História Pesadelo em Série - Capítulo 6


Escrita por: , Marcy_HDA e Toti_BMH

Postado
Categorias American Horror Story, Once Upon a Time, Pretty Little Liars, Teen Wolf, The Walking Dead
Personagens Carl Grimes, Hanna Marin, Mona Vardewaal, Personagens Originais, Wren Kingston
Tags American Horror Story, Amizade, Drama, Fantasia, Ficção, Mistério, Once Upon A Time, Pretty Little Liars, Romance, Suspense, Teen Wolf, The Walking Dead
Visualizações 50
Palavras 2.164
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, FemmeSlash, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Magia, Mistério, Romance e Novela, Sci-Fi, Slash, Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 6 - Tempos escuros


Naquele dia, um domingo de manhã para ser mais exata, Heloisa estava deitada em sua cama, enrolada em um lençol azul de cavalos marinhos. Não estava dormindo, mas também não estava acordada, ela estava em um estado que popularmente pode ser chamado de brisa.

Enfim, enquanto vagava por um turbilhão de pensamentos, Laura e Sara discutiam sobre algo no andar de baixo, enquanto Marcelly andava delicadamente pelo corredor. - E com isso quero dizer que as garotas estavam se matando e a outra parecia tentar quebrar a casa com os pés. - O sol que entrava pela pequena abertura da janela incomodava os olhos da jovem, mas esse era o menor de seus problemas.

- Eu já te disse para soltar isso, Laura! - Sara berrava.

- E você vai fazer o que se eu não soltar? Chorar?! - Perguntou em deboche.

- Será que vocês não podem passar um dia sem brigar? - Marcelly gritou, provavelmente em frente a porta do quarto de Heloisa, o que fez com que a garota revirasse os olhos, cobrindo a cabeça com o travesseiro.

- Solta! - Após um segundo de silêncio, o ruído de vidro se quebrando se espalhou pela casa. - Eu não acredito, você...

- Foi você que mandou!

Uma nova discussão se iniciava, dessa vez com a participação de Marcelly que não tinha um lado exato para defender, o que deixou tudo mais estressante. Cansada de ouvir os berros, Heloisa calçou um par do tênis que estava debaixo da sua cama, cambaleou um pouco até encontrar o outro par, abriu a porta do quarto e saiu, enquanto ainda calçava-o.

Em passos rápidos, desceu os degraus da escada e atravessou a área do conflito, saindo da casa. Desatenta, caminhou pelo lugar, ignorando alguns "Bom dia!" que recebia dos moradores.

- Como vai, chuchu? - Heloisa olhou para o lado, encontrando Michonne sorridente. - Se estiver precisando de algo, Carl está na torre de vigia.

Antes que ela pudesse contestar o porquê dela estar lhe dizendo aquilo, Michonne saíra, deixando-a sozinha. Pensou na ideia por alguns segundos, por fim, decidiu ir até a torre.

- Olá, querida! - Carl cumprimentou ao avistá-la.

- Eu não sou sua querida.

Carl estava sentado em um tijolo, limpando sua arma com um pano velho. Heloisa observou aquela cena com o intuito de escrevê-la futuramente em um livro.

- Vamos? - Ele jogou o pano no chão, guardando o revólver na cintura.

- Para onde?

- Caçar. - Disse, colocando uma mochila nas costas.

Olhou para as casas atrás de si, pensativa, e então seguiu Carl, que já caminhava em direção ao portão.

-Ei, me espera! - Falou, correndo atrás dele, que se virou e sorriu.

Carl empurrou o portão e deu passagem para Heloisa.

-Olhando assim, parece até que é um cavalheiro. - Disse Heloisa.

-O que? Claro que eu sou! - Falou, fingindo estar ofendido.

-Aham.

Os dois caminharam pela rua deserta e logo entraram na mata. Heloisa não fazia ideia de onde estava, muito menos o caminho de volta. Com medo de se perder, se aproximou mais de Carl, que apenas segurou um sorriso. Eles já estavam caminhando por algumas horas, mas não haviam encontrado nada.

-Carl! - Sussurrou Heloisa. - Acho que escutei algo...

Os dois pararam de andar e olharam em volta, a procura de algum zumbi. Ouviram o farfalhar de folhas, Carl pegou sua arma e se aproximou do arbusto. Heloisa, ficou de prontidão, pronta para atacar o que quer que fosse. Mas a verdade é que ela sairia correndo como uma menininha indefesa. Um animal pulou dali e Heloisa tomou um susto, dando um grito agudo. Logo depois identificou uma raposa. Carl pegou sua faca pronto para matar o animal, mas Heloisa se jogou na frente, o protegendo.

-Você está louco?! Você não vai matar ele! - Disse horrorizada.

Ela percebeu que o animal estava com a pata machucada e se aproximou devagar, com receio de que ele a atacasse. Para a surpresa dos dois, a raposa se deitou, e ficou olhando para Heloisa. A garota sorriu, e passou a mão na cabeça do bicho, que apenas fechou os olhos. Carl e Heloisa se entreolharam, rindo. A menina rasgou um pedaço de sua blusa e enfaixou a ferida.

