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História Pétalas do amanhã - Capítulo 4


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Notas do Autor


Oie, desculpa a demora.
Espero que gostem♡

Capítulo 4 - Capítulo 4


(Não revisado)

Capítulo 4

O quartel aonde a máfia Bloody Hell se escondia estava em caos, todos os funcionários com posições menores apavorados pela raiva exagerada dos outros com posições superiores.

Todos estavam apreensivos, temendo o que todo os psicopatas, ladrões e outros que infringem a lei temem... A morte.

Pois eles já sabiam que se a polícia os achassem iriam pagar bem caro pelos crimes graves e erros que haviam cometido, as inúmeras vítimas que tinham matado e machucado, o estrago que tinham causado na sociedade.

Porém uma pessoa estava calma, sentada em sua cadeira larga e formosa, olhando para a parede e pensando a respeito das decisões que ainda lhe restavam para salvar aquela máfia que estava sendo consumida pelo desespero e ansiedade, ele estava a ponto de perder tudo o que lutou tanto para conseguir...

Porém seus pensamentos foram interrompidos por batidas na porta, o homem pensativo apenas a abriu apertando num botão perto de sua mesa, fazendo três pessoas entrarem na sala, com expressões de medo explícitas em suas faces, menos a do rapaz de fios castanhos, ele estava estranhamente calmo...

“Por que estão aqui?”

O homem que estava sentado na cadeira perguntou, arqueando uma sobrancelha e falando com sua voz grave e intimidante... Fazendo dois deles se estremecerem, porém um deles apenas olhou para o chão, parado, sem se quer olhar para a cara de seu chefe.

“U-Uh, chefe eu queria me desculpar... Eu não devia ter me exaltado, se eu tivesse controlado as minhas emoções não estaríamos nessa situação tão crítica... Perdão.” O rapaz de fios avermelhados falou olhando para baixo e se reverenciando para o homem da cadeira, que apenas esboçou um sorriso sarcástico em seus lábios.

“Você sabia que se você pedir desculpas agora não vai fazer diferença, certo?!

Você [email protected] com todo o plano que estávamos planejando por tanto tempo! Foi tudo em vão!

Song Mingi, você tem em mente sobre o que vai falar para os nossos superiores, quando eles descobrirem que falhamos?

Estamos mortos! Eles vão nos matar, eles vão destruir tudo o que eu lutei com o meu sangue, suor e lágrimas para finalmente conseguir depois de tanto tempo! eles vão tirar tudo de mim!!!”

O homem da cadeira falou se exaltando, levantando-se bruscamente da grande cadeira, batendo os seus punhos sobre a mesa, tentando controlar suas lágrimas contaminadas pelo ódio que estava consumindo seu coração naquele momento...Enquanto o rapaz de fios avermelhados e o de fios azulados apenas abaixaram a cabeça e ouviam o que ele tinha a dizer, encarando o chão, pois eles não tinham confiança e coragem para olhar nos olhos do rapaz de cabelos cor de mel, porém o rapaz de fios castanhos que antes olhava para o chão, logo se pronunciou, falando com uma firmeza inacreditável.

“Senhor, eu estive pensando em um modo de escaparmos, assim nós não iremos pagar a pena... Iremos ficar bem... Você quer ouvir sobre o que eu pensei?” O rapaz de cabelos castanhos se pronunciou, olhando para os olhos do rapaz enfurecido, que se acalmou um pouco ao ouvir as suas palavras, ele sempre tinha boas ideias, talvez não estivesse tudo perdido...

“Diga, pois essa pode ser a nossa única opção, pois não vai levar muito tempo para os nossos superiores descobrirem e virem aqui para nos punir... Precisamos de algo rápido e eficaz.”

Ele falou com uma voz serena e calma novamente, todos ficaram extremamente chocados, ele estava quase quebrando a mesa segundos atrás, agora está ouvindo calmamente a ideia de Jongho... É incrível o efeito que ele tem no rapaz de cabelos cor de mel...Todos tinham medo dessa troca de humor que ele costumava ter as vezes, porém Jongho apenas esperava ele se acalmar... Não aparentava ficar com tanto medo igual os outros.

“Podíamos nos infiltrar num lugar aonde não fosse muito movimentado, um lugar aonde os nossos superiores nem se incomodariam em procurar... E eu achei um lugar perfeito.”

Jongho exclamou, fazendo o homem da cadeira coçar o queixo pensando na possibilidade.

