História Personality - Capítulo 12


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Carl Gustav Jung, Personalidade, Personality, Ranya Malloy, Teoria
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Palavras 1.797
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 12 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura flores🌸

Capítulo 12 - Eu, apenas... Eu! - Parte 1


Fanfic / Fanfiction Personality - Capítulo 12 - Eu, apenas... Eu! - Parte 1

O segundo período acabou e as férias voltaram. Ranya não tinha nada planeado. Para ela, ficar em casa, ver algumas séries ou alguns filmes e comer porcarias o dia inteiro já estava bom. 

Enquanto as férias passavam, ela ia pensando em todos os acontecimentos recentes. Como eu dexei que as coisas chegassem até este ponto? Existe coisas que nós não temos controle, mas Ranya estava sem os seus amigos e a mercê de um "amigo" com problemas de obsessão. Nessas duas semanas de férias, Ranya refletiu muito sobre o que tinha que fazer. Ela primeiro ia resolver os seus problemas com o Matt. Mesmo estando com medo ela não poderia deixar que as coisas fossem mais além! Ela também decidiu que ia resolver tudo com Alex, Vic e Jonathan. Ela queria a amizade deles de volta, e ela ia a ter! 

(...) 

Terceiro período, mais dois meses de aulas e logo a seguir praia. Era uma quarta-feira, aula de educação física. Como sempre, Ranya aproveitava essas aulas para observar Jonathan. Ele sempre usa uns calções até ao joelho pretas e uma t-shirt sem mangas branca - o que deixa os seus músculos de fora. Ele era completamente lindo e gostoso, era inteligente e sincero, e por mais "obscuro" que ele fosse, ele era um ótimo amigo. Ranya amava todas essa qualidades no amigo e queria que essse sentimento fosse recíproco. 

No fim das aulas enquanto voltava para casa, Ranya sempre passa pelo parque. Lá ela aproveitou um pouco a brisa da primavera e sentou-se no relvado como costumava fazer aos fins de semana para escrever. Foi naquele exato lugar onde ela conheceu Alex. O azulado fazia falta na vida da purpurina. As risadas, os apelidos sem noção e os conselhos que ele lhe dava. Alex era uma áurea de felicidade azul, sem aquela energia Ranya sentia-se incompleta! 

(...) 

Na sexta-feira dessa semana, eles iam ter aulas de química no laboratório. Ranya fazia dupla com a Beatrice agora, mas ela queria fazer com Victória! A mesma estava a fazer dupla com o Jonathan, e Ranya estava com uma pontinha de ciúmes. Não ciúmes de Vic estar próxima do Jonathan, mas sim de não poder passar estas aulas chatas - na opinião de Ranya - ao lado da melhor amiga. Porque era isso que Vic era para Ranya, melhor amiga, uma verdadeira, melhor amiga!  

No fim desse dia, enquanto voltava para casa, Ranya sentiu um braço à volta do seu pescoço - Matt! 

-Olá amiga! - ele sorriu para ela como se não tivessa gritado com ela e machucado o seu braço mês retrasado. 

-Olá Matt! - sem gaguejar, sem nervosismo. Esse era o mantra que Ranya reptia na sua cabeça, vezes sem conta. 

-Eu queria me desculpar pelo o que te fiz na casa de banho no mês passado. Eu não queria magoar-te! 

-Sem problemas! - ele está a falar a verdade?! Será que ele estava mesmo arrependido pelo o que fez?! Ranya se perguntava se isso era realmente possível. 

-Não. Têm problema sim, e para recompesar-te, eu vou levar-te numa festa hoje à noite!

-Ah, eu não quero, mas obrigada pelo o convite! - Ranya deu o sorriso mais sincero que tinha. Ela achava mesmo que a Beatrice e a professora Campbell poderiam estar erradas a respeito de Matt! 

