História Personification - Ódio - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Baal, Demonios, Horror, Mortes, Roubo, Sonhos
Visualizações 9
Palavras 1.171
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Fluffy, Luta, Magia, Mistério, Romance e Novela, Terror e Horror
Avisos: Linguagem Imprópria
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Pois é, resolvi postar uma das minhas histórias (Depois de muito tempo). Peço a compreensão de todos já que é a minha primeira história.
Ela se passa na idade média, então, espero que não estranhem algumas coisas.

Então vamos lá 😄

Capítulo 1 - Bom ladrão


Fanfic / Fanfiction Personification - Ódio - Capítulo 1 - Bom ladrão

POV  Baal 

Meu nome é Baal (eu sei, é um nome estranho, mas fazer o que, não é?).

 Tenho 6 anos de idade; meus cabelos e os olhos são castanhos e minha pele é branca; eu tenho um corpo meio esguio e moro num orfanato que fica no caminho de um pequeno vilarejo. As coisas por aqui nunca foram boas, pois muitas coisas estão em necessidade: roupa, produtos de limpeza, higiene e até mesmo comida de vez em quando. Então, certo dia, eu tive a brilhante ideia de roubar o que faltava. Eu sei, é estranho uma criança da minha idade ficar roubado, mas era por uma boa causa, não é? 

Sempre ajudei as freiras, então fazer isso, para mim, não era problema. Na verdade, ele só começava quando a irmã Emitallya descobria. Ela era uma das freiras do orfanato: possuía o corpo meio cheinho, olhos castanhos claros, rosto redondinho e aparentava ter entre 35 a 40 anos de idade.

 - Baal! - ela grita.

 - Sim? - respondo, entrando na sala.

 - Esse senhor disse que você roubou o carregamento de leite dele. Isso é verdade? - indaga com doçura.

 Olho para o senhor e em seguida para o lado. Não me arrependo de ter roubado, era isso ou os bebezinhos morriam de fome. Não tinha como escapar, então eu não pensei duas vezes:

 - Sim, e se pudesse faria de novo! - afirmei com a expressão mais cínica de todas. 

 - Eu pensei que isso fosse um orfanato! - gritou o senhor. Que moço chato, não acredito que roubei esse merda. - Que tipo de educação vocês dão para esses meninos?

 - Senhor, tenha calma! - ela tenta acalmá-lo. -  Tenho certeza de que ele tem uma boa explicação para isso, não é? 

 Fiquei calado. Eu não devo satisfação para esse merda.

 - Irmã, não dá para ter calma. - Ele contrapôs. - Eu acordo cedo todo dia, me mato de trabalhar e de repente vem um pirralho e rouba minha mercadoria! 

Fiquei calado a discussão inteira. Na verdade, eu estava me preparando para o que viria depois que aquilo tudo acabasse. A irmã certamente arrancará minha cabeça; isso se ela estivesse de bom humor, ja que é a oitava vez que eu roubo essa semana, e as pessoas apenas vieram reclamar. Como eu disse, eu só roubo o que está em necessidade por aqui - a culpa não é minha se são muitas coisas! Sinceramente, não entendo por que ela fica com raiva de mim, afinal de contas, estou fazendo a coisa certa, não é? Tirando de quem possui e entregando para quem não possui. O Robin Hood fazia o mesmo e ninguém o contestava.

 Saio da sala e vou direto para os aposentos. Chegando lá, deito-me em minha cama. Estava tão chato que eu acabei dormindo. 

 ⓢⓞⓝⓗⓞ ⓞⓝ

 Uma lua minguante brilhava no céu rosa pastel. Eu estava num caminho de pedrinhas brancas rodeado de flores de todas as espécies. Eu andei até encontrar um lago, quando, subitamente, algo bate em minha cara. 

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 Porra, a gente não pode nem sonhar em paz aqui nessa casa!

