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História Pertença - Capítulo 11


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Notas do Autor


Oi, lindos!
Gostaria de agradecer a todos que comentaram o capítulo anterior. Já vou correr lá e responder! :)
Boa leitura!

Capítulo 11 - Verdade nua e crua


Pertença

Capítulo 11: Verdade nua e crua

Duas semanas haviam se passado. Graças à Hinata havia praticamente gabaritado a atividade de História, com uma nota honrosa de 4,90. Quando soube, levei-a em sua sorveteria favorita após o trabalho, para retribuí-la.

O calendário na tela do celular constava que hoje era Domingo, o dia do último treino de fim de semana antes do jogo oficial, que seria no próximo Sábado. Sentei-me no banco de madeira e com uma toalha felpuda limpei as gotas de suor que escorriam pela testa. O treino já estava durando duas horas e, certamente, meu rendimento estava pela metade.

Todos os dias anteriores, Sakura havia comparecido aos treinos, entretanto, naquele dia a mesma avisou que sairia com Ino, iriam às compras, já que haveria uma festa após o campeonato e ambas eram deveras vaidosas. 

Por sorte, meus pais e Itachi iriam viajar no próximo final de semana, e permitiram que eu fizesse a festa pós-jogo em casa, desde que limpasse e organizasse a casa ao estilo de Dona Mikoto. Beberiquei a garrafa de água de um litro, sorvendo o líquido pela metade.

Fechei os olhos, descansaria mais um pouco antes de voltar à quadra. Ainda de olhos fechados, senti duas mãos pequenas e macias se posicionarem sobre meus olhos, delicadamente. Ela não precisava falar algo, a julgar pelo cheiro levemente adocicado do creme de mãos e do perfume, eu sabia exatamente quem era.

— Oi, Hina — cumprimentei-a, tocando ambas mãos e retirando-as da minha visão.

— Ah, você acertou! — riu baixinho. — Quis fazer uma surpresa — sentou-se ao meu lado, puxando o vestido florido para baixo. — Não consegui vir esses dias por conta do trabalho… — explicou-se.

— A Sakura veio nos dias anteriores — comentei casualmente e ela arqueou a sobrancelha, encarando-me, como se eu tivesse comentado para provocá-la. — Quis dizer que você não precisava se preocupar, já que ela estava aqui. — Havia certo divertimento em minha voz, o qual não passou despercebido por ela.

— Quando esse treino vai acabar? — mudou de assunto, passando a fitar os demais jogadores.

— Mais quarenta minutos — fitei o celular para conferir o horário.

(...)

Naquela noite a quadra estava especialmente mais bonita, mais iluminada do que de costume. O enorme placar ainda marcava zero a zero e as pessoas, em sua maioria, já estavam acomodadas. As poucas que chegaram com minutos de atraso tinham que se esforçar para encontrar um lugar para sentar.

Senti um frio na barriga e um nervosismo pouco conhecido por mim. Aquele seria um dos últimos campeonatos do qual participaria, já que depois só me preocuparia com a Faculdade de Direito ou Engenharia.

O apito soou pela segunda vez e meus olhos se encontraram rapidamente com os de Hinata. Um breve sorriso se apossou dos meus lábios. Em um piscar de olhos a bola estava em minhas mãos. Depois de passar por Sasori e Deidara, os quais não evitaram as caretas, consegui uma cesta de dois pontos. O time vibrou, as líderes de torcida cantarolaram a música cuidadosamente ensaiada e dançaram em sincronia, comemorando.

Após, foi a vez de Sasori, o líder do time rival encestar bola antes da linha externa do garrafão, obtendo três pontos. Respirei fundo e levei as mãos às têmporas, fitando Naruto que deveria estar marcando o ruivo. O Uzumaki apenas deu de ombros e balançou a cabeça negativamente, como se não fosse sua culpa.

Foram passes e mais passes, assobios, uivos, danças das líderes, algumas faltas e muitos pontos, de ambos times. O último tempo, enfim, havia chegado. Shikamaru fez um de nossos famosos sinais. Na próxima vez que pegássemos a bola, sabia que ela deveria chegar em suas mãos, pois como o mesmo provavelmente havia notado, estava sendo pouco marcado. 

Segundos após, Gaara conseguiu pôr as mãos na bola, iniciando a corrida e os quiques. O Sabaku lançou-a ao Nara assim que considerou seguro. Como esperado, o moreno repetiu o feito de Sasori no início do jogo sem dificuldade: uma cesta de três pontos. Naquele instante, o som estridente ecoou, sinalizando o término do jogo.