“Bom... Isso pode ser bem arriscado mas acho bem efetivo, pelo menos até a poeira abaixar, podemos procurar outro lugar quando todos esquecerem esse pequeno incidente...”

Ele falou esboçando uma expressão aliviada, quase podiam ver um pequeno início de um sorriso, depois de dizer todo o plano que havia planejado de última hora Jongho se reverenciou, se afastando da mesa,

Mingi apenas olhou para ambos assustado com os olhos arregalados, ele estava trabalhando lá fazia 2 anos e nunca viu o chefe dar se quer um sorriso de canto lábios...Alguns instantes depois o outro rapaz que não havia se pronunciado começou a falar sobre o que havia descoberto junto com Jongho, pois ele era como o pesquisador do pequeno grupo de agentes, aonde Jongho executava os planos perfeitamente, enquanto o rapaz de cabelos azulados planejava... Mingi estava tentando se encaixar há algum tempo mas estava sendo difícil para ele, pois ele não conseguia fazer nada que contribuísse para o time em sua visão, então ele se sentia um fardo... então ele estava apenas escutando tudo com atenção.

“Chefe, o lugar que o agente Choi falou é uma vila localizada na província de Gangwon, fica no litoral da província, quase ninguém vai lá, pois todos se concentram na capital que é a cidade de Chuncheon, que atrai muitos turistas e toda a população se concentra lá e nas regiões nas redondezas, deixando essa pequena vila quase vazia, se deixarmos de lado um bar chamado “Carmélia” que atrai uma quantidade boa de visitantes, mas não chega a ser uma quantidade exorbitante, vamos conseguir nos misturar muito facilmente.”

O homem de fios azuis falou, gesticulando cuidadosamente enquanto o homem da cadeira assentia em entendimento.

“Bom trabalho, Choi Jongho e Lee Taeyong, espero que continuem assim, responsáveis e capazes de contribuir para a nossa constituição, certo Song?”

Ele falou olhando para Mingi que apenas assentiu tentando esconder sua expressão tristonha, enquanto Taeyong e Jongho se reverenciaram em agradecimento.

“Estão dispensados, podem sair.”

O homem da cadeira falou, enquanto todos se reverenciaram e estavam à caminho da porta, porém o homem da cadeira chamou a atenção deles mais uma vez, fazendo todos olharem para trás.

“Mais uma coisa, agente Choi, você fica, temos que terminar de organizar a nossa fuga e desta vez não quero que ninguém atrapalhe o nosso plano.” O rapaz falou queimando Song com o olhar, Jongho surpreso assentiu, ficando na sala enquanto os outros dois saíram vagarosamente.

“Então? O que você quer,

Yeosang-ah? Já não discutimos o plano?” Jongho perguntou o encarando, arqueando uma sobrancelha enquanto encarava Yeosang de longe, o mesmo apenas bufou indignado por ser chamado informalmente por seu funcionário e antigo parceiro de crime, ele era 1 ano mais novo deveria ter mais respeito diante de seu chefe.

“Yah! Eu sei que eu e você fomos grandes parceiros no passado, mas eu continuo sendo seu Hyung e agora sou seu chefe então deve me respeitar!” Yeosang falou com a sua voz grave e rouca tentando intimidar Jongho, porém falhou, porque o mesmo apenas riu de sua cara.

“Você acha que essa voz de dor de barriga vai me afetar?”

Jongho falou debochando do mesmo, que apenas franziu a testa em resposta... Yeosang estava intrigado...Por todos aqueles anos seu truque nunca funcionou com Jongho, talvez fosse porque eles já estavam trabalhando juntos há tanto tempo que ele devia ter se acostumado ou aprendido a lidar com isso.

“Você sempre foi um garoto rebelde, não seguia as regras, corria riscos desnecessários...Não me admira que o meu olhar não funcione com você.”

Yeosang falou fazendo uma expressão séria novamente, porém Jongho também não foi afetado, ao invés disso ele se aproximou ainda mais de do chefe Kang, apoiando os pulsos sobre a mesa.

