História Pessoas mudam as coisas, mas ela, muda a Lei - Capítulo 1


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Categorias Histórias Originais
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Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Luta, Universo Alternativo

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Isso ta sendo enviado por que, bem, deu vontade, se você estiver lendo, espero que goste.

Capítulo 1 - Cap. 1- E o novato é ... uma garota?


Escuridão, era única coisa que podia ser vista. Escuto um barulho de passos leves e quase inaudíveis. Abro meus olhos e vejo uma garota baixa com um capuz que cobria o próprio rosto.

-Você está bem? - pergunto enquanto me aproximo aos poucos da garota tentando reconhece-la. –Você está perdida? Se quiser eu posso te mostrar um caminho para que você pos—

Som de lâmina cortando vento

Ela pôs uma katana contra minha garganta fazendo eu me calar e prender a respiração por um curto período de tempo.

Os detalhes de seu rosto eram mais visíveis agora. Seus olhos eram como o sangue fresco escorrendo pelo corpo de um cadáver recém morto, sua pele branca como a neve sem nenhum machucado, seu olhar era de um assassino que matava a sangue frio, sem se importar com as testemunhas pois ele sabia que iria mata-las depois.

-Não conte a eles – ela sussurrou enquanto abaixava a katana aos poucos.

-Quem são eles?

-São pessoas, quando encontrá-las, saberá quem são.

-Certo, mas, contar o que?

A garota deu um sorriso, e se desfez em sombras, assim como tudo que tinha ao meu redor.

-Olha só, se o nosso querido Yukinho não está excitado- escuto várias risadas ao meu redor.

-Cala a boca, Thomas- digo tampando as minhas orelhas com o lençol. - E meu nome não é Yukinho.

-Tá bom então, Yukizinho- diz Thomas começando mais um alvoroço de risadas ao meu redor.

-Pra começar meu nome nem é Yuki- digo me levantando da cama e ficando cara a cara com Thomas. - Meu nome é Tiberius, e eu quero que me chame de Ty, certo, Porinho- dou uma risada e várias pessoas começam a rir por escutarem a palavra ‘Porinho’.

Thomas fica com uma expressão de fúria em seu rosto. Ele iria partir para cima de mim quando alguém abre a porta do quarto com força, como se quisesse quebra-las.

-Lá... no Agmo... temos que ir...- um garoto um pouco menor do que eu estava na porta, era Will, ele estava ofegante como se tivesse corrido uma maratona.

-O que aconteceu de tão importante para termos que ir ao Agmo, Will? – Disse Thomas meio debochado. - Aliás, ainda não é tempo dos jogos.

Will parecia ter recuperado o fôlego, ele já estava respirando melhor e estava trocando de roupa. Todos observavam Will até ele tirar a camisa e mostrar seu tronco cheio de cicatrizes. Pelo visto ele havia ganhado mais três para aquela pequena coleção de várias.

-Claro que não idiota - disse Will indo em direção a porta. – Temos um novato fora do tempo, e vocês vão adorar a forma que vão consagrar ele.

Todos se entreolharam e em seguida foram atrás de Will. Chegando no Agmo, todos se sentaram em seus perspectivos lugares. Procuro um lugar ao lado de Will, e do meu outro lado uma cadeira vazia.

Após todos se sentarem Noa, um dos caras que consagravam os novatos, entrou e se posicionou no centro do lugar ao lado de algo que parecia ser uma caixa com um pano branco cobrindo ela por inteira. Ao lado de Noa estava Kadoshi, um dos líderes do meu alojamento, mais especificamente, líder do meu dormitório.

-Sei que muitos estão se perguntando “Mas que merda estamos fazendo aqui?” - Noa começou a fala. – Bem seus docinhos, tivemos algo diferente aqui, um acontecimento raro, que realmente nunca aconteceu entre nós – Noa aponta para a caixa coberta e se aproxima dela. – Isso é mais um pra vocês encherem o saco, mais um pra vocês trollarem, mais um pra vocês—

-Cuidarem e protegerem – Kadoshi interrompe Noa de falar uma grande merda, algo que Ty agradecia.

-É, pra vocês cuidarem também – falou Noa meio entristecido. – Mas agora, vamos mostrar a vocês o novato.

Todos se levantaram e começaram a gritar feito loucos, mas animados, provavelmente por que eles iam encher o dia do novato com coisas chatas e mandariam ele para a sala dos medos, um lugar feito por todos os idiotas desse lugar, onde tudo que poderiam por medo em alguém estaria lá.

-E o novato é... – Noa puxa a coberta revelando uma cela. – Uma garota?