— Caralho! — gritei, erguendo os braços. Podia ouvir os gritos da maioria das pessoas da arquibancada, que vibravam alegremente com a vitória. Muitos tinham ido ali para prestigiar seus filhos, outros eram só alunos e, outros ainda, vieram torcer pelo time rival.

O jogo estava ganho. Eu transpirava satisfação e podia perceber que Gaara e Naruto também estavam em êxtase, só de olhá-los. Estava tão animado que não me dei conta quando braços finos me envolveram em um abraço apertado ou quando os lábios macios encostaram em minha bochecha, em um beijo estalado.

— Eu já sabia que você venceria — sussurrou próximo ao meu ouvido.

Um longo minuto se passou até que eu me desse conta do que estava acontecendo. Fitei as pérolas e enfim retribuí o abraço, dando um beijo em sua testa.

— Obrigado — sorri abertamente, uma das raras vezes.

— Vou parabenizar o Naruto e os meninos — informou-me, afrouxando o aperto em torno do meu pescoço. Eu assenti e no momento seguinte pude ver o Uzumaki erguendo-a e girando com ela em seus braços. Suas bochechas assumiram a típica coloração avermelhada enquanto a mesma segurava a barra do vestido de coloração preta. Uma das alças finas insistia em cair por seu ombro, expondo ainda mais a pele branca.

Balancei a cabeça negativamente e observei ao redor. Pude ver a cabeleira rosa se aproximar com um sorriso tão aberto que mostrava todos os seus dentes. Sakura já não trajava a roupa de líder de torcida. Seus lábios uniram-se aos meus em um longo selar.

— Parabéns! — disse com ânimo. — Vamos comemorar! — pôs as mãos na cintura, fazendo-me notar sua saia de couro curta demais.

— Com certeza vamos comemorar — afirmei, com um meio sorriso. — Ei, pessoal! — aumentei o tom de voz e acenei para os demais jogadores, atraindo a atenção de todos. — Quem quer encher a cara?! — aticei-os, ouvindo um sonoro “Eu”. — Então vamos logo! — exclamei com animação.

— Finalmente! — ouvi Naruto pronunciar, muito satisfeito.

— Parabéns, galera! Foi um jogaço! — Kiba pronunciou enquanto se aproximava, parando ao lado de Hinata e passando um dos braços por seus ombros. Lancei-lhe um olhar de pura indiferença, enquanto Naruto o cumprimentava animadamente.

— Estava demorando, Sasu! — Ino desviou minha atenção, sorridente, também posicionando um de seus braços ao redor de meus ombros, forçando-me a abaixar para ficar quase em sua altura. — Já são quase nove da noite e eu ainda não estou bêbada — constatou ao ver o horário no celular e eu contive uma risada. Ino definitivamente gostava de beber.

Em um grupo razoavelmente grande, após cumprimentarmos o time rival e esperarmos todos os jogadores cumprimentarem os pais e namoradas pela vitória, fomos andando até a minha casa. Destranquei a porta e dei passagem para todos. Inicialmente chegaram os amigos mais próximos, depois, o barulho dos carros e as buzinas foram o aviso que muito mais gente estava por vir. 

O moreno de rabo de cavalo me lançou um olhar significativo, exibindo sua playlist no aparelho móvel. Apenas assenti ao Nara, esperando veemente que ele colocasse um funk. Mais cedo, eu e Hinata havíamos organizado a casa para receber os convidados, Naruto também ajudou, isto é, um pouco. As bebidas caras foram guardadas no meu quarto, bem como as peças de decoração da Sra. Uchiha. Afastamos também os móveis para que o espaço para dançar fosse maior.

— Sakura, vou tomar um banho, tá?! — avisei. — Se alguém precisar de bebida ou ir ao banheiro, você ajuda ou pede para a Hinata — alertei-a e ela assentiu.

Com rapidez, subi os degraus da escada de madeira. Revirei os olhos ao passar pela Hyuuga e o loiro, o qual estava prestes a beijá-la. Ignorei-os e fui em direção ao meu quarto. Tirar o uniforme suado e tomar um banho rápido faria bem.

Após desligar o chuveiro, fiz a higiene oral, passei perfume e selecionei uma vestimenta básica: uma camiseta branca com alguns dizeres em inglês, uma calça jeans preta e um tênis. Estava pronto.

