História Pétalas do amanhã - Capítulo 1


Escrita por:


Capítulo 1 - Capítulo 1


Capítulo 1.

*Seis anos atrás*

A pequena vila dentro da grande Seul estava movimentada com a chegada dos novos moradores que iriam abrir um negócio num galpão velho vendido por Jeon Yunho, filho do Chefe de polícia e muito bem sucedido na região. Todos estavam extremamente curiosos sobre quem seria o louco de abrir um comércio numa região tão afastada e pacata, provavelmente o negócio não iria para frente logo perderiam todo o investimento, foi então que uma mulher saiu do carro principal e começou dar ordem aos rapazes que auxiliavam na mudança, ela era muito bonita e jovem provavelmente com uns vinte anos de idade, logo depois de tudo pronto e organizado o carro da mudança foi embora e os curiosos também, então só sobrou a jovem para arrumar tudo.

Ela mesma fez questão de decorar o interior do lugar que estava um caos e nem teve tempo pra ver como seu filho estava. Filho.

Agora ela estava ciente de que teria mais responsabilidade e essas eram dividir o tempo entre o pequeno DaeHo e seu novo negócio, seria muito difícil e enfrentaria muitos problemas mas HanGil não é uma mulher que desiste fácil das coisas. Ela iria BATALHAR para conseguir o melhor para si e para o filho.

Já no final da tarde, depois de ter terminado tudo o que tinha que ser feito e estendido a placa de madeira com "Carmélia" gravado em sua superfície foi dar os cuidados básicos ao seu filho e levar a sopa que tinha preparado para dar as novas vizinhas de comércio que estavam todas na loja de camarão grelhado da Sra Choi fofocando sobre algo.

HanGil foi se aproximando de vagar e tímida, com a sopa na mão esquerda e o filho de um ano e meio nos braços até que tomou coragem suficiente pra começar um assunto.

"An... Licença...eu sou a nova proprietária do lugar aqui na frente e vim trazer essa sopa como agradecimento por me ajudarem com as encomendas hoje...." Terminou mais tímida ainda. Droga! Ela podia simplesmente ficar na dela e não precisaria ser importuna.

"Prazer, eu sou a Sra Choi, dona dessa loja aqui. Seja bem vinda a nossa vila" a Sra apesar de carrancuda era muito gentil. Ao contrário das outras.

"Você vai mesmo abrir uma floricultura aqui? Sabe ... Até nós, comerciantes mais velhos e experientes temos um pouco de trabalho em nos manter aqui imagina você uma novata e ainda tem um filho, vai ter dificuldade querida. Só um conselho" A arrogante Sra Chen olhou para o comércio de HanGil com certa superioridade, duvidando da capacidade da jovem, fazendo HanGil se encolher ainda mais.

" Seja mais educada Chen!!! Ela está sendo gentil de vir aqui, você poderia ser gentil também como uma boa Ajjuma."

"Tá tudo bem Sra Choi. Bom....Sra Chen não é uma floricultura é um Bar. E esse é meu filho DaeHoo.” Sempre simpática, tentou não demostrar desconforto diante da

situação embaraçosa.

“Seu marido que vai ficar no bar então?" A Sra Chen falou arqueando a sobrancelha desconfiada.

" Eu não.....tenho um marido" Pôde notar o espanto nos olhos da Sra.

" Mais que imprudente e vergonhoso isso!!! Uma mulher trabalhando num bar. Isso é tão..... imoral para o seu filho e para os outros!! Com certeza vai atrair muitos homens lá! Que safadeza!" Sra Chen pegou suas coisas e saiu da mesa, HanGil abaixou a cabeça. Ela teria que se acostumar com isso. Choi levantou da mesa pegou nas mãos da jovem e ergueu seu rosto fazendo a mesma a olhar.