Os gritos cessaram. Me levantei para ver melhor, isso era um dos motivos bons de sentar na primeira fileira. A garota tinha longos cabelos brancos que cobriam o seu corpo, ela parecia ter uma baixa estatura. Ela tinha a pele branca, bem branca, seriamente branca. Ty se perguntou se ela tinha a pele branca mesmo ou se ela estava morta, provavelmente a primeira opção.

A garota começou a se mexer, ela estava se levantando. Todos que estavam na plateia estavam chocados. Bom, todos menos Will que estava confuso, como se aquilo fosse e não fosse o que ele esperava.

-Algum membro do conselho pode explica? – falou Kadoshi intrigado. – Como isso foi possível? Aliás, isso é possível?

Com o passar dos minutos começaram os cochichos. Alguns falando se aquilo era realmente sério, outros perguntando se ela iria aguentar tudo aquilo, e outros falando que ela era bem atraente. Nesse terceiro eu tenho que concordar, ela é realmente atraente.

-Certo, TODOS VOCÊS PARA FORA AGORA! – Noa gritou meio confuso ainda. – Todos menos Will, Thomas, Lucas e Ty, os que eu citei o nome, venham para o centro.

Todos estavam saindo e nós, claramente, fomos para o centro do Agmo. De lá dava para ver melhor a garota, ela estava sentada e acordada, ela é bem familiar, se assim Ty poderia pensar. Ela tinha os olhos vermelhos, e estava... nua.

-Ela pode estar assim? – perguntou Thomas intrigado.

-Todos que vieram antes dela e os que provavelmente viram depois estarão assim - respondeu Will.

-Por mim ela pode continuar assim – disse Lucas, ele estava sentado no chão brincando com uma faca de bolso enquanto olhava para a garota.

-Ela não pode ficar assim, ainda mais em um lugar cheio de homens como esse - disse Ty encarando Lucas. – Principalmente se tem tarados nesse lugar, como o Lucas por exemplo.

Ouve um tempo de silêncio entre nós. Lucas brincava com sua faca de bolso, Thomas olhava a garota de cima a baixo examinando-a, Will estava rabiscando algo em seu caderno, provavelmente detalhes sobre a garota, Noa continuava confuso sobre a situação, Kadoshi procurava palavras em sua mente tentando entender a situação e Ty, observava eles fazendo essas coisas.

-Certo – finalmente disse Kadoshi depois de pensar tanto. – Temos as roupas da Anellisy ainda, Noa você poderia procura-las?

-Claro – respondeu Noa saindo do lugar.

-Lucas, quero que você procure um dos quartos para ela ficar.

-Tá de boa.

-Will você vai mostrar o lugar para ela, tudo – Will assentiu - E Ty, você vai ficar com ela vinte e quatro horas por dia, leve ela ao banheiro seja para fazer as necessidades ou para tomas banho, leve ela até seu alojamento e tenha certeza que ela está bem, fique ao lado dela mesmo ela não querendo.

Quando Kadoshi terminou de falar Lucas se virou, parecia que ele ia protestar, mas ao invés disso ele se virou e foi fazer o que Kadoshi havia mandado. Will deu um sorriso para mim como se dissesse boa sorte.

Depois de um tempo Noa apareceu com roupas pretas nas mãos. Atrás dele estava Lucas com a expressão neutra.

-Aqui estão as roupas de Anellisy Carter, só não sei se vai caber nela.

-Ótimo, melhor que nada – disse Kadoshi com um pouco de animação. – E quanto a você Lucas.

-Tem apenas uma cama vazia – respondeu Lucas mexendo no cabelo. – É a cama de cima do Ty.

-Perfeito – disse Kadoshi com mais animação. – Está tudo ficando encaixado – Kadoshi se aproxima da garota, agora ela o olhava como um cão de caça olhava sua presa. – Olá, tudo bem? Meu nome é Kadoshi, se quiser pode me chamar de Ka é assim que alguns me chamam, qual o seu nome?

-Yuna – disse a garota quase em um sussurro. – Yuna Katsu.

-Katsu – disse Kadoshi com um sorriso grande no rosto, ele sempre o fazia quando conhecia um novato. – É alguém nobre, se assim me permite dizer – Kadoshi sentou no chão ao lado da cela em que a garota estava. - Sabe por que veio até aqui, Yuna?

-Sei – a garota, cujo nome aparentemente era Yuna, estava mais próxima de Kadoshi, como se ela começasse a confiar nele. – Eles queriam que eu fosse dependente, queriam que eu fosse perfeita e o pior, eles queriam que eu usasse vestido e salto alto.