“Sim... Eu nunca seguia as regras, aqui não será diferente irei fazer a diferença, não serei como todo o resto, não serei como você foi um dia, irei me destacar por minha individualidade, você foi apenas outro pau mandado, sempre seguia tudo o que eles diziam sem pensar duas vezes, irei fazer diferente.” Jongho falou olhando no fundo dos olhos de Yeosang que franziu ainda mais o rosto em raiva, o rapaz de cabelos cor de meu apertou seus pulsos em raiva, os deixando todos marcados pela quantidade de força que estava depositando neles... Como ele queria que Jongho entendesse que ele não tinha escolha ao não ser puni-lo quando ele desobedecia aos superiores... Era questão de vida ou morte, Yeosang estava apenas tentando protegê-lo, pois ele sabia o quão perigosas eram aquelas pessoas que Jongho estava se envolvendo... Porém o pequeno parecia não perceber, continuava a desobedecer... Isso estava deixando Yeosang louco, as inúmeras vezes que ele levou a culpa por ele, tentando protegê-lo... Jongho não enxergava nada disso... Isso fazia Yeosang estremecer em raiva e arrependimento, pois tinha arriscado a vida dele por alguém que nem ao menos reconhecia...

“Esqueça o que eu ia dizer,

Está dispensado, pode sair.”

Yeosang falou olhando para baixo, evitando qualquer contato visual com Jongho, que apenas abaixou a cabeça e foi em direção à porta.

Jongho então já estava a caminho da porta, porém quando estava quase saindo por ela, ele não podia se conter e falou:

“Você se faz de líder, porém você nem ao menos sabe o que fazer, está perdido... A única coisa que você faz é dar ordens e rebaixar os outros, pois isso lhe faz sentir poderoso, certo?

Pois fique sabendo que enquanto eu viver, vou lutar com a minha vida para impedir você de menosprezar qualquer agente inocente.”

Essa frase fez o sangue de Yeosang borbulhar, pois no fundo ele sabia que o que Jongho estava dizendo tinha credibilidade... Porém isso o fazia ter mais ódio de si mesmo, pois ele estava ficando cada mais ambicioso com cargos, rebaixando cargos menores, pois talvez daquela forma isso servisse como consolo, pois ele havia gastado praticamente sua vida inteira lutando por algo que se arrependeu anos depois, porém já era tarde demais para voltar atrás, já estava muito envolvido iria morrer se tentasse sair...A única coisa que restava era seguir em frente...Ele se sentia fraco por dentro, por não ter força para desistir...Porém ele não gostava de demonstrar isso, o fazia parecer vulnerável... Yeosang odiava isso.

Com isso Jongho riu pela última vez e saiu da sala, deixando Yeosang ainda mais perturbado que antes...

O que estava acontecendo com ele, que sentimento era aquele?

Seria... Culpa? Arrependimento?

Já fazia algum tempo desde que sentiu esses sentimentos pela última vez... ele estava abrindo os olhos de novo?

Porém o seu ego ainda estava falando alto, ele mal conseguia ouvir a própria voz... Porém ela ainda estava lá... Mesmo estando em tom baixo, estava lá. Era questão de tempo até que ele percebesse e então ganharia finalmente aquela luta contra seu ego, que parecia ser interminável...

Talvez não fosse neste momento, porém ele estava finalmente percebendo que havia mudado... Não era o mesmo Yeosang... Seria esse o motivo que Jongho estava tão estranho consigo?

Seria esse o motivo no qual ele se separou dele, decidiu terminar os crimes organizados que praticavam juntos anos atrás?

A cabeça de Yeosang estava a mil, toda vez que ele conversava com seu velho amigo, ele refletia sobre isso, mas então ele se recordava que já estava tudo no passado não havia como voltar atrás...

Porém aquela maldita culpa ainda rodeava o seu coração que havia sido consumido pela ganância e o orgulho, quando virou chefe daquela unidade de máfia anos atrás.

(Algum tempo depois...)

Algumas horas de planejamento se passaram, todos os agentes que estavam cientes do plano, estavam nervosos sentindo seus estômagos revirarem em ansiedade, um deles tentava esconder de todas as formas, porém era explícito em sua expressão, já os outros dois nem se quer aparentavam estar tão ansiosos, estavam apenas um pouco agitados... eles eram:

Um Mingi totalmente tenso, não conseguindo focar em mais nada, então para não ser tão suspeito, estava abrindo e fechando as abas de seu computador, repetidas vezes, torcendo para que ninguém notasse as mãos dele que suavam frio e tremiam.

O outro envolvido era Taeyong, que estava calmamente navegando em seu computador, procurando mais sobre a vila na qual eles iriam se hospedar por um tempo, assim também estava Jongho, os dois estavam estranhamente quietos e calmos, o total oposto de Mingi.