"Não se sinta mal querida. Eu também passei por isso, sou mãe solteira desde quando meu marido morreu e criei meus dois filhos vendendo petiscos e cerveja. Hoje ambos são bem sucedidos, minha filha mais velha trabalha com relações públicas e meu filho mais novo como sargento em Seul, ele foi atrás de sua cinderela.....segundo ele a mulher ideal... Você com certeza vai vencer isso também e seu filho vai se orgulhar muito de você. Não desista pequena, não desista.” HanGil se sentiu grata por saber que teria alguém com ela, mas não se sentia mal por si e sim por aqueles que a viam como uma pecadora ou suja. O que tinha de mal em ser mãe solteira? Com certeza seu filho teria muito mais cuidado sem o pai por perto. Agradeceu e saiu dali em direção ao quartinho no outro lado da vila onde seria sua casa. Amanhã o trabalho começaria.

*Dias atuais*

"Toma, leve esse lanche pra você comer na hora do intervalo. Volte direto pra casa e não se meta em confusão, Ok!?” HanGil passou os comandos para seu filho de agora sete anos e lhe deu um beijo na testa, como fazia todos os dias antes de levá-lo até o portão de sua casinha.

"Tá bom mamãe. Também se cuide e não deixe ninguém mexer com você.” DaeHoo deu um beijo na bochecha de sua mãe e saiu correndo até a escola.

Desde cedo o pequeno defendeu sua mãe de todos os que a tratavam mal, nunca gostou dos homens que iam ao bar e ficavam tirando com a cara de sua mãe. DaeHo era um tesouro para HanGil.

A jovem também evoluiu muito desde o seu primeiro dia na vila, agora com vinte e seis anos era dona do bar mais popular da região e a jovem mais bonita da vila. Seu bar cresceu muito rápido por ser o único lugar da região onde os homens poderiam aproveitar sem ter suas esposas por perto e HanGil teve que contratar um funcionário para poder ajudá-la.

Hoje era o dia de comprar mais legumes e carne para petiscos e completar o estoque do bar então se arrumou e foi para o outro lado da vila, um lado mais urbanizado onde ficavam a prefeitura, a estação de polícia, a delegacia e a biblioteca central. Hoje teria um dia longo.

[][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][][]

Sra Choi estava agitada preparando Haejang-guk, uma sopa de carne de boi, a preferida do filho que estava voltando. O ex-sargento Choi foi rebaixado por ter agredido um detento que alegou que sua mulher merecia a morte, o que o sargento Choi não poderia tolerar, então agora estava de volta a vila como Cabo Choi. A mãe não questionou seu filho por nada, sabia que ele era bem explosivo e impulsivo fazia justiça com as próprias mãos , então só sobrou apoiá-lo nessa nova fase.

“Mãe, eu já estou indo para o aeroporto, meu voo sai daqui a pouco e não posso perder!

Mande um beijo para o Sannie por mim!” Jihyoon a filha mais velha fala apressada enquanto pega suas malas, corre em direção à sua mãe deposita em beijo em sua bochecha e sai pela porta rapidamente, fechando a porta com cuidado.

“Essa menina, eu falei para ela não se sobrecarregar, esse trabalho é muito concorrido mas necessita de muito esforço fazê-lo, espero que ela não adoeça.” A Sra Choi fala abanando a cabeça e estalando a língua, porém de repente ela sentiu um cheiro estranho vindo da cozinha.

Ela então percebe que o Haejang-guk estava quase queimando na panela e dá um grito em desespero.

“Não! Meu Haejang-guk!

Aish mas do jeito que aquele garoto é distraído ele nem vai perceber que queimou um pouquinho... aigoo..”

Ela fala desligando o fogo, olhando para o prato com as duas mãos na cintura pensando em como iria arrumar a bagunça.

Enquanto a mais velha estava em casa esperando o filho, este foi ao supermercado comprar doces. Ninguém poderia negar que o Choi mais novo era um crianção em corpo de adulto.

Estava escolhendo seus doces favoritos e pôde ver uma mulher de costas pelo vão da prateleira, ela era totalmente encantadora, Choi podia perceber isso só de olhar sua silhueta.

Ele foi se aproximando para ver quem era, até derrubar a prateleira inteira no chão fazendo um grande barulho e assustando a todos. Ele parou no lugar com olhos arregalados e sem mexer um só músculo. Tinha feito merda.

