História Personality - Capítulo 13


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Carl Gustav Jung, Personalidade, Personality, Ranya Malloy, Teoria
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Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Poesias, Romance e Novela, Violência
Avisos: Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Boa leitura flores🌸

Capítulo 13 - Eu, apenas... Eu! - Parte 2


Fanfic / Fanfiction Personality - Capítulo 13 - Eu, apenas... Eu! - Parte 2

Já fazia duas semanas desde o encontro de Ranya com Matt. Sempre que eles se encontravam, Matt desvia o olhar e fingia que Ranya não existia - como se ela fosse a culpada de alguma coisa. Ela ainda não tinha arranjado tempo para falar com os amigos. Já faz cinco meses desde que ela os ignorava e eles a ela. 

Numa terça-feira, de manhã, a professora pediu para fazerem duplas para um trabalho de grupo. Porém, ia ter um grupo de três pois o número de alunos não era divisível por dois. Ranya foi a que ficou a sobrar e a professora pediu-lhe para escolher em qual grupo ela iria trabalhar. 

Bom, ela nunca na vida ia para a dupla de Luísa e muito menos para a de Matt. Dos que ela conhecia, sobrou a dupla da Rosa e Beatrice e a dupla de Victória e Jonathan. Ela pensou que era melhor fazer o trabalho com a dupla de Beatrice, pois ainda não tinha conversado com os seus amigos. 

Mas, por outro lado, era melhor ela ficar na dupla de Vic. Ela sabia que não ia ter coragem suficiente para falar com eles do nada. Então, fazia o trabalho com os seus amigos e de bônus resolvia-se com eles de uma vez por todas. 

-Eu quero fazer o trabalho com a dupla da Victória e do Jonathan! - os dois ficaram surpresos. Beatrice deu um sorriso a Ranya e levantou o seu polegar direito, para reforçar a idéia de que Ranya fez a escolha certa. 

-Há algum problema da menina Malloy fazer o trabalho com vocês, menina Albuquerque?! - a professora dirigiu-se a Victória que ficou um pouco insegura quanto à resposta. 

-A-ah... N-não, nenhum! - Victória estava em choque, por assim dizer. Nem ela, nem Jonathan esperavam que ela se juntasse a eles. 

-Ok. Bom, o tema deste ano para os trabalhos de cidadania, são os direitos e deveres humanos. Cada um escolhe um direito ou dever e depois, em casa, vocês concluíram o trabalho. 

Ranya estava um pouco desconfortável ao lado de Jonathan. Para além de eles não serem ainda "amigos", ele era o seu crush, o seu Romeu, o seu príncipe encantado - e todos os termos que existem para "o tal"! 

Eles decidiram fazer sobre o direto de liberdade de expressão. Victória e Jonathan discutiram sobre outros vários temas, mas foi este que todos ficaram de acordo. 

No final da aula, eles foram na cantina lanchar e lá decidiram aonde iam fazer o trabalho. 

-Até podia ser na minha casa, mas os meus pais estão fora e eles me matariam se eu vos levasse lá sem eles estarem presentes. - explicou Victória colocando um biscoito na sua boca. 

-Na minha também não dá. Estão a pintar a casa enquanto nós estamos num hotel. - agora foi a vez de Jonathan se explicar. Ele não estava comendo, mas estava presente. 

-Na minha não há problema! - Ranya falou com um certo nervosismo. Da última vez que eles foram na casa dela as coisas não correram muito bem. 

-Ah...ok. Quando é que querem fazer o trabalho?! - perguntou Jonathan. 

-O trabalho é para ser entregue na próxima terça, então podemos fazer no fim de semana?!... - sugeriu Victória! 

-Domingo estou com o dia todo livre! - falou Ranya. Na verdade ela tinha o fim de semana todo livre, mas se fosse domindo ela aproveitava sábado para arrumar a casa. 

-Ok, fica domingo então! - Victória concluiu a conversa. Antes de Ranya se levantar para ir embora, Alex faz uma pergunta. 

-Eu também posso ir?! No domingo eu e oa Jonathan combinamos de sair, mas agora estou a ver que não vai dar! 

-Se quiserem podemos fazer o trabalho no sábado, não têm problema. - Ranya falou aquilo para não atrapalhar a saída dos amigos, mas Alex interpretou de outra maneira. 

-Se não queres que eu vá é só falares, eu e o Jonathan podemos marcar para outra altura! - exclamou ele na defensiva. Ranya estava agora a se auto criticar mentalmente. 

- N-não, entendeste mal. Eu disse aquilo para não atrapalhar a vossa saída. Eu não me importo que vás, por mim não há problema! 

-Ok, então eu vou! - Alex deu um sorriso e Ranya saiu. Após estar fora da cantina ela suspirou aliviada. Nunca passou pela cabeça dela que uma simples conversa com eles iria deixá-la tão... delicada. 

(...) 

Sábado. Ranya acordou cedo pois tinha um grande trabalho pela frente. Primeiro ela tomou o seu pequeno-almoço assistindo desenhos animados. Depois de tomar um banho, ela colocou a música It's a Hard-Knock Life do filme Annie para limpar a casa. Ela saltava, gritava e se divertia enquanto limpava a casa. Por um momento, ela soltou-se e sentiu-se feliz. Não pensava no que ia encarar amanhã, na dificuldade que teria de pronunciar qualquer palavra à frente de seus amigos, ou até mesmo, do sermão que iria receber por estar usando sem necessidade demasiado detergente e água para limpar a casa. 