Yeosang, apenas observava as câmeras de segurança diversas vezes parecendo estar paranoico, pois era fato de que eles provavelmente não viriam naquele dia, porém um dia eles iriam chegar, destruíriam tudo o que um dia foi seu... Pisariam em seu território, matariam seus agentes sem um pingo de piedade e se apenas tivessem muita sorte eles deixariam ele e seus agentes principais em paz... Yeosang apenas aceitou aquele plano de Jongho pois queria tranquilizar todos eles, pois ele sabia que se falasse a realidade, todos iriam enlouquecer de medo...

Ele mentiu...

Porém para proteger eles...

Talvez Yeosang parecesse não ter nenhum sentimento, porém ele ainda tinha, apenas não mostrava com palavras, isso o fazia parecer um robô... Pois ele nunca soube se expressar com palavras, talvez tinha sido isso que o afastou ainda mais de Jongho.

“Aish! Por que eu ainda continuo voltando neste assunto, já foi Yeosang! É passado! Não adianta ficar se lamentando sobre o leite derramado!” Yeosang disse para si mesmo, apertando os punhos em raiva... Porém acabou rindo de sua atitude... “Eu sou patético” Pensou esfregando as mãos em sua face soltando um suspiro frustrado, estava se esforçando para esquecer aquele assunto.

De repente, ele ouviu um barulho estranho vindo de seu computador,

interrompendo totalmente a sua mente perturbada... mas aquela imagem fez o coração de gelo de Yeosang se estremecer e parar por alguns segundos.

Era um aviso de invasão, ele então imediatamente olhou para as câmeras, procurando possíveis invasores...

“Não é possível... Não pode ser...”

Yeosang murmurou, sentindo seu peito doer, suas mãos suarem como nunca antes, sua respiração ficou totalmente descompassada, estava perto de uma hiperventilação.

“Está na hora... Não achei que seria assim tão cedo.”

Yeosang falou firme, porém sentindo a sua garganta doer.

Ele então apertou o botão que estava perto da sua mesa que disparou um alarme ensurdecedor, que fez todos se desesperarem, fazendo os seguranças se equiparem com suas armas, estava tudo uma correria, um caos.

Porém no meio desse caos, Mingi, Taeyong e Jongho, eles estavam pegando seus pertences, tentando fazer tudo do jeito mais rápido e eficiente, se preparando para fugir e deixar todas aquelas pessoas para trás, aquilo quebrou todos eles... Mesmo que fossem bandidos... Alguns não eram tão ruins... Não mereciam morrer.

Yeosang pegou sua maleta, que continha nada mais que uma arma para auto defesa, olhou mais uma última vez para a sala, tentando guardar tudo o que fazia parte daquele ambiente, que fez parte de sua vida em sua memória falha, ele então fechou a porta e começou a correr na direção aonde eles haviam combinado de se encontrar, na sala de reuniões, que era estrategicamente posicionada perto da saída, para casos de emergência.

Todos estavam correndo de um lado para o outro, em desespero enquanto os mafiosos chineses atiravam sem hesitação, matando vários agentes em questão de minutos, eles eram muito experientes o que fazia o plano de Jongho ser ainda mais arriscado.

Yeosang encontrou um grupo de chineses mafiosos no caminho da sala de reuniões, eles estavam espancando um agente... Yeosang rapidamente se escondeu atrás da parede apenas ouvindo o que estava acontecendo ali.

“Yah, vamos ver se ele aguenta por muito tempo, duvido que ele seja forte, os coreanos não passam de covardes, fracotes, nem sei o porquê do chefe soberano querer um sede aqui, eles são incompententes!

Seria muito mais fácil se apenas entrássemos aqui com o nossos agentes, acabaríamos com eles na velocidade da luz.”

Um deles falou debochando a cada palavra, fazendo Yeosang sentir o seu enorme ego ser gravemente ferido... Yeosang não podia tolerar aquilo, porém ele tinha que ser discreto, talvez fosse melhor apenas ignorar.

“Yah, e aquele bunda mole do Kang Yeosang? Não sabe nada sobre liderança, é inútil!

Está lá apenas por causa de contatos, foi o que eu ouvi.

Vamos matar aquele desgraçado de uma vez, duvido que ele vai sobreviver aos meus golpes.”

O outro chinês falou, ainda batendo no corpo do pobre agente coreano, fazendo todos os outros rirem da cara de Yeosang, aquilo bastou para fazer Yeosang perder o controle.