"Tá tudo bem moço? Moço. MOÇO!!" Ela falou totalmente assustada pelo estrondo que a prateleira tinha causado, enquanto o sargento Choi apenas a encarava sem reação.

"Ahh!!" Choi acordou do seu transe assustado batendo as mãos na caixa de ovos que estava na cesta de HanGil fazendo tudo cair no chão.

O sargento Choi percebendo a confusão que havia provocado, vai em direção aos ovos quebrados e tenta ajudar o máximo possível, enquanto a mulher apenas ria em diversão.

“O-O que tem de tão engraçado?”

O sargento Choi perguntou hesitante enquanto olhava para a senhorita que estava tentando encontrar palavras para explicar para ele o motivo da diversão repentina.

“É que quando eu cheguei nessa cidade eu também era desastrada igual você, talvez até pior, então me identifiquei... A-Ah eu não quis rir de você nem nada, apenas da situação..” Ela falou passando os dedos pelo fios escuros, estava envergonhada, Choi apenas sorriu.

“Como você sabe que eu cheguei a pouco tempo na cidade?”

Choi perguntou arqueando a sobrancelha em dúvida, enquanto a mulher apenas apontou para o distintivo de seu uniforme, Choi apenas acompanhou olhando para o mesmo lugar e caindo a ficha.

O uniforme que estava usando era antigo, era seu uniforme de sargento de Seul, ele estava tão acostumado em usá-lo todos os dias que nem notou que não precisaria usá-lo mais, isso deixou Choi abalado.

“Ah, verdade, eu nem percebi que estava usando uniforme, subconscientemente virou parte da minha rotina, mas agora preciso me adaptar às novas mudanças.”

Choi falou rindo triste e a mulher compreendeu assentindo com a cabeça.

“Enfim, eu preciso ir encontrar a minha mãe, que já deve estar preocupada por causa do meu atraso e também não posso deixá-la sozinha, pois a minha irmã mais velha já deve estar no aeroporto embarcando para HongKong.... Ah! Quase esqueci, prazer meu nome é Choi San!”

San falou estendendo a mão na direção da mulher apressadamente ela apenas a segurou sorrindo.

“Prazer, Choi San, meu nome é Kim HanGil.”

HanGil falou olhando para San, que sorriu em resposta.

Com isso San saiu apressado da loja de conveniência, deixando HanGil sozinha com a prateleira caída sobre o chão.

“Legal, ele me deixou sozinha com a prateleira que ele derrubou..”

HanGil pensou em voz alta enquanto ria baixinho.

*em outro lugar*

No aeroporto principal da província de Gangwon, no Condado de YangYang estava a irmã de Choi San e filha da senhora Choi.

Ela estava na fila de revista, para o embarque no avião, havia duas filas uma de embarque e a outra de desembarque, ambas bem cheias.

Quando estava perto de sua vez de ser revistada para entrar no avião, se depara com dois homens bem arrumados, com roupas aparentemente caras sendo revistados na fila ao lado, não conseguia ver os seus rostos por causa do chapéu que os cobria, porém o primeiro tinha a estatura mediana e o segundo era alto feito um poste.

“Anda logo, eu preciso sair daqui sabia? Eu não tenho o dia todo.”

Um dos homens falou olhando com desgosto para o policial que apenas ignorou continuando a revistá-lo.

O primeiro homem passou saindo da fila, enquanto o segurança revistava o outro, todos os outros passageiros observando atentamente, pois eles não aparentavam ser de classe baixa, nem mediana.

O segurança notou que o segundo homem carregava uma mochila em suas costas.

“Pode me mostrar essa bolsa por favor?” O segurança falou apontando para a mochila que o segundo homem carregava, ele apenas riu em sarcasmo e entregou a mochila ao guarda.

“Pronto? Viu tudo o que queria?

Ou quer que eu fique nú aqui neste lugar público também?!”

O segundo homem falou ficando extremamente alterado, o primeiro homem apenas fez um sinal para que ele se acalmasse e o mesmo o fez.

Porém quando o guarda ia entregar a mochila de volta para o homem, notou algo estranho, tinha um certo volume na bolsa, porém ele havia olhado em todos os bolsos, não havia nada demais.

