História Pétalas de Sangue - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jeongguk (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Bts, Jikook, Namjin, Sope, Vkook, Vmin
Visualizações 10
Palavras 3.680
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Lemon, Romance e Novela, Suspense, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - I -First time


Fanfic / Fanfiction Pétalas de Sangue - Capítulo 1 - I -First time

Meu nome é Cooky, contudo, quando essa história começou eu não me chamava assim, tampouco tinha todas essas cicatrizes sobre a pele, esses músculos definidos ou até mesmo essa sede de vingança...eu não sabia que um eu cético e sagaz poderia existir, não sabia que dentro daquele garoto retraído e isolado surgiria um fugitivo provavelmente mais odiado e mais falado em toda Coreia.

Eu não fazia a mínima ideia de como a porra de uma merda mal feita poderia virar a minha vida pacata de cabeça para baixo.

Bastou a primeira facada para perceber que aquela não seria a última vez que sujaria minhas mãos com sangue.

É como dizem, bastou provar uma vez, que você nunca mais vai larga.

Pelo jeito essa frase se aplica a todas as coisas do mundo...inclusive com Park Jimin.

-Nome completo?

-...

-Não dificulte as coisas Jeon, sabes muito bem que não adianta mais esse seu voto de silencio.

-Se sabe meu nome por que pergunta? – O policial não pareceu contente com a resposta, batendo freneticamente a caneta contra a mesa de metal, inquieto, xingando assim que seus lábios tocaram a borda da caneca com café quente, desastradamente deixando alguns pingos da bebida cair sobre seus papeis espalhados sobre a superfície.

-Não perguntarei novamente, nome?

-Jeon JungKook.

-Idade?

-21 anos.

-Sabe por que está aqui hoje?

-Por que eu comi a sua mãe? – Novamente, descontrolado, o policial de seus prováveis meio século de vida bufou no estopim de sua paciência, massageando as têmporas que por acaso estão franzidas, logo em seguida afrouxando o nó da gravata em um muxoxo inaudível, apostaria minhas bolas que ele está me xingando.

-Não desvie do assunto, Jeon, convenhamos, sabemos que você está muito ferrado, no mínimo passará o resto da sua vida apodrecendo atrás das grades...então facilite o meu trabalho e poupe seu tempo.

-Poupar meu tempo? Você mesmo falou que terei o resto da vida na cadeia, então tenho tempo de sobra.

-Tudo bem, pode tentar evitar as perguntas ao máximo, mas uma hora você vai ter que falar...eu não sou alguém de desistir fácil, Jeon.

-Percebesse, se desistir fosse do seu feitio, então você não estaria aqui hoje já que a puta da sua mãe poderia ter engravidado de qualquer um que enfiasse o pênis na vagina gorda dela, mas ela engravidou do seu pai e você nasceu. – Sinceramente, queria rir, queria poder olhar através do grande espelho negro da parede só para ver as expressões frustradas não só do policial que está interrogando-me assim como a de todos presentes, assistindo o espetáculo...afinal, não é todo dia que se prende um dos assassinos mais procurados de Seul.

Eu deveria me orgulhar de ser tão famoso? Eu deveria me importa? Porque na real, não consigo sentir nada além de um completo vazio, é como se há 5 anos atrás, ou talvez menos, tudo fosse um grande clímax continuo e eufórico, contudo, agora já estamos nos créditos finais e ligeiramente irrelevantes.

- Lee Yong, esse nome te lembra alguém?

-Talvez...não tenho certeza.

-Não tem problema, vou refrescar sua memória. – Sim, eu lembrava exatamente de cada detalhe da feição do Hyung, do seu maxilar definido e viril, dos seus exatos 5 centímetros mais altos do que eu, ombros largos, sobrancelhas grossas e escuras assim como as madeixas negras que caiam sobre sua testa geralmente enrugada em uma expressão nada amistosa, lembrava o como o uniforme do colégio caia bem em seu corpo másculo, assim como o uniforme do posto de gasolina onde trabalhava três vezes por semana, seu perfume amadeirado camuflava bem o cheiro da nicotina do cigarro, no qual, sempre fugia para o telhado do prédio escolar em busca de sossego e silencio para fumar em paz.

