História Pertença - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Personagens Hinata Hyuuga, Sasuke Uchiha
Tags Gaaino, Itahina, Kibahina, Naruhina, Naruhinasasu, Narusaku, Nejiten, Saiino, Sasuhina, Sasuino, Sasusaku, Shikatema
Visualizações 454
Palavras 3.443
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Festa, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi, meus amores!
Como vocês estão?!
Gente, eu sei que demorei muuuito pra atualizar a Fic, mas quero deixar muito claro que jamais vou abandonar esse ou outro trabalho meu, está bem?! Pode demorar, porém eu, certamente, vou finalizar a história rs.
Outra coisa, queridos, eu nunca dei um prazo pra vocês exatamente por isso, porque é chato eu prometer tal dia e não cumprir, não é?! A minha demora ocorreu porque eu tive muita dificuldade em fazer esse capítulo. Eu entrava no Word e escrevia duas linhas, um parágrafo... Foi hard porque esse capítulo é essencial pra Fic (e vocês vão entender o porquê), e eu precisava que ele ficasse bom shuahsau.
Mas claro que a Faculdade ajudou bastante na minha demora rs, e eu também precisava de um tempo pra minha vida pessoal.
No entanto, estou aqui e responderei todos os comentários o mais breve possível :).
Aproveitem o capítulo e não deixem de me dar um feedback, amores!
Até lá embaixo!
P.S. Amores, recebi algumas mensagens de leitores perguntando se eu havia abandonado a Fanfic, e eu não me incomodo, gente, podem me mandar mensagem e perguntar mesmo, ok?! Obrigada pelo imenso carinho! :D. Só não respondi individualmente as mensagens porque já entrei no AS com a intenção de postar e prestar os devidos esclarecimentos nas Notas Iniciais. É isso, galerinha! =)

Capítulo 8 - À luz da lua


Pertença

Capítulo 8: À luz da lua

Era Véspera de Natal e, exatamente às onze e meia da manhã, eu já estava descendo a extensa escada de madeira. Em datas festivas, Dona Mikoto gostava que todos estivessem acordados antes do almoço, para que as refeições fossem feitas em família. Eu não reclamava, afinal nesses dias tínhamos a certeza de que o Senhor Uchiha estaria em casa.

Eu e o meu pai nos dávamos bem e conversávamos dentro do normal entre pai e filho. Contudo, devido ao auxílio nos negócios, Itachi sempre passou mais tempo com o Otou-San, e eu não nego que durante a infância senti falta de uma presença paterna constante, justamente por conta do extenso trabalho na imobiliária. Desse modo, as oportunidades em família eram sempre aproveitadas.

— Bom dia, Sasuke-Kun — sorriu gentilmente ao me ver adentrar a cozinha. Secou as mãos no avental florido e me envolveu carinhosamente em um abraço. — Que bom que você acordou.

— Bom dia — assenti.

— Daqui a meia hora vou servir o almoço, então vá chamar a Hina-Chan e a família dela — ordenou enquanto organizava os talheres e pratos que serviria.

Era um costume das famílias Uchiha e Hyuuga passarem a Véspera de Natal e o Natal, propriamente dito, juntas. Mesmo que Hiashi e Neji ficassem ocupados demais por vezes com o trabalho, Hanabi e Hinata sempre estavam presentes.

— Você convidou a Sakura? — arqueou a sobrancelha, e eu neguei, revirando os olhos. — Como não, Sasuke?! — franziu o cenho. — Kami-Sama, eu adoraria tê-la para o almoço, ainda mais agora que ela é sua namorada — suspirou pesadamente.

— À propósito, a Sakura ligou mais cedo, Sasuke — Itachi anunciou, entrando no cômodo. Eu me limitei a fitá-lo. — Ela disse algo sobre você não ter retornado as ligações dela ontem à noite. Pediu pra que você ligasse assim que pudesse.

Respirei fundo e soltei o ar vagarosamente, em uma tentativa vã de preservar minha tranquilidade, ao menos pela manhã. Fazia duas ou três semanas que eu e a rosada estávamos de fato namorando. No entanto, ela parecia não entender que eu gostava de ficar sozinho e também de estar com outras pessoas além dela.