-Não Ranya! Tu queres ir nesta festa sim, e tu vais! - Ranya ficou com medo. Ela podia-se arrepiar, se os pêlos do corpo dela não tivessem fugido desde que Matt chegou! 

-N-não Matt... - ela começou a gaguejar, que merda! - P-por fa-favor, eu não quero ir! - Matt respirou fundo na intenção de buscar calma. 

-Ranya, não me irrites! Tu vais para casa, vais vestir uma roupa não muito chamativa e vens comigo nesta festa! 

-... - Ranya não respondeu nada, eles simplesmente foram andando ao lado de um do outro. 

Chegando finalmente em casa, Ranya corre para o quarto e tranca-se no mesmo. Ela bate com as costas na porta e escorrega na mesma, até ficar sentada no chão. Lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto sem que ela deixasse! Ranya não queria chorar. Ela limpou elas vezes sem conta, com o intuito de fazer aquilo parar. Porém, era cada vez mais água, mais sofrimento e a garganta dela ardia, pois Ranya continha os soluços e a vontade que tinha de gritar dentro dela. 

Era angustiante não ter os seus amigos por perto. Era angustiante estar nas mãos de Matt. Era angustiante não ter ninguém com quem ela pudesse confiar e desabafar. Sim, ela tinha o Alex, a Vic, o Jonathan, a Rosa, a Beatrice, os seus pais... mas ao mesmo tempo, ela sentia-se sozinha, incapaz e abandonanda. Aquilo tudo lhe dava uma angústia, um medo e uma tristeza que ela não podia suportar! Todavia, estes motivos eram o de menos para ela. O verdadeiro probelma, o verdadeiro motivo, era ela não saber quem era! Era ela não ter uma personalidade. Era ela não ter auto-confiança e auto-estima. Ninguém pode confiar ou gostar de alguém que não se conhece. Ela não se conhecia, então como ela poderia confiar nela mesma ou ter gosto de ser o que era?! Se ela não gostava nem confiava em si própria, quem ia fazer isso por ela?! Ao pensar nisto, Ranya simplesmente deixou tudo sair! As lágrimas, os soluços, os gritos... tudo! Não estava ninguém ali para ouvir mesmo, que mal teria?! 

(...) 

Eram exatamente nove e meia da noite. Ranya estava na sua cama com uma dor de cabeça do infernos, por conta do choro. 

A mãe dela já a tinha chamado e gritado o seu nome milhões de vezes e ela fingia estar dormindo. 

Um tempo depois ela recebe uma mensagem de Matt, falando que está à espera dela ao lado de sua janela. Ranya lê, desliga o telemóvel e prepara-se para dormir - ela não ia ceder! 

Na manhã seguinte, Ranya agradeceu à Deus que era sábado e ficou em casa mesmo, comendo cereais e vendo desenhos na televisão. Na hora do almoço encomendou uma pizza e mais tarde fez brigadeiro para comer enquanto assistia um filme. Aquele foi um sábado tedioso e chato, mas pelo menos ela não teve notícias de Matt. 

O domingo foi como a sequela de um filme, só que neste caso, foi a sequela de sábado - O fim de semana mais tedioso do mundo parte 2! Só que, como em todos os filmes, a nossa querida personagem principal têm azar. E o azar de Ranya se chama Matt. 

De noite, Ranya foi ao mini mercardo, comprar sal, pois o de casa tinha acabado e a mãe dela percisava para o jantar. 

Ao voltar para casa ela avista Matt que também a vê e vêm ter com ela. 

-Ranya! - ao ouvir seu nome sair da boca de Matt com  tanta frustação e rigor, ela engole em seco. - Eu fiquei à tua espera ontem e nada de tu apareceres! 

-Matt, eu disse que não ia! - ela falou tão baixo, que era perciso de usar um aparelho auditivo para perceber o que ela havia acabado de dizer. 

-Quando é que tu vais perceber, - a fúria e raiva já se faziam presentes nos olhos de Matt - Tu não dizes nada, tu só me obedeces! - ele segurou com imensa força os braços de Ranya - Tu és só minha! 