Sem pensar duas vezes Yeosang correu com toda a velocidade que podia e acertou em cheio o nariz do chinês que havia lhe insultado, com sua maleta.

Todos os outros encararam pasmos a situação, Yeosang tinha chamas em seus olhos, aquilo bastou para assustar aqueles mafiosos.

“Olha... um concelho, “amigo”:

Nunca acredite em boatos, muitas das vezes eles são falsos.”

Yeosang falou com um sorriso assustador traçado nos seus lábios, fazendo todos eles estremecerem e se encolherem dentro de seus próprios trajes.

“N-Não fui eu que disse a-aquilo!

Foi ele! Não me mate! Mate-o!”

O chinês, que antes estava falando mal pelas suas costas, agora estava implorando perdão e ainda por cima estava culpando outra pessoa inocente... Aquilo bastou para Yeosang.

“Os coreanos que são covardes não é mesmo?! Se olhem no espelho antes de falar de outras pessoas, encontrem primeiro os seus erros antes de apontar os de outra pessoa.”

Yeosang falou fuzilando eles com o olhar, todos engoliram seco, olhando para baixo com medo.

“Yah, pra mim já chega.”

Yeosang falou tirando a arma que tinha em sua maleta e atirando neles na velocidade da luz, fazendo eles gritarem em dor, os tiros que foram disparados por Yeosang fizeram dois deles caírem desmaiados no chão, aquela vista fez Yeosang sentir vontade de continuar... Yeosang adorava torturar pessoas que realmente mereciam... fazer justiça com as próprias mãos.

(...)

Quando Mingi, Jongho e Taeyong estavam correndo à caminho da sala de reunião, para se encontrar com Yeosang, aquela sala era o único lugar seguro naquela quartel que estava sendo dominado pelos mafiosos... Podiam-se ouvir gritos estridentes de pavor, sangue para todos os lados... Porém eles não podiam parar para ajudar, tinham que sair dali o mais rápido possível, se não iriam ter o mesmo destino dos corpos deitados no chão, totalmente vida.

As suas respirações estavam totalmente ofegantes, fazendo eles sentirem dores abdominais, pois não tinham respirado do modo certo por conta do desespero que dominava o subconsciente deles.

Jongho estava com a mente turbinada de pensamentos... ele estava cogitando o que aconteceria se algum deles morresse... se ele mesmo morresse, para aonde ele iria?

Ele iria para o tão aclamado “céu”?

Ele iria para o tão temido “inferno”?

Ou Teria a sua próxima vida?

Jongho estava confuso, pois não era uma pessoa com ações louváveis o suficiente para entrar num lugar tão bom... mas também não cometia ações tão errôneas para merecer ir para um lugar ruim...

Ele estava em cima do muro, aquilo estava fazendo sua cabeça doer e latejar, apenas de pensar em assuntos tão complicados, que ninguém sabe ao certo.

Ele nunca achou que iria desejar aquilo, pelo menos não depois de tudo o que aconteceu... porém o que ele mais pedia, implorava era:

“Por favor, deixe-me ver o Yeosang novamente...”

Porém os passos deles cessaram ao ver que em sua frente estavam os mafiosos parados na frente deles, os encarando de forma assustadora, alguns mantinham a expressão séria, porém outros sorriam de modo malicioso.

“Yah, Yah... Podem ir parando aí.

Aonde pensam que vão?

Estão achando mesmo que iam escapar da diversão que ainda nem começou?”

Um deles falou debochando do grupo com uma risada divertida, enquanto Jongho e os outros apenas os encaravam com fogo nos olhos.

“Eu não quero participar desse massacre que você está fazendo com a nossa sede.

Eu posso ter matado muita gente, porém todos eram mafiosos que haviam cometido erros horríveis, então estou com a consciência limpa.

Ficaria grato se vocês me dessem a oportunidade de ter mais sangue sujo nas minhas mãos.”

Jongho falou, os fitando com uma expressão séria, que podia assustar qualquer um, porém os chineses não se afetaram.

“Oh, pois eu adoraria poder levar você também ao lugar no qual pertecence... Ao lugar que todos nós aqui desta máfia pertencemos... O inferno...”

Ele falou se aproximando do grupo, que deu passos para trás, tentando se afastar do grupo chinês.