No dia anterior, joguei com Gaara e Naruto, na quadra do condomínio em que o Sabaku morava. Depois que voltei, chamei Hinata para conversar e jantar. Sequer lembrei de verificar o celular, até porque nunca fui muito apegado a redes sociais. O fato era que a necessidade de Sakura estar sempre ao meu lado não era compatível com a minha personalidade.

— Cadê o Otou-San? — perguntei, ignorando o olhar insatisfeito da Sra. Uchiha.

— Foi ao mercado, comprar um ingrediente para a cobertura da sobremesa — informou-me, voltando-se para a pia.

— Hum.

Arrepiei ainda mais os fios negros e me dirigi à porta. Quando chegasse, mandaria uma mensagem para Sakura, convidando-a. Após alguns passos, pressionei a campainha e aguardei. A porta foi aberta por Neji, o qual estava devidamente vestido para a data especial.

— Como vai, Sasuke? — cumprimentou-me. — Quer entrar? — deu passagem, e eu assenti.

— Minha família está esperando vocês. Podem ir — disse como de costume para a época. — Vou falar com a Hinata.

Subi a escada devagar. Vislumbrei a porta ligeiramente aberta e passei por ela. Diferente do esperado, não encontrei os olhos perolados. Arqueei uma sobrancelha, deduzindo que a Hyuuga estaria provavelmente no banheiro ou no quarto de Hanabi.

— O que você acha? — A voz soou, chamando minha atenção.

Ao virar-me, sorri inconscientemente. Talvez fosse o contraste dos olhos claros com o vestido vermelho rodado, ou o tímido sorriso estampado em seus lábios pintados pelo batom igualmente vermelho, mas a achei incrível.

— Você está linda — dei dois passos em sua direção. — Adorei o vestido — beijei sua bochecha direita. — Vamos? — falei ainda próximo ao seu rosto. — Mikoto já deve estar ansiosa para servir o almoço.

— Tenho um presente para você antes. — Ela sorriu, encaminhando-se com sua sandália plataforma à cômoda de madeira escurecida.

Retirou o pacote azulado de dentro da terceira gaveta e entregou-o a mim, com um sorriso desenhado nos lábios. Ela assistiu enquanto eu desfazia o embrulho quase redondo, e assistiu também à minha expressão um tanto sem graça ao vislumbrar o globo de neve, o qual possuía uma foto nossa em seu interior.

A foto datava o Natal anterior. Estávamos em Kamakura, uma cidade no litoral do Japão, localizada a uma hora ao sul de Tóquio. Meus pais compraram a casa há uns três ou quatro anos e, vez ou outra, passávamos épocas especiais por lá.

— Pedi para o Otou-San comprar em uma das suas viagens de negócios, Sasuke-Kun — sorriu. — Agora podemos ir. — Sua mão tocou a minha de modo singelo, e eu a segui com o presente em mãos.

Ao descermos os degraus, encontramos Hiashi. O Hyuuga apresentava-se com vestes descontraídas e pronto para deixar sua casa, ao lado da porta. Hinata não precisou dizer, mas eu sabia que ela estava especialmente feliz por seu Otou-San abandonar os negócios em prol da família.

— Olá, Sasuke — cumprimentou-me. — Feliz Véspera de Natal, rapaz.

— O mesmo para o Senhor — fitei-o.

Nós três caminhamos para minha casa assim que Hiashi fechou a porta e trancou-a. O Hyuuga não era um homem falante, nem eu. Talvez por isso nos déssemos bem, por isso também adentramos a casa em silêncio, exceto pelos cumprimentos que se seguiram.

— Sasu, pode ir se sentar à mesa com a Hina. — Minha mãe avisou, sorridente.

— Certo — assenti, já iniciando as passadas.

Recostei-me na cadeira e Hinata sentou-se ao meu lado. Saquei o celular e procurei de imediato o contato de Sakura, a fim de convidá-la para o almoço.

 

De: Uchiha Sasuke  Hora: 12:40

Mensagem: Meu irmão me deu o recado Sakura. Estava ocupado ontem.

 

— O que você está digitando? — As pérolas fitaram-me, curiosas. — É pro Naruto? — palpitou, e eu neguei.

— Minha mãe quer que eu convide a Sakura. Estou fazendo isso — esclareci.

— Ela reclamou sobre ontem? — indagou ao ler a mensagem. Arqueei a sobrancelha. — Desculpe a invasão, Sasuke-Kun… — desviou o olhar.