Ranya não sabia o que dizer ou fazer. Ela só conseguia gritar de dor e implorar que ele parasse com aquela violência. Matt cada vez mais gritava dizendo que Ranya era dele e de mais ninguém, que ela não podia dizer ou fazer nada, que ela era um nada e que nunca ia passar disso. Cada frase, cada palavra proferida pela boca de Matt era mais uma contribuição para a raiva de Ranya e como todos os copos debaixo de uma torneira a pingar, Ranya tinha um limte. A diferença é que a água transborda do copo, Ranya explodia. 

-CHEGA! - gritou Ranya não aguentando mais aquela humilhação e agressividade! Matt assustou-se com a repentina atitude de Ranya e agora o silêncio é que mandava. Matt largou Ranya e respirou fundo. 

-Ouve Ranya, desculpa por eu ter gritado contigo, mas entende. Eu só quero o teu bem! 

-O meu bem?! - Ranya perguntou indignada. 

-É! As pessoas aproveitam-se de ti a toda a hora e por isso acabas por mudar o que és para que elas te aceitem! Por exemplo, tu nunca foste de ler e para te aproximares do Jonathan começaste a ler. Tu nunca gostaste de escrever, e agora participas de concursos de escrita! Eu conheço-te, a Luísa conhece-te e nós é que somos os teus verdadeiros amigos! 

-Não! Vocês não são! - Matt achava mesmo que conhecia Ranya e que ela mudava para estar com os outros, quando na verdade, ela mudava para estar com ele! - Vocês não me conhecem e não querem conhecer. Para vocês eu sou um objeto usado que quando não é perciso vocês descartam. Vocês não me conhecem porque eu não tenho nada a ser conhecido... por enquanto! - as lágrimas desciam pelo seu rosto e a voz saia rouca e com falhas por conta dos soluços. 

-Claro que eu te conheço Ranya. Tu és minha! -Matt segurou a mão esquerda de Ranya e com a outra mão limpou algumas lágrimas de seu rosto. 

As palavras da professora Campbel encoaram na cabeça de Ranya: "...para que consigas ver-te livre de Matt, tu não podes mostrar medo ou fraqueza à frente dele. A tua voz têm que passar certeza e convicção." Com toda a raiva que Ranya tinha, ela largou a mão de Matt e retirou a mão dele da sua cara! 

-Eu não sou tua e nunca vou ser! - consegui! Ranya conseguiu! Sem gaguejar, sem medo, sem máscaras! Eu, apenas...Eu! 

Após ouvir o que Ranya disse, Matt ficou perplexo e confuso. Ele olhava para o chão enquanto ia se afastando aos poucos de Ranya e do nada ele correu para casa. Ranya ficou sem entender a reação do mesmo, mas ela estava pouco se cagando, ela finalmente se viu livre dele sendo apenas ela mesma.

(...) 

Já em casa, depois do jantar, os pais de Ranya não puderam deixar de reparar no sorriso de orelha a orelha que Ranya tinha estampado na cara. Era inevitável a alegria que ela estava a sentir. Ela já não estava a mercê de ninguém e nunca mais ia estar. Hoje ela conseguiu ser ela mesma e perceber que ela tinha uma personalidade, só percisava conhecê-la. 

 Aos poucos ela ia se descobrindo, a si e a sua personalidade, tal como conhecemos um amigo. Agora é só ela se  acertar com Alex, Jonathan e Victória e tudo estaria no seu devido lugar! Mas e se eles não me perdoarem?!


Notas Finais


Espero que tenham gostado
Esta história têm como base um estudo de Carl Gustav Jung que foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço, e um dos seus estudos incluiu a personalidade. Vou deixar o link do estudo caso estejam interressados em saber um pouco mais!

https://amenteemaravilhosa.com.br/tipos-de-personalidade-segundo-carl-jung/
Beijos,
Cattleya❤


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