Lee Yong, apesar de chama-lo de Hyung, eu não sei se posso considera-lo como amigo, na época ele era o meu herói, o admirava, o invejava, queria ser igual a ele, queria ser dele...inicialmente era um sentimento de possessão normal, mas ao passar do tempo ele foi se expandindo, diria até que se tornou algo doentio.

Não é todo garoto de 16 anos que sonha em dar o cu para o pseudo-amigo, ou se despunha a fazer todos os deveres de casa, trabalhos escolares e muito mais só para ter como recompensa um ligeiro sorriso e um afagar nos cabelos, mas eu fazia isso, naquele tempo não parava para pensar o como era humilhante tudo aquilo, um laço de interesse, o único que saia perdendo era eu mesmo...um virgem tolo que se consolava com migalhas e com a própria mão.

Ingênuo, acho que eu posso me definir assim naquela época...qual é? Todos daquela maldita escola em Busan sabiam exatamente o motivo do interesse de Lee Yong em andar comigo, não que eu fosse um Nerd estupidamente inteligente e ele aqueles valentões que se aproveitava da situação...talvez uma parte de fato fosse assim, contudo, eu não era e nunca fui tão inteligente, minha única vantagem é ter um senso de percepção aguçado e uma memória fora do normal.

Mas para alguém que estava costumado em sempre andar sozinho, ficar ao lado daquele brutamontes me fez sentir alguém útil e realmente suficiente, como se o simples fato de poder segui-lo para todos os cantos da escola, ou ser o único a compartilhar suas caras e bocas enquanto tragava o cigarro sentado no parapeito do prédio, fizeram-me ter um sentido na vida, já que inconscientemente, em todas as noites ao deitar e em todas as manhãs ao levantar eu me perguntava qual o sentido da minha existência.

Meu pai, saiu de casa um dia antes do meu aniversário de 6 anos de idade, ironicamente minha única lembrança dele fora nesse mesmo dia, quando o vi puxando uma mala grande pela escada, xingando aos quatro ventos o como odiava aquilo tudo, odiava aquela vida, odiava a minha mãe, odiava-me, culpava-me por tudo...não duvido nada que ele fora o primeiro a tentar convencer minha mãe de abortar quando soube da gravidez.

Talvez, se ela tivesse mesmo me abortado assim como ele queria várias vidas tivessem sido poupadas...

Será que ela se arrepende dessa decisão?

Arrepende do filho que me tornei?

Minha mãe, acho que ela é a única coitada dessa história, não a culpo por nada, pelo contrário, acredito que ela seja uma vítima das circunstâncias, uma mulher tola e ingênua como o eu daquele tempo, que na flor da idade se apaixonou pelo galanteador empresário dono de uma franquia de farmácias pela cidade, caída em seus encantos, como uma vaca no abatedouro, ela não se importou em se relacionar com um homem casado, muito menos se importou em saber que o mesmo já tinha 3 filhos com sua esposa...no final, uma transa desprotegida, uma gravidez não planejada e um escândalo...eu nasci, como o culpado por destruir um lar e foder com a vida do meu pai.

Acho que é por isso que ele não me encara até hoje, há última vez que o vi foi em um noticiário na TV, mais especificamente em um dos jornais de horário nobre que estava fazendo uma reportagem ou melhor, um documentário sobre a vida do assassino mais procurado da Coreia...cooky, vulgo eu mesmo, Jeon Jungkook.

