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História Pesadelos - Capítulo 1


Escrita por: htpps__alexxx

Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 1 - Pesadelos


00:30 AM

Era comum que Bakugou acordasse desesperado, ultimamente os pesadelos cercavam sua mente de uma forma surreal.

Toda vez o garoto acordava ofegante e muitas dessas vezes estava chorando, por sorte nunca teve problemas de acordar aos gritos, assim ninguém nunca soube. Naquele momento Bakugou estava na cozinha da U.A. tomando achocolatado com leite, em silêncio, porque estava cansado de tanto sonhar com aquilo.

As olheiras estavam cada vez mais visíveis e faziam seus colegas questionar a si mesmo, como alguém que dorme tão cedo consegue ter olheiras tão fundas.

Isso estava afetando seu nível de estresse estava cada vez pior, ao ponto de se irritar consigo mesmo e se isolar para não acabar partindo para cima de algum colega para valer.

Sonhar com sempre a mesma coisa estava o matando, seu sequestro e a carreira destruída de all might por culpa sua.

"Apenas uma vadia fraca" se torturava com suas palavras, era mesmo tudo culpa sua e tentava se ignorar. Por fim suspirou, pois todo dia dormia cada vez menos e estava esgotado. No começo ele acordava e conseguia voltar a dormir, agora dormia menos que três horas e passava o resto do tempo acordado em seu dormitório e as vezes ia até a cozinha se alimentar, já que descontava sua ansiedade em comida, era visível seu pequeno buchinho e fazia até mesmo o impossível para esconder, por vergonha.

— Merda. — reclamou consigo mesmo, lembrando das provas. Seu sono ainda estava desregulado.

Estava pronto para voltar para o dormitório com o achocolatado na mão, mas assim que virou, seu coração parou por meio segundo. Kirishima estava apoiado na mesa, o encarando e esteve amaldiçoando tanto seu amigo naquele meio segundo que sentiu pena de suas próximas vinte gerações.

— Desgraçado, não apareça do nada. — levou a destra ao peito respirando fundo para se acalmar.

— Mas eu estava aqui faz tempo. — disse dando risada. — poxa, sou tão feio assim? — sorriu gracioso.

Não, Bakugou pensava que nem de longe aquele idiota seria feio. — Sim, você é, cabelo de merda, mas por que porra você está acordado?

Kirishima diminuiu seu sorriso e ficou completamente sério, preocupando o loiro. — Para ganhar o prêmio no jogo. — o rapaz falou de uma forma como se fosse a coisa mais importante, fazendo o outro mandar imediatamente ele se fuder, não estava com paciência. — ...e você?

— Queria mijar.

Kirishima apertou a expressão, não estava bravo, mas cruzou seus braços como um pai prestes a brigar com sua criança. — Você mente muito mal. Sabe... sempre que estou aqui, ou acordado, você também está e nunca vai "mijar"! — usou as mãos para fazer as aspas. — Sem contar essas olheiras... você não está dormindo.

— Uau! Que grande exemplar de Sherlock Holmes. — falou irônico, fingindo surpresa e um lindo biquinho se formou involuntariamente nos lábios do ruivo.

— Pare de ser rude, bakubro. — Levantou-se para ir em direção do melhor amigo, ficando lado a lado. — Abre esse jogo, estou preocupado.

E o moço loiro teve ciência de que não tinha escapatória, suspirou enquanto largava sua xícara na pia, para voltar a encarar o ruivo.

— Não estou conseguindo dormir, tenho pesadelos toda noite. — disse aquilo como se fosse simples

— Sonha que está se olhando no espelho? — Kirishima alimentou uma piada, achou que aliviaria a tensão, mas percebeu a tensão de Bakugou. E como já foi mencionado o estresse daquele não estava para brincadeiras, aquela simples piada resultou em um palavrão mandando o ruivo ir para a casa do caralho e a xícara alvo foi agarrada com força entre os dedos finos, iria embora, mas foi impedido por mil e uma desculpas do amigo.

— Desculpe por isso, continue, por favor.

— Babaca... — bufou, mas logo se acalmando. — Eu... — estava prestes a mostrar seu lado sensível e odiava aquela sensação, mas já não aguentava mais passar por aquilo sozinho — ...eu tenho pesadelos com o dia de meu sequestro e quando all might teve a identidade revelada. — o loiro engoliu a seco a coragem amarga, se abrindo de uma vez só. — Eu odeio isso por me sentir o culpado de tudo, estou em pânico.

Eijiro escutava tudo pacientemente, realmente não esperava isso do loiro, o bambambam na verdade era apenas alguém sensível que precisava de um colo.

— Se quiser pode se deitar comigo.

— An?!

— N-Não desse jeito! — se desculpou, mas bakugou permanecia em choque. — Dormir comigo, entende? Para eu te ajudar caso tenha outro... pesadelo. — as bochechas do ruivo estavam rosadas de vergonha e as do amigo não se encontravam diferentes.

— Pensa antes de falar, seu merdinha.

— Desculpa, foi mal... mas aceita?

— Olha... eu...

— Ótimo, vem!!

Bakugou foi puxado sem ao menos dar sua resposta e sua xícara foi deixada para trás, chegaram na frente do dormitório do amigo, esse que abriu a porta dando espaço para o loiro entrar. Katsuki Já havia entrado várias vezes ali, tantas que se sentia em casa.

— Minha cama é grande e cabe nós dois...

O loiro apenas concordou com a cabeça e deitou-se no canto da cama, sentindo o cheiro forte do perfume que sempre fazia seu coração acelerar e queria ignorar aquela informação, mas em seguida sentiu a cama afundar ao seu lado, era Kirishima obviamente, ele estava de costas para si e não demorou muito para dormirem.

03:36 AM

"Culpa sua, tudo está acabado, o mundo perdeu o Símbolo da Paz e é tudo culpa sua, Katsuki Bakugou."

Sentou rapidamente na cama com a última frase que ouviu, o choque era tremendo, chorava por ouvir confirmações tão firmes. Seu corpo tremia, estava em pânico outra vez, queria arrancar os próprios cabelos enquanto respirava de forma descontrolada, seu ar faltou em algum momento, desespero e suas lágrimas engrossavam cada vez mais. Seus dedos enroscaram em seus cabelos e puxou-os, tentando sentir algo que não fosse a dor em seu peito, soluçava sem parar. Mas dessa vez não estava sozinho, Kirishima levantou no segundo seguinte e mesmo que meio sonolento, segurou as mãos dos garotos de olhos carmesim.

— Estou aqui. — sussurrou simples enquanto lentamente segurava as mãos de Bakugou, evitando que ele se machucasse. Levou a canhota até o rosto do garoto e acariciou sua bochecha, não foi rápido, mas o Katsuki se acalmou e Kirishima finalmente pôde o abraçar, deitando-se novamente.

Bakugou chorava silenciosamente em seu peitoral, recebendo um cafuné gostoso de seu melhor amigo. No final, como se era esperado, o rapaz dormiu, mas dormiu sem qualquer rastro de pesadelos, apenas sonhando com um belo campo de flores e Kirishima estava lá consigo. Estava feliz ao lado do amado, mesmo que não admitisse isso em voz alta e nem para si mesmo.

Bakugou enterrava seu rosto no peitoral do ruivo, se prendendo ao Kiri que rodeava seus braços a cintura do menor, encostando o rosto no topo da cabeça do amigo... e em fim, dormindo juntos.



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