Desci as escadas e me surpreendi com a multidão. Ali deveria haver, minimamente, cinquenta pessoas. Com certa dificuldade, cheguei à cozinha. Começaria com uma cerveja.

— Sasuke! — puxou levemente a barra da minha camisa.

— Hm? — virei-me para encará-la. — Precisa de algo? — continuei o trajeto até abrir a geladeira, retirando de lá uma latinha prata e vermelha.

— Estava te procurando — respondeu, como se fosse óbvio.

— Você não estava com o Naruto, Hinata? — abri a latinha, sorvendo o líquido.

— Ah! É isso então... — sorriu largamente, em evidente deboche, e manteve a mínima distância entre nós. — Você não faz o tipo ciumento, Sasuke — encarou-me.

E naquele momento eu sorri, passando a língua pelos lábios e deixando a cerveja sobre o balcão. Eu sabia e ela também: eu fazia completamente o tipo ciumento.

— Até parece, Hyuuga — murmurei próximo ao seu ouvido, notei sua pele se arrepiar.

— Hina, você está aí! — Kiba gritou animado, acenando para ela e aproximando-se.

— Olha só, Hina… — ressaltei. — Parece que você está muito bem acompanhada — encarei-a, com um sorriso debochado, fazendo-a lançar-me um olhar descrente. No segundo seguinte, dei-lhe as costas. A poucos passos dali, encontrei Sakura. De onde estava, certamente havia visto toda a nossa interação. — Oi — cumprimentei-a.

— Achei que você tinha se afogado no banheiro — revirou os olhos, mantendo-se de braços cruzados. Uma risada escapou por meus lábios.

— Vamos aproveitar a festa, Sakura — peguei uma de suas mãos, conduzindo-a para onde estavam Ino e Gaara, os quais conversavam animadamente.

— Testuda, desfaz essa cara feia! — repreendeu a Yamanaka. 

— Sua porca! — respondeu entre dentes, aumentando a carranca e fitando-a enraivecida.

— Credo! Isso é falta de sexo! O Sasuke não está cumprindo com as obrigações por acaso? — riu.

— Cala a boca, Ino — revirei os olhos, acompanhado por Gaara. A loira deu de ombros e bebericou a bebida destilada que o Sabaku segurava.

— Cara, quantas pessoas você convidou? — Ele mudou de assunto.

— Algumas… — olhei ao redor, vendo a casa lotada. — Mas, sinceramente, estou tão surpreso quanto você.

— Nossa, eu amo essa música! — Ino exclamou, arrumando os fios loiros. — Gaara, por que você ainda não me levou pra dançar? Devia seguir o exemplo do Naruto — apontou para o meio da multidão. 

A uma distância de, aproximadamente, dois metros, avistei as longas madeixas azuladas caindo pelas costas femininas, enquanto a figura loira movimentava a mão por ali, devido aos passos de dança. Senti um incômodo, não soube dizer se era no peito, no estômago ou em ambos. Aquela cena era deveras estranha para mim. Crispei os lábios e franzi o cenho, irritado.

Imitei-os e estendi uma das mãos para Sakura, convidando-a para dançar. Com um sorriso singelo, ela aceitou. Foram rodopios, muitos movimentos de um lado para o outro, mãos em torno do pescoço, cintura… A verdade era que eu sequer queria dançar, o que eu queria era compreender o que aconteceria com a Hyuuga e o Naruto. A meu ver, eles em nada combinavam. Não pude evitar a sensação de desconforto surgir ao imaginá-los juntos.

Acredito que estava encarando descaradamente Hinata, porque a Haruno não poupou o descontentamento ou as palavras ásperas quando, em um rompante, se distanciou. 

— Escute, Sasuke… — encarou-me. Os olhos esmeraldas se fecharam de uma só vez, com força. — Eu realmente achei que estava imaginando coisas, que você e Hinata eram apenas melhores amigos e eu era a ciumenta da relação, mas não posso continuar fingindo que não vejo o que você está esfregando na minha cara! — Aos poucos, seu tom de voz assumia raiva. Limitei-me a fitá-la, com uma das sobrancelhas arqueada. — Kami-Sama! Você gosta dela, por isso não aguenta vê-la com Naruto, não é?! Por que não admite de uma vez?! — E com essas últimas palavras a rosada passou por mim, esbarrando em meu ombro com força, fazendo-me bater as costas na porta de madeira.