— Ela só queria que eu respondesse — encarei-a sereno, indicando que não havia problema em perguntar. Voltei-me pouco depois ao celular.

 

De: Haruno Sakura Hora: 12:42

Mensagem: Oi, amor. Queria te ver...

 

De: Uchiha Sasuke  Hora: 12:42

Mensagem: Quer almoçar aqui hoje, com a minha família?

 

“De: Haruno Sakura  Hora: 12:44

Mensagem: Eu gostaria muito de ir, mas combinei com os meus pais que ficaria com eles. Sinto muito, Sasu.

Aliás, mande lembranças à Dona Mikoto e ao Sr. Fugaku. Estou com saudade deles (e de você também).

 

De: Uchiha Sasuke  Hora: 12:45

Mensagem: Certo. Depois nos falamos.

 

De: Haruno Sakura  Hora: 12:45

Mensagem: Me manda mensagem. Beijos.

 

Guardei o aparelho e não esperamos mais que cinco minutos para todos comparecerem à mesa e tomarem seus lugares. Neji e Hanabi sentaram-se lado a lado, assim como meus pais, e Itachi sentou-se do lado esquerdo de Hinata, aproveitando para conversar com a mesma em cada mínima oportunidade. Revirei os olhos. Hiashi, por fim, sentou-se junto a Fugaku.

— E então, Hiashi?! Já decidiu o que fazer no Ano Novo? — Mikoto indagou, enquanto servia o marido.

— Infelizmente terei que trabalhar — suspirou. — Mas Hanabi vai viajar com algumas amigas e Neji vai acompanhá-la. Deixei que Hinata decidisse seus planos sozinha nesse ano — fitou a primogênita, tomando mais um gole do suco natural.

— Então já está decidido! — sorriu. — Hinata irá conosco para praia — disse com animação. — O que acha, querida?

— Ah! — surpreendeu-se. — Acho ótimo, Mikoto-San! — encarou-me, retorcendo os lábios em um pequeno sorriso.

Mais tarde, presenciei a explicação de Itachi à morena, dizendo que não iria na viagem, uma vez que prometera passar o Ano Novo com sua melhor amiga, Konan, por ser aniversário da garota. A Hyuuga limitou-se a fitá-lo de forma compreensiva, para depois concordar que aquilo era o certo a fazer.

O dia seguiu-se com normalidade. Meus pais e Hiashi permaneceram durante a maior parte do tempo na sala de estar, conversando sobre o trabalho. Já Hanabi, Neji, Hinata, Itachi e eu optamos por afastar o tédio com um jogo de tabuleiro, o qual eu ganhei na primeira vez em que jogamos e o Hyuuga mais novo na segunda.

Ao fim do jogo, Hinata e Hanabi se ofereceram para ajudar Mikoto nos preparativos para a ceia, ajuda esta que foi aceita. Às 23 horas estávamos todos reunidos e comendo. Quando o relógio marcou 00h00min entregamos os presentes uns para os outros, incluindo o meu para a Hyuuga mais velha.

Hinata pegou a pequena e delicada caixinha, murmurando um tímido “Arigatou, Sasuke-Kun” e sustentando um sutil sorriso. Havia comprado o objeto em uma das lojas que ela mais gostava, e a perolada mal esperou para colocar em seu pulso o acessório dourado que possuía corações feitos de zircônias.

Os dias se passaram e o Ano Novo estava cada vez mais próximo e os últimos detalhes da viagem estavam sendo acertados. Mikoto, Fugaku, eu e Hinata iríamos.

— Mas nós vamos à noite, Sasuke? — arqueou a sobrancelha, ajeitando-se em minha cama.

— Sim, daqui dois dias — informei-a.

— Vão pra onde, Sasuke? — Sakura pronunciou-se com o cenho franzido e uma das mãos na maçaneta. Suspirei.

— Vamos viajar no Ano Novo, Sakura.

— A Hinata também?! — surpreendeu-se. — Você não tinha comentado nada... — deu-me um selinho.

— Minha mãe convidou-a há pouco — expliquei, e ela murmurou um quase inaudível e insatisfeito “Ah”.

Hinata remexeu-se na cama, dando-se conta da situação e se despediu pouco depois, dizendo que depois nos falaríamos. Assisti-a enquanto a mesma passou pela porta e voltei-me em seguida à rosada.

