole eu não pude deixar de gemer baixinho entre o beijo, porque sua pegada era tão simples e gostosa que me extasiava de uma forma tão boa.

— Como você está? — Ele perguntou assim que separamos nossos lábios, jogando meus cabelos úmidos (não pela água do chuveiro, no entanto) para trás num carinho despretencioso.

— Eu estou muito bem. — Sorri, deslizando a ponta dos meus dedos em seu maxilar. — E você?

— Eu nunca estive melhor.

Eu simplesmente poderia morrer agora porque, porra, eu morreria feliz.

— Eu não acredito que a gente fez sexo na academia… — Ri, acompanhando o movimento dos meus dedos em sua pele com o olhar, mas desviando-o para seus lábios quando um sorriso lindo cresceu neles.

— Está arrependido?

— Não… — Eu disse, deixando um selinho em sua boca, atrapalhando seu sorriso por um instante. — Nunca.

Meu coração se aqueceu de uma forma tão específica e estranha ao mesmo tempo….

Por que eu sinto que eu e Jungkook parecemos um casal apaixonado depois de fazer sexo? Eu sei que estou sendo iludido agora, mas caralho eu estou me sentindo tão… bem depois de uma foda como há muito tempo não senti.

É, gente, eu sei que é clichê.

E, não sei, isso pode ser perigoso.

— Acho que preciso de outro banho. — Eu constatei quando ergui o tronco até estar sentado em seu colo, com seu pênis já mole ainda dentro de mim, mas sem me incomodar realmente com isso.

Então, eu percebi seu olhar descer por meu corpo, e até me senti meio envergonhado com a forma como ele mordeu os lábios de maneira quase imperceptível e me olhou de cima a baixo, com os olhos me encarando intensamente.

— Eu definitivamente amo ver o resultado do meu esforço, Park… — Ele confirmou o que disse hoje cedo, com um sorriso ladino contornando seus lábios finos. Em reflexo, eu fiz o mesmo.

— É? — Questionei. Retoricamente, claro. — Você gosta do meu corpo, treinador?

— Seu corpo é forte e ao mesmo tempo tão delicado… — Ele disse, deslizando a mão direita desde o meu ombro, até minha coxa. — Eu acho que estou ficando excitado de novo, tira logo.

Eu ri, erguendo meu quadril lentamente até seu membro escapasse totalmente da minha entrada, já sentindo os resquícios de seu prazer escorrendo para fora de mim. Mesmo que a ideia de um segundo round fosse um tanto tentadora, eu estava cansado e meu corpo não aguentaria se esforçar tanto assim.

— Seu corpo também é lindo. Maravilhoso. O mais lindo que eu já vi na minha vida todinha! — Resmunguei contra sua bochecha antes de beijá-la, sentindo-a se mover sob meus lábios quando ele riu, abraçando minha cintura com os dois braços. — E as suas tatuagens também. São lindas, como você.

— Ouvir isso é bom. — Ele disse quando eu me afastei um pouco, ainda com um sorriso encantador pra um caralho no rosto. — Minhas tatuagens não foram muito aceitas por minha mãe até hoje, mas a opinião dela parece ser tão importante quanto a sua agora.

— Meu coração está acelerado. — Eu contei ao pressionar a mão no peito esquerdo, realmente sentindo o músculo pulsar forte conforme meus batimentos cardíacos cresciam cada vez mais. — Você está ouvindo? Consegue ouvir?

Eu ofeguei, um pouco surpreso ao sentir suas mãos em minhas costas antes de ter o corpo impulsionado para cima junto ao seu. Ele havia se sentado, com as pernas cruzadas e comigo ainda em cima delas.

Jungkook subiu as mãos em minhas costas até segurar em minhas costelas e eu toquei seu pescoço, quase em sua clavícula, para retribuir o toque.

Depois, ele curvou o corpo um pouco mais até pressionar o ouvido em meu peito, o que fez meu coração descompassar ainda mais. Até eu consegui ouvir meus batimentos, quem dirá ele.

— Ele está batendo por mim, Park?

Jesus, me leva, por favor. Me leva de uma vez antes que eu me leve pro inferno e queime junto com Jeon Jungkook.

— Hm… — Resmunguei ao vê-lo reeguer a cabeça, me olhando com atenção. — Acho que está, porque eu estou me sentindo realmente bem agora… com você.

Em resposta, ele sorriu e beijou meu queixo. Depois, tomou minha mão e a levou até seu próprio peito, me permitindo sentir seu coração tão acelerado quanto o meu.

— O meu também está. — Ele disse baixinho, olhando-me com uma intensidade que quase me fez desviar o olhar. — E nem é a primeira vez.

— Como assim?

— Eu não sabia se você era hetero ou não, então nunca tive coragem de investir em você e fazer o que tinha vontade, sabe? Ainda mais porque o único lugar onde nos encontramos é público e eu trabalho nele. — Explicou, me fazendo arregalar os olhos, verdadeiramente chocado com sua revelação. — Mas eu estou feliz por ter conseguido o que venho desejando faz um tempo…

— Eu também sempre te achei um tesão, você acredita? — Questionei, vendo-o erguer as sobrancelhas antes de rir. — Caralho, não acredito que a gente... meu deus… Jungkook, eu não sou o único lerdo aqui e tenho provas.

— Tudo bem, eu admito que fui um pouquinho burro em não perceber seus olhares que revelavam que eu sou um tesão, — Gargalhou, jogando a cabeça para trás. Impulsivo e oportunista, eu lasquei um beijo em seu pescoço. — mas olha onde e como estamos agora. Valeu a pena.

— É, valeu... — Sorri, enlaçando seu pescoço com meus braços quando ele tomou o próximo passo e beijou minha boca.

Ficamos um bom tempo nos beijando, enlaçando nossas línguas e sorrindo em meio a isso, até que Jungkook segurou em minha cintura e me afastou um pouco.

— Vamos tomar banho, por favor. Eu já estou ficando agoniado. — Ele disse, rindo em frustração.

Eu rapidamente concordei, me levantando novamente e catando as roupas espalhadas por ali, sem fazer questão de vesti-las quando caminhei junto a ele, rumo ao banheiro, enquanto sentia beijos curtos e carinhosos sendo espalhados por meu ombro, sendo abraçado por trás.

Entretanto, a aura gostosa e serena se dissipou totalmente quando eu parei de andar, olhando para um ponto específico na parede que me fez ficar pálido e trêmulo.

MEU. DEUS.

— Jungkook… por acaso você… v-você não sabia que aqui tinha câmeras, sabia?


Notas Finais


ai gente voltei :)
eu sinceramente não gosto TANTO dessa fic, sinto muito trazer essa fic de lemon pombo pra vcs, mas a long!fic que eu estou escrevendo ainda não está preparada para ser postada, então eu vou ter que trazer o que tenho :/
DETALHE IMPORTANTE: meu aniversário vai ser sábado agora e eu vou soltar uma short fic em comemoração a isso (mesmo que eu nao ligue taaanto assim pro meu aniversário), espero que vcs leiam e gostem!
comentem o que acharam e também me indiquem temas de fics para eu escrever e postar, ok? minha criatividade nao tá funcionando muito bem nesses últimos dias.

with love,
bê.


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