“Haha! Eu sabia, vocês podem fingir o quanto quiserem que não temem a gente... mas vocês nunca vão conseguir nos vencer, suas ações já denunciam que vocês mesmos já sabem disso.”

Ele falou apontando para os pés deles, então Taeyong olhou para Jongho, que fez um sinal positivo com a cabeça.

“Você esqueceu de um detalhe...”

Jongho falou se encostando na porta da sala de reuniões enquanto olhava nos olhos do mafiosos, que apenas o encaravam, confusos.

“Somos... um povo covarde...

Sabe o que isso significa..?”

Jongho falou batendo duas vezes na porta, os chineses observaram atentos... porém nada aconteceu.

“Haha! Realmente um povo que nunca vamos conseguir compreender-“

Ele falou andando para trás, porém ele esbarrou e alguém, que aparentava ter uma altura acima da média, ele então olhou para trás assustado.

“Bom dia, rapazes.”

Yeosang falou acenando com um sorriso tomando conta de seus finos lábios, os chineses então arregalaram os olhos, se assustando com a figura.

Yeosang se aproveitou que eles estavam em transe por causa do medo e rapidamente golpeou um deles com a maleta, fazendo ele apagar imediatamente, sobre o chão.

“E... Boa noite~”

Ele falou rindo do corpo que estava caído no chão, então os outros acordaram e tentaram atacar porém não funcionou, pois Mingi, Jongho e Taeyong já estavam lutando juntamente ao líder.

Eles conseguiram nocautear todos aqueles mafiosos em poucos segundos, então seguiram correndo até a saída, porém as balas da arma de Yeosang haviam acabado.

Quando estavam quase lá,

ouviram um disparo de arma, que fez um grande estrondo, ouviram também um grito estridente e agudo...

Yeosang reconheceu no mesmo instante no qual o grito foi proferido, olhando para trás por extinto.

“ARRGHH! PORRA, MINHA PERNA!”

Jongho havia sido atingido por um mafioso, eles podiam ver a silhueta que era refletida na parede, ele estava com muitos outros mafiosos o seguindo, ele estava sorrindo com uma arma na mão, aquilo fez eles ficarem mais desesperados.

“JONGHO!! NÃO!!”

Yeosang gritou em desespero ao ver seu amigo, caído sobre o chão, com uma poça de sangue de baixo de sua perna.

“JONGHO VENHA! NÃO PODEMOS PARAR AGORA!”

Taeyong e Mingi gritaram, tentando voltar para buscar Jongho, porém ele logo gritou em desespero sentindo lágrimas pesadas em seus olhos.

“NÃO! FUJAM! ME DEIXEM AQUI!

EU NÃO VOU CONSEGUIR SOBREVIVER COM A CULPA DE TER ATRAPALHADO VOCÊS!

... E-Eu vou f-ficar bem...”

Jongho disse soluçando, sobre a última frase que ele dissera, sim, ele tinha mentido, mas ele não queria ser o motivo do grupo não escapar... Ele iria ficar lá...

Pelo seu grupo...

“De jeito nenhum vamos deixar você aqui, Jongho-ah!!”

Mingi gritou sentindo o seu peito doer, em apenas pensar em perder seu amigo... A pessoa que o ajudou o tempo todo...

“Eu não vou te deixar aqui, Jongho... Eu sei que nós não somos mais parceiros nem nada... Porém eu ainda me importo com você!

Você nunca deixou de ser meu irmão mais novo! Meu parceiro no crime! Meu melhor amigo...”

Yeosang falou abrindo o coração que ele manteve fechado por tanto tempo, ele sentiu um alívio por estar finalmente admitindo aquilo em voz alta, porém sentiu um aperto por pensar que aquela poderia a última vez que veria o seu companheiro na sua frente e isso quebrantou o seu coração...

“Eu nunca quis me afastar de você, Hyung... Mas eu não tive escolha, você estava sendo cada vez mais consumido pela ganância... Não era mais o mesmo...

Porém eu ainda me arrependo todos os dias, por ter escolhido isso, queria que tivesse sido diferente, porém não podemos mudar o passado...

Mas tem uma coisa que eu queria dizer a você fazia tempo...

...Eu te amo, Hyung... V-Vou sentir sua falta, se cuide, coma direito, espero poder encontrar você na minha próxima vida... Você foi a pessoa com quem eu mais me importei nesta vida... Obrigado.”

Jongho falou sorrindo, Yeosang não conseguiu conter suas lágrimas, já estava chorando sem parar.