“Aquele garoto é um bastardo asqueroso, não o considero como meu filho, rezo mais é que ele morra, que queime nas profundezas do inferno! “

Essas foram suas palavras ao repórter, sem tirar nem pôr, ele simplesmente falou isso lavando as mãos como se não fosse um dos culpados por eu ser assim...é muito fácil me apedrejar ou me julgar, mas ninguém observa o próprio dedo podre nessa história, se há sangue derramado em solo coreano, eu não sou o único culpado.

Mas, voltando ao Lee Yong, como eu disse, estar ao seu lado me fez pela primeira vez na vida ter utilidade para alguém, me fez ser notado...e na real, eu amei ser notado, amei ter alguém que ficasse ao meu lado – mesmo sendo puro interesse – lá no fundo iludia-me em uma tola esperança de que de fato ele gostasse de mim também.

Um tolo fodido como eu se agarrava em qualquer corda de salvação.

Contudo, essa corda em vez de me puxar, enforcou-me, enrolando-se em meu pescoço sem dó.

Foi em uma quarta-feira pacata que tudo aconteceu, tínhamos acabado de sair da educação física, estavam todos os garotos no banheiro compartilhado, com aquele vapor quente embaçando os espelhos antigos da estrutura assim como o cheiro de sabonete em barra que circulava pelo ar, diga-se de passagem um tanto sufocante...eu já admitia para mim mesmo o quão afetado estava em relação a outros homens, ou melhor, em relação ao Hyung. Nunca me interessei por garotas, confesso que tive uma ou duas namoradinhas, mas nenhuma me fazia ter ereções matinais por causa de sonhos nada pudicos...mas ele me fazia isso, era quase involuntário não vacilar só com uma piscadela branda ou fechar os olhos quando sentia seus dedos invadirem meu coro cabeludo, em um afago.

Eu o queria muito, queria ser jogado com brutalidade e tratado como tal, queria arrepiar-me com sua voz rouca e tesuda no pé do meu ouvido, sussurrando obscenidades, queria saber como é a sensação de ser violado...e talvez, depois daquele dia, observando-o de soslaio no banheiro, notando o como seus cabelos molhados, jogados para trás o deixam ainda mais sexy, ou o como a água corre bem pelos músculos do seu corpo, contornando cada parte, da clavícula bem marcada, dos gomos salientes de um corpo malhado, até a origem do seus pelos pubianos na virilha...estava tão sedento ao ponto de me joelhar ali mesmo e enfim sentir o como deve ser ter seu pênis pulsante sobre meus lábios, fodendo a minha boca.

Foi por isso, que nesse mesmo dia, ao tocar dos sinais indicando o fim de mais um dia letivo, eu o segui como sempre até o telhado da escola, calado, mentalmente refletindo o como deveria aborda-lo, iria me confessar, iria jogar a vergonha para o alto e o medo para a puta que pariu.

“Hyung...eu g-gosto de você. “

Foi o que eu falei, desajeitadamente, encarando meus próprios pês como se fossem a coisa mais interessante do mundo, suando frio como se a qualquer momento eu fosse morrer, um enfarto fulminante talvez, já que as palpitações aceleradas se expandiam em meu peito, sentindo as pernas fraquejarem e por um momento desejando ler o que se passava em sua mente.

Lee Yong não respondeu nada, e por longos minutos ficamos em silencio, pensei que talvez tivesse falado baixo demais, e por isso repeti com mais coragem, inspirando todo o ar gelado do inverno para dentro dos pulmões, sentindo-os queimar.

“Hyung...eu g-gosto de você. “

Novamente, o silencio...frustrante e desolador. Ele continuou ali fingindo a minha inexistência, fumando enquanto encarava o horizonte do entardecer...10...20 minutos, fora o tempo em que acabara, simplesmente jogando a bituca do cigarro no chão e apagando com a sola do sapato, em silencio, deu as costas e partiu.

O odiei por isso, mas no fundo o compreendi...sabia que em nenhum momento tive de fato chances com ele, eu, um garoto que nem é amado pelo próprio pai é claro que não vai ser amado nem desejado por ninguém.