Triste? Com raiva? Puto? Não! Estava perplexo. Meu espanto só aumentou ao assistir Sakura caminhar determinada em direção ao casal sorridente. Devido ao barulho da música, não pude compreender com clareza as palavras pronunciadas quando uma de suas mãos tocaram o ombro masculino. 

Pude ver apenas uma azulada crispar os lábios e cruzar os braços, em clara insatisfação, enquanto Naruto limitou-se a olhar da figura feminina para mim, claramente confuso. Somente dei de ombros. Por fim, ele assentiu e acompanhou-a até um local mais afastado.

Mas que merda estava acontecendo?! Empurrando algumas pessoas e esbarrando em outras, Hinata alcançou uma das minhas mãos. Limitei-me a puxá-la para a cozinha, onde não havia tantas pessoas e poderíamos conversar melhor.

— Qual é a da Sakura? — perguntou-me, com indignação na voz. — Achei que ela ficaria feliz por eu estar acompanhada por outra pessoa — bufou. Hinata era paciente e contida, mas a Haruno fazia bem o trabalho de tirá-la do sério. — Quem ela pensa que é?! Ela vai atrapalhar todas as minhas relações agora?! — apoiou-se no balcão. Parecia esperar alguma reação da minha parte. 

— Acho que ela me fez um favor — passei os dedos pelos fios negros, bagunçando-os, com certa impaciência. Percebi que a confusão presente nos olhos perolados apenas aumentara.

— Sasuke, eu não estou entendendo — fitou-me com seriedade. — Seja mais claro — posicionou-se à minha frente e eu respirei fundo.

— Acho que ela terminou comigo — desviei o olhar. Vi sua boca abrir ao menos três vezes para falar, todas falhas.

— Nossa. — Foi o que conseguiu dizer após um minuto inteiro. — Acho que preciso de uma bebida — virou-se de costas, pronta para abrir a geladeira. — Você aceita? — ofereceu, já com a garrafa de Tanqueray em mãos.

— Foi a melhor ideia que ouvi essa noite — peguei dois copos, colocando-os em cima do balcão. Ela nos serviu.

— Nem lembro de como você era solteiro... — divagou, levando o copo até a boca. Conseguiu beber até a metade em um só gole.

— Era mais fácil — imitei seu gesto com a bebida.

— Quero dançar essa música — disse animada, finalizando a bebida e completamente alheia a qualquer reflexão sobre o meu comentário anterior. Uma música pop havia começado a tocar a alguns segundos. — Vem, Sasuke. — Seus dedos entrelaçaram-se aos meus, puxando-me. Sua mão era quente e macia. Seu toque era bom, muito bom.

— Estou indo, Hyuuga — revirei os olhos, contendo o sorriso e deixando a bebida por ali.

Quando chegamos ao centro da multidão, o pequeno corpo parou em minha frente, com um sorriso aberto, capaz de iluminá-la. Suas mãos espalmaram-se em meu tórax.

— Será que Uchiha Sasuke ainda lembra como se dança? — disse e, no instante seguinte, rodopiou duas vezes. — E será que ele consegue me acompanhar? — parou de costas, olhando-me por cima dos ombros.

— A pergunta é: será que você consegue me acompanhar? — posicionei ambas mãos na cintura feminina, e ela corou.

— Quer apostar? — indagou mais timidamente, já começando a movimentar o quadril de um lado para o outro.

— Na verdade, eu quero — pensei, sorrindo provocante. — Se eu dançar essa música inteira seguindo a coreografia, ou quase, você me deve cinco shots seguidos de tequila.

— Ah, que injusto, Sasu! — cruzou os braços, em um bico. Tive vontade de beijá-la. Balancei a cabeça negativamente, afastando tais pensamentos. Certamente eram por conta da bebida. — Mas combinado! — Se rendeu. — Se você não conseguir, quero que você realize um pedido meu, qualquer um — ressaltou, pronunciando sílaba por sílaba, e sorriu divertida após.

A música que ouvíamos era “Don’t let me down”, do The Chainsmokers. Para o azar de Hinata, eu realmente sabia a coreografia, porque havia apresentado no show de talentos do colégio há uns dois anos. Ela claramente havia se esquecido.

Iniciei os rodopios e os movimentos com os braços, bem como ela. Movia ritmicamente o quadril e os braços. Aos poucos algumas pessoas pararam de dançar para nos observar, provavelmente achando o “show” divertido. Admito que estava ligeiramente constrangido, apenas um pouco mesmo, afinal não me importava realmente com os pensamentos alheios.