-E agora, o que faremos com ela? - Perguntou Heloisa.

-Nós não podemos levá-la... O seu lugar é aqui, na floresta. - Disse Carl, pegando na mão da garota, como quem dissesse "desculpa". Heloisa olhou para a mão de Carl que ainda estava em cima da sua e sentiu uma corrente elétrica passar por seu corpo. Assustada, retirou sua mão na mesma hora, logo se arrependendo depois.

-Podemos levá-la apenas para cuidar do machucado, depois ela poderia voltar... - Falou Heloisa, olhando para o lado, sem graça com a situação.

-Ok... 

                                ...

-Marcelly!! - Gritou Laura, no começo da escada.

-Quê?! - A jovem gritou em resposta.

- Cadê a desgraçada da Heloisa?!

-Ué, ela não está com você?

-Não! Eu não a vi hoje.

Laura escutou os passos de Marcelly e logo ela apareceu, descendo os degraus da escada.

-Será que... ela deve estar com o Carl! Safada!! - Sorriu Marcelly, maliciosa. Laura riu, balançando a cabeça.

As duas foram para fora e avistaram Sara, sentada na varanda olhando para a rua. Laura revirou os olhos, e puxou Marcelly para fora da casa. A ruiva entrelaçou sua mão na de Laura, e as duas caminharam assim. Conversaram a tarde toda sem nem ligar para as horas, falavam sobre todos os tipos de assunto, e isso bastou para que Laura esquecesse por um tempo todos os seus problemas. A morena escutava Marcelly tagarelar sobre algum assunto idiota, que só Heloisa acharia graça.

-Marcelly, cala a boca. - E sem dar tempo de Marcelly responder, Laura segurou sua nuca e a calou com um beijo.

                               ...

-Ei, meninas! - Chamou Michonne, se aproximando das três garotas que estavam sentadas na varanda, tomando suco e lendo revistas. - Viram a Heloisa e o Carl por aí?

Marcelly e Laura se entreolharam.

-Não... Por quê? - Perguntou Laura.

-Ninguém viu os dois, e o sol já está se pondo...

-Ai meu Deus! Vocês procuraram por todo o condomínio? - Perguntou Marcelly.

-Sim. Acho que eles estão na floresta, e se perderam. - Respondeu Michonne, preocupada. - Esses jovens...

-Precisamos procurar por eles. Heloisa não sumiria por aí assim, ela já deveria ter voltado de onde quer que estivesse. - Falou Marcelly, se levantando. Laura fez o mesmo. Sara olhou para as duas, indecisa de andar no meio da noite em uma floresta cheia de zumbis.

Logo Rick montou 3 grupos de busca, para procurar pelos jovens desaparecidos. Ele não deixou de jeito nenhum as três saírem de noite, mas é claro que elas não deram ouvidos.

Marcelly ajudou Laura e Sara a escalarem o muro, e logo fez o mesmo. Ligaram suas lanternas e começaram a caminhar. Marcelly segurava um mapa, mas não conseguia entender nada. Malditas aulas de Geografia, devia ter prestado atenção.

                         ...

-Carl... - Chamou Heloisa.

-O quê?

-Eu acho que estamos perdidos. Posso jurar que já vi essa árvore 5 vezes. Estamos andando em círculos! - Disse ela, se jogando no chão, cansada. Logo a raposa se sentou do seu lado. Carl resolveu fazer o mesmo, e se encostou em uma árvore.

Os três, contando com a raposa, estavam andando a muito tempo. Carl jurava que o caminho de volta era aquele, mas o dia já estava quase acabando e eles não tinham chegado a lugar algum. Depois de um tempo, eles acharam um riacho e resolveram beber água, pois a água da garrafa dele tinha acabado.

-Hoje a Michonne me chamou de "Chuchu" - Começou Heloisa, rindo. - E disse que se eu precisasse de alguma coisa, você estaria na torre de vigia. Você por acaso contou alguma coisa para ela?

-Talvez... - Falou sem graça, ruborizando um pouco. Ela achou aquilo muito fofo, e apenas sorriu achando graça.

Carl virou-se para a raposa que repousava debaixo de uma árvore, ao olhar novamente para Heloisa, notou que a garota se aproximava, o encarando de uma forma estranha.

- Você está bem? - Perguntou, mas Heloisa nada respondeu. Ela continuou se aproximando até que sobrasse pouco espaço entre os dois, respirou fundo e fechou os olhos.

- Tudo bem, vá em frente!

- Com o quê? - Indagou em um sussurro, também fechando seus olhos.

- Esse é o momento da história em que você me beija!

- Te beijar? - Ele abriu os olhos, se afastando da garota. - De onde você tirou essa ideia? - Ela também saiu de sua posição, apoiando todo o peso de seu corpo em uma das pernas e colocando suas mãos na cintura.

- Muito simples, estamos perdidos em uma floresta e está escurecendo. É o momento perfeito!