Naquele tempo eu tinha essa terrível mania de me rebaixar, de me regredir...que bom que a vida me ensinou a ter amor próprio.

Vida que segue, eu deveria passar somente algumas semanas sofrendo por amor não correspondido, chorando em uma estupida desolação trancado entre as quatro paredes do meu quarto...para assim estar recuperado e quem sabe ir em busca de outra pessoa que me fizesse me sentir suficiente assim como ele fazia.

Contudo, as coisas não se desenrolaram assim, três dias depois da minha trágica confissão, fui abordado por um grupo de garotos, mais especificamente 4 garotos todos eles vestidos com as fardas da nossa escola e por cima grossos casacos de cores escuras, poderia descrevê-los perfeitamente narrando da cor dos cabelos até cada detalhe das tatuagens que tinham e tentavam inutilmente esconder debaixo das roupas grandes, assim como das marcas roxas de briga que parecem tão recentes deixando que um ar pesado exalasse nesse fatídico encontro casual.

Quer dizer, de casual não teve nada, afinal, eles foram ali me encontrar, como se tudo já estivesse planejado e calculado, empurraram-me para um beco, próximo ao posto de gasolina que o Lee Yong Hyung trabalhava, e covardemente espancaram-me, quatro contra um.

“Seu baitola de merda. “

“Quer tanto se foder seu viado nojento. “

“Pessoas como você são a doença da nação, onde já se viu homem gostar de sentar em piroca!“

“Enfia uma vassoura no cu e morre resto de aborto.“

Foram tantas ofensas que eu perdi a conta, tantos chutes naquele beco frio, encolhido engasgando-me com meu próprio sangue que eu prometi me vingar de todos...quando me confessei não esperava que hyung me aceitasse, mas também não esperava que ele fosse contar aos seus amigos, ou ordenar a eles que me dessem uma lição...quando me confessei eu só queria me sentir mais leve, me sentir bem.

Mas nós não vivemos para nos sentirmos bem.

-Lee Yong...tenho certeza que lembra dele, Jeon. Afinal, Fazem apenas cinco anos que tudo aconteceu...ele foi o seu primeiro, não é? – Indagou o policial, deslizando uma foto 3x4 para perto das minhas mãos algemadas sobre a mesa, fazendo-me ter ainda mais certeza de como a minha memória é boa, lembro exatamente de cada traço, e o pior, acho que tenho uma foto igual a essa em um dos meus apartamentos em Seul, roubei da carteira do Hyung no dia em que minha vingança se concretizou.

-Quero um advogado.

Tudo que fazemos nessa vida tem volta, independente se fizermos o bem ou mal. Mas eu sabia que ninguém seria capaz de me ajudar, ninguém estava ao meu lado para escutar meus problemas, cuidar dos meus machucados e responsabilizar os culpados, ninguém estava nem ai para esse ato de homofobia, minha mãe já tinha muitos problemas para se preocupar, eu não iria atazana-la com mais alguns...a polícia, nunca acreditaria no depoimento de um garoto de 16 anos, e amigos, eu não tinha esse privilégio.

Ou seja, como sempre, tive que agir sozinho, tive que estufar o peito e jurar não derramar mais nenhuma lágrima lembrando do que acontecera, tive que deixar de ser um marica covarde para felizmente amadurecer, se a polícia nem a lei iria me ajudar, se ninguém estaria ao meu lado, agiria sozinho, mostraria aqueles bastardos canalhas que nunca se deve humilhar alguém por causa de sua orientação sexual, quebraria cada dedo da mão, escutando-os implorar, queria escutar seus pedidos de perdão  para poder nega-los com escarnio.

E foi isso que fiz, passei uma semana trancafiado dentro do meu quarto, pesquisando e estudando, planejando e pensando em cada detalhe da minha vingança, refletindo sobre qualquer possibilidade de erro...primeiro eu cuidaria daquele que fora o mais baixo de todos...Lee Yong, e logo depois iria atrás dos outros quatro, que me espancaram no beco, caçaria um por um.