-Vejo que você odeia essas coisas, mas, por que está aqui?

-Eles disseram “Se você quer ser independente, então vá até lá e mostre que pode ser independente”, e depois me jogaram aqui.

-Então você veio por que não quer ser dependente? – Will perguntou, ele ainda estava a anotar as coisas.

-Não, eu vim por que não aguento aquela frescura de cotovelos fora da mesa – respondeu Yuna com um toque de sarcasmo, mas ela parou quando recebeu o olhar de Kadoshi que dizia ‘Não, com ele não. – Eu vim por que não quero ser como as outras, não quero ser vista como alguém que tem medo de ficar com um ponto preto no meu lindo vestido cor-de-rosa, não quero ter que esperar um bando de caras cheios de confiança dizendo que está tudo bem e que é pra deixar com eles, não quero isso.

Nós nos entreolhamos e depois olhamos para Kadoshi, ele estava mandando uma mensagem com as mãos “Me deixem com ela, depois irei leva-la”, apenas assentimos e saímos do lugar.

Me pergunto se ela irá ficar bem, não é como se eu não confiasse em Kadoshi, mas é com os outros membros desse lugar. Normalmente quando nós vamos para qualquer evento vários dos garotos ficam dando em cima das garotas, e isso é ridiculamente vergonhoso para mim.

-Ora ora se o sortudo não está excitado de novo – Thomas começou. – E agora sabemos o por que dele estar assim, talvez seja a nossa queridíssima novata, ou como nós quatro já sabemos, Yuna.

-Corrigindo você, Thomas, nós seis – disse Will, ele estava encostado na parede do Agmo revisando suas anotações. – Pelo menos, o “sortudo”, tem alguma coisa para fazer, diferente de você – Will dá um sorriso debochado. – Que o próprio Kadoshi não deu nada para fazer.

-Ele com certeza ia mandar eu—

-Ia mandar você o que? – Lucas se intrometeu. – Fazer as unhas dela? A qual é, ele deu uma ordem até pro Noa, pro Noa, e ele nunca deu uma ordem pro Noa, mas pra você nada – Lucas fez biquinho após terminar a frase.

-Uma pena, Porinho – falei cruzando os braços, um ato que Thomas odeia.

-Por quê Porinho? – escuto uma voz feminina atrás de mim fazendo eu me virar rapidamente. – Poros são fofos, e pelo que eu saiba o nome dele é Thomas, e não “Porinho”.

Todos começaram a rir como se aquilo tivesse sido uma das melhores piadas de um palhaço. Me senti um pouco mal por Yuna mas sei que com o tempo ela vai saber usar essa palavra. Will se aproximou de Yuna com um sorriso acolhedor.

-Então, Yuna, por onde quer começar?

-Quero começar tirando esse sorriso do seu rosto – Yuna assumiu uma pose de defesa, como se estivesse esperando uma resposta rude.

-Certo, então vamos começar pela Sala do Medo.

-Sala do medo?

Will desfez o sorriso e transformou o tipo ‘acolhedor’ em ‘você vai morrer antes do natal’

-Mas, se estiver com medo, não precisa aceitar. Aliás, só vai lá os corajosos, mas não sei se você é, você é?

-É claro que eu sou – respondeu Yuna tentando fazer uma cara de corajosa, mas falhando miseravelmente. – Quem você acha que eu sou?

-Uma garota medrosa. O que mais?

-Me leve até esse lugar e eu vou te mostrar quem é a garota medrosa.

Will apenas sorriu, o sorriso psicopata que ele raramente usa. Ele guiou a todos até a sala, me pergunto quando foi a última vez que eles foram lá. O lugar estava empoeirado cheio de teias de aranhas, alguns lugares da parede havia sangue em poucas quantidades. “Brigas”, provavelmente era aquilo.Eles tinham parado, Ty não tinha percebido mas todos o olhavam.

-E então, Guarda-Costas, ela pode entrar?

-Você quer mesmo entrar Yuna?

-Quem te deu essa intimidade? – perguntou Yuna meio emburrada. – É claro que vou entrar.

As portas se abriram. Estava escuro lá dentro, muito pouco era visível. Havia um cheiro horrível de rato morto e comida estragada. Yuna passou pelas portas ficando lá dentro.

-Nada aqui me assusta.

-Certo, queridinha, amanhã nós veremos o resultado.

-Não espe–

 

Já era tarde, Yuna não poderia sair, não até o amanhecer do dia seguinte. E daquele jeito, foi sua primeira noite entre eles.


Notas Finais


Eu realmente espero que tenha gostado, eu escrevi isso eu tava com sono então, não espero muita coisa


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