— Por que não avisou que vinha?

— Era pra ser surpresa, Sasuke — desviou o olhar. — Aliás, não gosto da ideia de vocês viajarem sozinhos — encarou-me com seriedade.

— Nem sempre gostamos das coisas — suspirei. — Aprenda a lidar com a Hinata. Temos uma amizade muito longa e não pretendo mudá-la.

Dito isso, ela não prosseguiu, pediu somente para que eu mandasse mensagens no período em que estivesse fora. Mudamos de assunto na sequência. Naquela noite, dormimos juntos, tal como no dia seguinte.

Sakura foi embora somente na manhã do dia em que eu iria viajar. Aproveitei para verificar minhas malas e descansar. Não planejávamos passar muito tempo viajando, chegaríamos à Hakone um dia antes da Véspera do Ano Novo e iríamos embora três dias depois da chegada.

 

De: Haruno Sakura  Hora: 21:10

Mensagem: Boa viagem, Sasu. Foi bom ter ficado com você esses dias.

 

Respondi-a rapidamente e guardei o aparelho no bolso. Depois de ajudar a organizar as malas no carro, me despedi de Itachi e adentrei o veículo, sentando-me ao lado de Hinata. Demoraríamos cerca de uma hora e meia para chegar à Hakone.

Assim que chegamos, depositamos as malas nos devidos cômodos. A perolada dormiria no quarto ao meu lado e meus pais ficariam no quarto principal.

— Vocês estão com fome? — Mikoto perguntou.

— Estou bem, Mikoto-San. Arigatou. — Hinata afirmou, e eu respondi o mesmo.

— Não é tão tarde, né, Fugaku?! — Ela encarou-o, e o homem deu de ombros, direcionando-se à sala. — Nós estamos cansados, mas vocês podem ir à praia aqui perto se quiserem. Só voltem antes de amanhecer, está bem? — sorriu, e nós assentimos satisfeitos. — Sasuke, cuide bem da Hina-Chan — pediu, com ambas mãos na cintura.

Eu sorri e murmurei um “Ok”. Aguardei a Hyuuga voltar à cozinha, já com trajes de banho, e guiei-a até a porta. O apartamento era bem conhecido por nós, assim como a cidade pequena. Provavelmente por isso fomos autorizados a sair.

O dedo pintado de vermelho pressionou o botão do elevador e aguardamos. As portas metálicas demoraram segundos para se abrirem em nosso andar, demos alguns passos a frente e logo estávamos no hall do prédio. A praia não ficava longe dali, portanto, após uma curta e silenciosa caminhada conseguimos avistá-la e, pouco depois, já tivemos nossos pés cobertos pela areia.

Desatando o nó da canga em sua cintura, ela estendeu-a sobre a areia e sentou-se sobre ela. Sentei-me ao seu lado. Nunca gostei de praias por ser muito branco e me queimar com facilidade, entretanto, admitia que gostava de admirar o mar à noite.

— Fico feliz por estarmos aqui, Sasuke-Kun — olhou-me, tocando minha mão.

— Não fizemos isso muitas vezes, não é? — mencionei, ainda observando as ondas quebrarem pouco antes de nos alcançarem. Ela negou.

— Em Tóquio eu já tinha descartado a ideia de falar sobre isso, mas aqui parece ser o momento certo... — sorriu amena. — Nos afastamos um pouco desde… — suspirou. — Desde a história com o Itachi-Kun, e eu…

— Ouça… — cortei-a.

— Não vou deixar isso acontecer — aproximou-se, impedindo-me de falar e apertando minha mão. — Gosto dele, como gosto de um amigo... um amigo bonito — sorriu divertida. — Mas você é mais que um amigo bonito, Sasuke-Kun — encarou-me ainda sorridente, e eu quis acreditar que ela estava se sentindo exatamente igual a mim naquele momento.

Sustentei meu olhar sobre o dela, enquanto sua mão subia e descia devagar pelo meu antebraço. E, de repente, ela já não sorria mais, permanecia apenas na mesma posição, olhando-me fixamente com os lábios ligeiramente entreabertos.

Ali estava eu, insanamente louco para beijá-la, e, de certo, ela teria correspondido. No entanto, havia a Sakura, e ela não merecia, muito menos Hinata, a qual odiaria carregar o fardo de uma traição, uma vez que a mesma abominava tudo relacionado ao ato.