Nada tinha como dar errado...e realmente não deu.

“Corda, tesoura de jardinagem, fita isolante, veneno de rato, pá, formol“

Todos os equipamentos necessários encontrei em uma único loja perto da minha casa, com exceção do último da minha listinha, pelo menos a existência do meu pai serviu para alguma coisa, ou melhor, as farmácias dele, já que como filho eu sempre tive um passe livre, então foi bem fácil consegui formol e ainda por cima de graça.

Aquele inútil me ajudou em algo além de doar seus 23 cromossomos quando fodia a minha mãe...esses dois motivos já lhe tornam um cumplice indireto.

Voltando ao assunto, eu tinha tudo planejado e desenhado, passei praticamente um dia revisando todos os meus planos e ideias, treinando os meus nós com aquela corda, também segui e cronometrei cada passo de Lee Yong, do momento que ele saia de casa, geralmente entre 6:34 e 6:50 até a hora que voltava para casa as 19:30. Não que eu não soubesse da sua rotina, pelo contrário, sabia de tudo, mas mesmo assim achei melhor não arriscar, observar sempre é bom.

12 de abril de 2015, foi o dia em que sustentei a mochila sobre os ombros e enchi o pequeno pedaço de pano com o formol, esperando no calar do entardecer o meu ex Hyung chegar em casa, Lee Yong provavelmente é mais forte do que eu, mas uma cheirada naquele pano já é forte o bastante para entorpece-lo, e consequentemente desmaia-lo....eu sabia pois fiz a prova três dias atrás e desmaiei no chão do quarto.

Dito e feito, bastou dar 19:32 que avistei Lee se aproximando, distraidamente com os fones de ouvido, alto o bastante para que qualquer um ouvisse seu rock metálico ecoando para além de seus tímpanos, enquanto os olhos encaravam o chão, chutando uma pequena brita enquanto caminhava sem pressa.

3...2...1 essa foi minha contagem regressiva para enfim entrar em ação, controlando-me ao máximo para não deixar a adrenalina corromper-me assim como um certo friozinho na barriga que resolvi ignorar...esperei ele procurar as chaves no bolso da calça, atrapalhando-se momentaneamente por alguns segundos, dando-me a oportunidade perfeita par aborda-lo, com o pano em mãos e a sede de vingança, apareci de relance, forçando o tecido sobre seu rosto, segurando-o com o máximo de força possível, felizmente suficiente contra suas investidas para se desvencilhar.

Assim como acontecera comigo há alguns dias atrás, ele perdeu a consciência, caindo sobre meu corpo, primeiramente olhei para os lados para ter a certeza de que não havia ninguém como testemunha, seguro, pude enfim arrasta-lo para dentro, trancando a porta logo em seguida. Graças a muito treino, nem mesmo minhas mãos tremulas foram capazes de atrapalhar na hora de amarra-lo no batente da cama, com as mãos afastadas levantadas e bem seguras por causa do nó forte, assim como pelos tornozelos.  

Os 30 minutos esperando-o acordar foram os melhores da minha vida até então, poder observa-lo tão indefesso, submisso a mim, praticamente nu – já que fiz questão de despi-lo antes mesmo de amarra-lo – foi maravilhoso, quis toca-lo, mas me contive, sentado sobre umas das poltronas, percebendo o como tudo estava correndo bem até agora.

Talvez eu tenha encontrado meu talento, dizem que todas as pessoas desse mundo nascem com um dom, alguns nascem para serem médicos, salvar vidas, outros são matemáticos, outros filósofos ou grandes esportistas...acho que eu sou um justiceiro.

Um assassino...deveria me importar com isso?