 Levanto-me e vejo a irmã com o lençol da minha cama em suas mãos e uma expressão nada amigável se fazia presente em seu rosto. Vamos lá, eu tenho duas opções: 1°) eu saio correndo e só volto quando ela ficar calma e 2°) fico aqui para ser estrangulado. Antes que eu me preparasse para correr, ela me belisca e fala:

 - Quantas vezes eu tenho que dizer para não roubar nada de ninguém? - diz em um tom raivoso. - Sei que as coisas não são boas, mas isso não é motivo para roubar!

 - Se eu não o tivesse feito, os recem-nascidos não teriam nada para comer! - exclamo. - Você devia me agradecer.

 - Te agradecer por estar fazendo algo errado? - ela então se senta à minha frente e fita-me bem no fundo dos meus olhos. - Aquele senhor, e todas as pessoas que você roubou, precisam sustentar suas famílias. A nossa situação vai melhorar, você só precisa ter calma. 

- Eles podem repor; a gente não! - caralho, ela não vai me entender nunca! - A "nossa" situação continua a mesma há anos e, sinceramente, nem sei se vai melhorar.

 - Baal, por favor, tenha fé em Deus.

 - O que ele fez por nós até agora? Tudo que Deus fez foi abandonar a gente.

 - Já chega! - agora fodeu, pensei com um revirar de olhos. - De castigo! Vai limpar o pátio por dois meses e sem café-da-manhã.

 - Espera! O quê? - realmente, fodeu.

 - Você ouviu! Começa amanhã.

 Com esta sentença, ela simplesmente sai. 

 Então é aí que você acha que eu estou mal pelo café-da-manhã, certo? Errado. Eu estou mal por ter que limpar o pátio, pois aquele lugar é uma imundice! Folhas caindo por toda a parte; crianças correndo com os pés cheios de lama e ainda tem as freiras que levam os bebezinhos para tomarem sol e acabam vomitando no chão. Saio do quarto e passo pelas outras crianças ao longo dos corredores até a saída. Vou até o riacho que fica na floresta. Lá é o único lugar que eu consigo colocar os meus pensamentos em ordem. 

Chegando lá, sentei-me diante do rio e mantenho meus pés mergulhados na água - sua temperatura fica tão gostosa nesse horário! Se eu tivesse trago uma toalha, poderia me jogar agora mesmo. Queria que a irmã me entendesse, mas isso é impossível. Ela só se permite enxergar o lado dos outros, e nunca o dela - ou melhor, o nosso. Nem sei por que a mãe dela lhe deu este nome horrível, o qual não combina nem um pouco com ela. A irmã é uma pessoa gentil, amável e... tá legal, eu confesso! Eu gosto da irmã. Afinal, foi ela quem me trouxera para o orfanato, trocara minhas fraldas, ensinara-me a andar e falar. Com isso, acabamos desenvolvendo um carinho especial um pelo outro, do tipo mãe e filho. Não que eu queira ela como mãe! Não, longe disso! 

 Estou perdido em meus devaneios quando, de repente, sinto algo roçar em minha mão. Era um cachorrinho.

 - Olá, amiguinho - saudo, fazendo carinho nele. - Você me entende, não é?

 Sua resposta ecoa através de um latido. 

- Pois a irmã, não. - Continuo. - Ela acha que é errado. Eu não vou mudar minha atitude por causa do senso de “justiça” dela. Eu vou ajudar o orfanato até as coisas melhorarem, se é que vai melhorar algum dia! 

Já faz um tempo que eu sumi. A irmã já deve estar louca à minha procura. É melhor voltar. Mas eu não posso deixar o cachorrinho aqui, pensei, olhando para o canino. Ele vai morrer de fome!

 - Você quer vir comigo para o orfanato? - indago e o mesmo late. - Vou tomar isso como um sim. 

 Levei ele comigo. O único problema seria escondê-lo, mas irei dar um jeito.


Notas Finais


Bom, foi isso. Espero que tenham gostado.

Até mais 😄😍


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