Desfiz o contato visual e respirei fundo algumas vezes. Tirei a seda e a erva do bolso. Hinata era muito certinha. Em outra situação não fumaria ao seu lado, mas naquela noite não me importei com os seus princípios, e aparentemente nem ela.

— Vou fumar — avisei-a. — Pode fazer isso comigo ou não. Não se sinta obrigada. — Seus olhos passaram de mim para a erva algumas vezes, e ela assentiu, quase incerta.

— Vamos fazer isso. Confio em você.

Bolei o baseado e usei primeiro, para que ela observasse e me imitasse. Ensinei-a a tragar e ri com as suas duas tentativas frustradas. Descobri que Hinata ficava engraçada quando estava chapada, além de sincera em demasia. Acho que seu bom senso se esvaía também, junto com a fumaça da maconha.

— Estou achando ótimo — disse um pouco lenta. — Vamos fazer isso mais vezes — riu.

— Você fica engraçada — sorri.

— Eu sou engraçada — deu de ombros e revirou os olhos. — Sasuke, você está mais bonito hoje — fitou-me, e eu não respondi. — O que foi?! — franziu o cenho. — Já pode agradecer, não sou uma de suas fãs e nem sou a Sakura, que lambe os seus pés — encarou-me, em desafio.

— Obrigada, Senhorita Hyuuga — debochei. — Você também está mais bonita hoje — completei, tragando mais uma vez.

— Gosto da forma que você está me olhando — aproximou-se, desviando sutilmente as pérolas para o mar. Fiz o mesmo.

Cogitei ir embora naquele instante antes que fizesse alguma besteira, porém a julgar pelo estado de Hinata, aquela não era uma opção válida. Esperaria um tempo até achar que meus pais não perceberiam que fumamos se a vissem.

Estava pronto para tirar o baseado de sua mão, porém, assim que me virei, meus lábios encontraram os dela, e não nos afastamos. Sua mão buscou pela minha nuca e eu segurei seu quadril, puxando-a para o meu colo.

Seus lábios passaram sutilmente a sugar os meus. Minha língua invadiu sua boca, bem como como minhas mãos não recuaram em tocar suas nádegas e apertá-las.

Seus lábios deslizaram para o meu pescoço e sua mão para o meu peitoral, descendo devagar até a barra da bermuda. Senti o roçar de sua boca contra minha pele, e eu não queria que o contato cessasse.

Seu corpo juntou-se ainda mais ao meu, de modo que eu passasse a sentir minha ereção roçando no tecido fino do biquíni. Ergui seu rosto e beijei-a novamente, de modo intenso e duradouro.

Sasuke… — sussurrou pausadamente em meu ouvido. — Me fode — mordiscou o lóbulo da minha orelha.

E foi ali que eu recobrei a consciência. Não podia seguir adiante. Hinata não era virgem, muito menos eu, mas eu estava razoavelmente consciente, e ela jamais me pediria algo assim sóbria, então afastei-me sutilmente e a abracei.

— Não posso. Desculpe. — E eu vi a decepção em seus olhos, como se ela não entendesse o porquê da minha atitude.

Ajudei-a a se levantar e voltamos ao apartamento. Dormimos no mesmo quarto. As luzes estavam apagadas e aparentemente meus pais não se importaram em nos esperar. Por segurança, tranquei-o para me certificar que Hinata não sairia no meio da noite e diria algo que levantasse suspeitas.

No dia seguinte, Hinata foi a primeira a acordar. Eu, por minha vez, abri os olhos assim que ouvi os passos não muito silenciosos no cômodo, os chinelos arrastando vez ou outra no chão de madeira...

A morena estava andando para lá e para cá, um tanto inquieta. Eu teria voltado a dormir, se não fosse pela leve pressão feita em meu braço direito.

— Desculpe por te acordar, Sasu, não era minha intenção — sentou-se ao meu lado. — Eu preciso conversar — disse ela, e eu assenti. — Estou confusa. Na verdade, minhas lembranças sobre ontem estão confusas — suspirou.

— Do que você se lembra exatamente? — encarei-a.