Ele a encarou confuso por algum tempo enquanto Heloisa o encarava de volta, já impaciente. Após algum momento assim, em um rápido movimento, ela o puxou pelos ombros, encostando seus lábios em um rápido selinho.

- Não foi bem assim que eu imaginei, mas...

- Espere, isso foi seu primeiro beijo?

- Não, claro que... é, foi sim.

- O que você acha de esquecermos isso, e melhorar...

Carl a envolveu em seus braços, ambos fecharam seus olhos novamente, e encostando seus lábios nos de Heloisa, iniciou um beijo lento. Ela colocou uma de suas mãos na nuca dele, fazendo carícias em seu cabelo, sentindo uma ótima sensação que poderia chamá-la de alegria.

                                ...

Marcelly, Laura e Sara caminhavam sem saber aonde estavam, elas queriam achar sua amiga perdida, mas acabaram se perdendo também.

- E se eles estiverem mortos?! E se nós morrermos?! - Perguntou Sara, apavorada.

- Cala a boca, idiota. - Falou Laura, bufando.

- E se na verdade eles estiverem escondidos em algum lugar lá no condomínio e nós fomos feitas de trouxas?! - Falou Marcelly.

- Eu vou bater nas duas! - Ameaçou Laura.

Continuaram caminhando, até que a luz da lanterna de Laura começou a piscar, logo se apagando.

- AAAAAAA! Puta que pariu! - Gritou. Ela morria de medo de escuro, e só de pensar em ficar no escuro no meio daquela floresta, se arrepiou. Se agarrou no braço de Marcelly e ficou assim o resto do caminho, xingando o universo por ser tão maldoso

-Sara. - Chamou Marcelly, pois achou sua amiga quieta demais. Porém, não obteve resposta. - Sara?!

-Ai meu Deus, Laura! A Sara sumiu! - Disse Marcelly, arregalando os olhos.

-Graças a... - Laura parou a frase ao ver Marcelly prestes a chorar. - Calma, nós vamos achá-las!

-A Heloisa e o Carl podem estar mortos nesse exato momento! A Sara pode estar morta! E-eu não quero morrer, Laura... - Falou Marcelly, soluçando.

Laura parou de andar e abraçou Marcelly, sentiu sua blusa ficar úmida por causa das lágrimas, mas não se importou.

- Vai ficar tudo bem... Eu espero.

As duas andaram ao redor, mas nem sinal dos três perdidos. Laura pegou o mapa e a bússola, tentando identificar onde estava, mas sem sucesso algum. Quando estavam quase desistindo, viram uma estrada se formar ao longe. Correram em direção a ela, com o intuito de se abrigar em alguma casa. Logo chegaram em uma vizinhança abandona, e entraram em uma das casas, vasculhando se não tinha nenhum zumbi. Ao constatar que não, Laura deitou se em um dos sofás, enquanto Marcelly ficou de vigia.

                            ...

- Nem sinal dos dois. - Glenn disse a Michonne que aguardava no portão de Alexandria.

Glenn, Daryl e Rick foram os últimos a chegarem. Os grupos de busca que haviam sido organizados procuraram Carl e Heloisa por horas, mas não conseguiram encontrá-los.

- As outras garotas também sumiram. - Maggie disse ofegante ao se aproximar do restante do grupo.

- Eu sabia que essas garotas trariam problemas. - Rick resmungou.

- Agora não é hora para seus comentários, Rick. - Michonne o encarou por alguns segundos, voltando depois sua atenção para as pessoas que ali aguardavam algum comando. - Precisamos encontrar as garotas.

- Mas já é noite, não é melhor esperar que o dia amanheça? - Um garoto apoiado no portão perguntou.

- Que parte do "Precisamos encontrar as garotas" você não entendeu?

- Se as deixarmos na floresta, morrerão antes mesmo do amanhecer. - Rick disse preparando-se para sair. - Vocês... - Apontou para um trio que conversava. - Encontrem o meu filho e a garota do sonho.

- Daryl, Glenn, Maggie, Sasha e Abraham, vocês vêm comigo na van. Vamos encontrar as garotas. - Michonne disse já se direcionando para o local onde a van estava estacionada.

- O resto de vocês vêm comigo. - Rick disse passando violentamente por todos, entrando em Alexandria.

O céu estrelado e a rua vazia fez com que o caminho fosse calmo, entre algumas conversas e risos, o grupo seguiu por uma longa estrada dentro da van, quando ao olhar ao longe, Sasha notou alguns homens parados na estrada. Ao se aproximar e constatar que eles não iriam sair, desceram da van armados.

- Quem são vocês? - Daryl perguntou aos homens que permaneceram imóveis.

- Quem são vocês? - Michonne repetiu a pergunta anterior.

- Permita que eu me apresente...

Um homem vestido com uma jaqueta preta passou entre os outros, que se espalharam abrindo um caminho no meio. Ele carregava um bastão de baseball envolvido em arame. Sorridente, apoiou o bastão em seu ombro direito, encarando o pequeno grupo a sua frente que apontavam suas armas.



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