História Perto da Costa de Wexford - Capítulo 8


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Categorias Originais
Tags Anos40, Conto, Edsheeran, Musica, Nancymulligan, Segundaguerra, Ww2, Wwii
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LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Famí­lia, Ficção, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 8 - SETE Rumo ao Norte


Fanfic / Fanfiction Perto da Costa de Wexford - Capítulo 8 - SETE Rumo ao Norte

SETE

A travessia de Guernsey para a Inglaterra hoje em dia tem diversas maneiras. Nos anos 40, a principal e única era uma barca que fazia esse trajeto periodicamente, uma vez por semana. Com a invasão alemã, a barca tinha encerrado seu funcionamento até que a ilha voltasse a ficar segura, o que significava a saída dos invasores. E com esse anúncio, o de que sairiam, não só a população poderia ficar mais tranquila, como também poderia voltar ao continente e abastecer-se novamente, já que sofriam com a diminuição da comida e de suprimentos. Estavam isolados há algumas semanas, e isso traria consequências como já era esperado.

                Porém, o plano de William não era usar a barca para fazer compras, e sim poder fugir dali para o norte. E ainda com a nova revelação de Nancy, que fugiria com ele, tudo se tornou ainda mais motivado.

                -Sra. Smith, não tem necessidade disto. – Lhe disse quando uma porção de comida foi oferecida para a viagem.

                -Deixe de ser bobo, meu filho, leve. Em pouco tempo estaremos nos reerguendo, e ficarei com meu coração aos prantos de preocupação. – E empurrou novamente a comida na direção do ruivo. A jovem segurou em seu ombro, passando a mensagem que seria melhor aceitar, dando razão à mais velha. – Desejo a vocês toda a felicidade do mundo... vão com Deus.

                A geografia para chegar ao porto de São Pedro não era das mais fáceis. A ilha inteira podia ter pouco mais que 10km de extensão, mas o relevo era um obstáculo e tanto para se atravessar a pé. A ilha tem montanhas em quase toda a sua extensão, uma língua rochosa que se estende até a faixa do mar, onde se extingue por completo.

                Durante dois dias, o casal tratou de correr e se esconder nos cantos, afinal soldados podiam ser vistos empacotando bagagem e partindo em recuo.

                E não tinha como não saber quando chegaram a cidade de São Pedro, a leste da ilha, a cidade mais antiga da localidade. Ventava forte naquela manhã de quarta-feira, e William e Nancy pararam acima de uma colina, onde a praia era magnífica aos seus pés, e podiam enfim sorrir satisfeitos. Estavam a um passo de enfim poderem gozar de uma felicidade crescente, tendo essa certeza crescente a cada minuto a mais que passavam juntos, sentindo-se cada fração de tempo mais apaixonados.

                -Já mudamos suas roupas, seu cabelo... falta mesmo seu sotaque. – Ele comentou, enquanto passavam pela cidade.

                -O que tem o meu sotaque?

                -Isso. Bom, eu não tenho nada contra. Mas essa sua forma forte de falar vai ser o nosso bloqueio para Londres.

                -Ach, das ist stimmt. – Soltou o alemão sem querer, logo cobrindo os lábios e se escondendo um pouco mais ao lado do noivo. –É verdade...

                -Fazemos assim, podemos fingir que é surda e muda, assim não precisará falar. – Pareceu uma boa ideia, e fez a moça rir novamente, achando inusitado esse pensamento. – Shh, você não me escuta, esqueceu? – E de súbito sua expressão se tornou mais séria, como se realmente não tivesse ouvido nada; e foi a vez de William de rir.

                A cidade tinha sido forçada a retirar as bandeiras francesa e britânica antes, e as vermelhas nazistas tomaram seu lugar. Hoje, a maioria tinha sido retirada, e as remanescente exibiam rasgos e representações da revolta popular, e o agrado com o fato de que enfim sairiam dali. Além disso, cartazes de propaganda nazista, que estavam espalhados por todos os cantos em cima dos cartazes britânicos, exibiam também os mesmos sinais de revolta. As crianças voltavam a brincar na rua, animadas com a perspectiva alguma esperança de paz. 

A barca partiria ao meio-dia, e era nesse horário que os dois estavam no porto, já com as passagens compradas.

-Quem é a moça? Nunca a vi por aqui. – O homem que recebia as passagens logo pergunta, não com desconfiança, e sim curiosidade. Porém, já foi suficiente para deixar Nancy num estado de tensão. Claro que nada respondeu, agora fazendo com que ele ficasse confuso.

-Perdoe minha noiva, senhor. Viemos de Vale, no extremo norte de lá. Ela é surda e muda desde que nasceu. – William interviu, segurando-a no braço.

-Oh, não, eu que me desculpo, meu senhor. Felicidade ao casal, e uma boa viagem. – Ele lhe sorriu, recebendo um ‘obrigado’ como resposta, e um sorriso de mesmo tom amigável. Como William mostrou comprovação de ser local da ilha, não houve mais problema algum para os dois. Embarcaram com sucesso no barco, e assim seguiriam rumo à Falmouth.



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