— Não sei de nada ao certo. Tive muitos sonhos essa noite e não sei o que aconteceu mesmo — desviou o olhar. — Fiz algo estranho? Aliás, serei mais direta, Sasuke — encarou-me. — Nós nos beijamos? — indagou-me séria.

Ponderei o que dizer. Podia sim contar à Hinata o que de fato aconteceu, mas em nada mudaria, a não ser a culpa que ela passaria a sentir. Eu tinha uma namorada e éramos melhores amigos, do tipo inseparáveis. Estávamos próximos, próximos como antes do ocorrido com Itachi, então optei por mentir.

— Então é com esse tipo de coisa que você sonha, Hinata? — sorri com malícia. A vi corar aos poucos, encabulada.

— Então… então… — mordeu o lábio. — Isso nunca aconteceu… — constatou, levantando-se. — Arigatou, Sasu-Kun. Não sei o que eu faria se fosse verdade. Pode voltar a dormir se quiser — sorriu.

Quando realmente me levantei, verifiquei o celular e respondi Sakura, a qual tinha me mandado algumas mensagens de madrugada. Fitei o canto superior direito da tela do aparelho, era quase duas horas da tarde, portanto, segui para o banho.

Durante o resto do dia, eu e Hinata saímos acompanhados pelos meus pais para comemorar a Véspera do Ano Novo. Almoçamos em um famoso restaurante japonês e fomos a um parque de diversões que construíam especificamente para essa época do ano.

Minha relação com a morena se manteve igual, o que foi perceptível pelos inúmeros diálogos que ela mesma iniciou. Não nego que me senti culpado pela Haruno, porém, após recordar alguns momentos com Hinata, me dei conta que isso aconteceria cedo ou tarde, estando com Sakura ou não.

Era óbvio que nos sentíamos atraídos um pelo outro, havia também a questão da amizade tão duradoura que se associava à forma como nos entendíamos tão bem. Além do mais, creio que nenhum dos dois jamais esteve disposto a se afastar.

— Sasu — chamou-me. — Tudo bem? — arqueou a sobrancelha e sorriu. — Em que está pensando?

— Nada em especial.

De acordo com sua expressão, ela não pareceu acreditar. No entanto, não me questionou, limitou-se a dar de ombros e falar sobre a estrutura do parque, perguntando o que eu achava.

(...)

Chegamos em casa aproximadamente às 19 horas e Mikoto já nos disse para tomar banho e vestir o que pretendíamos usar na passagem de ano. A Uchiha mais velha encarregou-se do jantar enquanto nos arrumávamos, tratando de organizar a mesa junto com Fugaku.

Comemos pernil e carne assada. De sobremesa, havia um bolo de chocolate amargo. Após algumas fatias e conversa jogada fora, seguimos para a praia, à espera dos fogos.

Um minuto antes do Ano Novo já pudemos ouvir os vários estouros e vislumbrar as luzes coloridas no céu. Quando o minuto chegou ao fim, já nos cumprimentamos, desejando um ano cheio de prosperidade, e tratamos de sentar na areia, pretendendo acompanhar o show de luzes e barulho.

Enquanto meus pais aproveitavam a virada do ano, cochichando e presos em um momento de romantismo, olhei para Hinata algumas vezes durante aquela madrugada. Em todas, a Hyuuga estava vidrada no céu, com um singelo sorriso ocupando os lábios.

Talvez o momento a tenha deixado mais bonita ou a luz da lua refletida em seu rosto, entretanto, não pude evitar admirá-la. Também não pude evitar querer conversar com a mesma.

— O que está achando? — perguntei.

— Maravilhoso! — fitou-me. — Olhe para esses fogos… Estão tão bonitos, não acha?! — sorriu e eu assenti.

Notei que depois de poucos segundos, seu sorriso foi perdendo o tão estonteante brilho, desmanchando-se. Arqueei a sobrancelha, em dúvida.

— Nem parece que logo estaremos de volta... — suspirou.

— Ainda temos algumas horas. — Instantaneamente, senti seu rosto recostar-se suavemente em meu braço. O movimento veio acompanhado de um breve suspiro. Suas mãos posicionaram-se sobre as minhas e um leve aperto também veio.

— Tem razão, Sasu. Vamos aproveitar o que nos resta.


Notas Finais


Gostaram, gente?! Espero muito que sim! :)
Não esqueçam de comentar! :)
Beijos!


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