Nunca tive alguém do meu lado para me ensinar o que é certo ou errado, mas mesmo assim sempre passei os dias vivendo cuidadosamente, tentando não fazer mal a ninguém, mas apesar de tudo no fim, eu fui o único que saiu machucado, fui o único trouxa que se importava tanto com os outros que acabei me fodendo...

Por isso não me importava mais, sentado naquela poltrona, sentindo apenas uma coisa...orgulho do meu trabalho bem feito, quer dizer, do começo do meu trabalho, afinal ainda há muito por vir.

Sabe aquela famosa balela que os adultos contam, de que se alguém te fizer o mal ou te desejar o pior, você não precisa devolver na mesma moeda...pois eu discordo, devolvi na mesma moeda sim, e devolvi com louvor, fazendo jus a tudo aquilo que ele me fez, mostrando-o que seria pelas minhas mãos que sua vidinha estúpida acabaria.

“ O q-que...por que estou amarrado? “

Lee Yong enfim tinha despertado, possesso e confuso, com as sobrancelhas franzidas em uma expressão amedrontadora, coitado, acha mesmo que um homem pelado e amarrado na própria cama iria me fazer tremer na base, desistir de tudo.

Claro que não.

Poderia poupa-los dos detalhes, dos detalhes sangrentos e horrendos, ao mesmo tempo maravilhosos assim como seus gritos de dor... mas quero poder me gabar por tudo que fiz, foi a minha primeira vez matando alguém, e nossa primeira vez sempre é a mais importante.

Talvez, eu devesse agradecer Lee Yong por isso, se não fosse ele eu não seria quem sou hoje, se não fosse ele meu rosto não estaria estampado nas capas dos noticiários ou na boca do povo, não conheceria Park Jimin ou Kim Taehyung...se não fosse Lee Yong, eu continuaria sendo aquele tolo pivete covarde e reprimido.

Lembram da fita isolante que comprei, bom, ela tinha uma utilidade, selar aqueles lábios para que os gritos de apelo do mesmo não fossem ouvidos por mais ninguém, assim como a tesoura de jardinagem que usei para cortar cada dedo dos pés e das mãos, sorrindo em deleito ao ver as manchas de sangue se espalhando pelo lençol encardido da cama, assim como suas lágrimas copiosas em um pedido de perdão.

Mas essa não foi a pior parte...oh não, eu fiz questão de deixar por último a jogada final, o tão querido xeque-mate. Cortei, aleijando-o, tirando aquele órgão no qual teoricamente lhe faz um homem, vendo-o grunhir em uma dor provavelmente absurda...seu pênis assim como seus dedos estavam espalhados pela cama ensanguentada.

Lee Yong ficou lá por quase 24 horas, amarrado, pálido, sem forças para gritar, enquanto me fitava observando-o, como já estava preparado fiz questão de trazer em minha bolsa alguns potes de Lámen feitos pela minha mãe.

Tenho que ser sincero, é muito bom comer assistindo Televisão, mas comer assistindo alguém morrer é 100 vezes melhor!

Exatamente completando 23 horas 45 minutos e 32 segundos em uma sangria desenfreada, Lee Yong faleceu, e eu pude enfim desamarra-lo, com cuidado, cortei cada parte do seu corpo, igualmente um açougueiro faz com sua mercadoria, usando enfim a pá parar enterrar seus membros espalhados pelo quintal...Lee Yong morava sozinho e sua vizinha era uma velha caduca com problema de audição e cinco gatos...no final, meu plano estava finalizado com sucesso.

Faltava apenas ir atrás dos quatro outros garotos.

-Jeon, você acha mesmo que um advogado vai lhe salvar? Nenhuma brecha na justiça é forte o suficiente para que saia ileso, você é um criminoso, um assassino...então confesse logo, quem sabe assim a sua pena diminua de o resto da sua vida mais um mês para somente o resto da sua vida.

-Não, o advogado não vai me salvar...mas meus amigos irão.

 



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