“Aquilo era mesmo uma despedida?”

Parecia que eles tinham se conhecido ontem no treinamento da máfia aonde eram apenas amadores que sonhavam acordados, passou tão rápido... Agora eles iriam se separar... Para sempre... Aquilo era inacreditável para Yeosang.

Então os mafiosos finalmente chegaram e agarraram Jongho pelos braços, ele se debatia tentando sair da mão deles, porém era inútil, não iria funcionar.

“CORRAM! CORRAM! AGORA!

Adeus, meus amigos, vou sentir saudades, espero poder encontrar vocês numa próxima vida... até lá...”

Jongho falou e todos começaram a correr, Yeosang sentia um vazio enorme em seu peito, aquilo estava devorando ele vivo.

Porém Taeyong parou no meio do caminho, olhou nos olhos de Yeosang e sorriu, da forma mais doce e angelical possível, mas era possível ver a tristeza em seus olhos.

“Yeosang, me perdoe mas eu não consigo deixar ele para trás, podem ir, mas eu vou ficar aqui com ele... Eu devo isso à ele...”

Taeyong falou abaixando a cabeça e correndo na direção oposta dando de cara com o mafiosos, que começaram a agredir cada vez mais ele e Jongho.

Yeosang então olhou uma última vez para trás, sentiu seu coração de gelo se despedaçar por completo quando viu Jongho olhando para ele sorrindo, mesmo que estivesse totalmente machucado, sangrando muito, ele nunca deixava de sorrir, até nos piores momentos... aquela cena ficou gravada no seu coração e mente...

Mingi então puxou o pulso de Yeosang que estava congelado olhando aquela cena, então ambos saíram de lá correndo o máximo que conseguiam, porém suas almas permaneceram lá, revivendo aquele dia várias vezes... Culpa e arrependimento dominavam seus corações.

(Algum tempo depois...)

HanGil estava acabando de limpar o bar, que mais uma vez já estava para fechar, depois de um dia cansativo de trabalho, já era bem tarde da noite.

Porém ela estava muito animada, pois no dia seguinte seu filho receberia alta e poderia ver ele novamente... Aquilo aqueceu o seu coração que estava frio por causa da preocupação.

Ela iria ver seu anjinho todos os dias de novo, agora ela iria protegê-lo com toda a sua força, agora ninguém iria machucar o seu

menino.

Porém ela ouviu alguém entrar no bar, por causa do sino que ela havia instalado na porta, ela logo pensou que fosse alguém bêbado e já foi ver quem era com uma expressão cansada e estressada.

“Desculpe-me senhor, mas estamos fechados, já passa das 00:00, vá para a sua casa, você pode vir aqui de novo às 14:00 da tarde.”

HanGil falou olhando para o rapaz de cabelos vermelhos, porém ele não pareceu escutar, ele não tinha nenhuma expressão em seu rosto, os olhos dele estavam totalmente inchados e vermelhos, aparentava estar chorando momentos antes...Ele realmente parecia estar em choque, aquilo assustou HanGil.

“Y-Yah... Você está bem?

Quer ajuda com alguma coisa?”

Ela falou fitando-o com preocupação, ele não parecia estar nada bem.

“E-Eu preciso de ajuda, na verdade ele precisa mais que eu... Ele perdeu pessoas muito importantes hoje...”

Ele falou com a voz trêmula, gaguejando a cada palavra proferida, fazendo a preocupação de HanGil apenas aumentar.

“Quem precisa de ajuda...?”

HanGil perguntou olhando em volta, procurando alguém, porém não achou.

O rapaz de fios avermelhados então fez um sinal para ela o seguir, então mesmo receosa ela o fez, pois nunca tinha visto alguém nesse estado na vila antes.

Eles então chegaram à um beco escuro aonde ela conseguiu enxergar um rapaz de cabelos castanhos cor de mel, ele estava apoiando costas na parede pichada, sentado sobre o chão com as mãos sobre a face e soluçava alto, não aparentava estar bem.

“O que tinha acontecido?”

HanGil perguntou para si mesma, pois aquele tipo de situações não era comum naquele lugar tão pacífico.

“Ele precisa de ajuda... Você pode nos ajudar?”

O homem de cabelo vermelho perguntou com uma voz baixa, olhando para HanGil, que apenas olhou para baixo para pensar a respeito.

(...)


Notas Finais


Novamente peço desculpas pela demora.
O que estão achando?


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