“Espere, tem algum bolso que chegue aqui? O que é este volume?” O guarda perguntou olhando fixamente para o homem que empalideceu.

“Isso? É apenas ar, relaxa cara!”

O outro homem falou empurrando o policial e tentando pegar a mochila de volta, porém o guarda logo percebeu e segurou com firmeza, fazendo os dois ficarem mais nervosos.

“Ei! Esta é a minha bolsa!

Eu sei que pessoas pobres como você devem saber quanto dinheiro isso custa e devem ser ladrões por natureza, porém isso não te dá o direito de roubar algo que é meu!” O segundo homem falou fazendo o guarda ficar ainda mais furioso, todas as filas estavam estagnadas, todos observando a cena que estava acontecendo no aeroporto, porém ninguém fazia nada para impedir o que estava para ocorrer.

“Corredor 17, embarque 5, preciso de reforços, contrabando de produtos ilegais, repito, preciso de apoio.” O segurança falou em seu rádio quando o primeiro homem abriu um compartimento da mochila na velocidade da luz, pegou uma arma e disparou contra o guarda que caiu no chão desacordado e começou a disparar aleatóriamente sobre as pessoas na fila, todas saíram correndo, porém quando Jihyoon estava correndo junto com os outros, sentiu uma dor repentina em seu braço esquerdo, caiu com força sobre o chão gelado do aeroporto.

Tudo estava rodando, não conseguia ouvir com clareza, foi aí que colocou a mão no seu braço e viu.... sangue... SANGUE?!

Depois disso, não viu ou ouviu mais nada, ficou apenas no vazio da escuridão.

Enquanto todos estavam alvoraçados, correndo de um lado à outro no estabelecimento, seguranças correndo para acalmar os passageiros, pessoas e crianças desesperadas ligando para a ambulância, os dois homens acharam esse o momento perfeito para sua fuga.

Saíram correndo silenciosamente, sem chamar a atenção de ninguém, quando estavam quase saindo do aeroporto em estado deplorável, puderam ver os seguranças correndo insanamente procurando-os de canto à outro.

Eles apenas riram em diversão, porém toda a risada desapareceu quando receberam uma ligação.

“Olá chefe! Tudo bem?”

Eles disseram nervosos.

“Vocês conseguiram passar despersebidos?”

O homem com a voz grossa falou direta e friamente para eles, que estremeceram de medo.

“Bom.. O Song se alterou um pouco e acabou entregando a gente-“

O primeiro homem tentou explicar porém foi cortado pela voz grave mais uma vez e dessa vez ela estava mais assustadora do que nunca.

“Song Mingi, eu já não te alertei sobre você melhorar o seu controle emocional?!

Você pode ter fodido com todo o planejamento! Os nossos parceiros ficarão enfurecidos se souberem que você quase sujou o nome deles assim como o meu!”

A voz soava cada vez mais alta e mais grave fazendo Mingi se encolher dentro de sua jaqueta que o cobria até a metade das pernas.

“Sinto muito, senhor!

Tentarei controlar mais minhas emoções, não acontecerá novamente!”

Mingi falou enquanto reverenciava para o celular, desesperado enquanto o primeiro homem o abraçava tentando acalmá-lo.

“Assim espero, enfim, agente Choi quero que você entre em contato com os nossos clientes e avise que a mercadoria pode atrasar um pouco devido à alguns problemas, já que o Song estragou o nosso disfarce não podemos arriscar tanto assim e ir entregando logo de cara, precisamos de discrição, agora que eles provavelmente irão contatar a polícia, precisamos agir com cuidado, ouviu Song Mingi?”

“Sim senhor!”

Ambos falaram uníssono, a voz grossa apenas riu baixinho e desligou o telefone.

~•~


Notas Finais


Esse foi o primeiro capítulo de muitos da nossa fanfic!
Espero que tenham gostado e que nos acompanhe nessa jornada que acabou de começar! :)

⚠Um aviso muito importante⚠

Postaremos um novo episódio toda semana, não temos certeza do dia porém fiquem ligados para não perderem!

Enfim, obrigada desde já por lerem.
Atenciosamente:
Ana, Ju e Keyla.


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...