Nossos braços se movimentavam de um lado para o outro, nossas pernas se moviam para direita, esquerda, para frente e para trás. Com mais movimentos como esses, a música diminuiu sua batida, sinalizando seu término. Com um sorriso mais que vitorioso, fitei-a para, então, dizer:

— Preparada para cumprir a aposta?

— Você trapaceou! — ralhou. — Não acredito que conhecia a coreografia! — levou as mãos à cintura.

— Você deve ter se esquecido que perdi uma aposta para o baka do Naruto e fui obrigado a participar daquele estúpido show de talentos — lembrei-a. Como se uma lâmpada tivesse se acendido em sua cabeça, Hinata abriu a boca em um perfeito “o”, compreendendo.

— Ah, Sasuke… — encolheu-se. — Que seja então... — balançou a cabeça negativamente.

Dessa vez fui eu que peguei em sua mão, apertando-a e conduzindo-a entre a multidão. A cozinha estava apenas a alguns passos, mas a cena que vi me fez parar instantaneamente. Hinata que acompanhava a rapidez dos meus passos bateu levemente em minhas costas, soltando um grunhido baixo.

— O que foi? — perguntou.

Suspirei profundamente. Havia chego no momento exato em que Sakura puxou Naruto pela camisa e selou seus lábios aos dele. Pensei no quão infantil ela poderia ser para estar ali, aos beijos com Naruto, em minha casa. E ele não era a porra do meu melhor amigo?! Então o que caralhos era aquilo?!

A azulada deu a volta e se posicionou ao meu lado, tendo o desprazer de assistir a mesma cena. Sua mão buscou a minha, apertando-a em conforto.

— Inacreditável — murmurou. — Ela não sabe o que está perdendo! — afirmou. — Você não precisa dela, nem um pouco, e Naruto só pode estar bêbado — pronunciou com certa raiva. A acidez dançava em suas palavras. Hinata, de fato, sempre tomou minhas dores e de todos os seus amigos.

Só pude assentir. Vê-los ali não me entristecia, talvez ferisse meu ego. De certo pediria explicações ao Uzumaki em outro momento, afinal havia um acordo implícito sobre as namoradas e ex-namoradas dos amigos. No entanto, aquilo era, no máximo, desconfortável. Dei de ombros. Por fim, quis que ambos se fodessem, pois, de fato, não me importava.

O próximo movimento de Hinata foi me puxar e empurrar algumas pessoas que encontrava pela frente. Quando, enfim, tínhamos chego ao local das bebidas, pude vê-la pegar cinco copos pequenos, próprios para shot.

— E lá vamos nós... — preencheu os copos com a bebida alcóolica. Fitei os olhos perolados cheios de receio, mas não estava disposto a deixá-la desistir.

— Não tem palavra, Hina?! — sorri, recostando-me ao balcão. E essas palavras foram tudo que ela precisou para virar todos os shots, um após o outro. 

— Tenho sim, Sr. Uchiha — falou brincalhona e sorriu largamente. — Nossa, está calor aqui, não é?! — abanou-se e eu ri. As bochechas assumiram uma tonalidade avermelhada, mas, dessa vez, não era por vergonha.

Aquelas doses não foram as últimas da noite. Fiz questão de acompanhá-la e de preparar alguns drinks depois. Passamos duas horas inteiras dançando todos os gêneros de música: pop, funk e eletrônica. Geralmente, eu estaria pensando em transar com alguém, já que estava solteiro, mas naquela noite essa não parecia uma ideia tão interessante assim. Após esse pensamento, rodopiei-a três vezes, vislumbrando sua expressão leve e descontraída, bem como a minha.

Não me lembrava da última vez que havia realmente dançado tanto em público. Era leve, o riso com Hinata vinha fácil e, com a ajuda do álcool, mais fácil ainda. Nossos passos já não estavam coordenados e nós não nos importávamos, apenas nos movíamos para qualquer lado, aleatoriamente.

— Sasuke… Podemos descansar um pouco? — pediu entre risos, desequilibrando-se. — Estou cansada e um pouco tonta — levou uma das mãos à testa.

— Segure-se em mim — posicionei uma das mãos em sua cintura, a outra ela mesma pôs em meu ombro. — Você acha que consegue subir a escada? — Ao vê-la assentir, caminhei até os vários degraus, um passo de cada vez, vagarosamente.