Quando ela finalmente acabou as limpezas, a ficha caiu; no dia seguinte, ela iria passar o dia a fazer um trabalho com os seus colegas e teria de lhes contar tudo o que ela passou. Como Ranya iria contar que estava a ser "controlada" por um vizinho com problemas psicológicos e que também era seu colega de escola?! Não ia ser fácil, mas Ranya teria de fazer aquilo se quisesse que seus amigos a perdoassem. 

(...) 

-Podem entrar! - Alex e Jonathan já haviam chegado. Victória ainda estava a caminho; ela havia mandado mesnagem a Ranya. 

Os meninos entraram e sentaram-se no sofá. Ranya inventou uma desculpa esfarrapada para sair. Primeiro foi deitar o lixo fora, depois arrumou a mesa do pequeno almoço e quando já estava a subir para ir buscar os seus materias para o trabalho, a campainha toca. Alex se oferece para ir abrir a porta enquanto Ranya vai lá em cima. Victória entra e Ranya chega na sala com os seus materias - que o espetáculo começe. 

(...) 

Eles ficaram o dia todo a fazer o trabalho. Ranya não interagia muito com eles, ela limitava-se a fazer a sua parte do trabalho e concordava com tudo o que eles diziam. Alex acabou por ajudar também, e o trio falava e ria muito. Ranya não entendia muito os assuntos das conversas, mas ria consigo mesma. Poder ouvir outra vez as risadas e ver os olhares de brincadeira dos seus amigos outra vez, era muito bom e causava uma sensação de saudade dentro de Ranya. 

Eram 17:56 quando eles acabaram o trabalho. Eles já estavam a arrumar as coisas na mochila, mas antes de se despedirem, Ranya pediu a atenção deles. 

-Antes de vocês irem embora, - Ranya falava com muito nervosismo - podemos falar?! 

-Ah... claro! - Victória havia concordado por todos. 

-Então... eu sei que vos pedi um tempo e espaço para... p-pensar, eu acho, mas a verdade não é bem essa! - Ranya não sabia o que dizer ou como começar aquela conversa. Ela sentia-se esquisita e confusa. Ela ia dizer tanta coisa que não sabia como. Devia ter treinado, pensou ela. 

-Então... porque pediste um tempo e espaço?! - foi a vez de Alex falar. Dos três, ele foi o que mais ficou magoado com a atitude repentina de Ranya. 

-Bom, a história é longa e... - interrompida. 

-Nós temos tempo! - Jonathan havia falado com uma certa rispidez. 

-Ok! Resumindo,... - Ranya contou a história com os poucos detalhes. Ela queria que eles entendessem e não que ficassem a par da vida dela. Ao acabar, o trio presente na sala, ficou em choque e sem palavras. Ranya estava com lágrimas nos olhos e com a cara encharcada. Falar e relembrar daqueles acontecimentos foi de facto, devastador. - Falem alguma coisa... por favor! - desde que acabara de falar, os amigos ficaram em completo silêncio. 

-Porque é que não falaste connosco antes?! Nós teríamos te ajudado! - Victória segurou nas mãos da amiga e também começou a chorar ao pensar no sofrimento que a mesma havia passado. 

-Eu estava com medo e vergonha de... - ela calou-se. 

-Vergonha de quê?! - Jonathan perguntou. 

-... De não saber quem eu sou! 

-Amiga, ninguém aqui sabe quem é realmente. Nós vamos descobrindo ao longo da vida cada aspecto nosso! - Alex falou para reconfortar Ranya. 

-Mas, por eu não saber quem eu sou, fiz coisas e escolhas que me arrependo imenso. Eu fui manipulada, usada e controlada. Se eu soubesse quem era... nada disso teria acontecido e nós os quatro ainda seríamos amigos! 

-Ranya, nós sempre fomos e seremos teus amigos. Mesmo que tu te tenhas afastado de nós, nós nunca estavamos de facto afastados. - Jonathan finalmente percebeu todo o sofrimento e angústia que a amiga passara. 

-Vocês perdoam-me?! - ela ainda sentia-se culpada. Desde o início os amigos queriam ajudar-lhe e ela simplesmente afastou-se e ignorou-lhes. 

-Oh purpurina! - Alex abraçou a pequena e lhe deu um beijo aconchegante na testa. - Nós não conseguiríamos ficar chateados contigo por muito tempo. Nunca! 

Depois das palavras de Alex, eles os quatro se abraçaram. Ranya tinha os seus amigos de volta e melhor sentimento que esse no mundo não havia. 

(...) 

Após aquelas cenas lamechas que eles estavam a fazer, decidiram ir comer um gelado e passear no parque. Eles conversaram, riram e se divertiram. Foi o melhor dia da vida de Ranya.

Já em casa, após o jantar, Ranya foi para o seu quatro e atirou-se para a cama. Ela começou a refletir sobre o dia de hoje! Ela têm os seus amigos de volta, e teve-os sendo ela mesma e contando toda a verdade. Ela conseguiu por ser ela própria, simplesmente ela.

Eu, apenas... Eu!


Notas Finais


Espero que tenham gostado
Esta história têm como base um estudo de Carl Gustav Jung que foi um psiquiatra e psicoterapeuta suíço, e um dos seus estudos incluiu a personalidade. Vou deixar o link do estudo caso estejam interressados em saber um pouco mais!

https://amenteemaravilhosa.com.br/tipos-de-personalidade-segundo-carl-jung/
Beijos,
Cattleya❤


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