Chegamos ao meu quarto, uma enorme porta de madeira. Retirei a chave de um dos bolsos da calça jeans e destranquei-o, entrando com um passo de cada vez, deixando que Hinata de apoiasse em mim.

— Quero um banho — jogou-se na cama, de costas e com os braços abertos.

— Vou mandar uma mensagem para o Shikamaru, para ele saber que estou aqui e, caso eu durma, pra ele dar uma geral em tudo.

— Tá. Vou tomar banho — levantou-se cambaleante. — Ei, Sasuke… — chamou manhosa e eu passei a fitá-la, deixando o celular sobre o criado mudo após fechar o Whatsapp. — Abre pra mim? — posicionou-se de costas e eu engoli em seco. Devagar, deslizei o zíper para baixo. Foi impossível não ver o tecido vermelho rendado entre suas nádegas: pequeno demais.

— Obrigada — murmurou, em um fio de voz. Pela sua voz, sabia que estava corada. Meus batimentos se aceleraram e senti um calor se apossar do meu corpo quando o vestido preto deslizou até seus pés e, ainda sem me olhar, ela caminhou até o banheiro do quarto, não se preocupando em fechar a porta.

Pensei que só podia ser o efeito do álcool, ela só poderia estar fora de si. Tínhamos sim intimidade, mas aquilo era demais. Esfreguei os olhos e baguncei ainda mais os fios ao ouvir o som do chuveiro sendo ligado. Sentia um incômodo no meio das pernas. Tirei apenas os tênis e me preocupei em separar uma camisa para a azulada vestir.

Não havia passado nem dez minutos quando Hinata apareceu na porta do banheiro, já envolta pela toalha felpuda, com uma expressão tão decidida que eu não lembrava de ter visto em sua face em todos aqueles anos. Os longos fios molhados caíam pelos ombros e costas, podia ver os pingos escorrerem pelo seu pescoço e se perderem entre seus seios fartos. Tive que respirar fundo e desviar o olhar. Mas o que diabos havia dado nela?! Ela era tão fodidamente gostosa...

— Você separou uma roupa pra mim? — perguntou com um tom de ingenuidade, porém, eu sabia que era falso. E tive certeza quando ela caminhou até a cama, sem se desequilibrar, sem qualquer dificuldade, diferente de alguns minutos atrás.

— Aqui — esforcei-me para parecer indiferente e estendi-lhe a peça, esticando um pouco o braço.

— Sabe, Sasuke… — começou, parando em minha frente, segurando a camisa com uma das mãos enquanto a outra mantinha-se segurando a toalha. 

Naquele momento a diferença de altura era notável, pois eu permanecia sentado, com meu típico olhar inexpressivo, e ela de pé. Meus pensamentos estavam acelerados, minha respiração ligeiramente descompassada e meu corpo: quente. Por mais que quisesse, não conseguia não encarar seus olhos perolados. A malícia entre nós era palpável. Desejei beijá-la, tocá-la...

— Eu não estou bêbada, nem um pouco — abaixou-se, o suficiente para sussurrar em meu ouvido, fazendo-me arrepiar. Suas mãos soltaram o que quer que segurassem, me dando a visão de seu corpo nu. A língua quente passou pela minha orelha e desceu pelo meu pescoço, vagarosamente. Estremeci.

— O que você está fazendo, Hyuuga? — encarei-a, puxando-a para meu colo. Minhas mãos seguraram com firmeza suas nádegas.

Me fode, Sasuke — pediu quase que em um gemido. E era tudo o que eu precisava ouvir. — Esse seria o meu pedido — completou, jogando a cabeça para trás, enquanto eu comecei a distribuir beijos pela extensão de seu pescoço, mordiscando-o levemente.


Notas Finais


Maaaas xentiiiiiiiii, essa festa pegou fogo, né?! SHAUSHAUSAHU
Por essa vocês não esperavam, não é mesmo?! HSUASHAUSA.
POIS É! A Sakura terminou com o Sasuke e agarrou o Narutinho EM SEGUIDA! Mas aí é que está! Ela fez isso para provocar a Hinata? Ou ela gosta do Naruto? E o Naruto correspondeu mesmo? Ele gosta dela? E a Hinata? Tomou um chá de coragem? Ou o Gin que deu um help?
E o próximo capítulo promete uma perversão, hein, lindos?! Preparem-se!
Comentem MUITO! Quem sabe eu traga o próximo mais rápido!
Beijão!


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